Entrevista | Asfixia Social – “Nossas influências de punk e hip hop ajudaram na formação política e social”

A banda Asfixia Social segue ampliando sua conexão internacional em maio ao embarcar em uma nova turnê ao lado dos britânicos do The Varukers, um dos nomes mais influentes do punk mundial desde o fim dos anos 1970. Após abrir shows do grupo inglês em 2024 e realizar apresentações na Inglaterra, incluindo um show em Nottingham, cidade natal do Varukers, o coletivo paulista volta a dividir os palcos com a banda liderada por Anthony “Rat” Martin em dez datas pelo Brasil. A parceria reforça o elo entre o anarcopunk britânico e o crossover de rap, hardcore, ska e reggae criada pelo Asfixia Social nas periferias de São Paulo. A turnê também marca o lançamento de “Mess Bigger”, novo álbum do Asfixia Social, que chega cercado de expectativa após os singles “Walls Won’t Make You Safe” e “Revolutionary Rapport”, este último acompanhado de imagens da passagem do grupo pela Europa em 2025. Formada em Diadema, a banda se consolidou como um dos nomes mais ativos da cena underground brasileira ao unir discurso político, crítica social e influências multiculturais. Em entrevista ao Blog N’Roll, o vocalista e trompetista Kaneda Mukhtar define o projeto como uma tentativa de conectar diferentes vertentes da cultura de rua sem limitações de gênero ou estética e fala sobre o punk, a parceria com MV Bill e as experiências internacionais da banda. A agenda da turnê segue nesta terça (12) em Uberlândia, depois gira por Patos de Minas, Divinópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e finaliza em São José dos Campos no domingo (17). Além das apresentações ao lado do Varukers, o Asfixia Social também carrega no repertório músicas dos álbuns “Da Rua Pra Rua” e “Sistema Sangria”, trabalhos que ajudaram a projetar a banda em turnês pela Europa e América Latina, incluindo uma histórica passagem por Cuba em 2015. Como surgiu a identidade sonora do Asfixia Social que é um mix de vários estilos diferentes? A gente também é uma banda crossover. O Varukers faz crossover dentro do punk e nós acabamos levando isso para vários outros caminhos. Misturamos reggae, ska, hip hop e música brasileira. Nós éramos uma molecada que se encontrava nas praças de Diadema ouvindo de tudo. Aquela atmosfera de rua, jogando bola, tocando violão, convivendo com diferentes sons, acabou virando esse caldeirão musical. Nunca quisemos segregar. Não era montar uma banda só de punk ou só de rap. A ideia sempre foi mostrar que não existe limite ou rótulo para a música. E como dois movimentos de rua como o punk e o hip hop se conectam dentro da proposta da banda? Essas culturas têm uma mensagem muito forte. O hip hop no Brasil sempre esteve ligado ao movimento negro, às causas sociais. O punk sempre teve relação com a luta contra injustiças. Quando você olha as letras de hardcore e rap brasileiro, muitas vezes elas falam das mesmas dores. Para nós, a música é uma ferramenta de transformação. Ela ajudou na nossa formação política e social, muitas vezes preenchendo lacunas que a escola não alcançava. E as músicas em inglês surgiram pensando em uma expansão internacional? Não foi algo planejado no começo. Os primeiros discos eram em português. Mas quando começamos a tocar na Europa, muita gente queria entender as letras. Depois dos shows, os caras perguntavam o significado das músicas. Então começamos traduzindo refrões e isso evoluiu para composições em inglês. Nunca deixamos de cantar em português, mas percebemos que cantar em inglês também ajudava a fortalecer a comunicação com o público de fora. E entre as experiências internacionais, está Cuba. Como é o país e como foi a experiência de levar o som do punk brasileiro? Foi uma experiência transformadora. A gente foi para Cuba em 2015 para gravar o documentário “Cuba Punk”. Fizemos dez shows por lá e tocamos até na Bienal de Artes de Havana. Encontramos um povo muito conectado com cultura, educação e consciência política. É um país com dificuldades materiais, mas que nos surpreendeu pela segurança e pelo senso coletivo das pessoas. Culturalmente, nos sentimos muito próximos deles. E para quem quiser assistir o documentário, como faz? Está no YouTube e gratuito. O nome é “Cuba Punk”. A gente mostra um pouco das viagens, dos shows e das dificuldades que enfrentamos por lá. Foi uma vivência muito intensa e importante para a banda. E vocês também fizeram uma grande parceria com o lendário MV Bill, como surgiu essa aproximação? Nós sempre fomos fãs dele. Conhecemos o MV Bill em um festival e depois criamos uma conexão maior quando ele tocou no nosso festival “Da Rua Pra Rua”. A parceria nasceu de uma música inspirada no clima político de 2018. Quando mostramos a ideia para ele, rolou uma identificação imediata. O mais legal foi perceber como ele também tem ligação com o rock. Ele falava de Black Sabbath, Cólera, trocava referências conosco. Foi uma experiência muito forte e uma das músicas mais importantes que já fizemos.
