Mass of the Fermenting Dregs estreia em São Paulo com show da Iwaou The Tour

A banda japonesa Mass of the Fermenting Dregs se apresenta em São Paulo no dia 22 de maio de 2027, no Hangar 110. O show faz parte da etapa latino-americana da Iwaou The Tour, que também terá apresentações na Cidade do México e em Santiago. A realização é da Solid Music Entertainment. Formado em Kobe, em 2002, o trio desenvolveu uma sonoridade que transita por post-hardcore, noise rock, shoegaze, dream pop e rock alternativo. O baixo distorcido e os vocais de Natsuko Miyamoto ocupam o centro das composições, acompanhados pelas guitarras de Naoya Ogura e pela bateria de Isao Yoshino. A combinação permite que as músicas alternem momentos melódicos e atmosféricos com explosões de ruído e intensidade. A passagem pelo Brasil acontece durante o ciclo de 祝おう — Iwaou, sexto álbum da banda, com lançamento mundial marcado para 14 de agosto de 2026. Sucessor de Awakening (2022), o trabalho reúne seis faixas e foi produzido pelo próprio trio, incorporando experiências acumuladas durante quatro anos de turnês pela América do Norte, Europa e Ásia. O título pode ser traduzido como “vamos celebrar” e representa o atual momento de expansão internacional do grupo. A trajetória do Mass of the Fermenting Dregs começou no circuito independente japonês e ganhou impulso após a demo Kirametal, de 2006. Uma seletiva levou a banda ao Tarbox Road Studios, nos Estados Unidos, onde trabalhou com Dave Fridmann, produtor ligado a nomes como Flaming Lips, Mercury Rev e Mogwai. O primeiro álbum autointitulado chegou em 2008, seguido por World Is Yours, de 2009, um dos trabalhos que ajudaram a estabelecer sua combinação característica de peso, velocidade e melodias expansivas. Após outros lançamentos, a banda interrompeu suas atividades em 2012 e anunciou o retorno no final de 2015. A retomada resultou nos discos No New World (2018) e Awakening (2022), enquanto músicas de diferentes períodos do catálogo começaram a alcançar uma nova geração de ouvintes por meio das plataformas digitais e redes sociais. Esse crescimento levou o trio à sua primeira turnê pela América do Norte em 2023. Na Europa, todas as apresentações realizadas no Reino Unido em 2024 tiveram ingressos esgotados, e uma nova passagem pelo continente terminou, no ano seguinte, com seu maior show em Londres até então, no Electric Ballroom. Atualmente, o Mass of the Fermenting Dregs reúne cerca de 1,3 milhão de ouvintes mensais no Spotify. A apresentação no Hangar 110 coloca São Paulo na rota dessa fase de expansão do grupo e será uma oportunidade para o público brasileiro acompanhar ao vivo tanto músicas de Iwaou quanto diferentes momentos de uma trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. SERVIÇO Mass of the Fermenting Dregs em São Paulo Data: 22 de maio de 2027, sábado Horário: 19h (abertura da casa) Local: Hangar 110 (rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro – São Paulo/SP) Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Mass-Of-The-Fermenting-Dregs-22-08

Black Pantera reúne Duquesa, Sandra Sá e Derrick Green no novo álbum Continental

O Black Pantera revelou mais detalhes de Continental, seu quinto álbum de estúdio, que chega às plataformas no dia 21 de agosto pela Deck. O disco contará com participações de peso de Duquesa, um dos principais nomes da nova geração do rap nacional, Sandra Sá, referência histórica da música brasileira, e Derrick Green, vocalista do Sepultura. A proposta do trabalho é celebrar a diversidade musical brasileira a partir de influências ligadas às raízes africanas, transitando entre rock, rap e soul. Cada participação representa uma faceta diferente desse conceito. Duquesa aparece em “Serotonina”, faixa que já fazia referência à artista antes mesmo da parceria ser concretizada e ganhou um improviso da rapper durante as gravações. Já Sandra Sá empresta sua voz à canção “Quando Canto”, escolhida pela banda para receber uma interpretação marcada pela força e ancestralidade da cantora. Fechando a lista de convidados, Derrick Green participa de “Obsoleto”, reforçando a conexão do Black Pantera com o metal internacional e simbolizando uma inspiração para o trio mineiro. Segundo o baixista e vocalista Chaene da Gama, Continental também busca mostrar os diferentes “Brasis” presentes na música. Para a banda, reunir artistas de gerações e estilos distintos amplia a proposta do álbum e reforça a importância da representatividade dentro da cultura negra. “É especial que as duas convidadas representem gerações distintas, porém complementares, da música brasileira”, destaca o músico sobre as participações de Duquesa e Sandra Sá. Como aquecimento para o lançamento, o Black Pantera já disponibilizou os singles “Start The Game” e “Hórus”. Agora, a expectativa fica para a chegada de Continental, que promete ampliar ainda mais os horizontes sonoros da banda ao unir diferentes linguagens musicais sem abrir mão do peso e da identidade que consolidaram o grupo como um dos principais nomes do rock brasileiro contemporâneo.

