Dropkick Murphys anuncia álbum Okemah Rising para maio

O Dropkick Murphys continuará sua jornada interpretando o trabalho de Woody Guthrie para uma nova geração com o lançamento, em 12 de maio, de seu próximo álbum Okemah Rising, através dos selos Dummy Luck Music / [PIAS]. O álbum de dez faixas (disponível em CD, LP e serviços de streaming em todo o mundo) difere do último This Machine Still Kills Fascists, de 2022, no qual Dropkick Murphys escreve música original em torno de letras inéditas do falecido Guthrie em uma colaboração única, com a banda encontrando uma filosofia comum na letra intemporal e oportuna do “punk original”. Juntamente com o colaborador e produtor de confiança Ted Hutt, o Dropkick Murphys canalizou o espírito de Guthrie durante as sessões de gravação em Tulsa. E muito parecido com This Machine Still Kills Fascists, Dropkick Murphys recebeu artistas convidados em Okemah Rising para ajudar a impulsionar as palavras de Woody, incluindo lendas populares do punk Violent Femmes, o companheiro rebelde de Boston Jesse Ahern, e a cantora de country Jaime Wyatt. “Todas as noites, quando o público canta junto as palavras de Woody, sua firme defesa da classe trabalhadora e sua luta contra a injustiça social e o abuso do poder político se depara em alto e bom som. Assim, enquanto Dropkick Murphys estiver envolvido, a mensagem de Woody será sempre ouvida”, disse o fundador e vocalista Ken Casey. Ouça I Know How It Feels, primeiro single do novo álbum.
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Jack Johnson promove luau no Espaço Unimed com surpresas no set

O cantor havaiano Jack Johnson transformou o Espaço Unimed, em São Paulo, em um grande luau, na noite de quarta-feira (18). O mar estava projetado nos vídeos do telão, a trilha sonora em perfeita sintonia, só faltou a areia mesmo. No palco, o músico apresentou o oitavo álbum de estúdio, Meet the Moonlight (2022), que foi lembrado três vezes com os singles Costume Party, Don’t Look Now e One Step Ahead. Para quem acompanha a turnê é interessante notar como o havaiano altera frequentemente o repertório, além de inverter a ordem das faixas. Nada é programadinho como 99% dos shows internacionais que vêm ao Brasil. A alteração frequente está muito ligada à proposta do show. Não à toa, ele pergunta aos fãs se alguém quer pedir alguma música. Com um deles, Johnson brincou. “Desculpa, eu não consigo ler. Tenho 47 anos e estou sem óculos”. Quem prestou bem atenção nos medleys apresentados por Jack Johnson, certamente reparou nos covers. Mungo Jerry, Jimi Hendrix, Sublime, Pink Floyd, The Wailers, entre outros. O momento luau também pode ser reparado quando chamou Rogê, que havia acabado de fazer um ótimo show de abertura, para uma jam. Foram duas músicas juntos, Sunsets for Somebody Else e Big Sur, ambas intercalando versos em inglês e em português. Os hits marcaram os momentos de mais sinergia entre artista e público. Sitting Waiting, Wishing, Upside Down, Good People e Banana Pancakes foram algumas das destacadas. Vale destacar que a banda é extremamente técnica. O tecladista e gaiteiro Zach Gill rouba a cena em vários momentos, seja com os solos ou indo para a frente do público. Na reta final, já no bis, Time Like These, seguida por Do You Remember, ganharam versões acústicas. Com o retorno da banda, Jack Johnson finalizou o show com o mega hit Better Together.
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Arctic Monkeys debuta The Car no Brasil, mas não esquece hits em São Paulo