Entrevista | Dave Fenley – “Acho que temos algumas das canções mais incríveis guardadas”

Dave Fenley não é apenas uma voz que ecoou nos palcos do The Voice e do America’s Got Talent, ele é um contador de histórias que encontrou o equilíbrio exato entre a crueza do Texas e a suavidade do soul. Após anos lançando coleções menores de canções, o artista agora apresenta seu álbum mais robusto e pessoal, Rest of My Life, um projeto que serve como uma fotografia nítida de sua maturidade artística e pessoal. Neste novo disco, Dave Fenley mergulha em uma sonoridade que ele define como um “soulful country”, quase beirando o gospel. O álbum não apenas compila singles de sucesso, como a impactante releitura de Stuck On You, mas também apresenta cinco faixas inéditas que revelam um lado mais profundo do cantor. Segundo ele, o processo de curadoria das faixas foi guiado por uma nova percepção de mundo, agora moldada pela família e pela espiritualidade. A paternidade, inclusive, é o fio condutor que trouxe calor e novas camadas à sua voz. Dave Fenley reflete com honestidade sobre como a chegada da filha transformou sua compreensão sobre o amor incondicional, influenciando diretamente a forma como ele compõe e se apresenta. Para o músico, cada verso gravado hoje é um legado que sua filha poderá acessar no futuro, o que elevou sua responsabilidade com a integridade de sua obra. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Dave Fenley também detalhou o impacto de sua passagem pelos grandes reality shows americanos e como o aprendizado nessas vitrines moldou sua gestão de carreira independente. Com um olhar generoso sobre a cultura brasileira, ele revela planos de trazer sua turnê ao país em 2027, prometendo uma experiência que vai além dos covers virais que o tornaram um fenômeno nas redes sociais. * Dave, seu novo álbum se chama Rest of My Life. Esse título traz um senso de longevidade e compromisso. O que este disco representa para sua vida e carreira neste momento? É algo realmente impactante, porque ao longo dos anos fiz muitos EPs pequenos, coleções de seis músicas, porque costumava escrever sobre algo que estava acontecendo na minha vida e lançava aquilo. Mas, desde o meu último álbum, me casei, tive um bebê e muita coisa aconteceu. Participei de diferentes programas de TV e minha carreira tomou rumos diferentes. Então, realmente quis lançar algo que parecesse: ok, aqui está um momento no tempo onde tudo me trouxe para quem e onde estou agora. E, a partir deste ponto, quem sabe como será a vida. Mas o “resto da minha vida” é tão empolgante por causa da música, da família e do meu Senhor. Simplesmente tudo parece estar dando tão certo agora que estou realmente ansioso pelo que o próximo capítulo reserva. Queria ter algo agora que transmitisse esse momento específico. O álbum tem 11 faixas, mas seis delas já haviam sido lançadas como singles. Como foi o processo de criação das outras cinco faixas inéditas? Elas seguem a mesma sonoridade ou trazem surpresas? Sabe, este álbum inteiro acabou se transformando em um disco de country com alma (soulful country), quase gospel. Eu sempre fiz o que chamaria de álbuns “mais country”. Mas, assim que começamos a olhar para as canções e escolher o que colocar no disco, ele pareceu um pouco mais voltado para o soul. Por isso, algumas músicas tiveram que ser completamente mudadas em relação à forma como as escrevi. Estamos muito empolgados com o que ainda não lançamos, porque meio que instigamos o público com as primeiras cinco ou seis músicas para ver se as pessoas ficariam animadas com o que viria. Mas acho que temos algumas das canções mais incríveis guardadas. Nunca estive tão animado com nada na minha vida. Sim, isso é incrível. Stuck On You tem sido um marco na sua jornada desde o The Voice. Por que você decidiu lançar uma versão com banda completa agora, sete anos depois? E como sua interpretação dessa letra mudou com a maturidade que você tem hoje? Sabe, não tinha ideia de que, quando cantei essa música no The Voice, ela teria tanto impacto. Como qualquer outra coisa na indústria musical ou qualquer obra artística que você cria, você a coloca no mundo e espera que alguém preste atenção. E, pela graça de Deus, fomos tão afortunados de ter tido essa resposta. Mas o motivo de termos feito uma versão com banda completa foi, em parte, porque as pessoas a estavam usando em casamentos. E eu pensei: “Quero dar a eles uma