Entrevista | Swallow The Sun – “Adoro tocar na América do Sul por causa da paixão, do coração”

A espera está perto do fim. O Swallow the Sun sobe ao palco do Hangar 110, em São Paulo, nesta terça-feira (11), para mais um encontro com os fãs brasileiros dentro da turnê Shining Over Latin America. Restam os últimos ingressos para a apresentação, que marca o retorno dos finlandeses ao país promovendo Shining, álbum lançado em 2024 e vencedor do prêmio de Metal do Ano no Emma Gaala, a principal premiação da música finlandesa. Além das novas faixas, o quinteto promete um repertório que percorre diferentes fases da carreira, reunindo clássicos de discos como New Moon, Hope, Ghosts of Loss e The Morning Never Came. Formado em 2000, o Swallow the Sun tornou-se uma das maiores referências do doom/death melódico ao combinar peso, atmosferas sombrias e melodias marcantes, consolidando uma relação especial com o público brasileiro desde sua estreia no país, no Overload Music Festival de 2014. Juha Raivio conversou com o jornalista Erick Tedesco para o Blog N’ Roll e falou sobre o retorno à América do Sul, a cultura filandesa e também conquistar, finalmente, o prêmio Emma. Para começar, quais são as suas expectativas para esta turnê? Estou realmente ansioso e muito feliz por voltar, antes de tudo, à América do Sul. As pessoas são muito apaixonadas pela música, pelo coração da música e por tudo o que a envolve. Não estamos muito acostumados com isso, especialmente com um estilo de música como o nosso. As pessoas realmente se envolvem. Na última vez em que fizemos nossa primeira turnê de verdade pela América do Sul, foi incrível, tenho que dizer. Estou muito feliz e, na verdade, também fico contente que seja inverno por aí, porque assim não vamos torrar completamente. A música do Swallow the Sun frequentemente se move entre um peso esmagador, melodia e momentos de silêncio. Como a banda preserva essas dinâmicas no palco sem perder o peso emocional das canções? Bem, infelizmente, quando tocamos qualquer coisa, ela vem de um lugar em que não precisamos fingir nem tentar fazer algo. É uma coisa muito natural para nós quando fazemos os shows e tocamos essa música. Não precisamos pensar nisso. Desde a primeira nota, quando começamos a tocar, vamos para esse tipo de lugar, e o público também parece ir para esse lugar, que nos conecta, quase como uma realidade diferente. Não sei explicar melhor do que isso. Com uma discografia tão extensa e variada, qual critério a banda usou para construir o setlist desta turnê latino-americana? Somos uma banda antiga, então temos muitos álbuns. Voltamos até o primeiro, de 2003, e também tocamos bastante coisa nova. É muito difícil fazer um setlist que leve todo mundo a sair do show dizendo: “Sim, eles tocaram exatamente as músicas que eu queria ouvir”, porque há muitas músicas. Quando montamos o setlist, queremos criar uma espécie de fluxo ao longo do show. Queremos que as músicas se conectem de alguma forma com a seguinte, e depois com a próxima, mantendo esse movimento. Por isso, é preciso planejar quais músicas serão tocadas e como elas vão se encaixar umas nas outras. Falando sobre Shining, este parece ser quase o fim do ciclo do álbum, certo? Você já está no estúdio, fazendo algo ou trabalhando em gravações para o próximo disco? Sim. Acho que esta turnê pela América do Sul é a última para encerrar Shining. Ainda temos alguns festivais, talvez um ou dois shows aqui e ali, mas acho que esta é a última turnê que vai fechar esse ciclo. Não posso dizer muito sobre o novo álbum ou sobre músicas novas. Tenho que esperar para ver. Vamos ver o que acontece. É sempre um mistério para mim também. Vocês receberam o Emma por Shining. O Emma é como o Grammy da Finlândia, certo? Sim, é o Grammy da Finlândia. Como foi estar lá e receber esse prêmio? Foi incrível, porque deve haver alguma coisa errada com os finlandeses para uma música como a nossa conseguir um prêmio desse tipo. O Emma significa a mesma coisa que o Grammy significa na Finlândia. Acho que recebemos o Grammy por duas razões: porque o novo álbum é incrível, mas também porque a banda faz isso há muito tempo. Tivemos, acho, três indicações antes de Shining para esse Grammy, o Grammy da Finlândia. Então, de certa forma, parecia que havia chegado a hora. Mas, toda vez que recebíamos uma indicação, havia o Amorphis, o Nightwish ou alguma outra banda, e eles sempre ganhavam, claro. Também tivemos sorte naquele ano porque não havia Nightwish ou Amorphis, eu acho. Nem me lembro quem estava concorrendo naquele ano. De qualquer forma, se há Amorphis ou Nightwish, você não vai ganhar, com certeza. Na Finlândia, como você sabe, o metal é muito grande. É possível ouvir metal em shopping centers e no rádio. Dessa forma, também é um pouco mais fácil para nós ganhar esse tipo de Grammy, mas ainda assim foi algo enorme. Nunca acreditei que fôssemos ganhar aquilo. Isso não acontece da mesma forma na Suécia ou na Noruega, com o metal tão presente na vida cotidiana? Sim, Suécia e Noruega também são grandes países do metal, e as bandas também ganham categorias de metal nas premiações de seus países. Acho que o Opeth ganhou muitas vezes na Suécia. Acho que eles ganharam o Grammy sueco, o Grammis. Então, penso que isso só pode acontecer nesses países. Quais elementos da música do Swallow the Sun ainda parecem profundamente ligados à Finlândia? E em que eles adquiriram novos significados à medida que a banda viajou pelo mundo? Tudo. Eu cresci na Finlândia, meu sangue está na Finlândia, tudo. Você pode ouvir isso em cada nota, basicamente. Isso aparece de maneira muito natural na música. Não escuto muito a nossa própria música, mas, quando escuto, há algo finlandês que você pode ouvir. Você pode ouvir os lagos, pode ouvir as florestas. Não importa onde estejamos tocando no mundo, a Finlândia vem conosco. Posso senti-la, posso vê-la. Também sou uma pessoa que vê a música

