Demi Lovato esgota primeira data e anuncia show extra em São Paulo

Após os ingressos para a apresentação do dia 15 de setembro esgotarem rapidamente, a cantora Demi Lovato confirmou um show extra em São Paulo. A nova apresentação acontece no dia 16 de setembro de 2026 (quarta-feira), no palco da Suhai Music Hall. Os shows fazem parte da turnê It’s Not That Deep, que divulga o seu nono álbum de estúdio, It’s Not That Deep (Unless You Want It to Be). O trabalho marca o retorno de Demi à sonoridade dance-pop e eletrônica de seus primeiros anos de carreira, trocando o peso das guitarras de seus últimos projetos por batidas feitas para dançar. Como a primeira noite já está completamente esgotada, as vendas de ingressos para a data extra começam nesta sexta-feira (29), a partir das 10h online e às 11h na bilheteria oficial física. O repertório do show é ancorado por faixas elegantes e sensuais que já caíram no gosto do público, como o single eletro-pop Fast, o hino de libertação Here All Night e a irresistível Kiss, canção muito pedida pelos fãs que inspirou o título do projeto. No palco, essas batidas ganham o suporte indispensável da voz poderosa e limpa de Demi, que preparou novos arranjos ao vivo para as apresentações desta turnê, além de apresentar a inédita Low Rise Jeans no setlist. Cronograma de vendas (show extra) Serviço: Demi Lovato em São Paulo
Jack Antonoff faz do amor o centro de “everyone for ten minutes”, novo álbum do Bleachers

Jack Antonoff nunca foi exatamente discreto. Seja produzindo discos para Taylor Swift, Lana Del Rey ou Sabrina Carpenter, o produtor transformou a própria assinatura em uma das mais reconhecíveis do pop moderno. São 11 discos com Taylor, três com Lana, dois com Sabrina e uma fila interminável de artistas tentando capturar aquele misto de nostalgia, sintetizadores e melancolia suburbana que ele ajudou a transformar em tendência. Só que em “everyone for ten minutes”, o novo álbum do Bleachers, Antonoff parece menos preocupado em criar o próximo grande momento pop da internet e mais interessado em escrever cartas de amor para Margaret Qualley, a famosa atriz do filme A Substância. E isso muda tudo. O disco inteiro soa como alguém finalmente confortável dentro da própria vida. Não existe mais aquela ansiedade juvenil de “Gone Now” ou a necessidade de transformar qualquer refrão em um hino de estádio. Aqui, Jack troca a grandiosidade pelo detalhe. É um álbum sobre casamento, memória, rotina, saudade e a estranha sensação de perceber que os sonhos continuam existindo mesmo depois da vida adulta chegar. Muito disso passa diretamente por Margaret. “you and forever”, talvez a música mais imediatamente apaixonante do disco, já entregava isso desde o lançamento do single. O clipe estrelado pela atriz praticamente transformava a faixa em uma declaração pública de amor. Mas o interessante é como essa devoção aparece espalhada pelo álbum inteiro. “dirty wedding dress” parece dialogar diretamente com “Margaret”, a música que ele escreveu com Lana Del Rey alguns anos atrás. “sideways”, “take you out tonight”, “she’s from before” e “I’m not joking” também carregam essa sensação de intimidade quase doméstica, como se Antonoff estivesse transformando pequenos momentos do relacionamento em música. Faz sentido vindo de alguém que já havia escrito “Tiny Moves” e “Merry Christmas, Please Don’t Call” pensando nela. E talvez seja justamente isso que faz “everyone for ten minutes” soar diferente do resto da discografia do Bleachers. É um disco menos preocupado em parecer importante. Enquanto muita gente ainda espera que Jack entregue outro “Don’t Take The Money” ou “Rollercoaster”, ele parece mais interessado em fazer músicas que respiram. Tem momentos em que o álbum soa quase cansado da internet, cansado da necessidade de virar trend, cansado da hiperexposição. “We Should Talk” é um ótimo exemplo disso. A música cresce devagar, quase como uma conversa desconfortável que ninguém queria ter. Já “I’m Not Joking” entra facilmente entre as coisas mais interessantes que Antonoff fez nos últimos anos. Tem alma, tem groove, tem aquele clima meio soul melancólico que encaixa perfeitamente na proposta do álbum. “Dirty Wedding Dress” provavelmente é o ponto onde tudo funciona melhor. É nostálgica sem virar caricatura e romântica sem parecer calculada. Parece música feita de madrugada, pensando demais na própria vida. E isso vale como elogio. Ao mesmo tempo, “everyone for ten minutes” talvez seja o disco mais divisivo da carreira do Bleachers. Parte da crítica ainda enxerga Jack preso demais na própria estética “Bruce Springsteen encontra synthpop sentimental”. Outra parte vê justamente aí o charme do álbum. Pra mim, funciona porque dá para ver que existe verdade ali. Jack Antonoff poderia facilmente continuar vivendo apenas como o produtor mais requisitado do pop atual. Mas o Bleachers continua existindo justamente porque parece ser o único espaço onde ele realmente escreve sem filtro. E “everyone for ten minutes” soa exatamente assim: um disco íntimo, apaixonado, melancólico e estranho na medida certa. O texto contou com colaboração de Fernanda Melo.