versão mais polida do que apenas um violão acústico”. Então, lançamos uma versão completa com a banda para dar aos belos casamentos a bela canção que eles merecem. Acho que liderar com o coração primeiro, sabendo que tínhamos um motivo, uma motivação de amor, foi o que guiou o álbum todo. Oh, isso é tão lindo. Imagino que muitas pessoas cheguem até você para dizer que se casaram ao som da sua versão de Stuck On You. Absolutamente! É uma loucura! Já viajei o mundo todo cantando essa música em casamentos também, porque as pessoas simplesmente a amam. Isso é um testamento ao Lionel Richie, que escreveu a canção. Uma música atemporal assim é perfeita. Acho que não importa quem a cante, será um sucesso. Só fico muito orgulhoso de poder ser uma das vozes para ela. Você é frequentemente rotulado como um artista “country soul”. Como você equilibra a crueza do country com a suavidade e o groove do soul ao compor músicas autorais? Eu não foco muito no que “fui”, foco em quem sou. E quando estou compondo, nem penso no estilo de música que estou escrevendo. Porque, hoje em dia, qualquer música pode ser de qualquer gênero. Se a música é boa, ela é boa. Stuck On You é um ótimo exemplo. Originalmente, era um R&B puro, uma música linda do Lionel Richie. Quando chegou nas minhas mãos, eu a tornei mais country. Acho que as fronteiras entre os gêneros estão muito borradas agora. Então, apenas tento escrever uma boa música e
Primavera Sound anuncia lineup com Gorillaz, The Strokes e Lily Allen

O festival Primavera Sound terá shows de Gorillaz e The Strokes como atrações principais em sua terceira edição. O evento acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. A programação também conta com apresentações de FKA twigs, Yung Lean, Lily Allen, CMAT e Courtney Barnett. Cara Delavigne completa o lineup. A programação por dia ainda não foi divulgada pela organização. Os ingressos serão vendidos pela Ingresse. Os valores e a data de venda também não foram anunciados. Original da Espanha, o Primavera Sound chegou ao Brasil em 2022. A segunda edição aconteceu em 2023. Em 2024, o evento previsto para o final do ano foi cancelado meses antes, em agosto. Na ocasião, a produção afirmou que dificuldades externas impediram a realização do festival. Veja, abaixo, a lista completa das atrações anunciadas pelo Primavera Sound com Gorillaz e The Strokes
Air Supply transforma Vibra SP em baile de gala e prova que o amor não envelhece

Graham Russell (75) e Russell Hitchcock (76) estão na estrada há quase 51 anos, celebrando o amor com algumas das mais famosas love songs da história. Na noite de domingo (10), eles retornaram a São Paulo para uma apresentação repleta de sucessos no Vibra SP, com a turnê alusiva aos 50 anos de carreira do Air Supply. Aliás, foi o último show da celebração de meio século, já que o aniversário de 51 anos da banda acontece nesta terça-feira (12). Em uma configuração diferente da apresentada nos últimos dias, como nos shows de Men at Work e Dream Theater, o Vibra transformou-se em um baile de gala, com mesas espalhadas no lugar da pista. Uma escolha acertada, considerando que a média de idade do público era próxima à da dupla. Os dois amigos têm papéis bem definidos no palco. Graham é o mais comunicativo: conta histórias, lê poemas e arrisca palavras em português. Já Hitchcock é a grande estrela. Os primeiros versos de Sweet Dreams, canção que abriu a noite, foram suficientes para impressionar. É notável como ele mantém o vigor vocal após cinco décadas de dedicação aos palcos, potencializado pela excelente acústica da casa. No palco, a dupla é acompanhada por duas violinistas, baterista, baixista e tecladista, músicos técnicos que ganharam momentos de solo para mostrar seu virtuosismo. Even the Nights Are Better, segunda faixa do set, confirmou que a noite seria guiada pela nostalgia. Enquanto a dupla distribuía sorrisos, o telão resgatava videoclipes antigos, uma sacada visual que já havia funcionado bem no recente show de Bryan Adams. Just as I Am (cover de Rob Hegel) manteve o nível elevado, com o público cantando em coro e algumas lágrimas já surgindo nas mesas, cena que se repetiria ao longo de 1h40 de apresentação. Em I Can Wait Forever, Hitchcock testou os limites de seu alcance vocal com sucesso absoluto. Na sequência, Graham Russell assumiu a linha de frente enquanto Hitchcock poupava a voz e tomava um chá, conforme revelado pelo companheiro. Graham