Silva se declara na inédita Tudo Que Eu Quero; ouça!

Depois de quase dois anos sem um lançamento, Silva divulgou o single Tudo Que Eu Quero. A canção também vem com um videoclipe que estará disponível no canal oficial do artista na quinta-feira (26). O novo projeto traz o clássico violão dedilhado brasileiro com batidas somando uma produção que aproxima a voz do artista com de quem o ouve. A escolha intensifica a intimidade da letra, que vira uma declaração direta no refrão. O ritmo de balada evoca um clima de “dança lenta”, que certamente vai ser a trilha de muitos momentos românticos. “Canções de amor são as que me vêm à cabeça com maior frequência. Já tentei brincar de seguir em direção oposta, mas não sou assim. Essa música quando estava sendo feita foi trilha de bons momentos da minha vida e espero que ela também seja assim para outras pessoas. É bom estar de volta”, celebra Silva.
Meyot explora novas texturas sonoras e sensações no álbum Sopa Primordial

As inconstâncias da vida moderna, a desconexão com o mundo externo, o tédio, o papel do trabalho, a sensação de não pertencimento e até as investidas supremacistas que dominam os embates políticos. Está tudo presente no intenso álbum da banda Meyot, Sopa Primordial, uma estreia que apresenta sua sonoridade expandida e desafiadora dos gêneros e convenções musicais. O álbum é uma exploração lírica e sonora de temáticas atuais e uma tradução dos delírios e dilemas de toda uma geração. Polirrítmica, Meyot ressignifica o mundo lá fora com um olhar de quem se recusa a conformar. Os ritmos se quebram, os tempos se misturam, os compassos se descompassam. A banda é formada atualmente por Arthur Montenegro e Giuliam Uchima e se tornou conhecida por incorporar influências que vão desde a MPB dos anos 1970 até o post-rock do século 21, passando pelo rock progressivo, jazz e música eletrônica. Essa exploração sonora guiou os tons e temas de Sopa Primordial. “Nós sempre tivemos uma relação de curiosidade e pesquisa com a música. E muitas vezes estamos pesquisando coisas completamente diferentes de maneira simultânea. Enquanto um tá se aprofundando em jazz, o outro tá mergulhando no industrial, e por aí vai. Tudo tem a sua interessância e move a gente pra algum lugar. O que aconteceu de diferente desde o último EP foi a pandemia, que veio 3 meses depois do nosso último lançamento (o que nos impediu de trabalhá-lo da melhor maneira). É difícil falar em pontos positivos sobre um período tão horrendo, mas foi uma época em que ficamos trancafiados em casa sem a menor certeza do que viria pela frente. Acho que esse sentimento apocalíptico fez com que a gente se agarrasse ainda mais forte ao que dá sentido às nossas vidas: a música. Pesquisamos como nunca. Ouvimos como nunca. Estudamos como nunca. Criamos como nunca. E saiu isso”, eles sintetizam. Fricção abre o disco com uma fusão eletrônica e orgânica, retratando a inconstância da vida moderna, enquanto No Túnel evoca uma atmosfera sombria e melancólica. Casa Abandonada surpreende com elementos como piano, ruídos e sintetizadores, refletindo sobre conexões entre o ambiente exterior e questões interiores. Paulo Advogado aborda o suicídio por tédio em um formato de diálogo-opereta, mantendo sua composição original. Polaramine explora a incerteza do futuro e a ideia de jogar com as expectativas. Viagem a Trabalho trata da absorção do trabalho na vida; Mais Forte que o Sol aborda o neo-fascismo e, finalmente, Fina Solidão discute o não-pertencimento e a angústia vivida em meio ao desconhecido. Cada faixa é uma peça única deste álbum, oferecendo uma tapeçaria de sonoridades. Tudo isso forma uma combinação vital do que nos torna humanos – ou, em outras palavras, uma Sopa Primordial. “Esse nome surgiu no início da banda, quando o nosso primeiro disco era apenas um vislumbre. Brincávamos sobre potenciais nomes quando estávamos conversando no bar e esse foi unânime, acabou pegando internamente e ficando desde então. É uma boa analogia para um primeiro disco de estreia, já que a teoria da sopa primordial afirma que a vida na terra foi concebida a partir de uma mistura de compostos orgânicos. A gente sempre achou que o nosso som era uma densa mistura de vários ‘compostos’ de diferentes gêneros, que juntos dão vida a nossa identidade”, resumem os músicos, que gravaram o disco ao lado do ex-integrante Lucas Berredo, que é um dos compositores de todas as faixas. Meyot chega neste álbum em uma formação coesa e madura, que vai além do clássico baixo-guitarra-bateria. Agora, Giuliam e Arthur incorporam programações, samples, instrumentos com teclas, fazendo crescer a sonoridade da banda para além das possibilidades já mostradas antes. O grupo ganhou reconhecimento com seu EP de estreia, Meiote (2018). Em 2020, lançou o mini-EP Anchorage/Vento Seco, que já introduziu novos elementos musicais. Agora, os músicos estão prontos para explorar outras facetas e vertentes de seu som já curioso e instigante. O resultado é uma coleção de oito faixas onde Meyot mostra que há um mundo inteiro lá fora – tão assustador e empolgante quanto o de dentro.
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Ana Frango Elétrico lança Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua; ouça!

