Queens of the Stone Age busca inspiração na adolescência de Josh Homme em “Where the Goth Girls At?”

O Queens of the Stone Age lançou “Where the Goth Girls At?”, terceiro single de “Perfecth”, nono álbum de estúdio da banda, que chega em 30 de outubro pela Matador Records. A música sucede “Insignificant Other” e “Easy Street” e combina riffs minimalistas com um refrão mais expansivo, acompanhado por arranjos de cordas e metais. A inspiração veio das memórias de Josh Homme durante a juventude em Palm Desert. O vocalista relembra as garotas góticas que trabalhavam no balcão de uma loja JCPenney e transformavam também o visual das clientes mais velhas. A lembrança serve como ponto de partida para falar sobre amor adolescente, atração e aquela necessidade juvenil de impressionar outras pessoas. “Where the Goth Girls At?” ganhou ainda um videoclipe dirigido por Christopher Gruse e Tony Wolski, dupla que já havia trabalhado com o grupo em “Easy Street”. Gravado tendo uma usina elétrica deserta como cenário, o vídeo conta com Steve Agee, Scarlett Kapella e Lou Lou Safran, além dos próprios integrantes da banda, em uma sequência na qual personagens são gradualmente transformados pelas garotas góticas. “Perfecth” foi produzido por Homme e pelo baixista Michael Shuman e utiliza como uma de suas referências conceituais o Kintsugi, técnica japonesa de reparar peças de cerâmica quebradas destacando suas rachaduras. A ideia funciona como metáfora para um álbum dedicado às diferentes formas de amor e às marcas deixadas por relações capazes tanto de destruir quanto de reconstruir alguém. As nove faixas foram desenvolvidas a partir de sessões realizadas em diferentes locais, incluindo Nova Orleans e Los Angeles. Segundo Homme, a intenção foi justamente evitar uma unidade sonora óbvia, fazendo com que cada composição parecesse pertencer a um universo diferente enquanto todas permanecem conectadas por temas como amor, desejo, perda e amadurecimento. “Cada música soa como se fosse de um mundo diferente. E isso é de propósito”, explica Homme. Com Troy Van Leeuwen, Michael Shuman, Dean Fertita e Jon Theodore completando a formação, o Queens of the Stone Age chega ao nono álbum explorando as cicatrizes acumuladas ao longo da própria trajetória como parte fundamental de sua nova fase.
Bullet For My Valentine anuncia “Social Apocalypse”, primeiro álbum em seis anos

O Bullet For My Valentine anunciou “Social Apocalypse”, oitavo álbum de estúdio da carreira, com lançamento marcado para 19 de março de 2027 pela Spinefarm. O grupo britânico apresentou também a faixa-título, primeira música inédita da banda em quatro anos e responsável por abrir uma nova fase após o disco autointitulado de 2021. “Social Apocalypse” coloca Matt Tuck diante das transformações e conflitos que observa no mundo contemporâneo. A letra parte de uma sensação de desgaste e desesperança que se estende pelo conceito do álbum, abordando uma sociedade cada vez mais dividida e a velocidade com que mudanças sociais e tecnológicas afetam principalmente as novas gerações. “Tudo na vida está mudando em um ritmo tão rápido, e é difícil encontrar muita positividade quando você olha para os eventos no mundo”, afirma Tuck. O vocalista explica que a paternidade também mudou sua perspectiva sobre essas questões, especialmente ao comparar o mundo em que cresceu com aquele encontrado atualmente pelas crianças e adolescentes. Para o novo trabalho, o Bullet For My Valentine voltou a trabalhar com Carl Bown, produtor que já participou de quatro álbuns da banda e acumula trabalhos com nomes como Sleep Token, While She Sleeps e Malevolence. A proposta foi reunir características construídas durante a trajetória do grupo sem transformar o novo material em uma simples reprodução de fases anteriores. “Social Apocalypse” terá ainda algo pouco comum na discografia do Bullet For My Valentine: participações especiais. Chrissy Costanza, vocalista do Against The Current, divide os vocais com Tuck em “In The Absence Of You”, enquanto Will Ramos, do Lorna Shore, participa de “I Don’t Trust Tomorrow”. As duas colaborações também indicam uma tentativa de aproximar diferentes gerações da música pesada. Enquanto o Bullet For My Valentine se consolidou como um dos principais nomes do metalcore surgidos nos anos 2000, Against The Current e Lorna Shore representam caminhos distintos percorridos posteriormente pela cena pesada. Com o oitavo álbum, a banda procura justamente equilibrar essas duas pontas de sua história. “Social Apocalypse” recupera elementos que ajudaram a definir a identidade do Bullet For My Valentine ao mesmo tempo em que busca novas possibilidades para uma trajetória que já ultrapassa duas décadas.