leu um poema e exaltou a amizade com o parceiro, reforçando o que já havia dito em entrevista ao Blog n’ Roll: “Nunca tivemos uma briga em 50 anos. Acho que o motivo é que não competimos. O Russell não quer escrever músicas, ele só quer cantar. E eu amo escrever. Não há ego envolvido”. Com o retorno de Hitchcock, o Air Supply trouxe seu primeiro hit mundial, Lost in Love. A música, de estrutura simples (apenas um verso e uma seção B, sem refrão), nasceu de um conselho de Willie Nelson: “Se você pode dizer algo no menor número de linhas possível, faça isso”. A simplicidade, de fato, funcionou. Após apresentações solo das violinistas e do baterista, veio o ápice com Making Love Out of Nothing at All, encerrando a primeira parte. O bis do Air Supply, com Without You (Badfinger) e All Out of Love, garantiu a apoteose: as mesas foram deixadas de lado e os fãs terminaram a noite em pé, colados ao palco. Edit this setlist | More Air Supply setlists
Djavan celebra 50 anos com show grandioso no Allianz Parque

Em 1976, o Brasil era apresentado a A Voz, o Violão, a Música de Djavan. Cinquenta anos depois, o cantor alagoano ocupa o Allianz Parque, em São Paulo, não apenas como um ícone, mas como uma entidade da nossa música. A turnê comemorativa, que se iniciou oficialmente na última sexta (8), trouxe para este sábado (9) uma atmosfera de consagração. “Considero ter uma carreira vitoriosa”, cravou Djavan logo no começo da apresentação, lembrando do início da trajetória em São Paulo, quando ficou em 2º lugar no Festival Abertura de 1975, realizado no Teatro Municipal, com a música Fato Consumado. A sinergia entre o artista e o público rendeu destaques emocionantes, como os coros em Meu Bem Querer e Oceano, que vieram em sequência no momento de voz e violão. Sob a direção artística de Gringo Cardia, o palco reflete a sofisticação das harmonias djavanianas. O trabalho de iluminação de Césio Lima e Mari Pitta cria o cenário perfeito para a banda de elite que o acompanha: Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra/violão), Paulo Calasans e Renato Fonseca (teclados), além do trio de sopros Jessé Sadoc, Marcelo Martins e Rafael Rocha. Assisti a alguns shows de Djavan nos últimos 30 anos, muitos deles em Santos, do ginásio e teatro do Sesc à Praia do Boqueirão. Mas a grandiosidade que o espetáculo ganhou com a turnê Djavanear é impressionante. O telão é de padrão internacional, daqueles que os fãs costumam reclamar que artistas estrangeiros nem sempre trazem em suas turnês por aqui. A qualidade sonora é impecável. Aos 77 anos, Djavan não dá sinais de cansaço. Mantém a voz presente, com ótimo suporte das backing vocals (que garantem a sustentação necessária enquanto ele dança e interage com os fãs). Com um setlist focado exclusivamente em sucessos, não há espaço para momentos mornos. A estrutura do show traz uma curiosidade marcante: Sina é a escolhida tanto para abrir quanto para encerrar a noite, criando um ciclo perfeito de celebração. Sina, inclusive, carrega o famoso neologismo criado por Djavan: “Caetanear”. O termo, feito para homenagear Caetano Veloso, significa compor ou cantar com a maestria, poesia e leveza características do baiano. Quando a música volta ao palco no bis, serve como uma deixa para o público trocar “Caetanear” por “Djavanear” na letra. O mestre alagoano merece a exaltação que ele mesmo criou para o amigo. Djavan também emociona em canções mais recentes, como Um Brinde. Na época do lançamento dessa faixa, o artista liberou um trecho de um minuto cantado apenas com silabados, convidando os fãs a criarem versões sobre a melodia. Já em O Vento, ele relembrou a saudosa Gal Costa, que gravou a faixa (composta em parceria com Ronaldo Bastos) em 1987. Recentemente, a canção ganhou uma nova roupagem no álbum Improviso. Momentos de destaque: Meu Bem Querer, Oceano, Eu Te Devoro, Linha do Equador, Nem Um Dia, Samurai, Lilás, Flor de Lis e Açaí. A turnê, realizada pela Live Nation e Luanda Promoções, cumpre a promessa de entregar exatamente o que o fã deseja: uma antologia viva com estrutura digna de sua história. Assistir ao show Djavanear é obrigatório para quem deseja ver a história da música brasileira sendo celebrada em tempo real. A turnê agora segue para Salvador, passa por Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Recife, Maceió, antes de retornar para o show derradeiro no Pacaembu, em São Paulo, no dia 12 de dezembro.