Entrevista | The Menzingers – “Mal posso esperar para tocar novamente no Brasil”

O novo álbum do The Menzingers, Everything I Ever Saw, mostra uma banda confortável com a própria identidade, mas sem cair na armadilha de repetir fórmulas. Em vez de revisitar a nostalgia que marcou boa parte de sua discografia, o quarteto norte-americano volta o olhar para o presente, refletindo sobre a passagem do tempo, as mudanças inevitáveis da vida adulta e a forma como as experiências se repetem sob novas perspectivas. Musicalmente, o disco mantém a combinação entre punk rock melódico e indie rock, mas com arranjos mais refinados e uma narrativa que funciona melhor como uma obra completa do que como uma coleção de singles. É um trabalho que cresce a cada audição e reforça a maturidade artística da banda. As novas canções também mostram um grupo disposto a transformar momentos pessoais em composições universais. Casamentos, separações, paternidade e recomeços aparecem de forma honesta nas letras, sem perder o poder de identificação que sempre aproximou o The Menzingers de seu público. Mesmo sem buscar o impacto imediato de clássicos como After the Party ou On the Impossible Past, o álbum encontra força justamente na maneira como retrata a vida comum, algo que poucos nomes do punk contemporâneo conseguem fazer com tanta naturalidade. Formado em 2006, em Scranton, na Pensilvânia, o The Menzingers construiu uma das carreiras mais respeitadas do punk rock das últimas duas décadas. Liderada pelos vocalistas e guitarristas Greg Barnett e Tom May, a banda transformou histórias sobre amadurecimento, amizades, relacionamentos e o cotidiano em canções que atravessaram gerações, consolidando discos como On the Impossible Past e After the Party entre os mais importantes do gênero. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Tom May falou sobre os 20 anos da banda, o processo de criação de Everything I Ever Saw e os planos para retornar ao Brasil. O The Menzingers completa 20 anos em 2026. Quando vocês começaram a banda, qual era o sonho? Olhando para essa trajetória, vocês chegaram onde imaginavam? Esse sempre foi o nosso sonho. Talvez pareça pretensioso dizer isso, mas, quando começamos há vinte anos, a ideia era conseguir viver tocando punk rock e viajando pelo mundo. Foi exatamente isso que aconteceu. Sou muito grato por tudo o que vivemos e bastante satisfeito com a trajetória. Fizemos coisas incríveis ao longo desses anos e agradeço por isso todos os dias. E se o Tom de 2006 encontrasse você hoje, o que mais o surpreenderia: a longevidade da banda, o reconhecimento ou o impacto que a música de vocês teve na vida de tantas pessoas? Sem dúvida seria o impacto que nossa música teve na vida das pessoas. Naquela época eu não conseguia imaginar o que isso realmente significava. Eu até podia sonhar que a banda duraria muito tempo, mas essa conexão tão profunda com os fãs é algo impossível de explicar para alguém que ainda não viveu isso. Ainda hoje acho difícil colocar esse sentimento em palavras. Hoje vemos muitas bandas mudando de formação ou encerrando as atividades. Qual é o segredo para manter os mesmos quatro integrantes durante vinte anos? Parte disso é sorte. Tivemos a felicidade de viver vidas relativamente tranquilas, sem grandes tragédias. Mas existe outro fator importante: todos precisam querer a mesma coisa. Nós quatro trabalhamos muito bem juntos, cada um tem seu espaço criativo e suas responsabilidades dentro da banda. O mais importante é que ninguém queria seguir outro caminho. Nunca houve alguém dizendo que preferia estar em uma banda pop ou abandonar a música para ser advogado ou professor. Sempre compartilhamos o mesmo objetivo, e isso fez toda a diferença. O novo álbum parece menos preocupado com nostalgia e mais interessado em aceitar a passagem do tempo. Essa direção foi planejada desde o início? Não. Quando começamos a escrever o álbum, tínhamos apenas um conjunto de músicas. Conforme as letras foram sendo desenvolvidas, elas começaram a revelar uma identidade em comum. Quando estávamos com aproximadamente um quarto ou metade do disco pronto, passamos a discutir conscientemente qual seria o conceito do álbum e os temas que gostaríamos de abordar. Uma das primeiras decisões foi manter um certo otimismo. Também queríamos falar sobre como enxergamos o tempo hoje. Não foi uma reação à nostalgia dos discos anteriores nem uma tentativa de reinventar a banda. Nós simplesmente escrevemos sobre aquilo que estamos vivendo. Nesta fase da vida percebemos que muitos acontecimentos voltam a acontecer de formas diferentes. Isso muda nossa relação com o passado, o presente e o futuro. No fim, acabamos escrevendo um disco muito mais conectado ao presente. O álbum nasceu depois de mudanças importantes na vida de vocês. Foi mais difícil transformar essas experiências em músicas? Para mim, sim. Em alguns aspectos foi mais difícil e, ao mesmo tempo, mais fácil. Foi emocionalmente mais pesado porque eu precisava revisitar sentimentos que preferia deixar para trás. Escrever ajuda a reorganizar esses pensamentos, mas também obriga você a revivê-los. Por outro lado, justamente por causa dessas experiências, a inspiração apareceu com muito mais facilidade. Alguns bloqueios criativos que existiam em discos anteriores simplesmente desapareceram. Então foi um processo difícil emocionalmente, mas muito rico do ponto de vista artístico. Houve alguma música que surpreendeu vocês por entrar no álbum ou que foi especialmente difícil de gravar? A maior surpresa foi “Other People’s Money”. Ela começou apenas como uma música estranha no piano, gravada com bateria eletrônica. Eu não imaginava que acabaria entrando no disco. Todo mundo gostou da ideia e depois tivemos que descobrir como transformá-la em uma música do The Menzingers, acrescentando guitarras e todos os outros elementos. Já a parte mais difícil da gravação foi tocar piano. Todas as nossas músicas são afinadas meio tom abaixo, então eu precisava tocar praticamente só nas teclas pretas, e eu não sou pianista. O Will Yip até me deu uma chave do estúdio para eu praticar nos fins de semana, e um amigo meu me ajudou bastante. No fim das contas, o maior desafio do álbum não foram as emoções nem as letras, mas aprender a tocar piano direito.

