Eleine confirma estreia no Brasil em show único para 2027

A banda sueca Eleine fará sua aguardada estreia no Brasil no dia 28 de fevereiro de 2027, em apresentação única no Hangar 110, em São Paulo. O show encerra a primeira turnê latino-americana da carreira e marca a divulgação de The Water Taste Of Blood, quinto álbum de estúdio do grupo, previsto para dezembro de 2026. A realização é da Overload, e os ingressos já estão à venda. Formada em 2014, na cidade de Landskrona, a Eleine construiu uma identidade própria ao unir o metal sinfônico com elementos de melodic death metal, thrash e groove metal. Liderada pela vocalista Madeleine Liljestam e pelo guitarrista e vocalista Rikard Ekberg, a banda ganhou destaque pela combinação entre vocais límpidos e guturais, orquestrações cinematográficas e riffs pesados. Essa sonoridade ficou ainda mais evidente em Dancing in Hell (2020) e We Shall Remain (2023), trabalho que consolidou o grupo entre os principais nomes da nova geração do metal europeu. O reconhecimento veio também da crítica especializada, com o Blabbermouth destacando a capacidade da Eleine de equilibrar o peso do melodic death metal sem abrir mão da atmosfera sinfônica. O novo álbum, The Water Taste Of Blood, promete ampliar ainda mais esse universo ao incorporar influências do groove metal dos anos 1990. Os primeiros singles, “Empire Of Lies”, “We March” e “Watch As We Rise”, revelam uma abordagem mais agressiva, baseada em riffs sincopados, vocais intensos e letras que exploram temas como manipulação, traição, isolamento e superação. Além da música, Madeleine e Rikard mantêm controle criativo sobre praticamente toda a identidade visual da banda, assinando capas, figurinos e boa parte dos videoclipes. A trajetória internacional da Eleine começou a ganhar força em 2016, quando abriu a turnê europeia do Moonspell. Desde então, a banda dividiu palco com nomes como W.A.S.P., Arch Enemy, Kamelot, Sonata Arctica, Pain, Myrath e Primal Fear, além de realizar apresentações no Japão, América do Norte e grandes festivais como Sweden Rock Festival, Masters of Rock e ProgPower USA. A partir de 2024, passou a liderar suas próprias turnês pela Europa e Reino Unido, consolidando uma base fiel de fãs conhecida como Legions. A passagem pela América Latina será composta por cinco apresentações em cinco países. A excursão começa na Cidade do México, segue por Bogotá, Santiago e Buenos Aires antes de chegar ao Brasil, onde São Paulo recebe o encerramento da turnê. No repertório, a Eleine deve mesclar músicas do novo álbum com faixas marcantes da carreira, como “Enemies”, “Ava of Death”, “Never Forget”, “We Are Legion” e “We Shall Remain”, oferecendo ao público brasileiro a primeira oportunidade de ver ao vivo uma das bandas que mais cresceram dentro do metal europeu nos últimos anos. Serviço Eleine em São Paulo Data: 28 de fevereiro de 2027, domingo Local: Hangar 110 Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo/SP Abertura da casa: 18h30 | Início do show: 20h Classificação: 18 anos Realização: Overload Ingressos: clubedoingresso.com/evento/eleine-saopaulo

Entrevista | Binho Ribeiro – “A maior transformação foi entender que não precisava provar o tempo inteiro quem eu sou”

