Inspirado por Childish Gambino, Blecaute chega com os pés no peito: Cor do Pecado

O rapper Blecaute, aposta do rap da Warner Music Brasil, lançou na sexta-feira (5) o single Cor do Pecado. Com versos afiados, o artista, que tem como influências musicais grandes nomes do gênero e ícones negros como Racionais MC’s, BK, Djonga, Emicida, Sant, Kendrick Lamar e J. Cole, chega para trazer uma batida dançante e, ao mesmo tempo, uma poesia com muita crítica e um flow único. Com versos rascantes compostos pelo próprio Blecaute, Cor do Pecado é um manifesto sobre a história, dores e vivências de pessoas negras. “Pele preta não é cor do pecado/pele preta é a cor do seu alvo”, escancara a canção logo nos primeiros versos. Na poesia de Blecaute, potencializada pela produção de $AINTIGR, dança e mensagem têm dedo em riste e uma batida contagiante. O single traz reflexões muito importantes nos âmbitos político, social e histórico, em um mês marcado simbolicamente pela necessidade de colocar luz nas questões raciais. Como dizem os versos de Blecaute: Dedo na ferida, isso é importante”. “Tô muito ansioso pelo lançamento. Eu vim retratando um discurso muito forte, espero que as pessoas entendam da melhor forma. Eu vim retratando o racismo contra as pessoas pretas que ainda existe sim no Brasil. Como o Childish Gambino fala, que isso aqui é a América, eu digo e danço também. Quero retratar, à nossa maneira, que isso aqui também é o Brasil: as pessoas pretas são mortas, discriminadas, presas injustamente. Então eu quis trazer essa memória”, diz o artista, que arrasa na dança no clipe junto a atores negros e protagoniza cenas com simbologias que remetem à escravidão, violência policial, entre outras máculas sociais às quais a população negra é histórica e sistematicamente submetida. Gravado na Vila Aliança, no Rio de Janeiro, o clipe que chega junto à música foi dirigido e produzido por Invasori. Junto a diversos homens e mulheres negros jovens, coreografias e semblantes comunicam o tempo todo, com revolta, mas também com alegria, que vidas negras importam. “Hoje eu me sinto tão lindo/melanina aflorada/cabelo Jackson5/se encostar vai ter fight”, é a mensagem que embala a dança e a história de quem bate no peito para dizer que veio da zona oeste, com orgulho. “Não adianta nada eu falar de dinheiro que eu tenho, de joias que vou ter, carros que eu vou ter, se eu primeiro não falar sobre o que meu povo passa ainda. Eu vou falar de joias sim, de dinheiro sim, de noite sim, mas a primeira música que eu quis fazer foi essa. Porque a gente pode ter tudo isso e ainda assim ainda vamos ser alvo dessa discriminação”.
Lorde divulga versão deluxe de Solar Power com duas novidades

No início desta semana, a cantora neozelandesa Lorde divulgou um e-mail aos fãs, através do seu Solar Power Institute Bulletin, divulgando o vídeo surpresa Fallen Fruit e anunciou o lançamento de duas faixas-bônus de Solar Power: Helen of Troy e Hold No Grudge. Aliás, as músicas estão disponíveis para stream em todas as plataformas e o vídeo de Fallen Fruit foi liberado no YouTube. Em resumo, sobre as faixas-bônus, Lorde disse que “estas músicas foram explorações divertidas na jornada do álbum. Elas não se encaixavam na tracklist por algum motivo, mas ambas são grandes músicas”. Contudo, especialmente sobre a faixa Helen of Troy, Lorde comentou: “Nós escrevemos super rapidamente na menor sala em Westlake, onde fizemos um monte de melodias, e foi divertido o tempo todo. É super lírica, quase um improviso, e você pode me ouvir começando a descobrir alguns temas de álbuns”… Ao escrever Hold No Grudge, ela diz que “HNG é uma espécie de retrato de quando as relações azedam, ficando presas no gelo, mas lembrando-se do calor”. Fallen Fruit, hit de Solar Power Sobre o vídeo de Fallen Fruit, Lorde diz que as pessoas são apresentadas à ilha como um paraíso exuberante, mas a ideia é outra. “Humanos fazendo o que fazem, ficando gananciosos, tratando a terra com desrespeito e despojando-a de sua beleza. Sempre haverá outro lugar impecável para recomeçar, certo? Os jardins que antes eram exuberantes e frutíferos agora estão em chamas. Os barcos de pesca estão destruídos e quebrados. Tudo o que resta dos pêssegos são os seus caroços. Em meio a tudo isso, minha personagem faz uma escolha”. Aliás, o visual mais recente da artista dá aos fãs um olhar mais profundo sobre o universo de Solar Power. Por fim, retratando a destruição humana e a crise climática global, o vídeo é uma poderosa declaração dos tempos.
Di Ferrero inicia nova fase da carreira solo com Aonde é o Céu