Novo álbum Blue Morpho mostra Ed O’Brien longe das sombras do Radiohead

Ed O’Brien sempre foi aquele tipo de músico que parecia confortável em ficar na sombra. Mesmo sendo peça fundamental do Radiohead, nunca teve a necessidade de disputar protagonismo com Thom Yorke ou Jonny Greenwood. Mas Blue Morpho mostra justamente o contrário do que muita gente imaginava: talvez ele só estivesse esperando o momento certo para construir algo realmente pessoal. E aqui não existe pressa. O disco inteiro parece respirar no tempo dele próprio, como uma caminhada sem destino em meio a uma floresta úmida no interior do País de Gales. Se Earth ainda soava como um artista procurando identidade fora da própria banda, Blue Morpho finalmente encontra esse lugar. E não por acaso. O álbum nasce de um período de depressão profunda vivido por Ed após a pandemia, transformando sessões longas de guitarra, isolamento e contemplação em combustível criativo. A produção de Paul Epworth ajuda a transformar essa vulnerabilidade em paisagens sonoras que flutuam entre psych folk, ambient, trip hop e texturas cinematográficas. “Incantations” abre o disco como um mantra hipnótico de quase oito minutos, enquanto a faixa-título transforma guitarras e cordas em algo quase líquido, guiado pela ideia de cura através da natureza. Em muitos momentos, Ed parece menos interessado em construir músicas tradicionais e mais focado em provocar sensação. Talvez por isso os vocais frequentemente apareçam escondidos no meio da mixagem, quase como mais um instrumento dentro daquele universo nebuloso. E funciona. Blue Morpho tem aquela atmosfera de disco feito para ser absorvido lentamente, sem ansiedade por refrão ou explosão. “Teachers” quebra um pouco essa névoa contemplativa com um groove mais pulsante, quase krautrock em alguns momentos, enquanto “Solfeggio” e “Thin Places” mergulham de vez em um estado meditativo que beira o espiritual. Tudo culmina em “Obrigado”, faixa de quase dez minutos que encerra o álbum como um transe lento e emocional. É ali que Ed finalmente abandona parte da contenção e deixa a guitarra falar de forma mais emotiva, sem perder a elegância minimalista que domina o restante do trabalho. Existe também uma sensação constante de renascimento atravessando o disco inteiro. Não à toa, Blue Morpho marca o primeiro trabalho solo lançado oficialmente sob o nome Ed O’Brien, abandonando a sigla EOB usada em Earth. Parece detalhe, mas simboliza exatamente o que o álbum representa: um músico que finalmente parou de se esconder atrás do papel de coadjuvante. Blue Morpho não tenta ser “o disco solo do guitarrista do Radiohead”. E talvez esse seja justamente o maior mérito dele. Ao invés de perseguir grandiosidade ou experimentalismo exagerado, Ed O’Brien entrega um álbum profundamente humano, contemplativo e melancólico. Um trabalho que parece existir muito mais para sentir do que para entender.