Depois de mais de duas décadas de uma sólida jornada na música, o cantor e compositor Binho Ribeiro chega a um dos momentos mais luminosos de sua carreira com o lançamento de seu novo álbum, Vibra. O trabalho funciona simultaneamente como um marco de maturidade e um empolgante ponto de partida, consolidando uma identidade artística que navega sem barreiras por diferentes sonoridades, do reggae e da MPB ao jazz e ao groove. Nesta entrevista para o Blog n’ Roll, Binho Ribeiro abriu o jogo sobre o processo de autodescoberta que moldou o disco, a liberdade criativa na música brasileira contemporânea e o desafio de equilibrar colaborações internacionais com pesos-pesados como Brian Frasier-Moore e Carlitos del Puerto sem abrir mão da essência nacional. Binho Ribeiro também refletiu sobre como as canções ganham vida própria ao saírem do estúdio, seja no impacto de grandes palcos como a Virada Cultural ou na atmosfera intimista de projetos como a session do Gira Som, além de compartilhar sua visão sobre a urgência de desacelerar o consumo musical em prol de experiências genuínas. Confira abaixo os principais trechos da conversa com Binho Ribeiro. O Vibra soa como um ponto de chegada depois de mais de duas décadas de carreira, mas também como o começo de uma nova fase. Em que momento você percebeu que tinha encontrado a identidade artística que procurava? Acho que essa identidade foi sendo construída ao longo de toda a minha trajetória. Depois de mais de 20 anos de carreira, eu entendi que não precisava mais escolher entre as minhas referências. O reggae, o samba rock, a MPB, o groove, o jazz, a bossa… tudo isso já fazia parte de mim. O Vibra nasceu justamente quando eu parei de tentar definir onde a minha música deveria estar e comecei a entender que ela poderia simplesmente ser o reflexo de quem eu sou. Então, para mim, o Vibra é um ponto de chegada no sentido de maturidade, mas é principalmente um ponto de partida. É o momento em que eu sinto que encontrei uma linguagem que me representa de verdade e, a partir dela, posso continuar experimentando e evoluindo. Ao longo do disco, você passeia por reggae, samba rock, MPB, groove, jazz e bossa de uma forma muito natural, sem parecer preocupado em caber em um gênero específico. Você acredita que essa liberdade de misturar influências é uma das maiores forças da música brasileira hoje? Com certeza. A música brasileira sempre teve essa capacidade de absorver diferentes culturas e transformar tudo em algo novo. Acho que essa mistura é uma das nossas maiores riquezas. Eu nunca enxerguei a música como uma caixinha. Para mim, ela é movimento, é troca, é encontro. O que faço naturalmente é juntar as referências que me formaram e deixar que elas conversem entre si. Acho que o público também está cada vez mais aberto a isso. Hoje, talvez mais do que nunca, o artista pode ser múltiplo sem precisar pedir licença para caber em um único gênero. O álbum reúne músicos como Brian Frasier Moore e Carlitos del Puerto, mas, ao mesmo tempo, preserva uma essência profundamente brasileira. Como foi equilibrar essa ambição internacional sem abrir mão da sua identidade? Foi um processo muito especial. Ter músicos desse nível participando do projeto sempre foi um sonho e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de levar a minha música para um lugar maior. Mas eu nunca quis internacionalizar a música no sentido de tirar dela aquilo que é brasileiro. Pelo contrário: quanto mais eu me conecto com músicos de outras partes do mundo, mais eu percebo o valor da minha própria identidade. O Brasil tem uma riqueza musical enorme. Então, a ideia foi justamente criar uma ponte: trazer uma sonoridade internacional, uma produção sofisticada, mas mantendo a alma, a língua, a melodia e a maneira brasileira de sentir a música. Acredito que o caminho para o mundo é justamente saber quem você é antes de chegar lá. Desde o lançamento do Vibra, você levou essas músicas para contextos bem diferentes: a estreia do show autoral na Virada Cultural, um festival durante a Copa do Mundo e, agora, uma session intimista no Gira Som. O que essas experiências revelaram sobre as canções que talvez você ainda não tivesse percebido no estúdio? O palco sempre revela coisas que o estúdio não consegue revelar. No estúdio, você trabalha muito com a sua visão, com a sua intenção. Quando a música encontra o público, ela ganha uma vida própria. Na Virada Cultural, por exemplo, senti a força dessas músicas em um ambiente de grande energia, com pessoas que talvez nunca tivessem ouvido o meu trabalho antes. Em outros festivais, percebi como elas conseguem dialogar com públicos diferentes. E, na session do Gira Som, em um ambiente mais próximo e intimista, consegui enxergar a essência dessas canções de uma maneira diferente. Isso me mostrou que uma música não pertence mais ao artista depois que ela é lançada. Ela passa a pertencer também a quem escuta. E cada contexto revela uma camada diferente dela. Na session do Gira Som, algumas faixas ganharam uma leitura mais acústica e próxima do público. Quando uma música funciona apenas com voz e poucos instrumentos, isso muda a forma como você enxerga a composição? Muda bastante. Quando você tira os elementos de produção e deixa a música mais exposta, você percebe se existe realmente uma canção ali. Eu gosto muito desse exercício porque ele coloca a composição no centro. Se a melodia, a letra e a interpretação conseguem sustentar aquele momento, significa que existe uma verdade na música. A versão acústica não substitui a versão produzida, mas revela uma outra face da mesma canção. É como olhar para uma música por outro ângulo e descobrir detalhes que estavam ali desde o começo. Você costuma dizer que Vibra fala sobre conexão, encontros e transformação. Em um cenário em que tanta música é consumida rapidamente, qual é a experiência que você espera que o ouvinte leve depois de escutar o álbum do começo

