Metallica adia shows no Brasil novamente

A pandemia estragou os planos de inúmeros produtores de shows e eventos. Com o Metallica não foi diferente: a banda viria ao Brasil no primeiro semestre de 2020, em abril. Logo depois, o adiamento foi anunciado para dezembro deste ano, e agora, a turnê foi adiada e não tem datas certas pra acontecer. O anúncio foi feito nesta quarta (11) no Instagram da banda, que afirmou: “Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros promotores locais para reprogramar esses shows, esperançosamente no final de 2021”. Os ingressos para os shows, que contariam com a abertura do Greta Van Fleet, valerão para as futuras novas datas.

Entrevista | Mike Kerr (Royal Blood) – “Estávamos livres para trabalhar”

Em 2014, logo após lançar o seu álbum de estreia, homônimo, o duo britânico Royal Blood foi festejado por grandes nomes do rock. Dave Grohl, Tom Morello, Metallica e o guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page, enalteceram o poder sonoro da dupla. Mas foi o comentário do último deles que mais combina com o atual momento de Ben Thatcher e Mike Kerr. “Eles são grandes músicos. O álbum deles elevou o nível do gênero musical”, comentou Page, em entrevista ao site britânico NME, logo após assistir a um show do Royal Blood em Nova Iorque. Agora, prestes a lançar o terceiro álbum de estúdio, ainda sem nome definido e previsto para 2021, o Royal Blood mostra que seguirá elevando o nível do rock sem amarras ou seguindo fórmulas batidas. Trouble’s Coming, divulgada recentemente, traz grooves inspirados por Daft Punk, Justice e Phillipe Zdar. “Acho que essa música é um reflexo do álbum inteiro. Para nós, a influência veio de tudo que amamos. Nos primeiros álbuns, estávamos nervosos em expor essas influências. Nesse álbum, permitimos que essas influências se tornassem mais óbvias. Fomos influenciados por diferentes músicas francesas dançantes, além de músicas dos anos 1970, como o Bee Gees. Ficamos empolgados em fazer música dançante que, ao mesmo tempo, tivesse riffs de rock. É uma combinação bem legal”, comenta o vocalista e baixista, Mike Kerr, que conversou com o Blog n’ Roll via Zoom. O músico revela que não costumava ler comentários sobre o seu trabalho, mas passou a fazer isso recentemente pois acredita ser a melhor forma de interagir com os fãs. “Acho que tem sido uma resposta muito positiva ao single. As pessoas parecem estar animadas. Não sabia que já tínhamos passado de 6 milhões (streams). É muita gente”. Videoclipe de Trouble’s Coming Trouble’s Coming ganhou um videoclipe no último dia 23. Segundo Kerr, a dupla precisou esperar bastante para registrar a produção. “Gravamos com uma equipe bem menor do que o comum, com muito mais segurança. Tudo foi feito em um estúdio também. Tivemos limitações, mas isso nem sempre é algum ruim”. O trabalho audiovisual teve Dir. LX como o responsável por capturar um novo toque em seu estilo visual. O diretor, mais conhecido por seu trabalho em ícones do rap e do grime do Reino Unido, como Dave, Bugzy Malone e Kojo Funds, seguiu as pistas das letras misteriosas de Kerr para criar um vídeo que pulsa com uma atmosfera sinistra e um toque cinematográfico neo-noir. Produção caseira de Mike Kerr e Ben Thatcher Se nos dois primeiros álbuns a dupla dividiu a produção dos discos com Tom Dalgety e Jolyon Thomas, agora é quase 100% independente. A exceção é uma das canções. “Foi uma experiência diferente, porque estávamos livres para trabalhar. Parecia que nossos pais tinham viajado e a gente pôde dar uma festa. Deram uma Mercedes na nossa mão sem limite de velocidade. Foi uma experiência bem divertida, diferentemente de outros álbuns que gravamos”. A liberdade, no entanto, não significa a morte da sonoridade marcante dos britânicos. Kerr afirma que isso está mantido. “São as mesmas características, mas em diferentes formas. Algumas têm mais batidas e outras têm mais riffs”. Posteriormente, quando o covid-19 permitir, Mike Kerr já sabe onde quer apresentar suas novas músicas. “Brasil, claro! É o melhor lugar do mundo para tocar. Minha melhor memória é da gente tocando no Lollapalooza (2018). Foi incrível!” *Texto e entrevista por Caíque Stiva e Lucas Krempel

Soul: nova produção da Pixar ganha data de estreia

A animação Soul, nova produção da Pixar, ganhou data e casa para sua estreia. Será dia 25 de dezembro, no Disney+. Nesta sexta-feira (23), o filme ganhou mais um trailer incrível. Em Soul, Joe Gardner é um professor de música do ensino médio que ganha a grande chance de sua vida, tocar no melhor clube de jazz da cidade. Mas um pequeno passo em falso o leva das ruas de Nova York para um lugar fantástico onde novas almas obtêm suas personalidades, peculiaridades e interesses, antes de irem para a Terra. Determinado a retornar à sua vida, Joe se une a uma alma precoce, chamada “22”, que nunca entendeu o apelo da experiência humana. No entanto, ao tentar desesperadamente mostrar para “22” o que há de bom em viver, Joe descobre respostas para perguntas importantes. Ademais, vale ressaltar que o Disney+ estreia no Brasil em 17 de novembro.