Atração do Rock in Rio, Jamiroquai confirma show em São Paulo

Liderado pelo carismático e enigmático vocalista Jay Kay, o Jamiroquai fará um show único no estádio do Allianz Parque, em São Paulo, no dia 13 de setembro de 2026 (domingo), além de se apresentar como headliner do Palco Sunset no Rock in Rio, no dia 11 de setembro. A turnê sul-americana, produzida pela 30e e apresentada pela plataforma Itaú Live, acontece em um momento extremamente simbólico para o grupo: em 2026, a banda celebra os 30 anos do lançamento do mega-hit Virtual Insanity, hino que os catapultou ao estrelato mundial em 1996, e finaliza os últimos detalhes de seu nono álbum de estúdio, o primeiro com material inédito em nove anos. Legado de “Space Cowboys” O Jamiroquai aterrissou na cena musical em 1992 com o single When You Gonna Learn, apresentando uma fusão inovadora e até então inédita de jazz-funk, soul e disco, com letras que já alertavam sobre as mudanças climáticas e o consumo desenfreado. O sucesso comercial foi avassalador: o álbum Travelling Without Moving (1996) entrou para o Livro dos Recordes como o álbum de funk mais vendido da história da música, impulsionado pelo clipe revolucionário de Virtual Insanity, que limpou as prateleiras do VMA da MTV e rendeu um Grammy à banda. Ao longo de sua jornada, o Jamiroquai se consolidou como uma das maiores forças de exportação musical do Reino Unido, sobrevivendo às modas do mercado e acumulando quase 2 bilhões de streams globais e mais de 5,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify. No show do Allianz Parque, os fãs paulistas podem esperar um setlist recheado de clássicos absolutos como Cosmic Girl, Space Cowboy, Deeper Underground e Canned Heat, entregues com o vigor, o balanço e a precisão instrumental que tornam o Jamiroquai uma das melhores bandas de palco do planeta. Descontos especiais para clientes Itaú Os clientes dos cartões de crédito Itaú contarão com um benefício pesado: 30% de desconto no valor de ingressos inteira (limitado a 4 ingressos por CPF e sujeito à disponibilidade de lote), além da facilidade de parcelamento em até 3x sem juros. Preços e setores (Allianz Parque) Setor Inteira Meia-Entrada Desconto Itaú (30%) Hot Seat R$ 945,00 R$ 472,50 R$ 661,50 Pista Premium R$ 895,00 R$ 447,50 R$ 626,50 Cadeira Inferior R$ 645,00 R$ 322,50 R$ 451,50 Pista R$ 445,00 R$ 222,50 R$ 311,50 Cadeira Superior R$ 345,00 R$ 172,50 R$ 241,50 Cronograma de vendas para o show do Jamiroquai Fique atento aos prazos para garantir o seu lugar logo nos setores iniciais: Pré-venda clientes Itaú Unibanco: Venda geral:
Demi Lovato confirma show solo em São Paulo com nova era dance-pop

Depois de arrastar uma multidão histórica no palco Skyline do festival The Town, em 2023, Demi Lovato está de malas prontas para reencontrar o público paulista. A cantora confirmou uma apresentação solo em São Paulo para o dia 15 de setembro de 2026 (terça-feira), ocupando o palco da Suhai Music Hall. O show faz parte da turnê It’s Not That Deep, que divulga o seu mais recente projeto musical. Diferente de sua última vinda, que foi amparada pela fúria de guitarras do rock alternativo, a nova fase marca o retorno de Demi à sua essência dance-pop eletrônica, idealizada sob medida para noites longas e espaços fechados. As vendas de ingressos começam nesta quinta-feira (28), a partir das 10h pela internet e às 11h na bilheteria oficial física. “It’s Not That Deep” Se nos discos anteriores Demi usou as canções para exorcizar traumas e dores profundas, a era It’s Not That Deep (cuja tradução literal é “não é tão profundo assim”) chega como um suspiro de alívio e celebração da maturidade. O álbum, que ganhou recentemente uma recheada edição de luxo intitulada It’s Not That Deep (Unless You Want It to Be), passeia com elegância por batidas sintéticas inspiradas no pop do início dos anos 2000. O repertório do show é ancorado por faixas elegantes e sensuais que já caíram no gosto do público, como o single eletro-pop Fast, o hino de libertação Here All Night e a irresistível Kiss, canção muito pedida pelos fãs que inspirou o título do projeto através do espirituoso verso “não é tão profundo assim, a menos que você queira que seja”. No palco, essas batidas ganham o suporte indispensável da voz poderosa e limpa de Demi, que preparou novos arranjos de voz ao vivo para as apresentações desta turnê, como já demonstrado na versão minimalista de Let You Go. Cronograma de vendas Serviço: Demi Lovato – “It’s Not That Deep Tour”