Eleine confirma estreia no Brasil em show único para 2027

A banda sueca Eleine fará sua aguardada estreia no Brasil no dia 28 de fevereiro de 2027, em apresentação única no Hangar 110, em São Paulo. O show encerra a primeira turnê latino-americana da carreira e marca a divulgação de The Water Taste Of Blood, quinto álbum de estúdio do grupo, previsto para dezembro de 2026. A realização é da Overload, e os ingressos já estão à venda. Formada em 2014, na cidade de Landskrona, a Eleine construiu uma identidade própria ao unir o metal sinfônico com elementos de melodic death metal, thrash e groove metal. Liderada pela vocalista Madeleine Liljestam e pelo guitarrista e vocalista Rikard Ekberg, a banda ganhou destaque pela combinação entre vocais límpidos e guturais, orquestrações cinematográficas e riffs pesados. Essa sonoridade ficou ainda mais evidente em Dancing in Hell (2020) e We Shall Remain (2023), trabalho que consolidou o grupo entre os principais nomes da nova geração do metal europeu. O reconhecimento veio também da crítica especializada, com o Blabbermouth destacando a capacidade da Eleine de equilibrar o peso do melodic death metal sem abrir mão da atmosfera sinfônica. O novo álbum, The Water Taste Of Blood, promete ampliar ainda mais esse universo ao incorporar influências do groove metal dos anos 1990. Os primeiros singles, “Empire Of Lies”, “We March” e “Watch As We Rise”, revelam uma abordagem mais agressiva, baseada em riffs sincopados, vocais intensos e letras que exploram temas como manipulação, traição, isolamento e superação. Além da música, Madeleine e Rikard mantêm controle criativo sobre praticamente toda a identidade visual da banda, assinando capas, figurinos e boa parte dos videoclipes. A trajetória internacional da Eleine começou a ganhar força em 2016, quando abriu a turnê europeia do Moonspell. Desde então, a banda dividiu palco com nomes como W.A.S.P., Arch Enemy, Kamelot, Sonata Arctica, Pain, Myrath e Primal Fear, além de realizar apresentações no Japão, América do Norte e grandes festivais como Sweden Rock Festival, Masters of Rock e ProgPower USA. A partir de 2024, passou a liderar suas próprias turnês pela Europa e Reino Unido, consolidando uma base fiel de fãs conhecida como Legions. A passagem pela América Latina será composta por cinco apresentações em cinco países. A excursão começa na Cidade do México, segue por Bogotá, Santiago e Buenos Aires antes de chegar ao Brasil, onde São Paulo recebe o encerramento da turnê. No repertório, a Eleine deve mesclar músicas do novo álbum com faixas marcantes da carreira, como “Enemies”, “Ava of Death”, “Never Forget”, “We Are Legion” e “We Shall Remain”, oferecendo ao público brasileiro a primeira oportunidade de ver ao vivo uma das bandas que mais cresceram dentro do metal europeu nos últimos anos. Serviço Eleine em São Paulo Data: 28 de fevereiro de 2027, domingo Local: Hangar 110 Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo/SP Abertura da casa: 18h30 | Início do show: 20h Classificação: 18 anos Realização: Overload Ingressos: clubedoingresso.com/evento/eleine-saopaulo

Entrevista | Binho Ribeiro – “A maior transformação foi entender que não precisava provar o tempo inteiro quem eu sou”

