Artistas apoiam The Weeknd após o músico não ser indicado no Grammy 2021

Apesar do sucesso comercial e de crítica do hot Blinding Lights e do álbum After Hours, The Weeknd não recebeu nenhuma indicação ao Grammy 2021. Com isso, o artista se revoltou e criticou publicamente os responsáveis pela premiação. Agora, outros artistas se manifestaram sobre o assunto. “Acho que devemos parar de nos permitir ficar chocados todos os anos com a desconexão entre a música impactante e esses prêmios e apenas aceitar que o que antes era a forma mais alta de reconhecimento pode não importar mais para os artistas que existem agora e os que virão depois”, escreveu Drake. Em resumo, Elton John também falou sobre. “Na minha humilde opinião… Blinding Lights canção do ano, gravação do ano”. Kid Cudi foi mais direto. “Abel foi roubado”. Ademais, Charli Puth também se revoltou com a não nomeação do single. “Como assim BLinding Lights não foi nomeada?”, escreveu.
Blur anuncia venda de vinil especial do disco The Great Escape, que completa 25 anos

O Blur anunciou que lançará uma edição limitada do vinil de The Great Escape, para comemorar o aniversário de 25 anos do disco. Ademais, o álbum é o quarto lançamento do conjunto. Ele foi apresentado ao mundo em setembro de 1995 e conta com os hits The Universal, Charmless Man e Country House. Em resumo, o anúncio foi feito nesta quinta-feira (26). A banda compartilhou um vídeo do vinil ao lado da contracapa clássica. Você pode comprar sua cópia por aqui. A reedição vem logo depois de Damon Albarn revelar que pretende tocar em mais shows com o Blur no futuro.
Primero lote do festival Knotfest no Brasil é esgotado em minutos

A venda de ingressos para o Knotfest, um dos maiores festivais do mundo, é um sucesso no Brasil. Iniciada nesta quinta-feira (26), a venda dos primeiros lotes foi encerrada em minutos. A compra foi aberta por volta de 10h, contudo, diversos fãs já estavam na fila aguardando para realizar a compra. Com isso, todos os ingressos do primeiro lote estavam vendidos em cerca de cinco minutos. Ademais, quem quiser curtir o festival que acontece pela primeira vez no Brasil em dezembro de 2021 pode adquirir as entradas ainda. Os ingressos estão disponíveis no site da Eventim.
Entrevista | The Velvicks: “A cena de NY tem umas cinco bandas por noite, sem cover”