Di Ferrero lançou nesta quinta-feira (4) o single Aonde é o Céu, que marca sua nova fase, com mais influências rock’n’roll. Em resumo, este é o primeiro lançamento do músico pelo slap, selo da Som Livre, após recente assinatura de contrato. “A música surgiu depois de uma troca de ideia com um amigo sobre a cultura do cancelamento. Em um momento da conversa perguntei pra ele: aonde é o céu? E como fazia pra chegar nesse ‘lugar perfeito’ que ele tanto falava. Acredito que todos têm o direito de errar e acertar, e que estamos aqui pra isso. Temos a oportunidade de dar uma segunda chance, seja para nós mesmos ou pra alguém, e muitas vezes perdemos essa chance. Sem hipocrisia, moralismo e sem precisar se encaixar em um molde pra viver em sociedade”, explicou o músico. Com muitas referências às bandas que sempre foram sua influência, como RHCP, Blink-182, Linkin Park, CBJr, entre outras, Di Ferrero lançou também um videoclipe da faixa. Aliás, no vídeo, Di Ferrero performa com muita atitude ao lado de sua banda, composta por Dan Valbuza, Hodari, P3raceta e Bruno Genz. A direção do clipe é de Manoel Andrade. Di também comentou sobre o clipe. “Eu preferi fazer uma performance tocando em um cenário totalmente dentro do conceito que estou vivendo. Acredito que é mais sincero do que fazer um vídeo com roteiro nesse momento. Eu sinto que todos estamos com saudade de ir em shows e essa música e o álbum que virá tem a vibe de ao vivo!”. Por fim, vale destacar que Aonde é o Céu fará parte do primeiro álbum solo de Di Ferrero, que será disponibilizado ano que vem.
Radiohead libera Follow Me Around, faixa dos tempos de O.K. Computer
Radiohead revelou sua música inédita Follow Me Around. Aliás, ela veio acompanhada de um vídeo dirigido por Us (Rolling Stones) e com participação de Guy Pearce (Memento). Follow Me Around remonta a 1997, era de O.K. Computer, onde costumava ser tocada nas passagens de som durante a turnê, tornando-se rapidamente o favorito dos fãs. Contudo, a banda ocasionalmente postou diferentes partes das letras da música em seu site, vinculando-as a outras músicas, incluindo Kid A e Where I End and You Begin. Alguns dos versos de Follow Me Around também aparecem no livreto oculto de Kid A. A primeira (e única) gravação oficial da música aparece no documentário de 1998 Meeting People is Easy. Em resumo, a banda a tocou em uma passagem de som em Fukuoka, Japão. Follow Me Around fez sua primeira estreia em um show em Toronto em outubro de 2000, quando Thom cantou a música acusticamente, depois que os fãs fizeram campanha para que fosse tocada ao vivo no fan site do Radiohead. A canção é parte de Kid A Mnesiae, que reúne os quarto e quinto álbuns do Radiohead, junto com a estreia de um terceiro disco recém-compilado, intitulado Kid A Mnesiae. Por fim, exclusivo para este lançamento, Kid A Mnesiae é composto de material das sessões de Kid A / Amnesiac.
Pilar libera mais uma prévia de Ascenda; ouça Me Beija Logo