Paul McCartney libera dueto com Ringo Starr; ouça Home To Us

O mundo da música parou nesta semana quando Paul McCartney surpreendeu 50 fãs sortudos no Studio Two do Abbey Road Studios, em Londres. O motivo? Uma audição exclusiva de seu próximo álbum, The Boys of Dungeon Lane. Mas a grande surpresa veio com o anúncio da faixa Home to Us, que marca o primeiro dueto vocal oficial entre Paul e Ringo Starr em suas carreiras solo. O single, lançado na sexta-feira (8), é uma viagem nostálgica às raízes dos dois músicos em Liverpool. Produzido por Andrew Watt (que recentemente trabalhou com os Rolling Stones), o álbum traz Paul tocando quase todos os instrumentos, resgatando o espírito “faça você mesmo” de seu clássico disco de estreia, McCartney (1970). “Home to Us”, a parceria com Ringo A história por trás do dueto é emocionante. Paul escreveu a canção pensando em Ringo e no bairro de Dingle, onde o baterista cresceu. “Ringo era de Dingle, e lá era dureza. Ele disse que costumava ser assaltado quando voltava para casa porque trabalhava. Mesmo sendo uma loucura, era o nosso lar”, comentou Paul durante o evento. A música ainda conta com o reforço luxuoso de Chrissie Hynde (The Pretenders) e Sharleen Spiteri (Texas) nos backing vocals. É a única faixa do álbum que conta com um baterista convidado, e quem melhor para ocupar esse posto do que o próprio Ringo? História antes da história The Boys of Dungeon Lane promete ser o trabalho mais pessoal de McCartney em décadas. O título faz referência aos anos de formação em Liverpool, muito antes da Beatlemania. Paul mergulha em memórias da infância no pós-guerra, na resiliência de seus pais e nas primeiras aventuras musicais ao lado de George Harrison e John Lennon. É, segundo a crítica, a “história antes da história”. Serviço: Paul McCartney – “The Boys of Dungeon Lane” Tracklist
Djavan anuncia show de encerramento da turnê de 50 anos no Pacaembu

Devido ao sucesso absoluto nas duas primeiras datas em São Paulo (8 e 9 de maio), a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos, que celebra os 50 anos de carreira de Djavan, ganhou uma data extra e final em São Paulo, marcada para o dia 12 de dezembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu. Este show não é apenas mais uma data, ele marca o encerramento da jornada comemorativa que vai percorrer estádios e arenas de todo o país. Como o nome entrega, o repertório é um “paredão” de hits: são pelo menos 25 canções que moram no inconsciente coletivo brasileiro, como Sina, Oceano, Eu Te Devoro, Samurai e Flor de Lis. Galeria de arte em movimento O espetáculo vai muito além da música. Com direção artística de Gringo Cardia, o show é uma experiência imersiva que traduz visualmente o universo sensorial de Djavan. Através de gigantescos painéis de LED, a cenografia dialoga com obras de grandes artistas brasileiros, como Cândido Portinari, Vik Muniz, Athos Bulcão e Espedito Seleiro. É o encontro do “pintor de música”, como Gringo define Djavan, com a herança visual do nosso país. No palco, o cantor é acompanhado por uma banda de elite que inclui naipes de metais, teclados, cordas e backing vocals, garantindo a fidelidade técnica que as composições de Djavan exigem. Ingressos para o Djavan no Pacaembu A venda será realizada pela Ticketmaster e conta com vantagens agressivas para clientes do Banco do Brasil: Serviço: Encerramento “Djavanear 50 Anos” em SP Turnê pelo Brasil
Inocentes lança “Antes do Fim Deluxe” e anuncia show no Blue Note

