À Primeira Vista: o retorno emocionante do Teatro do Sesc Santos com Chico César

Texto por: Walter Titz Neto Chico César tem a fineza intelectual de Cruz e Sousa e a nobreza popular de Carolina Maria em seus poemas. É uma Entidade zeladora da cultura popular brasileira, e canta tão bonito quanto à Serra do Araripe às seis da tarde. Foi ele quem o Sesc Santos escolheu para reabrir as portas de seu teatro após um ano e meio enclausurado. E no caminho até o show era impossível não pensar nisso também, nesse período recluso. Fui a pé com um amigo e lembrávamos dois adolescentes caminhando quilômetros até um show de hardcore, ansiosos pelo acontecimento, mãos geladas nos bolsos, pensando nos que gostariam de estar e se foram precocemente. Afinal, é o Chico, essa Entidade que dizíamos, poeta cantador que desenha as palavras no melhor estilo Guimarães Rosa, é um sertanejo trovador que vem de arrastar viola nas pedras de Catolé da Rocha e desafiar outras cordas nas festas de Loro em São José do Egito, que caminhando Paraíba se chega ao Pernambuco, esse Caicó Arcaico embrenhado de sertões herdeiro do Modernismo brasileiro conectou-se com o mundo. Um Béradêro, como descreve Chico no poema canção que abre seu primeiro disco, Aos Vivos. Aliás, também é a mística de abertura do concerto em Santos num emblemático Dia dos Professores – “e a cigana analfabeta lendo a mão de Paulo Freire”. Chico simboliza o dia e se posiciona. A partir daí o show é todo uma exposição de uma grande obra de arte com o artista simpático, bem humorado e muito inteligente que passeia leve e saudoso por seus discos o tempo todo interagindo com o público. Referências de Chico César a Santos Homenageia Santos cidade porto, cidade baía e seus Santos. Honra o público com muitos clássicos. Era impossível não se emocionar. Meu amigo chorou quando ouviu o brega modernista Da Taça, “do lance de dançar sem som, tão bom, bateu”, que vem acompanhada da música prece Onde Estará o Meu Amor, orada outrora por Bethânia. Quem não se emocionou quando soou À Primeira Vista, clássico dos clássicos, imortalizada em espanhol por Pedro Aznar? O poeta de referências e multireferenciado mostra que é um homem de seu tempo e anima com o refrão arroxado de History, e não perdoa com o reggae conjuntural Pedrada e a solidária De Peito Aberto, ambas músicas do disco O Amor é um Ato Revolucionário. Nas clássicas Mama África e Pedra de Responsa, ensaiamos o desejo de dançar com as mãos e meneando a cabeça ora culpados mas agradecidos por estarmos ali naquele momento e então Chico trouxe duas músicas inéditas e uma delas era um frevo muito sagaz – “eu vou tomar vacina quem não quiser que tome cloroquina”. Como não lembrar dos ausentes? Como? Ora! “Chega tem hora que ri de dentro pra fora. Não fica nem vai embora. É o Estado de Poesia”. Assim estávamos todes quando Chico caminhou e cantou e seguiu a canção de Vandré. Lágrimas de muitos momentos, ali encontraram braços que as buscavam em seus abraços solidários. Muitos Brasis se toparam. Marielle e Juliette E Chico perguntou, alguém do Nordeste? Vocês sabem o que é Arenguêra? E lembrou Marielle, e lembrou Juliette que paraibana como ele rezou Deus Me Proteja ao vivo no BBB e sagrou-se, e com ela o Chico porque “caminho se conhece andando”, é assim que vamos. Por fim, assim me despedi da noite Caminhando e Cantando Aos Vivos, os sem amor, os sem teto, os sem paixão, sem alqueire, Chico. Sem esquecer dos mais de 600 mil ausentes até aqui. Confesso que senti a ausência de A Prosa Impúrpura do Caicó, mas cheguei em casa mais leve que de costume. Aliás, fiz o que faço todas as noites: cantei Templo para o meu menino dormir.