Depois de mais de duas décadas de uma sólida jornada na música, o cantor e compositor Binho Ribeiro chega a um dos momentos mais luminosos de sua carreira com o lançamento de seu novo álbum, Vibra. O trabalho funciona simultaneamente como um marco de maturidade e um empolgante ponto de partida, consolidando uma identidade artística que navega sem barreiras por diferentes sonoridades, do reggae e da MPB ao jazz e ao groove. Nesta entrevista para o Blog n’ Roll, Binho Ribeiro abriu o jogo sobre o processo de autodescoberta que moldou o disco, a liberdade criativa na música brasileira contemporânea e o desafio de equilibrar colaborações internacionais com pesos-pesados como Brian Frasier-Moore e Carlitos del Puerto sem abrir mão da essência nacional. Binho Ribeiro também refletiu sobre como as canções ganham vida própria ao saírem do estúdio, seja no impacto de grandes palcos como a Virada Cultural ou na atmosfera intimista de projetos como a session do Gira Som, além de compartilhar sua visão sobre a urgência de desacelerar o consumo musical em prol de experiências genuínas. Confira abaixo os principais trechos da conversa com Binho Ribeiro. O Vibra soa como um ponto de chegada depois de mais de duas décadas de carreira, mas também como o começo de uma nova fase. Em que momento você percebeu que tinha encontrado a identidade artística que procurava? Acho que essa identidade foi sendo construída ao longo de toda a minha trajetória. Depois de mais de 20 anos de carreira, eu entendi que não precisava mais escolher entre as minhas referências. O reggae, o samba rock, a MPB, o groove, o jazz, a bossa… tudo isso já fazia parte de mim. O Vibra nasceu justamente quando eu parei de tentar definir onde a minha música deveria estar e comecei a entender que ela poderia simplesmente ser o reflexo de quem eu sou. Então, para mim, o Vibra é um ponto de chegada no sentido de maturidade, mas é principalmente um ponto de partida. É o momento em que eu sinto que encontrei uma linguagem que me representa de verdade e, a partir dela, posso continuar experimentando e evoluindo. Ao longo do disco, você passeia por reggae, samba rock, MPB, groove, jazz e bossa de uma forma muito natural, sem parecer preocupado em caber em um gênero específico. Você acredita que essa liberdade de misturar influências é uma das maiores forças da música brasileira hoje? Com certeza. A música brasileira sempre teve essa capacidade de absorver diferentes culturas e transformar tudo em algo novo. Acho que essa mistura é uma das nossas maiores riquezas. Eu nunca enxerguei a música como uma caixinha. Para mim, ela é movimento, é troca, é encontro. O que faço naturalmente é juntar as referências que me formaram e deixar que elas conversem entre si. Acho que o público também está cada vez mais aberto a isso. Hoje, talvez mais do que nunca, o artista pode ser múltiplo sem precisar pedir licença para caber em um único gênero. O álbum reúne músicos como Brian Frasier Moore e Carlitos del Puerto, mas, ao mesmo tempo, preserva uma essência profundamente brasileira. Como foi equilibrar essa ambição internacional sem abrir mão da sua identidade? Foi um processo muito especial. Ter músicos desse nível participando do projeto sempre foi um sonho e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de levar a minha música para um lugar maior. Mas eu nunca quis internacionalizar a música no sentido de tirar dela aquilo que é brasileiro. Pelo contrário: quanto mais eu me conecto com músicos de outras partes do mundo, mais eu percebo o valor da minha própria identidade. O Brasil tem uma riqueza musical enorme. Então, a ideia foi justamente criar uma ponte: trazer uma sonoridade internacional, uma produção sofisticada, mas mantendo a alma, a língua, a melodia e a maneira brasileira de sentir a música. Acredito que o caminho para o mundo é justamente saber quem você é antes de chegar lá. Desde o lançamento do Vibra, você levou essas músicas para contextos bem diferentes: a estreia do show autoral na Virada Cultural, um festival durante a Copa do Mundo e, agora, uma session intimista no Gira Som. O que essas experiências revelaram sobre as canções que talvez você ainda não tivesse