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59 – Figment

Algumas circunstâncias fizeram com que a Figment tivesse uma vida curtíssima. Mas nada que reduza a importância dela no cenário. Formada entre o final de 1995 e o início de 1996, a banda realizou apenas dois shows e lançou uma demo tape. Era fortemente influenciada por grupos de post hardcore da Revelation Records, tais como Farside, Dag Nasty, Fugazi, Statue e Sense Field.

“O Figment começou com uma conversa entre eu e o Toninho (IHZ). Lembro que na época queríamos um cara que cantasse muito bem e fomos falar com um amigo de colégio, que na época ouvia muito bandas inglesas e guitar band. Deu certo e o Marco Costa assumiu os vocais. Bem no início, o Daniel (Garage Fuzz) deu uma super força e fizemos os primeiros ensaios com ele. Depois ele indicou o Adriano Molas e assim fechou a formação original”, relembra Rogerio Santana, o Batman, um dos fundadores e baixista da banda.

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O primeiro show da Figment foi memorável. Batman lembra com carinho da apresentação no Blow Up Club, na Rua Luís Suplicy, no Gonzaga. A casa, que era totalmente voltada para o rock clássico, abriu as portas para o hardcore e punk rock após Reynaldo Pereira encaixar a banda do seu filho Matheus, The Bombers, na programação.

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Foto de divulgação. Crédito: Sorriso

A partir daquele momento, o espaço estava garantido para esse público. E a Figment foi presenteada com o show mais lotado da casa. Abriu para os cariocas da Beach Lizards, que lançavam o álbum Spinal Chords, pela Orphan Records, e a Nitrominds. “Primeiro show e fomos extremamente bem recebidos. Foi um dia fantástico, lembro de cada detalhe”.

A outra apresentação da banda rolou no Pub Bar, em Santa Bárbara do Oeste, abrindo para a Garage Fuzz. Nesse momento, no entanto, a Figment já não contava mais com a formação original. Adriano (ex-IHZ) assumiu o baixo no lugar do Batman.

A demo tape You’ve Got To Be Yourself foi lançada em novembro de 1996. Gravada no Estúdio Auriga, com o Alexandre Straub e produzida por Zhema e Arthur da Vulcano, a produção conta com quatro sons. Em duas delas, o músico Wagner Petrilli colaborou gravando violões.

Único integrante envolvido com banda atualmente, Rogerio Santana tem um projeto que mistura soul, funk e jazz, o LeFonque Bistrot.  “Eu ficaria muito feliz em voltar a tocar com o Figment, pelo menos uma vez mais. Mas confesso que acho difícil. O Toninho está meio parado e o Marco Costa morando no Canadá. Então acho quase impossível, já que só penso no Figment com a formação original. Mas se os outros três “Figmentos” se animarem, eu estarei pronto”.

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Registros do primeiro show no Blow Up Club

1 Comment

1 Comment

  1. ADRIANO MOLAS

    10 de dezembro de 2014 at 22:01

    Grandes lembranças…
    Não só do som, mas principalmente da alegria e irmandade que era vigente entre nós…
    Grande época…
    Grande banda…
    Muito orgulho…
    E saudades…
    Obrigado Lucas, Batman, Toninho, Marcão, meu xará Adriano, Daniel, Henrique, Zhema, Arthur, Straub, Xande e Wagner…

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