Elevarte Music: Jovem Basti aborda independência e autenticidade em novo single “Frio”

Jovem Basti - Frio

Independência e autenticidade. Esse é o espírito do novo single de Jovem Basti: Frio. A letra aborda a vivência do artista no contexto da música trap independente enquanto ressalta a importância dos sonhos e das amizades. O lançamento chega nas plataformas de streaming através do selo Elevarte Music.  O título da canção, “Frio”, foi inspirado no dia em que o cantor compôs e gravou a linha de voz – em um chalé, em Visconde de Mauá. A região fica na Serra da Mantiqueira, na cidade de Resende (RJ). Além da letra, Jovem Basti ainda assina o instrumental, a mix e a master da música. O visualizer também foi dirigido pelo artista. Segundo Jovem Basti, a música é lançada com o intuito de tocar as pessoas que gostam de trap e se identificam com a ideia de auto afirmação.  “Essa música frisa o quanto é importante ser independente e autêntico. Por isso, vejo que é possível alcançar cada vez mais pessoas. Mais do que isso, viso construir um público de forma orgânica”, destacou. 

Então É Aqui: Pablo Vermell satiriza angustia pós-término em novo single

Pablo Vermell - Então É Aqui

“Quando o leite já está derramado, mais vale rir do que chorar”. É a partir desse sentimento que o cantor e compositor Pablo Vermell divulga o single Então É Aqui. O lançamento chega às plataformas de streaming via Caravela Records / Warner Music Brasil. A faixa satiriza a angústia pós-término enquanto alude ao saudosismo da musicalidade dos anos 60 e 70. Além disso, Então É Aqui se remete à sonoridade do dream pop contemporâneo. No videoclipe, Pablo referencia O Último Programa do Mundo, atração que se destacou em meio ao iminente fim da MTV Brasil Abril, mais conhecida como “antiga MTV”.   A faixa foi gravada em Santos, São Paulo. Na ocasião, o cantor contou com o suporte do produtor Gabe.Sx e gravou as linhas de baixo e guitarra. O videoclipe, por sua vez, foi filmado e editado por Mika Xavier.   Pablo, aponta Então É Aqui como uma canção ambígua.  “Sabe quando a gente passa por algo ruim e pensa ‘ok, vou superar isso’? No fundo, todo mundo sabe que as coisas não funcionam exatamente desse jeito. Particularmente, sempre usei o humor como uma válvula de escape quando as coisas não rolam conforme o planejado. Dessa vez, tentei deixar isso explícito no clipe”, frisou.  Anteriormente em 2021, Pablo lançou o single Can I Call You? e o EP Fugaz. Agora, o artista se prepara para o lançamento de novos trabalhos autorais. 

Elevarte Music: Com reggae e rap, Fraterna Trip e Maracatech criticam negacionismo em novo single “Tá Quente”

Fraterna Trip - Tá Quente

Durante a pandemia, muitas pessoas perderam entes queridos. E é fato que o número de mortes está estritamente ligado ao negacionismo e à forma como o governo brasileiro tem lidado com a saúde pública. Todo esse contexto é fonte de inspiração para a banda Fraterna Trip no single Tá Quente. A música tem participação do Maracatech e conta com a produção de Jean Dolabella. Para conceber a canção, o grupo reuniu elementos de reggae, música pop e hip hop, remetendo-se à sonoridade de nomes como Sticky Fingers, Marcelo D2, Lagum, Daparte e Chico Science & Nação Zumbi.  O videoclipe, por sua vez, tem direção de Rafael Monteiro e Vitor Hugo Sales. O lançamento chega às plataformas de streaming através do selo Elevarte Music. O vocalista da Fraterna Trip, Rafael Monteiro, aponta o significado do título da música. “O nome ‘Tá Quente’ representa tanto a mensagem expressa no refrão, de que o que realmente importa é o calor dentro de nós mesmos, ressaltando a nossa união, quanto a mensagem do verso, que frisa que o Brasil enfrenta um momento tenso e conturbado”, frisou.  A Fraterna Trip está em atividade desde 2019. O grupo ainda é formado pelos músicos Leonardo Kapáz (guitarra), Bruno Jelen (baixo) e Matheus Sawaya (bateria). Anteriormente em 2020, a banda lançou o EP Te Encontro Na Saída. 