Paura lança “Primitive Chaos” ao vivo neste domingo durante o Legacy Fest VI em São Paulo

O Paura apresenta oficialmente seu novo álbum, “Primitive Chaos”, neste domingo (27), durante a sexta edição do Legacy Fest, na Algo Hits, na Vila Madalena, em São Paulo. Lançado há menos de um mês, o nono disco da trajetória do quinteto será o centro do repertório em um evento dedicado ao hardcore e ao punk. Além do Paura, o Legacy Fest VI reúne Trueforce, Zanga, Sufoco, Noiado, Gøssip, Devir-vespa da Orquídea e Viela Sangrenta. A programação começa às 15h e segue até as 23h, reunindo diferentes nomes ligados à cena independente paulistana. “Primitive Chaos” parte de uma proposta de redução. Em vez de acrescentar elementos à sonoridade construída pela banda ao longo da carreira, o Paura procurou retirar camadas e chegar ao que considera essencial no hardcore: guitarras, baixo, bateria e voz trabalhando de maneira direta para produzir impacto e movimento. A ideia de primitivo presente no título, portanto, não representa uma tentativa de reproduzir o passado do gênero. O conceito está relacionado à busca por uma música mais bruta e imediata, ainda que construída a partir da experiência acumulada pelo grupo. “É bem mais dinâmico, atual e no ponto certo que queríamos”, define a banda. O novo trabalho sucede “Karmic Punishment”, lançado em 2023 e concebido ainda sob os efeitos da pandemia. Se naquele disco o grupo procurava compreender um período de ruptura, “Primitive Chaos” parte de outra perspectiva: responder ao presente antes mesmo de tentar organizar aquilo que está acontecendo. Para o vocalista Fabio Prandini, o álbum reflete o contraste entre os avanços tecnológicos e comportamentos humanos que continuam ligados a impulsos antigos. “Entregamos não. Devolvemos. Porque ele veio do mundo, foi feito do mundo. É do mundo! Feito com raiva e amor”, afirma. O show no Legacy Fest VI leva agora essa proposta para o ambiente em que o hardcore encontra sua expressão mais direta. Com o álbum já disponível nas plataformas digitais e também em CD, o Paura transforma a apresentação na Algo Hits no primeiro grande encontro do novo repertório com o público. Serviço Legacy Fest VI – Paura lança “Primitive Chaos”Data: domingo (27)Local: Algo Hits – Vila Madalena, São PauloHorário: das 15h às 23hShows: Paura, Trueforce, Zanga, Sufoco, Noiado, Gøssip, Devir-vespa da Orquídea e Viela Sangrenta
Lesoir questiona consumo automático de música no single “Hidden Fire”

A banda holandesa Lesoir apresenta “Hidden Fire”, último single antes da chegada de “Tomorrow Is Now Today”, seu sétimo álbum de estúdio, previsto para 23 de outubro pela V2 Records. A faixa parte de uma discussão cada vez mais presente na indústria musical: a transformação da música em mero ruído de fundo, impulsionada pelo consumo passivo, por produções geradas por inteligência artificial e por versões feitas apenas para preencher playlists e ambientes. A letra acompanha o conflito de um artista diante da sensação de que sua identidade e seu trabalho estão sendo diluídos em meio a um fluxo constante de conteúdo. Em vez de direcionar a crítica somente à tecnologia, “Hidden Fire” questiona também o comportamento do próprio público e a escuta no piloto automático, colocando em dúvida até que ponto ainda existe uma escolha consciente sobre aquilo que ouvimos diariamente. Musicalmente, a faixa utiliza elementos do prog e do art rock para acompanhar essa inquietação. Os vocais de Maartje Meessen conduzem o início antes de a composição avançar para uma passagem instrumental com guitarra, flauta e cordas. A construção cresce até o refrão final e desemboca em um solo de guitarra. “Hidden Fire” encerra uma sequência de três