Pilar lançou mais uma faixa do projeto visual Ascenda, Me Beija Logo, com participação de Luan Otten, trazendo aconchego sonoro com seu charme e voz aveludada. O pop romântico encontra seu par ressaltando em sua performance o distanciamento físico e as relações contemporâneas – que se passam mais em pixels do que em toques. Em sua bolha encantada os dois parecem estar isolados da mega estrutura que os cerca, entre luzes e fumaças, presos em suas telas, vão quebrando aos poucos a barreira digital. O roteiro de Ascenda foi idealizado pela própria cantora e co-escrito em parceria com a diretora Alice Hellmann, contou com olhar lúdico de Felipe Morozini na direção de fotografia, o drama luminoso foi desenhado por Oliveira Azul, animações e conteúdos visuais pela VJ Grazzi, captação e edição Libérta Films. Arranjos pelo tecladista Adriano Magoo, mixada pelo multi-ganhador de Grammy Luis Paulo Serafim e masterizada em L.A. por Brandon Duffey. Gravação ao vivo na histórica Casa das Caldeiras em São Paulo, ao longo de três atos, Pilar percorre um jornada pessoal e universal, que se inicia com a tentativa de pertencimento, passa pela desconstrução de valores para culminar com o reencontro de sua essência. Distribuído pela Warner Music, o conteúdo está sendo lançado de forma fragmentada, estruturado em três atos. As músicas do primeiro e segundo atos que já foram lançadas estão disponíveis em todas as plataformas e visualmente pelo YouTube no canal de Pilar. Ouça Me Beija Logo
Unstoppable, de James Blunt, ganha vídeo divertido

James Blunt lançou na sexta-feira (29) o divertido vídeo do single Unstoppable. A faixa integra o próximo álbum de grandes sucessos do artista, The Stars Beneath My Feet (2004-2021). Aliás, o álbum sai no dia 19 de novembro pela Atlantic Records. Para o Brasil, a música sai em um momento de grande destaque para o artista, que ganhou espaço nas redes sociais e imprensa depois de publicar um vídeo no TikTok brincando com a faixa nacional Coração Cachorro. Completando 17 anos de uma prolífica carreira, Unstoppable traz James entregando um single fenomenal para a era do pós-Covid. Conduzido por um refrão que sem dúvida vai tomar os estádios em na próxima turnê, vai rapidamente se tornar um dos favoritos dos fãs. “It’s coming, it’s coming!” (“Está chegando!”), grita um homem na abertura do vídeo em que James aparece como um one man band. Como uma cena de um filme B de horror dos anos 50, as pessoas correm para suas vidas, apavoradas por sua música, com James, ainda bem, sem perceber o caos que está causando. Indicativo de sua carreira triunfante, ele logo ganha o mundo e o vídeo, dirigido pelo ilustre roteirista Jamie Thraves, ganha um alegre e comemorativo final. “Be afraid…I am UNSTOPPABLE!”, diz James – e quem somos nós para duvidar? James vai embarcar numa turnê pelo Reino Unido por estádios em 2022 que inclui nove datas. Em resumo, ele vai celebrar as canções de seus 17 anos de carreira que conquistaram mais de 23 milhões de álbuns vendidos. Aliás, isso inclui o esmagador hit You’re Beautiful. Entre essa coleção de sucessos, The Stars Beneath My Feet (2004-2021) vai incluir também quatro novas canções (Love Under Pressure, Unstoppable, Adrenaline e I Came For Love), assim como quatro performances exclusivas ao redor do mundo, incluindo o Glastonbury Festival.
Caetano Veloso lança vídeo da música Não Vou Deixar, do álbum Meu Coco

Caetano Veloso lançou, na última quinta-feira (28), o vídeo da canção Não Vou Deixar. Minimalista, o audiovisual traz a poderosa mensagem da música mais diretamente política de Meu Coco. O vídeo de Não Vou Deixar, que é uma das favoritas de Caetano, do novo álbum, foca apenas nas expressões faciais e movimentos do artista. “Com célula de base de rap criada no piano por Lucas e letra de rejeição da opressão política escrita em tom de conversa amorosa”. Em síntese, é assim que Caetano descreve a música. Aliás, completa: “Chegou a ser minha preferida, tanto por sua inventividade, quanto por seu potencial pop”. Não coincidentemente, o vídeo da canção chega exatamente três anos após o resultado das últimas eleições presidenciais. “O presidente que nós temos é o pior que poderíamos imaginar. Mas ele é parte da câimbra que nosso corpo histórico-social sofre. ´Não vou deixar´ é o que diz a voz de pessoas como Fernanda Montenegro”, finaliza. Um dos maiores nomes da cultura nacional, Caetano Veloso lançou, no último dia 21, o álbum Meu Coco, com 11 músicas, entre nove inéditas e duas regravações. Depois de quase dez anos do seu último disco solo de estúdio, ele retornou com o projeto que apresentou o que se passa em sua cabeça.
Uma homenagem aos que se foram: Stefanie libera novo single e clipe, “Coroa de Flores”