Funk consciente: Vino L. retrata tráfico e ostentação em novo single

Vino L. - AK47

Roupas de marca, carros, drogas e ostentação. É assim que o universo do crime diariamente alicia os jovens no subúrbio brasileiro. Garotos que buscam o sucesso rápido, mas acabam mortos ou atrás das grades. É sobre essa triste realidade que o rapper carioca Vino L. canta no single AK-47.  A letra retrata a forma como o tráfico de drogas pode iludir, ludibriar e destruir os sonhos e anseios dos adolescentes nas comunidades. A melodia, por outro lado, é guiada por uma batida de funk que se remete tanto a Furacão 2000, quanto aos artistas mais contemporâneos, tais como MC Leozinho da ZS e MC Hariel.  Para conceber a faixa, Vino L. ainda se inspirou em Criolo e MV Bill. A produção musical é assinada por André Menegazzo. O cantor conta que a história de AK-47 é fictícia, mas inspirada na dura realidade que a desigualdade social impõe aos jovens periféricos.  “Eu vim do subúrbio carioca. Fui criado em Bangu, na Zona Oeste do Rio.  E infelizmente, vi esse enredo se repetir várias vezes, atingindo inclusive pessoas conhecidas minhas e dos meus irmãos. É um caminho fácil, mas curto para quem resolve seguir nele. E é sobre isso que eu canto nesta música”, frisou.  Em atividade desde meados dos anos 90, Vino L. atualmente reside em Maceió, Alagoas. Anteriormente neste ano, lançou as músicas Belinha, Longe Demais e Tesão. O artista ainda se inspira no pop, na black music e no trap. 

Com rock e diversão, LILEE divulga compacto Rock Indie Kids!:

LILEE - Rock Indie Kids!

O rock também é para as crianças. Esse é o espírito do trabalho de estreia da cantora-mirim LILEE, de apenas 7 anos de idade. “Rock Indie Kids!” é uma espécie de compacto, que reúne as canções Dente e Amigos. O lançamento chega nas plataformas de streaming através do selo NOVEVOLTZ RECORDS. Com um teor divertido, ambas canções se remetem ao rock e ao indie, por exemplo, ao conter guitarras distorcidas em meio à sutileza das musicalidade infantil. E para chegar nessa sonoridade, LILEE contou com um time de peso. O baixo, por exemplo, foi gravado por Alexandre Kassin. O músico é principalmente conhecido por produzir nomes como Los Hermanos, Vanessa da Mata, Lenine, entre outros. A bateria e o violão, por outro lado, foram gravados por Renan Martins e Felipe Bate. O primeiro acompanha a banda Melim e o cantor Bryan Behr. Felipe, por sua vez, é um músico de estúdio que já trabalhou em gravações de artistas como Anavitória e Giulia Be. LILEE compôs tanto Dente quanto Amigos. Para produzir o compacto, teve a ajuda do seu próprio pai, Miguel Afonso, que ainda gravou as linhas de guitarra e teclado. Ele aponta o Rock Indie Kids! como uma brincadeira de pai e filha que ficará registrada para a eternidade. “Ela é apaixonada por música desde muito nova. No ano passado, aos 6 anos, começou a tocar bateria e desde então diz que quer ser cantora quando crescer. O que tiver que ser, será. O que importa é que ela é uma menina muito alegre, saltitante e sorridente. O compacto é influenciado pelo que a LILEE mais gosta de ouvir. Ou seja, Miley Cyrus, Breanna Yde e Meghan Trainor”. No dia 10 de novembro, a cantora-mirim divulgará o videoclipe de Dente. A obra é dirigida por Eduardo Levy e Marcelo Paiva, que atuam na Janeiro Filmes e são conhecidos por dirigir trabalhos com artistas como Malia, Priscila Tossan, entre outros. 