Sepultura anuncia show final da carreira no Pacaembu para novembro

O Sepultura confirmou a data e o local da última apresentação de sua história: o show de despedida definitivo acontecerá no dia 7 de novembro de 2026 (sábado), na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. O anúncio marca o encerramento da monumental turnê de despedida Celebrating Life Through Chaos. A escolha do Pacaembu é carregada de nostalgia e simbolismo. Foi na Praça Charles Miller, bem em frente ao estádio, que a banda realizou um show gratuito histórico em 1994 que reuniu uma multidão e consolidou o tamanho gigantesco que o grupo havia atingido no Brasil após o lançamento de Chaos A.D. (1993). Três décadas depois, os mineiros retornam ao mesmo solo sagrado para fechar o ciclo. Convidados do show de despedida do Sepultura Longe de ser apenas um show melancólico, a noite foi projetada para ser uma celebração massiva da história do metal brasileiro e mundial, unindo diferentes gerações de fãs e músicos que cruzaram o caminho da banda. A escalação de convidados internacionais e nacionais já começou forte: Além disso, a despedida promoverá o reencontro de ex-integrantes que ajudaram a pavimentar o caminho do grupo ao longo das décadas, incluindo o baterista Jean Dolabella e o guitarrista original Jairo Guedz (que gravou os seminais Bestial Devastation e Morbid Visions). Mais convidados devem ser anunciados nas próximas semanas. Do underground de BH ao topo do mundo Fundado em Belo Horizonte em 1984 pelos irmãos Max e Igor Cavalera, o Sepultura redefiniu os limites do metal extremo. Discos como Beneath the Remains (1989) e Arise (1991) colocaram o Brasil na rota internacional da música pesada, enquanto Chaos A.D. (1993) e Roots (1996) revolucionaram o metal global ao fundir a agressividade das guitarras com a percussão tribal, influenciando diretamente gêneros como o nu-metal. Eles foram a primeira (e por muito tempo a única) banda brasileira de rock pesado a quebrar barreiras geográficas, tornando-se atrações principais de festivais gigantescos como Wacken Open Air, Hellfest, Download, Lollapalooza e Rock in Rio. Ingressos para o show de despedida do Sepultura A pré-venda exclusiva para clientes selecionados do Santander começa amanhã, dia 28 de maio, estendendo-se para os demais cartões elegíveis do banco no dia 29, e abrindo para o público geral no sábado, dia 30. Setor Inteira Meia-Entrada Pista Premium R$ 620,00 R$ 310,00 Cadeira Oeste Coberta R$ 600,00 R$ 300,00 Cadeira Oeste R$ 570,00 R$ 285,00 Cadeira Leste R$ 570,00 R$ 285,00 Pista R$ 380,00 R$190,00 Arquibancada Norte R$ 300,00 R$ 150,00 Cronograma de vendas Pré-venda clientes Santander Select e Private: Pré-venda demais clientes Santander: Venda geral:
Jungle confirma show único no Espaço Unimed em 2027 e lança single

Se você esteve no Lollapalooza 2024 e presenciou o show do Jungle ao pôr do sol, sabe que o coletivo britânico de neo-soul e música eletrônica é especialista em transformar grandes multidões em uma única pista de dança. Para a alegria dos órfãos daquela noite, o trio confirmou seu retorno ao Brasil para uma apresentação única e exclusiva no dia 30 de março de 2027 (terça-feira), no palco do Espaço Unimed, em São Paulo. A vinda ao país é realizada pela agência Latina! em parceria com o jornalista e produtor Lúcio Ribeiro. O cronograma de vendas começa nesta semana, com uma série de pré-vendas exclusivas antes da abertura para o público geral. “Sunshine” A confirmação do show coincide com o anúncio de uma nova era criativa para o grupo, agora composto por Josh Lloyd-Watson, Tom McFarland e a vocalista Lydia Kitto (oficializada na formação após brilhar no disco anterior). A banda acabou de disponibilizar o single The Wave, que serve de abre-alas para o quinto álbum de estúdio, batizado de Sunshine, com lançamento mundial agendado para o dia 14 de agosto de 2026. O novo projeto chega com a missão de suceder o elogiado Volcano (2023). Foi nesse trabalho que o grupo estourou mundialmente com o hit Back on 74, que viralizou de forma orgânica no TikTok graças à sua coreografia contagiante e acabou se tornando trilha sonora de uma grande campanha global da marca de moda americana GAP. Para a nova turnê, a promessa é manter a fórmula que os consagrou: um espetáculo visualmente minimalista e elegante, sustentado por um álbum visual de coreografias que deu suporte para que a banda se apresentasse para mais de 190 mil pessoas em sua última excursão global. Conexão do Jungle com o Brasil A história do Jungle com o público brasileiro é