Com pedido de desculpa à Rihanna, Eminem lança álbum surpresa

Eminem

Com 16 faixas inéditas, Eminem liberou nesta sexta-feira (18) uma versão deluxe do seu último álbum, Music To Be Murdered By, lançado em janeiro último. Music To Be Murdered By – Side B (Deluxe Edition) também traz uma nova arte da capa, diferente do álbum original. Contando com produção executiva de Eminem e Dr. Dre, a nova versão traz as colaborações de Skylar Gray, DJ Premier, Ty Dolla $ign, Dr. Dre, Sly Pyper, MAJ e White Gold. Aliás, a nova versão, que inclui as 16 faixas inéditas antes das 20 do disco original, traz um pedido de desculpa de Eminem à Rihanna. Em resumo, o rapper havia vazado uma canção há anos na qual dizia estar “do lado de Chris Brown”, que a agrediu em 2009. Em Zeus, Eminem canta: “peço desculpas do fundo do meu coração para Rihanna por aquela canção que vazou/ Desculpe, Rih, não era para te atingir/ De uma forma ou de outra, foi um erro meu“. Acompanhando o disco, Eminem disponibilizou o videoclipe de Gnat, que já foi visto mais de 1,6 milhão de vezes, poucas horas após seu lançamento. Apresentado em janeiro deste ano, Music To Be Murdered By fez sua estreia no top 3 do iTunes Brasil e ficou em primeiro lugar nos trending topics do Twitter, além de alcançar o primeiro lugar nas paradas de álbuns da Billboard, da Rolling Stone e em mais 14 países.

Colaborações entre Bob Dylan e George Harrison serão lançadas com o álbum 1970

Colaborações raras entre Bob Dylan e George Harrison serão incluídas em uma reedição de luxo intitulada Bob Dylan – 1970. Ademais, a obra será lançada no dia 26 de fevereiro. Em resumo, a coleção também inclui algumas sessões inéditas durante as gravações dos discos Self Portrait e New Morning. Vale lembrar que na década de 1970, Dylan e Harrison colaboravam frequentemente um com o outro. Um exemplo é a canção Would Have You Anytime, abertura do disco solo de estréia de George.

Hayley Williams lança EP que complementa o disco Petals For Armor

Hailey Williams Boygenius

Complementando seu primeiro disco solo, intitulado Petals For Armor, a cantora Hayley Williams, frontman do Paramore, apresentou nesta sexta-feira (18), o EP Self-Serenades. Ademais, o trabalho com três canções conta com duas versões acústicas de singles lançados no disco. A música restante é Find Me Here, inédita da artista. “Obrigada por ouvirem o disco e espero que vocês gostem da música nova”, disse Hayley nas redes sociais. Anunciado pela cantora em 2019, Petals For Armor foi divulgado em maio deste ano e foi bastante elogiado por fãs e crítica.

Last December: Good Charlotte divulga novo single de álbum que chega em 2021

A banda Good Charlotte divulgou nesta sexta-feira (18), o single Last December. Ademais, a faixa já está disponível em todas as plataformas digitais. Em resumo, este é mais um material inédito produzido pelo grupo. Estes novos singles devem compor um novo disco que sucederá Generation X (2018). Tanto a letra, quanto o clipe do projeto trazem uma pegada mais melânconica, além de uma mensagem positiva que nos acompanha neste tempos de pandemia. “2020 é 20º aniversário do nosso álbum de estreia autointitulado e realmente nos fez sentir que queríamos lançar algo para os fãs que estão nessa jornada com a gente”, disse o Good Chalotte

Foo Fighters relembra Chuck Berry no cover de Run Rudolph Run

O Foo Fighters divulgou nesta quarta-feira (16), um cover de Run Rudolph Run, famosa canção de natal idealizada pelo artista Chuck Berry. Ademais, a faixa compõe um projeto da Amazon Music intitulado Holiday Plays, onde diversos grupos e músicos convidados se apresentam em uma série de episódios com Lil Nas X. Além do cover, o FF também tocou Learn To Fly, Best Of You, Times Like These e Shame Shame no evento. Em resumo, a sessão só está disponível na plataforma de músicas da Amazon. Hannukah Session Homenageando artistas judeus, Dave Grohl e o produtor Greg Kurstin estão reunindo algumas canções para celebrar o Hannukah. No penúltimo episódio da série de vídeo, o músico apresentou sua versão de Frustrated, da banda The Knack. Confira.

Rock In Rio divulga primeiras atrações do lineup para a edição de 2021 do festival; confira

Iron Maiden terá show do Rock in Rio transmitido online

Os amantes de um bom festival de música finalmente ganharam um motivo para comemorar. O Rock In Rio está de volta e já divulgou os detalhes do dia do metal da edição 2021. Aliás, o evento acontece nos dias 24, 25, 26 e 30 de setembro, e 1, 2 e 3 de outubro de 2021. A abertura do festival será dedicada ao rock pesado, já batizado carinhosamente como ‘dia do metal’. Na data, teremos Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth e Sepultura + Orquestra Sinfônica Brasileira no Palco Mundo. Ademais, mais detalhes e atrações do Rock In Rio serão divulgadas em breve.