singles que apresenta diferentes preocupações abordadas no novo disco. “Back To You”, lançado em junho, teve como inspiração a postura do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy durante a guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia. Na sequência, “Is It Nothing?” partiu da teoria de Gaia, desenvolvida por James Lovelock, para discutir a responsabilidade coletiva diante das questões ambientais. Em “Tomorrow Is Now Today”, o Lesoir volta a trabalhar com o produtor John Cornfield, que acumula trabalhos com Muse, Oasis e Supergrass. A produção vocal ficou sob responsabilidade de Paul Reeve, colaborador de Matt Bellamy e do Muse, enquanto Steve Kitch, do The Pineapple Thief, realizou a masterização. O álbum incorpora ainda quarteto de cordas e percussão ao vivo à sonoridade do grupo. O lançamento abre também uma nova etapa de apresentações para a banda. Depois de shows ao lado do Airbag no Reino Unido, o Lesoir acompanha Anneke van Giersbergen, conhecida especialmente por sua trajetória no The Gathering, durante uma turnê europeia em novembro. Com “Hidden Fire”, o grupo antecipa um álbum que procura usar o rock progressivo não apenas como exercício musical, mas como ferramenta para observar questões contemporâneas. Desta vez, o alvo está justamente na maneira como a própria música vem sendo produzida, distribuída e, principalmente, ouvida.
Samiam lota Hangar 110 com show intenso

O Samiam retornou a São Paulo após três anos para uma apresentação com ingressos esgotados na última sexta-feira (25), no Hangar 110. O quinteto californiano, pioneiro do emo e do hardcore melódico, fez uma apresentação que passeou pelos mais de 35 anos de história. Mas, antes do espetáculo principal, os goianos do Burning Rage e os santistas do Garage Fuzz deram o start. Confira um pouco de como foram as apresentações: Este texto foi escrito pelo jornalista Lupa Charleaux com fotos de Marcela Mattos De Goiânia: Burning Rage Os goianos do Burning Rage foram os responsáveis por iniciar a noite de hardcore melódico no Hangar 110. Com bastante velocidade e energia, o quinteto apresentou músicas do EP “Outra Porta”, entre elas “Acordar” e “Velha História”. Realizando o sonho de tocar no tempo do underground paulista, como os membros falaram diversas vezes, a banda executou alguns singles, como “Falsas verdades” e “Acorrentados”. O set ainda incluiu a nova música “Aprisionados”, que estará no próximo EP do quinteto. Da Califórnia Brasileira (Santos): Garage Fuzz Lendas do hardcore nacional, o Garage Fuzz fez uma apresentação compacta que cobriu todas as fases dos 35 anos de estrada. Os santistas iniciaram o show com “Powerplant”, faixa-título do mais recente EP, mas não demorou para dominar o Hangar 110. Canções mais famosas, como “Shore of Hope”, “Dear Cinnamon Tea” e “A Mutt Running Where”, traziam um coro que às vezes encobria a voz de Victor Franciscon. Essa troca de energia fazia a banda seguir se divertindo no palco. Obviamente, o set ainda incluiu clássicos como “Embedded Needs”, sendo finalizado com “When All the Things”. Mesmo com um show mais curto, o Garage Fuzz conseguiu mostrar porque é uma das entidades supremas do hardcore brasileiro. Da Califórnia original (Berkeley): Samiam Após quase um dia inteiro de dúvida, o show do Samiam em São Paulo finalmente aconteceu. Na noite anterior (24), a banda precisou cancelar a apresentação em Goiânia por conta da saúde do vocalista Jason Beebout. E a espera do público paulista foi bem recompensada. Antes das cortinas do Hangar 110 se abrirem, já era possível ouvir as guitarras de “Lake Speed”, música do álbum mais recente “Stoneway” (2023). Mas bastou tocarem “Clean Up The Mess” e “Dead”, ambas do