antiga e estreita. O primeiro contato aconteceu em clubes menores de São Paulo e do Rio de Janeiro, em 2015. Desde então, o grupo expandiu consistentemente sua base de fãs na América do Sul por meio de shows próprios e passagens marcantes pelo Lollapalooza Brasil nas edições de 2016 e 2024. O setlist para a noite no Espaço Unimed promete equilibrar as inéditas de Sunshine com os hinos obrigatórios de sua discografia, como Busy Earning, The Heat, Casio, Candle Flame e Keep Moving. Os ingressos estarão disponíveis na plataforma Eventim. Confira os valores de cada setor: Setor Inteira Meia-Entrada Camarote A R$1.100,00 R$ 550,00 Camarote B R$ 990,00 R$ 495,00 Pista Premium R$ 980,00 R$ 490,00 Pista R$ 600,00 R$ 300,00 Cronograma de vendas e pré-vendas Fique atento aos prazos para garantir o seu lugar no lote inicial: Serviço: JUNGLE – World Tour 2027
Banda OVM mergulha em saúde mental e tensão emocional no EP Senóides

A banda OVM lançou o EP Senóides, novo capítulo do projeto que culminará no segundo álbum da carreira, Exúvios, previsto para ser apresentado integralmente até outubro de 2026. Formado pelas faixas “Vestida” e “Senoide 1 / Senoide 2”, o trabalho amplia o universo conceitual construído pelo trio em torno da saúde mental, misturando rock alternativo, indie e momentos de tensão emocional em composições marcadas por contraste e densidade. Produzido, mixado e masterizado por Gui Godoy, o EP reforça a identidade da banda ao transformar desconforto psicológico em narrativa musical. Em “Vestida”, o grupo revisita o universo do álbum de estreia A Mosca (2018) e apresenta um contraponto à faixa “Nua”, explorando acontecimentos anteriores ao crime citado na música original. Segundo a banda, a composição surgiu a partir de uma releitura acústica feita por Dan Nascimento, ganhando uma abordagem mais lírica e melancólica. Já “Senoide 1 / Senoide 2” mergulha diretamente em ciclos ligados à esquizofrenia, abordando pensamentos intrusivos, paranoia e momentos de estabilização emocional. A construção da faixa partiu de um compasso incomum em 7/8, desenvolvido inicialmente a partir de uma linha de baixo criada por Mancin. Com contribuições posteriores de Dan Nascimento e Eddie, a música evoluiu para uma estrutura que traduz musicalmente a instabilidade retratada na letra. Formada em 2014, a OVM construiu uma trajetória marcada por letras densas, crítica existencial e arranjos que alternam melancolia e intensidade. O trio cita influências como Radiohead, Nirvana, Queens of the Stone Age, Pink Floyd e Chico Buarque como parte da base criativa do projeto. O lançamento também reforça o crescimento da Casalago Records, selo fundado em 2025 por Gui Godoy em Jundiaí. Voltada ao fortalecimento da cena alternativa nacional, a gravadora aposta em lançamentos autorais e na realização de shows e festivais independentes para fomentar novos nomes do rock brasileiro.
Porão do Rock bate recorde de público em Brasília e anuncia expansão para Fortaleza

O Porão do Rock 2026 mostrou mais uma vez por que segue como um dos festivais mais importantes da música independente brasileira. Realizada nos dias 22 e 23 de maio, em Brasília, a edição deste ano reuniu mais de 25 mil pessoas e bateu recordes de público e audiência, consolidando a retomada do evento em grande estilo. Com mais de 30 atrações espalhadas em três palcos, o festival misturou hardcore, punk, metal, rap e rock alternativo em uma programação que uniu diferentes gerações. A diversidade do line-up foi um dos pontos altos do festival. Nomes como Pennywise, Angra, Marcelo Falcão, Nação Zumbi, Dead Fish e o retorno do Rodox ajudaram a transformar o espaço em um encontro de nostalgia, peso e celebração da cena alternativa. Além das atrações principais, o festival manteve viva sua tradição de fortalecer a música independente. As dez seletivas nacionais levaram bandas de diferentes regiões do país para Brasília, ampliando a diversidade artística do evento e reforçando o DNA do Porão como vitrine para novos nomes da cena brasileira. A edição de 2026 também chamou atenção pela estrutura renovada e pela experiência mais integrada ao público. O novo formato apostou em áreas amplas, espaços de convivência e melhor circulação entre os palcos, onde os principais ficaram ladeados. Isso ajudou a criar um ambiente mais confortável para quem encarou os dois dias de festival. O resultado apareceu não apenas nos números, mas também na repercussão nas redes sociais e na movimentação da cidade durante o evento. Shows in loco – Dia 1 Em