No início do século 21, pouco antes do terrível ataque às torres gêmeas do World Trade Center, Nova York foi palco para várias bandas estourarem. The Strokes, Interpol, LCD Soundsystem e Yeah Yeah Yeahs foram algumas delas. De lá para cá, uma nova safra sempre é aguardada pelos fãs. Atualmente, no cenário nova iorquino, tem uma banda se destacando. E o curioso é que ela é formada por músicos brasileiros. A The Velvicks escolheu o Brooklyn como QG e de lá saiu com o EP de estreia, Run, que traz cinco composições autorais e em inglês. “A gente teve banda antes e, enfim, a vida trouxe a gente pra cá, com a nossa formação. Acabou todo mundo em Nova York no mesmo tempo e espaço. Começou a ter um hangout nosso, tempo e disposição, e começar a fazer música, foi inevitável. Algumas festas na casa virou o que você está ouvindo aí”, comenta o vocalista e guitarrista, Vick Nader. Baterista do Velvicks, Edu conta que em um determinado momento bateu uma ansiedade maior para estar no palco. “A gente precisava tocar num palco novamente senão ficaríamos louco, sabe? Nessa época, eu estava morando em New Jersey e era mó rolo para chegar em Nova Iorque. Acabamos pegando essa casa aqui no Brooklyn e foi numa época que estava todo mundo no hype, fazendo festa de segunda a domingo. Tinha um porão e a gente botou um monte de instrumento lá, não era nada isolado, enquanto a gente tocava dá pra você escutar três quarteirões (risos)”. Influências Apesar do rock puro que o grupo apresenta, Edu conta que as influências dos integrantes são bem distintas. “O legal dessa banda é que cada um tem uma influência bem distinta do outro. Por mais que a gente curta as mesmas bandas, o que a gente escuta diariamente é um pouco diferente. Pelo que eu sei do Vitão, ele tem umas bandas mais 1990, R.E.M, Nirvana, um monte que também são do grunge. Eu curto 1990 de cabo a rabo também, só que eu escuto desde o metal até umas coisas diferentes. Vinão (guitarrista) tem muita influência de Jimi Hendrix, também”. Lockdown da Velvicks Uma das canções mais comentadas de Run, o EP de estreia da Velvicks, é LDNYC (Lockdown NYC), que tem um título autoexplicativo. “Ela foi a última música a ser feita, poucas semanas antes do lançamento do EP, então a gente meio que adaptou para ela entrar, coisas técnicas. Existe uma melancolia na música, mas com power. Foi no 13º dia da quarentena que ela saiu, logo no começo, então foi quase que nossa resposta, saca? Se a gente deixar a parada tomar conta, ferrou”, comenta Vick. Sobre estar baseado no Brooklyn, a Velvicks revela que existem algumas peculiaridades interessantes no bairro. “É difícil caracterizar um estilo de música que seja próprio daqui. Teve muitas fases do rock indie, independente, começo dos 2000, tipo Strokes que saiu daqui e estourou, mas tem tudo que é tipo de banda saindo daqui, a todo momento. Acho muito da hora, é muito qualitativo. Você pode tocar com a pessoa e dois meses depois ela está no Coachella”, explica Vinny. Comparação com o cenário paulistano Para Vick, a cena alternativa de Nova Iorque tem uma diferença importante na comparação com São Paulo. “Existe lugares, nichos para você tocar em qualquer dia da semana aqui, isso foi onde a gente baseou a nossa banda pra crescer. Quando estava em São Paulo era difícil você achar um lugar pra tocar com tanta frequência”. Já Edu, acredita que o número de bandas é algo que salta aos olhos em um primeiro momento. “A diferença da cena brasileira para a daqui, falando só de Nova Iorque, é o número de bandas. Tem muita banda tocando ao mesmo tempo. Por exemplo, o que acho mais legal da cena de NY é que todo bar tem no mínimo umas cinco bandas por noite, todas originais, sem cover. Isso é a coisa mais importante que tem, a valorização por música original, e eles sabem disso. Se você fizer a sua música e a galera curtir, vira uma ideia para o futuro, as coisas começam a andar. Lembro que estava no Brasil e eu fazia muito cover, aqui eles têm uma exigência maior, compõe a sua parada e deixa os outros lá (risos)”. *Texto e entrevista por Lucas Krempel e Caíque Stiva
The Weeknd acusa Grammy de corrupção após ser esnobado na lista de indicados

O pop star canadense The Weeknd não poupou críticas ao Grammy depois da lista de indicados para a próxima premiação ser divulgada. Vale lembrar que o artista, um dos maiores destaques deste ano na música mundial, foi ignorado nas indicações. Escrevendo no Twitter, Abel Tesfaye disse que a Recording Academy continua corrupta e que deve transparência a ele, aos fãs e também a indústria. Segundo fontes, Weeknd foi desprezado após conflitos envolvendo uma apresentação dele na premiação e no próximo Super Bowl. A não indicação do artista gera dúvida, já que After Hours, último álbum do músico foi um dos mais cultuados este ano. Além do single, Blinding Lights ficar no topo das paradas por diversas semanas.
Beyoncé se torna a artista feminina com mais indicações na história do Grammy

Esta terça-feira (24), foi uma data especial para Beyoncé. Com a suas nove nomeações para o Grammy deste ano, a popstar se tornou a artista feminina mais indicada na história da premiação. Ao todo, Beyoncé acumula 79 indicações totais, desse número, ela venceu 24. No geral, a artista empatou na segunda colocação geral de indicações com Paul McCartney. Ambos ficam atrás apenas de Jay-Z e Quincy Jones, com 80 indicações cada. Em resumo, a cantora também pode se tornar a artista feminina com mais vitórias, caso vença quatro de suas nove nomeações. Ademais, para conferir todas as indicações da próxima edição do Grammy, clique aqui.
William DuVall, do Alice In Chains, fará live acústica nesta sexta