Despertamente: Ancestral Diva ressalta liberdade em novo videoclipe

Ancestral Diva - Despertamente

“Um eu-lírico que se liberta das amarras impostas pela sociedade visando encontrar a sua própria essência”. Essa é a narrativa do novo videoclipe da banda Ancestral Diva: “Despertamente”. No vídeo, o grupo desbrava o desconhecido e performa a canção em um sítio. O videoclipe tem direção de Donald Carlosh e foi filmado em Belo Horizonte, Minas Gerais. O trabalho dá continuidade à divulgação do álbum homônimo da Ancestral Diva, disponibilizado recentemente nas plataformas de streaming.  O guitarrista Zé Mário Sousa conta que o título da canção trata-se de uma junção entre as palavras “despertar” e “mente”.  “Gostamos dessa liberdade poética de “criar” novas palavras para expressar de forma mais palpável as coisas mais abstratas. “Despertamente”, por exemplo, é uma música que ressalta o sentimento de liberdade, que fica exposta no videoclipe, na letra e no arranjo musical como um todo. É sobre abraçar o caos e ser feliz”, frisou. Tanto em Despertamente, quanto em todo o seu álbum de estreia, a Ancestral Diva mistura elementos de blues, stoner rock e música pop. Além de Zé Mário Sousa, a banda conta com o Babo Gruppi (voz), Luce Lee (baixo, piano e synths) e Saulo Ferrari (bateria e percussão).  Festival Mondo NYC A banda Ancestral Diva faz parte do line up do Festival Mondo NYC, que acontece no próximo dia 13 de outubro. Trata-se de uma conferência internacional de music business. E para a ocasião, o quarteto gravou um show case tocando três canções autorais: Macumbeira, Fim Distante e Pindorama.  O material será inicialmente transmitido para o público que comprar os tickets para o evento. No entanto, posteriormente será disponibilizado via Youtube no canal da Ancestral Diva. 

Doda Garcia é atração no Festival IAX no dia 3 de outubro

Doda Garcia - Festival IAX

O cantor e compositor Doda Garcia se apresenta na segunda edição do  Festival IAX no dia 3 de outubro. O evento é virtual e ressalta a diversidade e luta em prol da música independente. A transmissão ocorrerá via Youtube, às 16 horas. Para a ocasião, Doda preparou uma performance reunindo o pop, o R & B e brasilidade do single Bodas de Vinho à melancolia da inédita Guerra Fria. A transição é sutil à medida que o artista apresenta um enredo que funciona como uma espécie de metáfora, onde ressalta que disfarces alegres podem esconder grandes tristezas. O cantor, que se inspira em nomes como Lady Gaga, Michael Jackson e Liberace, conta que a pandemia foi fonte de inspiração para o enredo do show.  “Quando algo nos atinge, nossas fachadas caem e percebemos que algumas das nossas relações não são tão reais quanto pareciam. Muitas pessoas passaram por esse tipo de desilusão durante a pandemia. E por isso, espero que se identifiquem com esse trabalho”, explicou. Ao decorrer do Festival IAX, outros 12 artistas se apresentarão. Na oportunidade, Ana Machado, Docaos, Ravenc, Leoh Tozzi, Vinisio, Colidente e Anselmo Rodrigues tocam no dia 2 de outubro (sábado). Já Beltrano, Kin Kas, Ottair, Jim Jeans e Fabricio Viliano, assim como Doda Garcia, se apresentam no domingo (3).