percebido no estúdio? O palco sempre revela coisas que o estúdio não consegue revelar. No estúdio, você trabalha muito com a sua visão, com a sua intenção. Quando a música encontra o público, ela ganha uma vida própria. Na Virada Cultural, por exemplo, senti a força dessas músicas em um ambiente de grande energia, com pessoas que talvez nunca tivessem ouvido o meu trabalho antes. Em outros festivais, percebi como elas conseguem dialogar com públicos diferentes. E, na session do Gira Som, em um ambiente mais próximo e intimista, consegui enxergar a essência dessas canções de uma maneira diferente. Isso me mostrou que uma música não pertence mais ao artista depois que ela é lançada. Ela passa a pertencer também a quem escuta. E cada contexto revela uma camada diferente dela. Na session do Gira Som, algumas faixas ganharam uma leitura mais acústica e próxima do público. Quando uma música funciona apenas com voz e poucos instrumentos, isso muda a forma como você enxerga a composição? Muda bastante. Quando você tira os elementos de produção e deixa a música mais exposta, você percebe se existe realmente uma canção ali. Eu gosto muito desse exercício porque ele coloca a composição no centro. Se a melodia, a letra e a interpretação conseguem sustentar aquele momento, significa que existe uma verdade na música. A versão acústica não substitui a versão produzida, mas revela uma outra face da mesma canção. É como olhar para uma música por outro ângulo e descobrir detalhes que estavam ali desde o começo. Você costuma dizer que Vibra fala sobre conexão, encontros e transformação. Em um cenário em que tanta música é consumida rapidamente, qual é a experiência que você espera que o ouvinte leve depois de escutar o álbum do começo

Testament é confirmado no Liberation Festival 2026 após esgotar show no Carioca Club

O Testament está confirmado como a terceira atração do Liberation Festival 2026, que acontece no dia 12 de dezembro, no Vibra, em São Paulo. A banda californiana apresentará o set especial “Title Track Attack!”, que percorre diferentes fases da carreira com um repertório formado por faixas-título de sua extensa discografia. O grupo se junta ao Dimmu Borgir e Charlotte Wessels no line-up do festival. A confirmação acontece após esgotarem os ingressos para o show do dia 6 de dezembro, no Carioca Club, ao lado de Municipal Waste e Immolation. A apresentação no Liberation Festival será a segunda da banda em São Paulo no mesmo mês e reforça a forte relação do Testament com o público brasileiro. Desde a histórica estreia no país, em 1989, o grupo acumula diversas passagens pelo Brasil e, em 2026, realiza sua maior sequência de shows por aqui, incluindo apresentações em Curitiba, Limeira, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e duas datas na capital paulista. O retorno também dá sequência ao sucesso da turnê promovida pela Liberation em 2025, marcada por casas lotadas e ingressos esgotados. Formado em 1983, o Testament é um dos pilares do thrash metal da Bay Area e construiu uma trajetória marcada por clássicos como The Legacy, The New Order, Practice What You Preach e Souls of Black. A banda vive um momento de destaque com Para Bellum (2025), álbum que ampliou ainda mais seu peso ao incorporar elementos de black e death metal. O disco alcançou o topo da parada britânica de rock e metal, foi eleito o melhor álbum de metal de 2025 pelo Loudwire e consolidou a formação atual com Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick, Steve Di Giorgio e Chris Dovas. Além do Testament, o Liberation Festival 2026 já confirmou a presença do Dimmu Borgir, um dos maiores nomes do black metal sinfônico, e de Charlotte Wessels, ex-vocalista do Delain, que divulgará o elogiado álbum solo The Obsession. Marcando o retorno do festival após oito anos, o evento promete reunir alguns dos principais nomes do metal mundial em uma das edições mais aguardadas pelos fãs brasileiros. SERVIÇO Liberation Festival 2026 Atrações reveladas: Dimmu Borgir, Charlotte Wessels + Testament + bandas Data: 12 de dezembro de 2026 Local: Vibra Endereço: Avenida das Nações Unidas, 17955 São Paulo/SP Ingressos: clubedoingresso.com/evento/liberationfest2026