Testament é confirmado no Liberation Festival 2026 após esgotar show no Carioca Club

O Testament está confirmado como a terceira atração do Liberation Festival 2026, que acontece no dia 12 de dezembro, no Vibra, em São Paulo. A banda californiana apresentará o set especial “Title Track Attack!”, que percorre diferentes fases da carreira com um repertório formado por faixas-título de sua extensa discografia. O grupo se junta ao Dimmu Borgir e Charlotte Wessels no line-up do festival. A confirmação acontece após esgotarem os ingressos para o show do dia 6 de dezembro, no Carioca Club, ao lado de Municipal Waste e Immolation. A apresentação no Liberation Festival será a segunda da banda em São Paulo no mesmo mês e reforça a forte relação do Testament com o público brasileiro. Desde a histórica estreia no país, em 1989, o grupo acumula diversas passagens pelo Brasil e, em 2026, realiza sua maior sequência de shows por aqui, incluindo apresentações em Curitiba, Limeira, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e duas datas na capital paulista. O retorno também dá sequência ao sucesso da turnê promovida pela Liberation em 2025, marcada por casas lotadas e ingressos esgotados. Formado em 1983, o Testament é um dos pilares do thrash metal da Bay Area e construiu uma trajetória marcada por clássicos como The Legacy, The New Order, Practice What You Preach e Souls of Black. A banda vive um momento de destaque com Para Bellum (2025), álbum que ampliou ainda mais seu peso ao incorporar elementos de black e death metal. O disco alcançou o topo da parada britânica de rock e metal, foi eleito o melhor álbum de metal de 2025 pelo Loudwire e consolidou a formação atual com Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick, Steve Di Giorgio e Chris Dovas. Além do Testament, o Liberation Festival 2026 já confirmou a presença do Dimmu Borgir, um dos maiores nomes do black metal sinfônico, e de Charlotte Wessels, ex-vocalista do Delain, que divulgará o elogiado álbum solo The Obsession. Marcando o retorno do festival após oito anos, o evento promete reunir alguns dos principais nomes do metal mundial em uma das edições mais aguardadas pelos fãs brasileiros. SERVIÇO Liberation Festival 2026 Atrações reveladas: Dimmu Borgir, Charlotte Wessels + Testament + bandas Data: 12 de dezembro de 2026 Local: Vibra Endereço: Avenida das Nações Unidas, 17955 São Paulo/SP Ingressos: clubedoingresso.com/evento/liberationfest2026

Entrevista | A Flock of Seagulls – “Sem a MTV provavelmente teríamos levado dez anos para sermos notados”