Ana Frango Elétrico lançou seu terceiro álbum de estúdio, Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua, em parceria com os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records (Japão). Após um hiato de quatro anos desde seu último álbum – o aclamado Little Electric Chicken Heart, vencedor do Prêmio APCA como Revelação musical; indicado ao Latin Grammy e Prêmio Multishow; e presente em praticamente todas as listas de melhores do ano de 2019 – Ana Frango Elétrico está de volta às pistas. Neste ínterim, Ana produziu e lançou dois singles durante a pandemia; venceu o WME Awards 2021 como Melhor produtora musical pelo segundo deles, Mulher, homem, bicho. Venceu o Latin Grammy 2022, como co-produtora musical do álbum Sim, sim, sim, do grupo Bala Desejo. Sobretudo, ouviu e aprendeu muito. E todo esse aprendizado se encontra materializado no álbum que ora encontra o público nos formatos digital, vinil e CD. Me Chama De Gato Que Eu Sou Sua evidencia o amadurecimento técnico e estético da jovem cantora, compositora e produtora musical carioca. Aos 25 anos de idade, Ana dirige, canta, compõe, toca e assina a produção musical do álbum. No entanto, ela não está só e sim muito bem acompanhada: chamam a atenção os arranjos de cordas de Dora Morelenbaum (em seu debut como arranjadora) e de metais, por Marlon Sette, que retomam uma marca registrada sua: baladas azedas, lirismo noir e timbres nostálgicos com processamentos futuristas. Ainda, o baixo potente e suingado de Alberto Continentino e a bateria precisa de Sérgio Machado, que abrem com pé na porta o álbum na balada pop Electric Fish e que segue atravessando todo o álbum. “Comecei esse álbum em 2021 com intuito de demonstrar sonoramente entendimentos e sentimentos sobre um amor não-binário, de me expor subjetivamente. O sentimento foi o motor, mas este é um álbum sobre produção musical: baterias setentistas com processamentos oitentistas; diferentes referências de décadas com diferentes processamentos. Testar os limites dos sons orgânicos, voltar atrás/ir além! Vinha me perguntando: o que é a produção musical? Concluí recentemente que é esculpir o ar. Acho que a pesquisa fica aberta para interpretações. (E quem é contemporâneo a mim sabe do bálsamo de influências múltiplas e infinitas que vivemos no tempo do algoritmo) Então, mesmo que não encontrem as minhas próprias referências, irão encontrar as suas. Talvez esse seja o maior objetivo”, pontua Ana Frango Elétrico.
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Charli XCX e Sam Smith unem forças em In The City; ouça!