Entrevista | A Flock of Seagulls – “Sem a MTV provavelmente teríamos levado dez anos para sermos notados”

Depois de mais de quatro décadas de carreira, o A Flock of Seagulls finalmente fará sua estreia no Brasil. A banda britânica sobe ao palco do Cine Joia, em São Paulo, no dia 7 de outubro, em apresentação única promovida pela Maraty. Liderado por Mike Score, o grupo traz ao país um repertório que ajudou a definir a sonoridade da new wave e do synthpop nos anos 1980, reunindo clássicos como I Ran (So Far Away), Space Age Love Song, Wishing (If I Had a Photograph of You) e The More You Live, the More You Love, além de músicas do recente álbum Some Dreams, lançado em 2024. Formado em Liverpool na transição entre os anos 1970 e 1980, o A Flock of Seagulls se tornou um dos principais nomes da chamada Segunda Invasão Britânica nos Estados Unidos. A combinação de sintetizadores, guitarras atmosféricas e uma identidade visual marcante ganhou projeção mundial com a chegada da MTV, enquanto o instrumental D.N.A. rendeu ao grupo o Grammy de Melhor Performance Instrumental de Rock em 1983. Ao longo dos anos, a banda passou por mudanças de formação, mas Mike Score manteve o projeto em atividade, investindo em releituras sinfônicas, projetos especiais e, recentemente, no primeiro álbum de inéditas em quase três décadas. A apresentação em São Paulo também marca um momento especial para os fãs brasileiros, já que diversas tentativas anteriores de trazer a banda ao país acabaram não se concretizando. Agora, a formação composta por Mike Score, Pando, Kevin Rankin e Gord Deppe promete um set que mistura sucessos da fase clássica com composições recentes. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Mike Score falou sobre a influência da banda em diferentes gerações, o impacto da MTV na carreira e a aguardada estreia do A Flock of Seagulls no Brasil. Depois de mais de 40 anos de carreira, vocês conseguem enxergar hoje a verdadeira dimensão da influência que vocês tiveram sobre bandas como U2, The Cure, The Smiths e até grupos mais recentes, como The Killers? Consigo perceber isso um pouco. Mas acho que essas bandas também nos influenciaram tanto quanto nós as influenciamos. A música funciona de forma circular. Eu escrevo uma música, alguém é influenciado por ela, essa pessoa escreve outra música e, depois, ela acaba me influenciando de volta. É assim que a música evolui. Eu, por exemplo, não sou um grande fã de heavy metal, mas gosto de alguns guitarristas e bateristas do gênero. Então você absorve essa influência e coloca isso dentro de uma música pop. De repente, ela ganha uma característica diferente. Depois, uma banda de metal pode ouvir isso e pensar: “Gostei da forma como eles usaram aquela guitarra e aquele ritmo”. É um processo contínuo de evolução. Quando vocês começaram a banda, imaginavam que músicas como I Ran e Space Age Love Song seriam descobertas por novas gerações por meio de videogames, séries e filmes? Antes de conseguirmos um contrato, costumávamos brincar dizendo que dependeria de nós criar uma grande banda, porque não gostávamos muito do que estava sendo lançado naquela época. Depois assinamos um grande contrato e, de repente, realmente dependia de nós. Jamais imaginamos que isso duraria mais de 40 anos. Pensávamos que seria incrível viver essa experiência por dois ou três anos, gravar um álbum, talvez ter um sucesso e, com sorte, fazer uma turnê mundial. Mas continuar vendo as pessoas indo aos shows, conhecendo profundamente a banda e mantendo essa conexão tantos anos depois é algo muito além do que esperávamos. Nunca vimos isso acontecer dessa forma. Hoje o álbum de estreia é considerado um clássico da new wave, mas vocês surgiram em um Reino Unido dominado pelo punk de Sex Pistols e The Clash. Como esse cenário influenciou a banda? Primeiro é preciso entender que ninguém na banda sabia tocar direito. Eu tocava um pouco de baixo, meu irmão nunca havia tocado bateria e simplesmente decidiu que seria baterista. Compramos uma bateria e começamos. Paul Reynolds tinha apenas 17 anos e pouca experiência. Nós apenas nos reuníamos para tocar, eu levava algumas ideias e tudo era muito divertido. Só quando começamos a escrever músicas como Space Age Love Song, I Ran e Wishing percebemos que estávamos criando um som diferente. Foi nesse momento que pensamos: “Ninguém soa como nós”. Depois veio o contrato e o resto é história. Você já ouviu a versão brasileira de I Ran, gravada pelo Supla? Não, nunca ouvi. Vou procurar quando estiver aí. Normalmente escuto músicas que já conheço. Ouço bastante o começo da carreira do Roxy Music e Pink Floyd. Às vezes alguém me mostra alguma banda nova e fico impressionado ao perceber como a música evoluiu a partir do que fizemos. Também fico orgulhoso de saber que ainda conseguimos influenciar artistas atuais. NOTA DA REDAÇÃO: A música “Cena de Ciúmes” é creditada como uma versão do A Flock of Seagulls e está presente no álbum Menina Mulher (2004). O trabalho reúne covers de artistas nacionais que influenciaram Supla. O clipe (acima) conta com participação de Luciana Gimenez. Qual foi o papel da MTV na história do A Flock of Seagulls e na chamada Segunda Invasão Britânica dos anos 1980? Sem a MTV provavelmente teríamos levado cinco ou dez anos para sermos notados. Antes dela, as bandas precisavam fazer turnês, conquistar espaço nas rádios e crescer lentamente. Quando a MTV surgiu, estávamos na sala de estar das pessoas. Elas podiam nos ver e ouvir ao mesmo tempo. Se gostassem do que viam, viravam fãs rapidamente. Para nós, sinceramente, acho que não teríamos chegado tão longe sem a MTV. Seu penteado virou um dos maiores símbolos dos anos 1980 e até foi homenageado em Friends. Como você vê isso hoje? Acho engraçado. Nunca levei meu cabelo tão a sério. Ele combinava com a estética da banda e chamava atenção, que era exatamente o que queríamos. Naquela época era importante ter uma imagem forte. David Bowie tinha a dele, Alice Cooper também. Quando surgiu aquele penteado, ele acabou se tornando parte da