Depois de mais de quatro décadas de carreira, o A Flock of Seagulls finalmente fará sua estreia no Brasil. A banda britânica sobe ao palco do Cine Joia, em São Paulo, no dia 7 de outubro, em apresentação única promovida pela Maraty. Liderado por Mike Score, o grupo traz ao país um repertório que ajudou a definir a sonoridade da new wave e do synthpop nos anos 1980, reunindo clássicos como I Ran (So Far Away), Space Age Love Song, Wishing (If I Had a Photograph of You) e The More You Live, the More You Love, além de músicas do recente álbum Some Dreams, lançado em 2024. Formado em Liverpool na transição entre os anos 1970 e 1980, o A Flock of Seagulls se tornou um dos principais nomes da chamada Segunda Invasão Britânica nos Estados Unidos. A combinação de sintetizadores, guitarras atmosféricas e uma identidade visual marcante ganhou projeção mundial com a chegada da MTV, enquanto o instrumental D.N.A. rendeu ao grupo o Grammy de Melhor Performance Instrumental de Rock em 1983. Ao longo dos anos, a banda passou por mudanças de formação, mas Mike Score manteve o projeto em atividade, investindo em releituras sinfônicas, projetos especiais e, recentemente, no primeiro álbum de inéditas em quase três décadas. A apresentação em São Paulo também marca um momento especial para os fãs brasileiros, já que diversas tentativas anteriores de trazer a banda ao país acabaram não se concretizando. Agora, a formação composta por Mike Score, Pando, Kevin Rankin e Gord Deppe promete um set que mistura sucessos da fase clássica com composições recentes. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Mike Score falou sobre a influência da banda em diferentes gerações, o impacto da MTV na carreira e a aguardada estreia do A Flock of Seagulls no Brasil. Depois de mais de 40 anos de carreira, vocês conseguem enxergar hoje a verdadeira dimensão da influência que vocês tiveram sobre bandas como U2, The Cure, The Smiths e até grupos mais recentes, como The Killers? Consigo perceber isso um pouco. Mas acho que essas bandas também nos influenciaram tanto quanto nós as influenciamos. A música funciona de forma circular. Eu escrevo uma música, alguém é influenciado por ela, essa pessoa escreve outra música e, depois, ela acaba me influenciando de volta. É assim que a música evolui. Eu, por exemplo, não sou um grande fã de heavy metal, mas gosto de alguns guitarristas e bateristas do gênero. Então você absorve essa influência e coloca isso dentro de uma música pop. De repente, ela ganha uma característica diferente. Depois, uma banda de metal pode ouvir isso e pensar: “Gostei da forma como eles usaram aquela guitarra e aquele ritmo”. É um processo contínuo de evolução. Quando vocês começaram a banda, imaginavam que músicas como I Ran e Space Age Love Song seriam descobertas por novas gerações por meio de videogames, séries e filmes? Antes de conseguirmos um contrato, costumávamos brincar dizendo que dependeria de nós criar uma grande banda, porque não gostávamos muito do que estava sendo lançado naquela época. Depois assinamos um grande contrato e, de repente, realmente dependia de nós. Jamais imaginamos que isso duraria mais de 40 anos. Pensávamos que seria incrível viver essa experiência por dois ou três anos, gravar um álbum, talvez ter um sucesso e, com sorte, fazer uma turnê mundial. Mas continuar vendo as pessoas indo aos shows, conhecendo profundamente a banda e mantendo essa conexão tantos anos depois é algo muito além do que esperávamos. Nunca vimos isso acontecer dessa forma. Hoje o álbum de estreia é considerado um clássico da new wave, mas vocês surgiram em um Reino Unido dominado pelo punk de Sex Pistols e The Clash. Como esse cenário influenciou a banda? Primeiro é preciso entender que ninguém na banda sabia tocar direito. Eu tocava um pouco de baixo, meu irmão nunca havia tocado bateria e simplesmente decidiu que seria baterista. Compramos uma bateria e começamos. Paul Reynolds tinha apenas 17 anos e pouca experiência. Nós apenas nos reuníamos para tocar, eu levava algumas ideias e tudo era muito divertido. Só quando começamos a escrever músicas como Space Age Love Song, I Ran e Wishing percebemos que estávamos criando um som diferente. Foi nesse momento que pensamos: “Ninguém soa como nós”. Depois veio o contrato e o resto é história. Você já ouviu a versão brasileira de I Ran, gravada pelo Supla? Não, nunca ouvi. Vou procurar quando estiver aí. Normalmente escuto músicas que já conheço. Ouço bastante o começo da carreira do Roxy Music e Pink Floyd. Às vezes alguém me mostra alguma banda nova e fico impressionado ao perceber como a música evoluiu a partir do que fizemos. Também fico orgulhoso de saber que ainda conseguimos influenciar artistas atuais. NOTA DA REDAÇÃO: A música “Cena de Ciúmes” é creditada como uma versão do A Flock of Seagulls e está presente no álbum Menina Mulher (2004). O trabalho reúne covers de artistas nacionais que influenciaram Supla. O clipe (acima) conta com participação de Luciana Gimenez. Qual foi o papel da MTV na história do A Flock of Seagulls e na chamada Segunda Invasão Britânica dos anos 1980? Sem a MTV provavelmente teríamos levado cinco ou dez anos para sermos notados. Antes dela, as bandas precisavam fazer turnês, conquistar espaço nas rádios e crescer lentamente. Quando a MTV surgiu, estávamos na sala de estar das pessoas. Elas podiam nos ver e ouvir ao mesmo tempo. Se gostassem do que viam, viravam fãs rapidamente. Para nós, sinceramente, acho que não teríamos chegado tão longe sem a MTV. Seu penteado virou um dos maiores símbolos dos anos 1980 e até foi homenageado em Friends. Como você vê isso hoje? Acho engraçado. Nunca levei meu cabelo tão a sério. Ele combinava com a estética da banda e chamava atenção, que era exatamente o que queríamos. Naquela época era importante ter uma imagem forte. David Bowie tinha a dele, Alice Cooper também. Quando surgiu aquele penteado, ele acabou se tornando parte da