álbum “Trips” (2011), para os fãs se entregarem por completo, com vários stage dive e mosh. A maior parte do setlist foi baseada nas faixas do disco clássico “Astray” (2000). Então, Beebout pode até poupar um pouco a voz e deixar o público fazer sua parte em faixas como “Super Brava”, “Birth Bath” e “Mexico”. O Samiam deu uma leve desacelerada no início da segunda parte do set, trazendo músicas com uma vibe mais de “Midwest Emo”, como “Dull”, “Mud Hill” e “El Dorado”. Apesar de serem faixas mais lentas, os fãs conseguiram sustentar a energia ao som das guitarras distorcidas e “reflexivas”. No entanto, a banda retornou ao clima de hardcore melódico e “dançante” na sequência final do show. “Sunshine” e “She Found You” levantaram a bola para o encerramento com “Capasized”. Com o fim do show, todos puderam respirar aliviados de que ele realmente aconteceu. Apesar das interações bem pontuais, o Samiam entregou o que o público que esgotou os ingressos do Hangar 110 realmente queria: um show intenso, suado e divertido.
Placebo celebra 30 anos do álbum de estreia com quatro shows no Brasil em 2027

O Placebo retorna ao Brasil em fevereiro de 2027 com quatro apresentações da turnê “RE:CREATED”, projeto que celebra os 30 anos de seu álbum de estreia. A banda passa por São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre com um repertório que revisita a primeira fase da carreira e inclui também músicas de “Without You I’m Nothing”, segundo disco do grupo, lançado em 1998. A passagem começa em 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo. Depois, Brian Molko e companhia seguem para o Centro de Eventos Ulysses Guimarães, em Brasília, no dia 23; Live Curitiba, em Curitiba, no dia 26; e Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, no dia 28. A produção é da Mercury Concerts. Mais do que simplesmente tocar o primeiro álbum na íntegra, a proposta da “RE:CREATED” é apresentar versões retrabalhadas de suas dez músicas e de duas faixas bônus da edição original. Brian Molko e o produtor Rob Kirwan partiram das fitas master para incorporar às gravações elementos desenvolvidos durante três décadas de apresentações ao vivo. A nova mixagem ficou a cargo de Adam Noble. Lançado em 1996, “Placebo” apresentou uma banda que destoava de boa parte do cenário britânico daquele período. Enquanto o Britpop dominava as paradas, o grupo apostava em guitarras mais abrasivas e letras que abordavam sexualidade, androginia, dependência e alienação, acompanhadas por uma identidade visual que também desafiava convenções do rock da época. Segundo a própria banda, a intenção não é substituir aquelas gravações. O projeto funciona como uma espécie de “director’s cut”, colocando frente a frente os músicos que registraram aquelas composições nos anos 1990 e a experiência acumulada posteriormente. “É uma celebração de onde começamos e um ponto de encontro entre quem éramos naquela época e quem somos agora”, explica o grupo. O repertório da turnê avança ainda para “Without You I’m Nothing”, lançado em 1998 e responsável por ampliar definitivamente o alcance internacional do Placebo. Dessa forma, os shows brasileiros serão concentrados justamente nos primeiros anos de uma discografia que completou três décadas em 2026. A pré-venda destinada ao fã-clube começa em 29 de setembro, às 10h. Uma venda promocional será realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, enquanto a venda geral começa em 2 de outubro, também às 10h. Em São Paulo, os ingressos serão comercializados pela Eventim. Para Brasília, Curitiba e Porto Alegre, as vendas serão realizadas pela Bilheteria Digital. Datas no Brasil 20 de fevereiro de 2027 – Suhai Music Hall – São Paulo (SP)23 de fevereiro de 2027 – Centro de Eventos Ulysses Guimarães – Brasília (DF)26 de fevereiro de 2027 – Live Curitiba – Curitiba (PR)28 de fevereiro de 2027 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre (RS)