William DuVall, vocalista e guitarrista da banda Alice In Chains, fará uma live acústica nesta sexta-feira (27). O artista divulgou a novidade através das redes sociais. Ademais, a apresentação que começa por volta das 21h, deve promover as canções que estão no primeiro álbum solo do músico, intitulado One Alone. A performance será no esquema pay-per-view, mesma implementada na live de William feita em setembro. Junto do Alice In Chains, DuVall estará no MoPOP, Museu da Cultura Pop de Seattle, no próximo dia 1º de dezembro, onde a instituição fará um tributo a banda.
Crítica | Bíblia do Diabo – Sagrado Inferno

Nos idos de 1984, a banda Sagrado Inferno foi formada em Belo Horizonte influenciando diversos nomes daquela região, como Sepultura, Overdose, Mutilator, entre outros. O grupo contava com Dilsinho (guitarra), Marquinhos (baixo), Silvinho (guitarra), Rogério (voz) e Ronaldo (batera). Ainda naquele ano saiu a primeira demo da banda, auto-intitulada, mas a morte do guitarrista Silvinho, em 1987, interrompeu os sonhos do grupo. Quase 30 anos depois, Marquinhos assume as baquetas e ao lado dos filhos Markin (voz e guitarra) e Lucas (baixo) recoloca o Sagrado Inferno novamente nas estradas do metal, regravando a clássica demo de 1984 sob o formato EP, em 2016. Os resultados foram bons e a família partiu para o primeiro full lenght, Bíblia do Diabo, lançado em 2019. O estilo do grupo é o metal extremo old school, inclusive cantado em português, que combinou perfeitamente com a proposta do Sagrado Inferno, que é praticar blackened heavy/thrash metal na linha Hellhammer e Vulcano, resultando em ótimas faixas como Feiticeira, Pena de Morte, Ataque Terrorista e Sua Doença Não Tem Cura. O estilo é metal old school, esteja preparado para uma produção orgânica, guturais fortes mas sempre inteligíveis e uma belíssima arte de capa, que nos transportam a uma era em que não só o metal, mas a própria música parecia ter mais alma e honestidade. Confira o Sagrado Inferno e entenda um pouco da história do metal brasileiro. Bíblia do DiaboAno de Lançamento: 2019Gravadora: CogumeloGênero: Blackened Heavy Metal/Speed Metal Faixas:1-Feiticeira2-Pena de Morte3-Estupro Mental4-Devorador de Almas5-Codex Gigas: Bíblia do Diabo6-Ataque Terrorista7-Sua Doença Não tem Cura8-Bicho Homem9-Laranja Mecânica10-Sagrado Inferno11-Perseguição 12-Vida Macabra
Crítica | Wrath Encompassed – Unmerciful

Quando pensamos que já ouvimos todos os álbuns do ano, eis que surge pérolas para nos lembrar que a jornada é infinita, como Wrath Encompassed, terceiro disco da banda de Kansas, Unmerciful. Anteriormente, Unmercifully Beaten (2006) e Ravenous Impulse (2016) já tinham deixado claro o poderio dos músicos, e nesse Wrath Encompassed a banda realmente mostrou estar num patamar elevado. Primeiramente, o que chama atenção nesse álbum é a bateria de Trynt Kelly, realmente um dos melhores bateristas do cenário extremo mundial. Aliás, seu instrumento brilha ao longo das nove faixas de Wrath Encompassed, com viradas criativas e blastbeats velocíssimos. O baixo também acaba se destacando, pois marca presença durante todo o álbum, com linhas pesadas e técnicas. E por falar em técnico, é esse o estilo do Unmerciful, technical death metal, na linha de Dying Fetus, Defeated Sanity, Suffocation e Decrepit Birth. Em resumo, o Unmerciful uniu a técnica com a brutalidade, resultando em faixas doentias como The In cineration, Predator to Prey, The Stench of Fear, Blazing Hatred e Wrath Encompassed, que são capazes de derreter os tímpanos. Aqueles que procuram por originalidade certamente irão desaprovar, de fato não há nada aqui que já não tenha sido feito por alguma outra formação de metal extremo. No entanto, a qualidade, brutalidade e honestidade que emana desse álbum transforma esse detalhe em mera partícula de poeira. Precisa mais? Wrath EncompassedAno de Lançamento: 2020Gravadora: Willowtip RecordsGênero: Brutal/Technical Death Metal Faixas:1-The Incineration2-Blazing Hatred3-Predator to Prey4-Wrath Encompassed5-Carnage Unleashed6-The Stench of Fear7-Furious Precision8-Oblivious Descent9-Inexorable Decay