dois dias de festival, Brasília viu uma maratona de mais de 30 shows em que a música praticamente não parou por um minuto. Entre veteranos, bandas em ascensão e artistas internacionais, o evento entregou apresentações intensas, cheias de personalidade e com públicos completamente entregues do início ao fim. Na sexta-feira, o Bayside Kings, de Santos, já mostrou que o clima seria de caos organizado. Conhecida por derrubar qualquer barreira entre palco e público, a banda percebeu rapidamente que a pista premium estava mais vazia e o vocalista Milton Aguiar decidiu atravessar para a grade da pista comum. Quase metade do show aconteceu ali, no meio do público, em uma sequência interminável de stage dives e mosh pits que transformou o espaço em um dos momentos mais explosivos do festival. Na sequência, o Rancore apostou em uma apresentação mais crua e intensa. Focada na divulgação do recém-lançado “Brio”, a banda abriu mão de longas interações para encaixar o maior número possível de músicas no setlist, mantendo o público em movimento o tempo inteiro. Os japoneses do Deviloof provaram que o visual kei extremo e a mistura de deathcore, metalcore e elementos brutais do metal moderno já encontraram uma base sólida de fãs no Brasil. Muitos apareceram caracterizados, com pinturas e figurinos inspirados na banda, criando uma atmosfera de expectativa rara de se ver antes mesmo do início do show. Na sequência, o Angra, mesmo sendo uma banda de metal no meio de um line-up recheado de bandas de hardcore, fez uma apresentação impecável. A produção de palco, os efeitos especiais e a iluminação elevaram ainda mais o impacto do show, enquanto Alírio Netto mostrou segurança e naturalidade em seu primeiro show completo com a banda sem dividir os vocais. A participação especial de Kiko Loureiro levou o público ao delírio com a formação de três guitarras no palco, em um dos momentos mais grandiosos da edição. E falando em hardcore, o Pennywise voltou ao Brasil apenas dois meses depois e entregou um show leve, divertido e completamente sem protocolos. Com muita conversa, improvisos e interação constante, a banda parecia tocar em um ensaio aberto entre amigos. A informalidade acabou funcionando perfeitamente e transformou a apresentação em uma das mais carismáticas de todo o festival. O aguardado retorno do Rodox para Brasília foi um dos shows mais comentados do festival. Rodolfo Abrantes estava claramente emocionado e confortável tocando em sua cidade. A banda desfilou seus principais sucessos e ainda conseguiu convencer a produção a estender um pouco mais o tempo de palco, aumentando ainda mais a sensação de celebração coletiva. Fechando a primeira noite, o Dead Fish celebrou os 25 anos de “Afasia” em um show especial que recuperou músicas raramente executadas ao vivo, como “Noite”. No fim, a sequência de hits transformou o encerramento em um grande coro coletivo, afastando o frio de Brasília com rodas e público cantando do começo ao fim. Dia 2 – Diversidade de rock e suas vertentes No segundo dia, o Papangu mostrou por que se tornou uma das bandas mais inventivas do rock nacional atual. Misturando ritmos regionais brasileiros com rock progressivo e peso extremo, o grupo demonstrou maturidade de palco e naturalidade em grandes festivais, algo que já vinha sendo construído em eventos como Knotfest e Lollapalooza. Na sequência Autoramas abriu o palco principal em um show explosivo e sem espaço para respiro. Liderado por Gabriel Thomaz usando máscara de lucha libre, o grupo apostou nos clássicos do rock alternativo nacional, além de músicas que atravessam toda a trajetória do músico, incluindo hits do Little Quail and The Mad Birds e “I Saw You Saying”, composição feita para o Raimundos. A Lupa, mais uma banda jogando em casa, mostrou forte conexão com o público mais jovem e entregou um dos shows mais calorosos do segundo dia. Com indie rock animado e cheio de personalidade, o vocalista Mucio Botelho também abandonou o palco em alguns momentos para cantar junto à grade e aumentar ainda mais a proximidade com os fãs. A apresentação da Nação Zumbi sofreu um pouco com a sua produção e contou com uma iluminação ora excessivamente escura ora deixando a iluminação direta muito forte, atrapalhando a visão do público. Em vários momentos, os integrantes apareciam apenas como sombras no palco. Ainda assim, a banda cresceu do meio para o fim do show ao apostar nos principais sucessos do repertório, levantando o público em uma reta final intensa. Visitando o Palco 3, a Sh4rk, vencedora da