Gothminister estreia no Brasil com show único em Santo André em 2027

O Gothminister fará sua primeira apresentação no Brasil em 22 de agosto de 2027, no Santo Rock Bar, em Santo André. O show integra a “Gothminister – South America Tour 2027” e finalmente traz ao país a combinação de industrial metal, gothic metal, música eletrônica e elementos teatrais que acompanha a banda norueguesa há mais de duas décadas. Formado em Oslo, em 1999, o grupo é liderado pelo vocalista e compositor Bjørn Alexander Brem. Desde os primeiros trabalhos, o Gothminister desenvolveu uma identidade baseada no contraste entre guitarras pesadas, programações eletrônicas e atmosferas sombrias, elementos que também são transportados para apresentações marcadas por figurinos e uma forte produção visual. A trajetória em estúdio começou com “Gothic Electronic Anthems”, lançado em 2003, e passou por discos como “Empire of Dark Salvation” (2005), “Happiness in Darkness” (2008), “Anima Inferna” (2011), “Utopia” (2013) e “The Other Side” (2017). Mais recentemente, a banda lançou “Pandemonium” (2022) e “Pandemonium II: The Battle of the Underworlds” (2024). O repertório construído nesse período inclui músicas como “Liar”, “Darkside”, “Angel”, “Ich will alles”, “The Sun” e “Monsters”. Em 2024, o grupo também ganhou exposição fora do circuito tradicional do metal ao disputar o Melodi Grand Prix, competição que seleciona o representante norueguês para o Eurovision Song Contest. Com “We Come Alive”, chegou à final e terminou na quarta colocação. A banda segue agora em uma nova fase. Depois do EP “The Dark”, lançado em 2026, o Gothminister prepara “We Are All Demons”, novo álbum previsto para 16 de outubro. A passagem pela América do Sul acontece no ano seguinte, incorporando músicas recentes a uma discografia iniciada há mais de 20 anos. A estreia brasileira será realizada pela Dark Dimensions e terá apresentação única no país. O show está marcado para as 19h, com abertura da casa às 17h. Serviço Gothminister – South America Tour 2027Data: 22 de agosto de 2027Local: Santo Rock BarEndereço: Av. Firestone, 1340, Casa Branca, Santo André (SP)Abertura da casa: 17hShow: 19hRealização: Dark DimensionsIngressos: Ingresso Master
Hilary Duff anuncia retorno ao Brasil com show em São Paulo em 2027

Hilary Duff está de volta ao Brasil. A cantora anunciou uma apresentação no Espaço Unimed, em São Paulo, para 13 de agosto de 2027, como parte da “the lucky me tour”. A excursão representa sua primeira grande turnê mundial como atração principal em quase duas décadas e acompanha o sexto álbum de estúdio da artista, “luck… or something”. A passagem pela capital paulista integra um novo bloco de 32 apresentações acrescentadas à agenda da turnê. A etapa começa em 7 de maio, em Madri, e percorre cidades europeias como Berlim, Paris, Amsterdã, Copenhague e Estocolmo. Em agosto, Duff chega à América Latina para shows em San Juan, São Paulo, Buenos Aires e Santiago antes de seguir para os Estados Unidos. O retorno acontece depois de uma primeira fase marcada por shows esgotados na América do Norte, Reino Unido e Irlanda. Hilary antecipou a ampliação da agenda durante sua segunda apresentação lotada na O2 Arena, em Londres. No bis, enquanto cantava “What Dreams Are Made Of”, confetes com a mensagem “2027 More Dates Loading” foram lançados sobre o público, acompanhados por uma contagem regressiva nos telões. A “the lucky me tour” apresenta ao vivo o repertório de “luck… or something”, sexto disco da carreira