Crítica | Prophets of Plague – Sacramentia

De São João da Boa Vista (SP) vem uma agradável surpresa neste final de ano. Trata-se do debute da banda Sacramentia, Prophets of Plague, que navega nos mares mais tortuosos do metal extremo, numa mistura violenta de death com black metal. Os autores dessa desgraça são Renan Bezan (voz), Guilherme Mendes e André Vieira (guitarras), Garça (baixo) e Leonardo Amorim (bateria), sem dúvida um timão de músicos. Para quem gosta de metal extremo, Prophets of Plague é uma excelente pedida. Afinal, está tudo lá: os vocais guturais, baixo pesado (belo trabalho de Garça), riffs mórbidos e cozinha precisa, que alterna momentos velozes com outros mais cadenciados. E, claro, pérolas da podreira como Scorn Fate, Scum, Black Spalm, Falling State ov Mind e Ancient, que sem cerimônia são capazes de colocar qualquer deathbanger para bater cabeça como um alucinado. Também vale citar a arte de capa, totalmente de acordo com o som da banda, em outro belo acerto de Prophets of Plague. Diante de tudo isso, não existe desculpa, você terá de conhecer o Sacramentia. Cuide do pescoço! Prophets of PlagueAno de Lançamento: 2020Gravadora: Extreme Sound RecordsGênero: Black/Death Metal Faixas:1-Scorn Fate2-Scum3-In Integrum Pandemonium4-Black Psalm5-Silent Sinner6-Necrolust7-Crucifiction8-Falling State ov Mind9-Ancient10-Unknown Gods

Entrevista | Silva: “Eu e Anitta amamos ska e reggae”

Os primeiros acordes de Passou Passou, faixa de abertura do novo álbum do capixaba Silva, Cinco, já passam uma mensagem bem legal: o músico inova como poucos. O ska, com uma batidinha bem característica do som jamaicano dos anos 1960, mostra o artista totalmente fora da zona de conforto. E faz isso com muita qualidade. Para alguns pode lembrar até o Los Hermanos. Talvez pela brasilidade colocada na faixa. “Gosto muito de ska e rocksteady, adoro os sopros que eles usam. Eu nunca tinha usado isso no meu trabalho. Pra mim era algo muito distante, gostava só de ouvir. Aí quando comecei a experimentar isso nos shows, deu certo. Fica Tudo Bem estava diferente do disco, coloquei uma bateria na entrada com contratempo de ska. Mas as pessoas não associavam isso. Mas pensei que poderia fazer coisas nessa linha. Entraram dois skas nesse disco”. Silva conta que chegar na sonoridade foi um desafio. “Geralmente as coisas que gosto são muito anos 1960 e 1970. Estava acostumado a ouvir, mas como fazer soar parecido era um desafio. Igual não tem como ficar, eles usavam equipamentos diferentes. Levei dois ou três dias para chegar na bateria de Passou Passou. A pandemia me possibilitou ser bem minucioso nessa gravação”. Passou Passou não é o único ska do álbum. Facinho, com a participação de Anitta, é a outra surpresa para os fãs do gênero jamaicano. “Eu tava fazendo Facinho já pensando na Anitta. Ela gosta muito de reggae e ska. Aí eu falei: patroa, vamos fazer um hit? Bem a cara dela isso. Mandei, ela adorou e já topou”. João Donato Mas o álbum de Silva traz muitas outras sonoridades. Vai da MPB ao jazz, mas passa pelo ska e samba. Isso sem falar nas participações especiais de João Donato e Criolo. Quem Disse, a canção que ele gravou com Donato, é jazz puro. “A música também já foi pensada no Donato, mas foi engraçado porque ele acabou mudando a música toda. Era para ser um samba mais acelerado, mas ele entrou no estúdio, com o conhecimento dele que é muito avançado, coisa de gênio, jazzística, e deixou tudo simples. Ele parou e disse: essa música tá acelerada, né? E deixou completamente diferente, mas muito com a cara do Donato. Foi uma honra muito grande”. Criolo Sobre a parceria com Criolo, Silva conta que sempre admirou o artista. “Adoro o jeito como ele fala as coisas, a música dele é muito boa”. “A gente só se conhecia de oi, tudo bem. Mas no réveillon passado, estávamos na mesma festa em Salvador, e tive a oportunidade de trocar uma ideia com ele. E rolou essa vontade de fazer algo junto. Ele criou uma parte para a segunda parte da letra, fez até uma dancinha, deu umas ideias de palco”. O resultado de Soprou, canção gravada com Criolo, é um samba que remete à origem no Recôncavo Baiano, como se composto por Caetano Veloso e vocalizado por Clara Nunes, mas em roupagem apropriada para o dueto de Silva com Criolo. A segunda parte, escrita por Criolo, surpreende e traz o ouvinte do passado para o presente-futuro que a gente gostaria de ver e ouvir.