End It estreia no Brasil com show único no Festival Hardcore São Paulo 2026

Uma das principais revelações do hardcore norte-americano na atualidade, o End It fará sua primeira apresentação no Brasil no dia 17 de outubro, em São Paulo. O quarteto de Baltimore será a principal atração do Festival Hardcore São Paulo 2026, que acontece na Rua Riachuelo, no centro da capital paulista. Conhecida por unir o peso do hardcore da Costa Leste dos Estados Unidos com letras que abordam desigualdade social, colonialismo e violência institucional, a banda chega ao país impulsionada pelo sucesso do álbum Wrong Side of Heaven. Formado em 2017, o End It reúne Akil Godsey (vocal), Ray Lee (guitarra), Patrick Martin (baixo) e Chris Gonzalez (bateria). O grupo construiu uma identidade própria ao misturar o hardcore beatdown com influências do thrash e da tradição de Baltimore, tendo como grande diferencial a interpretação vocal de Godsey, moldada por experiências em corais, igrejas batistas e teatro musical. Essa combinação chamou atenção da crítica especializada e consolidou a banda como um dos nomes mais relevantes da nova geração do gênero. Lançado em 2025, Wrong Side of Heaven ampliou ainda mais a projeção do End It. O disco foi escolhido como Álbum da Semana pelo Stereogum, recebeu nota 9 da revista Clash e figurou entre os 50 melhores lançamentos do ano segundo a Alternative Press. Antes disso, o EP Unpleasant Living já havia colocado a banda em evidência com faixas como “New Wage Slavery”, incluída na trilha sonora do game Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4. No mesmo período, o quarteto também excursionou pelos Estados Unidos abrindo apresentações de Blink-182 e Alkaline Trio. A apresentação integra a programação do Festival Hardcore São Paulo 2026, que será realizado entre os dias 16 e 19 de outubro. Criado dentro do circuito do Coletivo Verdurada e retomado em 2024 pela BLC Crew, o evento cresceu e chega à próxima edição reunindo mais de 20 bandas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e Estados Unidos. O End It sobe ao palco no sábado, 17 de outubro, marcando sua aguardada estreia na América Latina. Serviço End it no Festival Hardcore São Paulo 2026 Data: sábado, 17 de outubro de 2026 Horário: 19h Local: R. Riachuelo, 194, Sé, São Paulo, SP Ingressos: fastix.com.br/events/festival-hardcore-sao-paulo-2026 Realização: New Direction Productions e DTG

Hoobastank retorna ao Brasil com seis shows como protagonista do “Rock Anos 2000”