A banda Inocentes lançou a versão expandida de seu último trabalho, Antes do Fim Deluxe. Disponível em todas as plataformas digitais via Red Star Recordings, o álbum agora conta com 20 faixas, incluindo oito versões acústicas inéditas que mostram a versatilidade de um grupo que há quatro décadas define o gênero no Brasil. O lançamento resolve um “problema” estratégico do ano passado. Como a primeira edição foi focada no formato LP (vinil), o limite físico da mídia obrigou a banda a segurar parte do repertório. “Foi uma escolha difícil, por isso seguramos essas 8 faixas para a versão digital”, explica o vocalista Clemente Nascimento. Agora, o público tem acesso à obra completa, gravada e produzida por Henrique Khoury. Homenagem ao Cólera Para marcar o lançamento, a banda escolheu como single a versão acústica de Quanto Vale a Liberdade, um clássico do Cólera escrito por Redson. A música, que apareceu pela primeira vez na histórica coletânea Sub (1983), ganha uma roupagem desplugada que realça a potência da letra. Não é a primeira vez que os Inocentes registram a faixa, mas esta nova versão busca uma fidelidade crua ao espírito original do mestre Redson. Noite de gala no Blue Note Para celebrar este novo momento, o quarteto formado por Clemente, Anselmo Monstro, Nonô e Ronaldo Passos sobe ao palco do Blue Note São Paulo no dia 12 de maio (terça-feira). O show promete ser uma experiência única, trazendo os arranjos do disco para o palco com as participações especiais de Wagner Bernardes (teclados) e Tata Martinelli (voz). Mas Clemente garante: o projeto acústico não significa que os amplificadores serão aposentados. “Esse acústico é um projeto que anda juntamente com o elétrico, não paramos um pra fazer o outro”, afirma o ícone do punk. Serviço: Inocentes – “Antes do Fim Deluxe”
Deep Purple anuncia novo álbum “Splat!” para julho

Com mais de 120 milhões de álbuns vendidos e um lugar cativo no Hall da Fama do Rock, o Deep Purple provou que não está interessado em apenas viver do passado. A banda anunciou oficialmente o seu novo álbum de estúdio, Splat!, que será lançado em 3 de julho pela earMUSIC. Em uma declaração empolgante, o frontman Ian Gillan afirmou que esta encarnação da banda soa como uma versão atualizada do Deep Purple do início dos anos 70. “Estamos de volta com um material compatível com Highway Star, Smoke on the Water e Lazy. A dinâmica, o equilíbrio e a diversão da música que fizemos entre 69 e 73”, revelou o vocalista. Som mais pesado em décadas em Splat! Para garantir que o espírito clássico fosse capturado, o grupo uniu forças novamente com o lendário produtor Bob Ezrin (KISS, Pink Floyd, Alice Cooper). O diferencial de Splat! é que a banda gravou tocando junta no estúdio, priorizando a pegada orgânica e a improvisação coletiva. Segundo Gillan, o resultado é o disco mais pesado que o Deep Purple lançou em muitos anos. Metamorfose O título e o conceito do álbum foram concebidos por Gillan. Longe de ser um disco apocalíptico comum, Splat! imagina o fim da humanidade não como destruição, mas como uma transformação, uma metamorfose para além da existência física. É uma abordagem filosófica que será revelada em capítulos nas próximas semanas. Turnê mundial O álbum chegará em diversos formatos, incluindo edições limitadas em vinil roxo e amarelo transparente, além de um Box Set de Luxo que inclui discos de 10 polegadas com gravações ao vivo da tour de 2024 e o single exclusivo em 7 polegadas Guinnesis. Para celebrar o lançamento, o Deep Purple seguirá com sua massiva turnê de 2026, com 86 shows programados em 28 países, incluindo uma passagem pelo Brasil em dezembro. Tracklist de “Splat!” (CD/2LP) Lado A Lado B 5. The Only Horse In Town 6. Sacred Land 7. The Beating Of Wings Lado C 8. Guilt Trippin’ 9. Scriblin’ Gib’rish 10. Jessica’s Bra Lado D 11. Third Call 12. My New Movie 13. Splat!