End It estreia no Brasil com show único no Festival Hardcore São Paulo 2026

Uma das principais revelações do hardcore norte-americano na atualidade, o End It fará sua primeira apresentação no Brasil no dia 17 de outubro, em São Paulo. O quarteto de Baltimore será a principal atração do Festival Hardcore São Paulo 2026, que acontece na Rua Riachuelo, no centro da capital paulista. Conhecida por unir o peso do hardcore da Costa Leste dos Estados Unidos com letras que abordam desigualdade social, colonialismo e violência institucional, a banda chega ao país impulsionada pelo sucesso do álbum Wrong Side of Heaven. Formado em 2017, o End It reúne Akil Godsey (vocal), Ray Lee (guitarra), Patrick Martin (baixo) e Chris Gonzalez (bateria). O grupo construiu uma identidade própria ao misturar o hardcore beatdown com influências do thrash e da tradição de Baltimore, tendo como grande diferencial a interpretação vocal de Godsey, moldada por experiências em corais, igrejas batistas e teatro musical. Essa combinação chamou atenção da crítica especializada e consolidou a banda como um dos nomes mais relevantes da nova geração do gênero. Lançado em 2025, Wrong Side of Heaven ampliou ainda mais a projeção do End It. O disco foi escolhido como Álbum da Semana pelo Stereogum, recebeu nota 9 da revista Clash e figurou entre os 50 melhores lançamentos do ano segundo a Alternative Press. Antes disso, o EP Unpleasant Living já havia colocado a banda em evidência com faixas como “New Wage Slavery”, incluída na trilha sonora do game Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4. No mesmo período, o quarteto também excursionou pelos Estados Unidos abrindo apresentações de Blink-182 e Alkaline Trio. A apresentação integra a programação do Festival Hardcore São Paulo 2026, que será realizado entre os dias 16 e 19 de outubro. Criado dentro do circuito do Coletivo Verdurada e retomado em 2024 pela BLC Crew, o evento cresceu e chega à próxima edição reunindo mais de 20 bandas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e Estados Unidos. O End It sobe ao palco no sábado, 17 de outubro, marcando sua aguardada estreia na América Latina. Serviço End it no Festival Hardcore São Paulo 2026 Data: sábado, 17 de outubro de 2026 Horário: 19h Local: R. Riachuelo, 194, Sé, São Paulo, SP Ingressos: fastix.com.br/events/festival-hardcore-sao-paulo-2026 Realização: New Direction Productions e DTG