Charli XCX e Sam Smith lançaram, nesta quinta-feira (19), o single In The City, uma faixa independente da dupla. A nova música, já disponível em todas as plataformas de streaming com um visualizer, é um hit dançante inesquecível e primeira vez que a dupla colabora em uma canção, que foi produzida por ILYA, A. G. Cook, Omer Fedi, George Daniel e pela própria Charli XCX. “O single é sobre encontrar as pessoas que você realmente ama e com quem você se conecta em noites selvagens, de festas, em lugares mágicos. É sobre se sentir aceito, a magnificência de ser recebido em espaços queer e aquelas pessoas únicas que você conhece quando está ali”, afirma Charli XCX. A artista também esteve na trilha sonora do filme Barbie, em “Barbie The Album”, com Speed Drive, que já ultrapassou a marca de 70 milhões de streams globais.
Julico (The Baggios) lança Onirikum, segundo álbum da carreira solo

Paralelo ao The Baggios, banda sergipana com duas indicações ao Grammy, turnês internacionais e nome recorrente no circuito da música brasileira, o vocalista, guitarrista e compositor Julio Andrade dá passos firmes em sua carreira solo, em que atende por Julico, com o lançamento do segundo álbum Onirikum, um tributo à música, ao amor e à existência. Onirikum chega às plataformas de streaming por meio do selo Toca Discos, criado e administrado pelos renomados produtores Felipe Rodarte e Constança Scofield, do renomado estúdio carioca Toca do Bandido. A palavra que dá título do álbum é um neologismo, isto é, uma invenção de Julico para apontar algumas diretrizes das 13 faixas deste lançamento. Devira da palavra onírico(a), como ele explica: “Representa para mim um estado de espírito onde acesso aos devaneios e sentimentos mais profundos. Os sonhos são como janelas que nosso subconsciente acessa e revela mensagens, imagens, ideias, sons e os mais variados desejos e sensações. Nesse universo me inspirei para compor esse álbum, mergulhando nas minhas memórias límpidas e turvas traduzindo através do som e da escrita meus sentimentos sobre temas que me angustiam, me deixa feliz, me alivia ou simplesmente me move”. Para esta nova viagem, Julico também mergulhou ainda mais na música brasileira, principalmente na soul music. Mas tem também muito de samba rock, samba jazz, música nordestina, MPB, assim como pitadas do blues rock, apesar de mais sutis. Onirikum, o sucessor do elogiado Ikê Maré (2020, que figurou em diversas listas de melhores do ano), foi concebido ao longo de três anos. É um álbum diferente de Ikê Maré. Aqui, Julico canta de forma mais limpa, o que a destaca ainda mais sua voz única, assim como a produção, dele mesmo, é um passo adiante em mais um ofício do polivalente músico sergipano. O conceito também é inédito para a carreira de Julico. “Tem um pouco mais do meu coração sendo aberto e exposto sobre relacionamentos e devaneios”. A capa é diretamente conectada ao título, em relação ao viver pela arte e suas infinitas possibilidades. A arte que ilustra a capa de Onirikum foi desenvolvida pelo próprio Julico com ajuda a IA (Inteligência Artificial). “Tive uma autonomia de poder criar meu universo com minhas referências na arte visual. Assim, pude trazer mais detalhes com essa nova ferramenta, inspirada no surrealismo, brincando com distorções de formas. Tem, por exemplo, um cachorro como um dos elementos principais na capa. “O cachorro representa um ser maior pela sua pureza e honestidade. Ele nasce, cresce e morre assim, puro. Por isso pensei em deixá-lo em destaque na imagem, no meio do caos urbano e da confusão do dia a dia. Como um guerreiro, uma referência”, completa Julico. Segundo Julico, 80% de Onirikum foi concebido no seu home studio, em Aracaju (Sergipe), como guitarra, baixo, metais, percussão e parte dos teclados. Antes, aconteceu uma pré-produção com Ravy Bezerra, na bateria, no começo de 2023. “Trouxe ele para conhecer minhas música, colocar as ideias em cimas das minhas ideias de beats, mas é um disco construído em três anos. Eram mais de 30 músicas e listei 13 para o track list final”, revela o músico. Julico gravou baixou, violão, teclados, guitarras e vocais em Onirikum, e teve na bateria seu amigo Ravy Bezerra e percussões de Betinho Caixa D’agua.