de Hilary Duff. Lançado em 2026, o trabalho marcou uma nova etapa de sua trajetória musical e apareceu entre as seleções de melhores álbuns do ano publicadas por veículos como Rolling Stone, Billboard e Variety. A nova excursão também terá diferentes convidados ao longo do roteiro. Rebecca Black será responsável pela abertura das apresentações europeias, enquanto Dashboard Confessional e Tegan and Sara participam de datas selecionadas nos Estados Unidos. Antes da nova etapa anunciada para 2027, Hilary ainda passa por Nova Zelândia, Austrália, Canadá e México. Para o público brasileiro, a apresentação representa uma rara oportunidade de reencontrar Duff em uma turnê mundial de grande porte. A artista passou boa parte das últimas duas décadas distante das grandes excursões como atração principal, período em que também consolidou sua carreira como atriz e empresária antes de retomar com maior intensidade sua atividade musical. A pré-venda para fãs na América Latina começa em 29 de setembro, às 10h, mediante cadastro prévio. A venda geral está programada para 2 de outubro, às 11h. O show de São Paulo é produzido pela LiveNation e acontece em 13 de agosto de 2027, no Espaço Unimed.
Entrevista | Dead Poet Society – “Eu tocaria no Lollapalooza Brasil qualquer dia! Seria muito legal”

O Dead Poet Society lança no dia 2 de outubro Monarch, terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana pela Spinefarm e sucessor de FISSION (2024). Produzido por Paul Meany, que trabalhou com Twenty One Pilots e Pierce The Veil, e mixado por Adam Hawkins, o novo trabalho aprofunda a combinação de peso, melodias e experimentações que se tornou característica do quarteto. Antes da chegada do disco, a banda apresentou “Sinner Systems”, “Roach”, “Cold” e “Miami For The Weekend”, singles que antecipam diferentes caminhos de um álbum que, segundo o vocalista e guitarrista Jack Underkofler, pode ser resumido em duas palavras: “imprevisível e sombrio”. Formado em 2013 por músicos que se conheceram na Berklee College of Music, em Boston, o Dead Poet Society encontrou, curiosamente, no México um de seus primeiros públicos realmente fortes antes de ampliar sua presença nos Estados Unidos e no circuito internacional. O primeiro álbum, -!-, conhecido como The Exclamation Album, chegou em 2021 e estabeleceu a identidade do grupo, enquanto FISSION ampliou seu alcance três anos depois com faixas como “Running In Circles” e “HURT”. Esta última ainda ganhou uma nova versão com as mexicanas do The Warning. Ao longo da trajetória, a banda também desenvolveu uma assinatura particular com o uso de guitarras fretless, instrumentos que permitem explorar slides, entonações e sonoridades que fogem do comportamento tradicional da guitarra. Às vésperas de Monarch, Jack Underkofler conversou com o Blog n’ Roll sobre o processo de criação do novo álbum, a experiência de trabalhar com Paul Meany, a liberdade de fazer um terceiro disco sem perseguir uma fórmula e a vontade de finalmente tocar no Brasil. O músico também falou sobre a formação na Berklee, defendeu a vulnerabilidade nas letras e analisou o momento atual do rock. Você já disse em uma entrevista que o Dead Poet Society poderia ser descrito como um cruzamento entre Queens of the Stone Age e Muse. Mas cada álbum tem sua própria identidade. Como você definiria o som de Monarch para alguém que ainda não ouviu o disco? Eu descreveria como imprevisível e sombrio. Houve alguma mudança importante no processo de composição ou gravação de Monarch em comparação com FISSION? Sim, foi muito diferente. Acho que, com as demos, o processo foi mais ou menos o mesmo: você simplesmente vai fazendo coisas até alguma delas fazer você pensar: “Oh, isso