Com um disco fresquinho na bagagem, o Arctic Monkeys retornou ao Brasil três anos e meio após sua última passagem por aqui, quando foi headliner do Lollapalooza. E, justamente, com uma canção de The Car, Sculptures of Anything Goes, que a banda de Alex Turner abriu o show principal do primeiro dia do Primavera Sound, no Distrito Anhembi. Muito bem recebida pelos fãs, a faixa mostrou que a banda não precisaria de muito esforço para ter o público na mão. Bastava incluir seus principais hits e colocar os singles do novo álbum que o jogo já estaria ganho. Brainstorm, Snap Out of It, Crying Lightning e Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair em sequência, uma música de cada álbum dos ingleses, mostrou que a ideia era justamente contemplar todos os públicos da banda. Dos mais antigos, que beiravam um punk rock moderninho, até os mais introspectivos das fases mais recentes. AM, maior sucesso comercial da banda, segue sendo o carro-chefe do show, mesmo após o lançamento de outros dois álbuns. Mas Alex Turner e companhia não ignoram os outros trabalhos. Pelo contrário, conseguem um equilíbrio muito bom. A diferença para a apresentação no Lollapalooza está justamente na troca do protagonismo de Tranquility Base Hotel + Casino por The Car. O primeiro aparece mais tímido no setlist, com apenas duas canções, enquanto o mais recente surge com quatro faixas no repertório. Alex Turner melhora show do Arctic Monkeys Ademais, Alex Turner parece mais empolgado em cena, diferente do que vimos em 2019, no Lollapalooza, quando lembrou até Julian Casablancas, do The Strokes, mas sem as piadas idiotas. Algumas canções ganharam novos arranjos, como Four Out Five e 505. Novidades? Do Me a Favour voltou a figurar no Brasil pela primeira vez desde 2012, tal como rolou na véspera, no show do Rio de Janeiro. I Bet You Look Good on the Dancefloor e R U Mine? fecharam a apresentação da melhor forma possível. Impossível foi segurar esse povo todo para o restante do festival, que tinha programação estendida até 2h, com nomes relevantes, inclusive.
Mitski rouba a cena no Palco Primavera e faz um dos melhores shows do festival

A cantora nipo-americana Mitski, de 32 anos, saiu certamente como a artista que mais ganhou público e consolidou fãs no primeiro dia do Primavera Sound São Paulo. No Palco Primavera, logo após o Interpol, que estava no Beck’s, Mitski fez uma apresentação cheia de emoção, sensualidade e repertório consistente. Os dois maiores sucessos comerciais de Mitski, campeões de streams, bury me at makeout creek e Be The Cowboy, dominaram o repertório, com seis e cinco músicas, respectivamente. E foi justamente com os singles desses dois álbuns que a cantora mostrou sua força diante dos fãs. Cantaram juntos o tempo todo.O domínio do palco por parte de Mitski também impressiona. São apenas dez anos de carreira e oito dos primeiros singles com alcance comercial relevante. Mas ela se porta como uma veterana. Repleta de movimentos teatrais e influência nítida da dança contemporânea, a pouco fala com os fãs. Mas diante de um show tão impecável, impossível alguém se queixar dessa “falta de atenção” que o público brasileiro sempre espera dos artistas internacionais.
Interpol esquenta público do Primavera com set cheio de nostalgia

Interpol e Arctic Monkeys, duas das principais atrações do primeiro dia do Primavera Sound São Paulo, têm algo em comum: ambos vieram ao Brasil pela última vez em 2019, no Lollapalooza. Aliás, ambos estão com discos recém lançados na bagagem. The Other Side of Make-Believe, lançado em julho, é o que traz frescor para a apresentação do trio novaiorquino. Paul Banks, Daniel Kessler e Sam Fogarino vêm de uma temporada de shows sold out pela Europa. Na frente do palco, a expectativa dos fãs era muito grande. Foi o primeiro show da tarde que realmente houve “briga” por espaço na frente do palco. Os álbuns Antics, The Other Side of Make-Believe e Turn On The Bright Lights foram lembrados em dez das 12 faixas do repertório, que foi completado com uma canção de El Pintor e outra de Our Love To Admire. No palco, pouco se vê os integrantes. O gelo seco domina boa parte da apresentação e a iluminação baixa dificulta ainda mais a missão de ver os músicos. Sorte de quem conseguiu um lugar na frente e teve uma experiência melhor. Evil, de Antics, logo no início do show, foi um ponto fora da curva. Aqui, a iluminação contribuiu para a visão do público, diminuiu o gelo seco e aumentou os refletores no palco. Sem muita conversa, o Interpol aproveitou bem os 50 minutos no palco para engatar uma sequência de guitarras, algo que estava em falta até então na programação, deixando os fãs do Arctic Monkeys mais à vontade. The New, PDA e Slow Hands vieram em sequência, garantindo um fim de apresentação bem empolgante para os fãs mais nostálgicos. Melhor atração possível para entreter o público que esperava ansiosamente pelo Arctic Monkeys.