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Crédito: Dicky Barrett

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Entrevista | Dicky Barrett (The Defiant e Mighty Mighty Bosstones)

Líder por quase 40 anos do The Mighty Mighty Bosstones, o vocalista Dicky Barrett está em uma nova fase da carreira. Após o término da banda, o músico formou um novo grupo com integrantes do Offspring e Smash Mouth, o The Defiant.

A estreia do The Defiant ocorreu no fim de outubro, com a chegada do primeiro álbum de estúdio, If We’re Really Being Honest, que contém 12 canções.

The Defiant traz em sua formação, além de Dicky Barrett, Pete Parada (The Offspring) na bateria, Greg Camp (Smash Mouth) na guitarra, Johnny Rioux (Street Dogs) no baixo, além de Joey LaRocca (The Briggs) na guitarra e teclado.

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Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, via Zoom, Dicky Barrett falou sobre a nova banda, planos de vir para o Brasil, além da importância e influência do The Mighty Mighty Bosstones para grupos de ska core.

Como foi reunir esse time tão experiente para formar o The Defiant?

Foi fácil, os rapazes estavam interessados em fazer música na época, foram muito receptivos à ideia, fiquei muito feliz de saber disso. Não precisou muito mais do que uma ligação, dizendo que estava interessado em fazer música, e gostaríamos de saber se podemos fazer isso juntos. Desenrolou como uma bola de neve, uma coisa levou a outra, criamos um ótimo disco.

Que bom que conseguiram alinhar a agenda…

Estavam todos ocupados, mas não deixei isso me incomodar. Disse que não ligava se estavam ocupados (risos). Eles estavam disponíveis e foi o tipo de coisa que se começássemos a trabalhar juntos e víssemos que não era muito bom, pararíamos o processo.

Você buscava algo diferente do que fazia com o Mighty Mighty Bosstones?

Estava buscando continuar a escrever músicas, sentia que ainda haviam coisas que queria dizer, estava com energia, desejo e inspiração para escrever e dizer mais. Não sei se necessariamente queria ser diferente, não sabia o que, mas iria permitir ser, o que quisesse ser.

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Escrevi e pensei da forma que sempre faço, saiu diferente sem forçar, acabou desta forma. O que quis que fosse primeiramente é que fosse bom, sei que soa narcisista, mas é bom.

Como foi o processo de produção do álbum? Conseguiram gravar todos no mesmo estúdio?

Gravamos em Nashville a maior parte, mas fizemos muitas gravações remotas primeiramente, compartilhando arquivos e ideias. Outros caras, não eu que mal consigo fazer uma chamada no Zoom, possuem estúdios em casas, com equipamentos caros.

Pete, o baterista, tinha um setup completo no porão, e conseguia gravar, o processo, usamos muito da tecnologia para produzir esse disco.

Nosso guitarrista, que também compõe, tem habilidades incríveis de produção, sabe o que está fazendo, mais do que eu, ele sabia como queria que soasse, os talentos dele foram uma grande vantagem.

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Como estão os planos de excursionar com o The Defiant? O Brasil pode entrar nessa rota?

Sim, Brasil em primeiro, é o nosso plano. Não vamos pegar estrada até que tenha um show no Brasil. Fazemos uma turnê duas vezes no Brasil, e depois pensaremos nos EUA, não conte a ninguém, é segredo (em tom de brincadeira).

O Brasil é o melhor, fui uma vez, me diverti muito. Tem interesse no Brasil, não quero partir seu coração, mas também há interesse de outros lugares. Esperamos fazer uma turnê em todo lugar que queira nos receber.

Existe alguma possibilidade de retorno do Mighty Mighty Bosstones? O que pode dizer para os fãs da banda?

Quero agradecer a eles pelos anos de apoio ao Mighty Mighty Bosstones, todo o amor que recebi do povo brasileiro. Vocês não foram esquecidos, não acho que toquei suficientemente na América do Sul, não estou ficando mais novo, então é bom que eu faça isso mais vezes o quanto antes.

O quão influente você acredita que o Mighty Mighty Bosstones foi para a third wave of ska?

Acho que fomos os mais importantes, fomos muito influentes, acho que somos uma das bandas top 3 da terceira onda do ska. Da terceira onda, gosto de nós, do Rancid, entre outras, acho que somos uns dos grandes do gênero.

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Se tratando de ska-core, acho que somos pioneiros, lançamos um EP chamado Ska-Core, the Devil, and More (1993). É provavelmente o primeiro uso do termo. Criamos isso pois estávamos cansados de responder o tipo de música que tocamos, pois gostamos de ska, punk rock, heavy metal, hardcore.

Por isso me nomeei o padrinho do ska-core, por dois motivos: primeiro por ter criado o nome, segundo porque ninguém quer ser o padrinho do ska-core.

Por que essa geração conseguiu feitos tão incríveis em questões comerciais e de alcance?

Essa resposta irá me fazer soar como o boomer velho que sou. Acho que toda geração, a principal coisa, a mensagem principal que passamos, é a do amor, união, que passamos com o Mighty Mighty Bosstones, e continuo carregando comigo, da força que vem da união, o poder que vem do amor.

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Espero que com o Spotify, Tik Tok, essas duas coisas não sejam perdidas por essa geração. Então, se quiser tirar algo de mim dessa entrevista, eis as três principais: a força da união, o poder do amor, além do fato de que vamos para o Brasil.

Você acredita que Aggrolites e Interrupters são bandas que conseguem manter o ska em evidência até hoje? Destaca mais algum nome?

Acho que os Aggrolites definitivamente, Interrupters também. Em resumo, se há esperança para o futuro do ska, essas duas bandas estão liderando a questão, com certeza. E acredito que existem outras bandas, adoro The Slackers, mas essas duas são muito boas.

Consegue listar os três álbuns que mais te influenciaram como músico?

É estranho o quanto amo o álbum Give ‘Em Enough Rope, do The Clash. Todo mundo prefere London Calling, mas esse é o meu preferido.

Tem um da Dusty Springfield, que sempre compro novamente, pois vivo perdendo a cópia, o Dusty in Memphis. Por fim, um que não consigo viver sem é do Neil Diamond, o Hot August Night, ao vivo na Califórnia. Sou velho (risos).

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