Entrevista | Alaina Castillo: “música me faz sentir como uma borboleta antissocial”

Natural do Texas, nos Estados Unidos, a cantora Alaina Castillo, de 20 anos, viu sua vida mudar completamente do ano passado para cá. Os covers no YouTube deram espaço para um trabalho autoral original, com foco maior no R&B contemporâneo. De lá para cá já foram lançados dois EPs, Antissocial Butterfly e The Voicenotes. O segundo, inclusive, recebeu uma versão inteiramente em espanhol. Em suma, a artista é uma apaixonada por línguas e sempre estudou sobre a cultura mexicana (é filha de mexicano). Em conversa com o Blog n’ Roll, Alaina Castillo falou sobre a carreira, os dois EPs, paixão pelo México, pandemia, transição do YouTube para a carreira autoral, entre outros assuntos. Confira o resumo abaixo. Antissocial Butterfly “Esse foi meu primeiro EP, e foi minha mensagem para o mundo de quem sou e como minha música se parece. Foi o estágio inicial da minha carreira, dizendo que sou antissocial, mas que quando tenho música, eu não me preocupo e nem me estresso. Foi um EP para dizer que a música me faz sentir como uma borboleta antissocial”. The Voicenotes “Esse EP foi mais fácil de gravar. Durou uma semana, no máximo, e escrevi a maior parte das músicas no período da noite, que é quando refletimos e ficamos mais próximo dos nossos sentimentos. A diferença entre Antissocial Butterfly e Voicenotes é que, no primeiro, fiz um trabalho para mostrar quem sou. Já no segundo, percebi o que a música pode fazer quando coloco meus sentimentos nela. É um trabalho onde falo sobre minha vida e tudo que passei. Além disso, o EP foi gravado em inglês e espanhol, porque meu pai é mexicano. E isso é muito legal”. Gravar em espanhol “Acho que é importante, porque representa minha família e as pessoas com quem cresci. Não entendo 100% de espanhol, mas tenho uma conexão enorme com o México. Tem muito a ver com se conhecer e representar o que você é e de onde você vem”. Importância da internet na carreira “Acho que a internet é muito boa para ajudar as pessoas, assim como aconteceu comigo. É fácil aparecer e mostrar para as pessoas quem você é, e ainda dá para receber feedback delas”. Transição dos covers para a carreira autoral “Acho que isso ainda está acontecendo, porque tenho ficado em casa e no estúdio pelos últimos seis meses. Então, não sei muito bem o que se passa no resto do mundo (risos). Eu ainda estou mostrando quem eu sou para as pessoas, e leva um tempo”. Inspirações “Eu cresci ouvindo músicas dos Beach Boys e do Elvis. Às vezes também escutava algo mais clássico. Acho que hoje me inspiro muito na Rihanna, no Drake, Janelle, Adele… todos esses cantores pop. Eu tento pegar referências de todos eles para colocar nos meus trabalhos”. México “Eu fui para o México duas vezes quando era pequena, e tenho muitas memórias boas. Acho muito legal que todos da família são muito unidos e conectados, e isso é uma das coisas mais legais que sempre carrego na memória”. Desafios de gravar clipe de Tonight na pandemia “Foi durante a pandemia, mas nós cumprimos todos os protocolos contra a Covid. Todo mundo estava de máscara, mas todos conseguiram trabalhar muito bem. Foi divertido poder sair um pouco de casa e fazer um vídeo”. Quarentena de Alaina Castillo “Tenho ficado sozinha em casa, e de vez em quando vou para o estúdio. Então, todo dia tem sido trabalho. Antes disso tudo, achei que ficaria tranquila com essa situação, mas não poder ver minha família e meus amigos é difícil. Queria estar fazendo shows e me divertindo. É um pouco frustrante”. Pós-pandemia “Quero fazer shows, ir a lugares novos, ver meus amigos… Mas ainda não sabemos quando isso vai acontecer, então vou continuar trabalhando”. Maior sonho “Acho que meu maior sonho é tocar em uma arena lotada. Parece ser um sentimento inigualável. Eu quero muito poder viver isso. Estou muito empolgada para conquistar isso”. Brasil “Já ouvi um pouco da música brasileira, mas não lembro de nomes. Ainda não sei quando, mas com certeza vou tocar aí”.

Turnê mundial de Michael Bublé ganha novas datas no Brasil

Michael Bublé no Brasil

O Brasil já tem novas datas confirmadas para receber Michael Bublé e sua turne An Evening With Michael Bublé. Os shows acontecem em novembro de 2021 nos estados de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Em São Paulo, a apresentação ocorre no dia 7 de novembro, no Allianz Parque. Além do Brasil, o cantor anunciou novas datas para apresentações em Santiago, no Chile e Buenos Aires, na Argentina. Vale lembrar que a turnê precisou ser adiada em função da pandemia do novo coronavírus. Ingressos para todas as cidades estão disponíveis e as entradas já adquiridas valem para as novas datas.