aqui tem algo”. Mas o processo de gravação foi definitivamente muito diferente. É sempre bastante diferente de produtor para produtor. Todo mundo tem seu próprio estilo. O Paul foi muito diferente do Anton, que foi muito diferente do Ben, que, por sua vez, foi muito diferente do Alex Newport. Diferente em que sentido? Eu diria que o processo com o Paul foi mais prolongado de certa forma. Você tem uma ideia, ele interpreta aquela ideia, você coloca aquilo no caminho dele e ele passa uma ou duas horas trabalhando em cima. Depois volta com alguma coisa. Quer dizer, ele nem “volta”, porque você está sentado logo atrás dele [risos]. A partir daí, analisamos o que apareceu. Foi menos sobre cada performance individual e mais sobre o que poderíamos fazer com aquela performance específica. O Anton tinha uma abordagem muito mais focada na performance. Conforme a banda cresce, também aumenta a pressão para fazer um novo álbum? Você sente que a banda saiu desse processo de gravação mais forte? Na verdade, pessoalmente, acho que este foi o álbum em que senti menos pressão entre todos eles. Todo o processo simplesmente pareceu muito natural. Foi meio: “Foda-se, esse é o nosso terceiro álbum. Vamos tentar fazer alguma coisa diferente”. Não digo necessariamente diferente do que fizemos no passado, mas diferente dentro de um contexto mais amplo. Se vamos fazer uma arte que queremos definir como Dead Poet Society, precisamos ir o mais longe possível nisso. Precisamos realmente atravessar as paredes, nos pressionar e descobrir até onde isso pode chegar. Quando você está tão concentrado nisso, acaba não sentindo a pressão. E essa foi basicamente a única coisa com a qual concordamos desde o início. Não chegamos e definimos um som ou uma direção específica. A questão era simplesmente: “Até onde conseguimos levar isso?”. “Sinner Systems”, “Roach”, “Cold” e “Miami For The Weekend” mostram diferentes lados de Monarch. Como tem sido a reação aos primeiros singles? A reação tem sido boa. Acho que as pessoas estão animadas. Quem amou nosso primeiro álbum está empolgado porque existe algo parecido com a linha de músicas como “.SALT.” e outras coisas que fizemos naquela época. Acho que todos nós na banda queríamos enfatizar essa sensação, porque sinto que é ali que está uma parte da definição do Dead Poet Society: naquele som, naquela sensação, naquela escuridão imprevisível. A reação tem sido incrível. As pessoas gostaram desse aspecto. Acho também que, vindo de FISSION, tivemos uma oportunidade de dizer: “Esse álbum foi um pouco mais aberto, um pouco mais cantor-compositor, mas agora vamos pegar algumas dessas coisas e misturá-las novamente com o Dead Poet Society”. Então acho que todo mundo está bastante animado com isso. Qual música de Monarch você está mais curioso para descobrir como vai funcionar ao vivo? “Hollywood On Fire”. Acho que vai ser insana ao vivo. Estou muito interessado em descobrir como vai funcionar. E vai ser difícil. Vai ser muito difícil conseguir reproduzir aqueles sons, mas estamos trabalhando nisso. A palavra “cinematográfico” aparece bastante quando vocês falam sobre Monarch. Se pudesse escolher um filme, uma série ou qualquer produção para ter esse álbum como trilha sonora, qual seria? Deus, essa é difícil, porque eu não assisti a tantos filmes assim [risos]. Pode ser uma série ou um desenho se quiser… Estou tentando pensar… Tem um que uma mulher dá um soco em um cara… Kill Bill? Não, mas Kill Bill é uma excelente escolha. Acho que qualquer filme do Tarantino combina com vocês (risos) Sim, acho que poderia funcionar com esse álbum. Tenho certeza de que vocês já receberam muitos comentários de “Come to Brazil” no Instagram. Já houve alguma oferta