“Aos que se foram, saudações”, começa Gigante no Mic em Coroa de Flores, novo single da rapper Stefanie, no qual ele participa dividindo os versos e os adeuses a tantos que nos deixaram durante a pandemia. Esta nova colaboração do casal de MCs vem para lavar a alma dos artistas depois de perdas pessoais, fazendo do luto um punhado de rimas de arrancar lágrimas, expressando a dor coletiva e a dor singular de ver um dos seus partir. Impactada pela morte de seu mentor no hip hop, Enézimo (Eneas Carvalho), vitimado pela covid em dezembro de 2020, Stefanie escreveu Coroa de Flores para superar a tristeza e depois deixá-la ir embora, ficando na memória ‘um tempo bom que não volta nunca mais’. As ideias da nova música estavam sendo processadas quando a família perdeu também o pai de Gigante, lembrado por ele com devoção na letra, além de sua avó, falecida um pouco antes. Com motivos de sobra para compor, a parceria destes dois timbres graves se encontram com força e sentimento, traduzindo uma dor inevitável sem floreios. Coroa de Flores tem dois momentos e o beat, uma coprodução de Grou e Nave, vai pontuando cada clima da mensagem musical. A primeira parte tem uma batida lenta, nostálgica e trata especificamente da morte e da sensação de ausência. Na virada do beat, o grave vem com destaque, numa referência mais gangsta, que dá o peso de ouvir a bronca que segue nos versos, um puxão de orelha em que os MCs tratam do valor da vida. A música é acompanhada de videoclipe, uma produção que aproveita a dualidade do beat para mostrar, visualmente, os paralelos entre o espírito e o plano físico. As cenas foram gravadas no Jardim Botânico, em São Paulo, e contam com a participação mais do que especial de Arnaldo Tifú e Insan Diego que, além de amigos pessoais de Stefanie e Gigante, são padrinhos de seus dois filhos e também fizeram parte da equipe técnica durante as gravações.
Aposta da surf music, Dom Vinera revela “Gratidão”

Agradecendo a vida, as oportunidades e valorizando seus percalços, o cantor e compositor Dom Vinera, aspirante à aposta do surf music nacional, lançou o single e clipe de Gratidão. Composta pelo cantor após um período de reflexão de sua própria trajetória e assinada por Bruno Dupre – produtor musical responsável que já assinou singles como O Hip-Hop É Foda. Pt.1 e Papo Reto do cantor Rael – a canção leva influências musicais que tangencia entre nomes como Gilberto Gil, Sine Calmon e Maneva. “Essa canção fala da necessidade de agradecer até os menores feitos do dia-dia. Fala sobre respirar fundo e seguir em frente mesmo depois de ter conversas desconfortáveis. Trata-se de realmente ser grato pelo milagre da vida, que mesmo em meio ao caos dos dias atuais ainda nos sobram vários motivos para sorri”, conta Dom Vinera. A canção também vem acompanhada de um vídeo especial. Apostando em pequenas animações leves, sutis e detalhadas, o clipe da canção conta com a direção de Gustavo Ergang e foi produzido pela da NAV – responsáveis por projetos como O Que Tiver que ser Será, Maneva e Di Ferrero, Processo Seletivo, de Graveto e Rashid, Ai ai do cantor Julies e Music Is Everywhere, do Yutaka e Viegas. Novidades a caminho de Dom Vinera Sem lançar música desde 2018, o cantor revela querer compensar o tempo de hiato sem lançamentos, e já prometeu mais um single ainda para este ano e revela que está preparando uma nova turnê que deve estrear no início de 2022. “Nunca me senti tão musicalizado e inspirado como hoje. Tem tanta coisa em processo de finalização, que teremos músicas para lançar até o final do ano que vem. Ainda neste ano devo lançar um single ainda mais especial e que acredito muito. Também já estou preparando um novo show para uma nova turnê. Vai ser mágico!”, conta Dom. Na música desde os anos 90, Dom Vinera quer fincar de forma firme nas areias do surf music. Com letras que falam do amor, natureza, da vida e da amizade, o cantor já se apresentou em importantes palcos como a Virada Cultural, Festival Reggae Brazuka e da tradicionalíssima Expo Music. O cantor também já participou de festas à festivais pelo Brasil com nomes como Zeider Pires (Planta & Raiz), O Surto, Pepeu Gomes, Simoninha e Bloco do Caos.