Renovado e em português, Bayside Kings lança EP Existência

A existência é repleta de camadas e sensações: da vitória à derrota, da queda à redenção e da decepção à aceitação. Ser alguém único e caminhar com suas próprias convicções, além de saber viver o agora, são algumas das mensagens que o Bayside Kings escancara – e às vezes dilacera coração e alma – por meio das quatro músicas do EP Existência, o primeiro em dez anos de carreira em que o quarteto hardcore compõe em português. Junto ao EP foi lançado o videoclipe da faixa Ronin. Em resumo, a banda trata como o terceiro single do registro, após a faixa de abertura, Existência, além de Miragem. Cada música do EP traz um conceito sobre existir a partir de uma leitura do BSK. As faixas, cuja sonoridade está atrelada a um hardcore rápido e furioso (lançando mão de melodias e cadências quando necessário), funcionam e são inteligíveis tanto individualmente como uma sequência. Existência, a música de abertura, é sobre o fortalecimento do indivíduo. Miragem é a busca utópica de um amanhã que nunca chega, sem perceber que o aqui e agora é o melhor momento. Na sequência vem Ronin, que aborda a busca pelo valor da existência, que significa encarar decepções e escolhas ao longo do caminho. Encerramento e transição para o álbum O EP encerra com a forte Alpha e Ômega, que tanto fala de desejos em se desprender de regras pré-concebidas pela sociedade, como também aborda perdas, da dificuldade em encarar o final de algo. Além disso, Alpha e Ômega é a música de transição para o próximo EP. Posteriormente formará, junto ao Existência e outros registros, o álbum #livreparatodos. Aliás tem a participação de Giovani Leite no piano, que executa um interlúdio. No fim, uma dica valiosa do vocalista Milton Aguiar para se ouvir Existência: começar da última faixa, Alpha e Ômega até Existência. “Tudo tem um sentido, que revelaremos de pouco em pouco. O Bayside Kings mostra que música pode ser mais do que só música: é uma ideia, um debate e uma lição de vida”, conta. Videoclipe de Ronin Com influência da dinâmica de Cães de Aluguel, clássico do diretor Quentin Tarantino, o clipe de Ronin apresenta diversas questões acontecendo em um mesmo cenário. Como ressalta a banda, a ideia é continuar a história do Caveirinha, que não é o mesmo do clipe de Existência, é um personagem novo. Ele aparece sendo abatido e levado para interrogatório por três pessoas obscuras. “Estas três figuras representam pessoas já assimiladas pelo sistema e que negaram a própria existência para fazer parte de um regime total, por isso usam o saco na cabeça, como sem uma identificação, uma feição. Querem que o Caveirinha se torne como eles”, explica Milton. Ao final do clipe, uma surpresa: é o espectador que vai vislumbrar o desfecho do conflito. “O indivíduo tem o poder de escolha, o poder de realçar e afirmar sua particularidade perante o sistema que tenta a todo custo arrancar sua essência e aniquilar sua existência”, completa o vocalista. A mudança da Bayside Kings O cenário sócio-político nacional de 2018, conta Milton, foi o ponto de partida para a mudança na forma de levar a mensagem do Bayside Kings. “O agora e o futuro daquele tempo demandava à banda atingir nosso público e ir além de quem já nos conhece, e com uma mensagem uniforme”. As letras em português, portanto, são uma forma de conversa com outros públicos, outras culturas, além de estreitar a relação com a já sólida base de fãs e pessoas ligadas ao hardcore punk. “Queremos abrir novos campos de diálogo”, revela o vocalista, que estudou as métricas do português para adequar a sua forma de cantar – bandas como Colligere e Mais que Palavras são algumas referências para este processo. O resultado está em Existência, em que cada palavra da música é entendida. “Um recomeço, com a experiência e maturidade de dez anos. “Queremos coisas novas e esse é o momento ideal”, completa Milton.