O Hoobastank está de volta ao Brasil após quase 11 anos para uma turnê de seis apresentações em novembro. A série de shows começa no Somos Rock Festival, em Vila Velha (ES), passa por Belo Horizonte, Curitiba e Campinas, chega ao aguardado retorno da banda a São Paulo, no Terra SP, em 7 de novembro, ao lado de Di Ferrero e Dead Fish, e termina no Rock Festival, em Nova Iguaçu (RJ). A excursão marca a volta do grupo norte-americano em uma fase renovada, impulsionada pelo lançamento de “How Do You Sleep?”, primeiro single inédito desde 2018. Formado em 1994, na Califórnia, o Hoobastank se consolidou como um dos principais nomes do rock alternativo dos anos 2000. O sucesso mundial veio com o álbum The Reason (2003), cuja faixa-título se tornou um fenômeno global, ultrapassando 1,5 bilhão de reproduções no Spotify e 1 bilhão de visualizações no YouTube. Além do clássico, o repertório da turnê deve reunir sucessos como “Crawling in the Dark”, “Running Away”, “Out of Control” e músicas da nova fase da banda. As cinco primeiras datas da turnê brasileira contarão ainda com a abertura da cantora Aléxia, que apresenta o álbum Garra, um dos destaques recentes do rock nacional. Com passagem em 2026 por festivais como o Rock in Rio Lisboa e o Vans Warped Tour, o Hoobastank chega ao país celebrando mais de três décadas de carreira e reforçando a força de um catálogo que segue conquistando novas gerações de fãs. SERVIÇOHoobastank em Vila Velha/ESData: 1/11, domingoCidade: Vila Velha/ESEvento: Somos Rock FestivalMais informações em BreveArtista convidada: AléxiaIngresso: ticketbolt.com/event/somos-rock Hoobastank em Belo Horizonte/MGData: 2/11, segunda-feiraCidade: Belo Horizonte/MGLocal: Mister RockEndereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte/MGArtista convidada: AléxiaIngresso: ingressomaster.com/evento/190/hoobastank Hoobastank em Curitiba/PRData: 4/11, quarta-feiraCidade: Curitiba/PRLocal: Tork n’ RollEndereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba/PRArtista convidada: AléxiaIngresso: ingressomaster.com/comprar/191/hoobastank-brasil-tour-2026 Hoobastank em Campinas/SPData: 6/11, sexta-feiraCidade: Campinas/SPLocal: MultiArenaArtistas: Di Ferrero e AléxiaEndereço: Avenida Dr. Antônio Carlos Couto de Barros, 2156, Jardim Conceição, Sousas, Campinas/SPIngresso: ticketbolt.com/event/hoobastank-di-ferrero-alexia-0611 Hoobastank em São Paulo/SPData: 7/11, sábadoCidade: São Paulo/SPLocal: Terra SPEndereço: Avenida Salim Antônio Curiati, 160, Campo Grande, São Paulo/SPArtistas convidados: Aléxia + Di Ferrero + Dead FishIngresso: ticketbolt.com/event/hoobastank-di-ferrero-alexia-0711 Hoobastank em Nova Iguaçu/RJData: 8/11, domingoCidade: Nova Iguaçu/RJEvento: Rock FestivalLocal e endereço: ainda não divulgados oficialmente para a edição de 2026Ingresso: em breve

Sonora Fantasma transforma despedida ao pai em emocionante novo single “Até Amanhã”

Cinco anos após o álbum de estreia Adeus Mundo Véio, a Sonora Fantasma inicia um novo capítulo com o lançamento de “Até Amanhã”, primeiro single do disco Sonora Fantasma te ama, previsto para setembro. A canção nasceu da última despedida entre o vocalista e compositor Diego da Costa e seu pai, transformando um momento íntimo de luto em uma reflexão sobre as despedidas cotidianas que, sem aviso, acabam sendo definitivas. A música ainda ganhou influências da bossa nova, do samba e do indie rock, reforçando a proposta de unir a delicadeza da música brasileira à intensidade emocional da letra. A faixa também marca uma evolução na sonoridade da banda. Produzida por Rafael Sartori, “Até Amanhã” combina guitarras, sintetizadores, arranjos vocais e elementos acústicos para criar uma atmosfera sensível e acolhedora. A composição contou ainda com a colaboração de Vinícius Cabral, das bandas Godofredo e The Innernettes, enquanto Lu Toller e o coletivo Vozeiral assinam os arranjos vocais. O resultado é uma das músicas mais confessionais já lançadas pela Sonora Fantasma. O novo álbum representa uma mudança de perspectiva em relação ao elogiado Adeus Mundo Véio, lançado em 2021. Se o primeiro trabalho refletia inquietações sobre política, tecnologia e os impactos da pandemia, Sonora Fantasma te ama volta o olhar para experiências pessoais, abordando temas como luto, relacionamentos, pertencimento e memória. Diretor do longa Selvagem, que esteve entre os 15 filmes pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar de 2022, Diego da Costa também leva para a música sua sensibilidade narrativa, conduzindo um disco que promete aprofundar ainda mais a identidade da Sonora Fantasma ao unir referências do indie rock com a riqueza da música brasileira dos anos 1970.

Abissal aposta em sonoridade mais leve e contemplativa no single “Floresta”

A Abissal apresenta um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento de “Floresta”, segundo single do EP Flashes, previsto para os próximos meses pela Casalago Records. Produzida por Gui Godoy, a faixa mostra uma banda mais concisa e acessível, sem abrir mão da identidade construída entre o rock alternativo, o post-rock e o grunge. Inspirada na atmosfera de In Rainbows, do Radiohead, a música aposta em guitarras limpas, texturas delicadas e uma base rítmica envolvente para criar um dos momentos mais luminosos da carreira do quarteto de Jundiaí. A letra de “Floresta” parte da prática do banho de floresta para falar sobre renovação, cura e transformação. Em vez de buscar grandes explosões instrumentais, a composição encontra força na fluidez, no groove e nas mudanças sutis de dinâmica, refletindo também o atual momento da banda, que passou por um processo de amadurecimento artístico e vem explorando novas possibilidades de arranjo e composição. Formada por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria), a Abissal vem expandindo sua sonoridade nos últimos lançamentos. Em março, o grupo apresentou o EP Sutra, marcado por atmosferas contemplativas e temas ligados à espiritualidade e ao autoconhecimento. Já em junho, lançou “Ametista”, primeiro single de Flashes, trabalho que passa a explorar a fragmentação das memórias e das experiências. Agora, “Floresta” amplia esse conceito ao mostrar que profundidade também pode surgir em canções mais diretas, melódicas e cheias de movimento.

Horney estreia em português com EP que questiona a superficialidade da era digital

A Horney dá um passo importante na carreira com o lançamento de Anti-Raso, primeiro EP totalmente em português da banda. Formado por quatro faixas, o trabalho marca a consolidação da identidade artística do grupo, que nasceu em Joinville (SC) e hoje está radicado em São Paulo. Com distribuição da Algohits, o EP usa o rock alternativo como ponto de partida para discutir temas como hiperconectividade, saúde mental, relacionamentos e a superficialidade das relações na sociedade contemporânea. A proposta do disco parte da ideia de que a pressa e a busca constante por satisfação imediata diminuem a capacidade de reflexão e tornam as pessoas mais suscetíveis à manipulação. “Ser anti-raso é ser profundo ao ponto de não ser tão fácil de controlar”, resume a vocalista, guitarrista e compositora Duda Maiolini. Musicalmente, Anti-Raso combina guitarras pesadas, bateria explosiva e mudanças bruscas de intensidade com elementos do pop eletrônico, criando uma sonoridade que a própria banda define como um encontro entre “água e eletricidade”. Cada faixa explora um aspecto desse conceito. “Off!” aborda o impacto da hiperconectividade e da cultura da produtividade sobre a saúde mental, enquanto “Quebra-Cabeça”, com participação de Dani Buarque, da The Mönic, reflete sobre identidade, padrões estéticos e autoconhecimento. Já “Mergulhar” leva a discussão para o campo afetivo, falando sobre a coragem de viver relações profundas, enquanto “Romântica” encerra o EP ironizando a lógica dos aplicativos de relacionamento e a cultura do descarte, defendendo vínculos mais genuínos. Produzido por Fernando Sanches, no Estúdio El Rocha, em São Paulo, Anti-Raso também guarda uma lembrança especial das gravações. Durante uma das sessões, Criolo entrou no estúdio, ouviu a faixa “Quebra-Cabeça” e elogiou a identidade da banda, incentivando os músicos a preservarem aquela essência. Agora, com o EP lançado, a Horney já trabalha no primeiro álbum completo da carreira, que promete expandir os temas apresentados neste novo trabalho e aprofundar sua combinação entre peso, vulnerabilidade e melodias marcantes.