Braza lança videoclipe de Lá Adiante; assista!

Em Lá Adiante o baião e o ragga se encontram, para fazer dançar e refletir ao som da Braza. Em resumo, a música prepara de vez o terreno para a chegada do terceiro álbum da banda, que será lançado em maio pela Deck. Ademais, viola regional, beat eletrônico e a letra apontando feridas sociais retratam bem a energia desse projeto. “Lá Adiante é um dos resultados mais legais que a gente obteve até agora nessa pesquisa de misturar as tradições musicais brasileiras com sons contemporâneos e dançantes. Tem o Brasil, tem o Caribe, tem a crítica e tem a mensagem de esperança. Acho que é um som que sintetiza bem a ideia desse álbum novo, e do Braza como um todo”, afirma o vocalista e tecladista, Vitor Isensee. Aliás, o single, que já está disponível em todos os aplicativos de música, ganhou um videoclipe, dirigido por Riccardo Melchiades. Em síntese, o vídeo aposta na exuberância das dunas da Região dos Lagos e na performance das dançarinas Camila Leão, Manuh Torres e Isa Czar. “Gravar este clipe foi uma experiência incrível! Acredito que todos esses elementos contribuíram bastante para termos um dos pontos mais altos de nossa videografia”, conta o baterista Nícolas Christ. Portanto, confira a produção abaixo.

Lucas Vasconcellos faz mergulho íntimo em Teoria da Terra Plena

O guitarrista, produtor, cantor, compositor e arranjador Lucas Vasconcellos faz um retorno às origens em Teoria da Terra Plena, seu quarto álbum solo. Conhecido por integrar projetos variados, como Letuce e Legião Urbana, o artista faz desse trabalho um reencontro com canções de foro íntimo. Em resumo, são canções inspiradas por uma mudança de ares: de um Rio de Janeiro ruidoso para as montanhas da serra fluminense. Contudo, o resultado, como o título entrega, é um álbum que se encontra nas pequenas coisas, sem abrir mão de olhar o mundo (ainda ruidoso). Teoria da Terra Plena marca a reconexão de Lucas Vasconcellos com os instrumentos acústicos. Após uma fase marcada por muitas experimentações com elementos eletrônicos e longos períodos excursionando pelo país, o músico se voltou para seu home studio. Aliás, foi onde criou ao longo dos últimos quatro anos, não apenas suas próprias canções, mas a produção de discos de músicos independentes. A lírica do álbum exalta o bucólico como o seu verdadeiro lugar de criação e liberdade. “Esse disco nasceu pra ser minha conexão com o presente. Sempre me senti, como compositor, de alguma maneira aprisionado pelas memórias ou muito ansioso por acontecimentos. Raras vezes na minha vida de criador eu consegui ter essa paz de olhar pra um trabalho meu e sentir que ele traduz o meu presente, sem urgências e sem nostalgias. Acho que esse é o traço matricial desse trabalho” Lucas Vasconcellos Mudanças na sonoridade “Fazer um disco, no tempo de hoje, com o mundo desse jeito e sobretudo o Brasil do jeito que se encontra, culturalmente abandonado e marginalizado, me trouxe um desejo de ar, de respirar. Pude experimentar um pouco dessa sensação privilegiada de contato com a natureza, de fruição do silêncio, de poder olhar pra dentro e ressignificar os acontecimentos sociais de uma maneira menos afetada, mais íntima”, completa. Entre Silenciosamente (2016), seu terceiro disco solo, e 2021, o ecossistema da música tornou-se mais. Em suma, mais dependente das redes sociais para divulgação de artistas independentes, mais focado nos lançamentos digitais. Com uma presença online mais serena, Lucas não se força ao ajuste “ao novo”, mas também não pretende levantar voz contra ele. Conformado e em paz, canta “As coisas são assim… As coisas são porque são/ E a gente aceita ou não/ E a vida vai passando mesmo sem a gente querer”. Teoria da Terra Plena vem para somar a uma trajetória já de destaque no cenário independente nacional. Anteriormente, ele fundou, nos anos 2000, a banda Binario (2000-2008), que misturava rock, eletrônico e intervenções urbanas audiovisuais. Aliás, com a banda lançou quatro álbuns pelo selo britânico Far Out Recordings, além de outros dois pelo selo brasileiro Bolacha Discos. De 2008 a 2016, se dedicou ao Letuce com Letícia Novaes, resultando em três discos. Em resumo, Plano de Fuga pra Cima dos Outros e de Mim (2009), Manja Perene (2015) e Estilhaça (2016).

Dada Hotel explora a busca por sanidade nos dias atuais em seu single de estreia

A busca da saúde mental em tempos estranhos em que é necessário enfrentar seus próprios demônios marca In Sane Days, single de estreia da banda mineira Dada Hotel. Em resumo, unindo indie, pós-punk, lo-fi e um olhar bem brasileiro, o power trio se prepara para lançar o disco de estreia Dilúvio/Deserto. “Eu tentei falar sobre coisas pesadas, mas de forma irônica. A letra fala sobre assumir os próprios demônios, aquele seu lado que não é tão bonito. A gente só assume nossos próprios BOs quando se coloca por inteiro. E pode ser tranquilo viver com os nossos paradoxos. Viver dias sãos, mas que podem ser insanos. Viver o seu demônio no ônibus lotado, na fila do banco, e ter que suportar ele; mas também poder tomar uma cerveja com ele, à noite”, conta Fabio Walter, vocalista e guitarrista da banda e que assina a produção musical. Dada Hotel conta ainda com Marcus Soares (baixo) e Victor Piva Schiavon (bateria) e teve seu embrião na banda Paraná Avenue, onde parte das canções foram criadas. Inclusive o single, que dá o tom do álbum ao retratar essas dualidades e ficam expostas até em seu título. Relação com Belo Horizonte “Belo Horizonte é uma cidade que tem só duas estações, dilúvio e deserto. De cinco a sete meses sem chuva nenhuma, tempo seco, sol, rinite; e os outros meses de muita chuva. Comecei a pensar nisso como um conceito, como uma forma de expressão da própria cidade. Quase como se fosse o yin-yang dos belo-horizontinos. E dá para ir além, já que todo mundo passa por momentos de dilúvio e deserto na vida. Acho que o mesmo acontece com o disco. As músicas também seguem esse fluxo. De muito e pouco. De certa forma, tudo vai passar e vai ficar”, reflete o artista, que também estrela o clipe ao lado de sua companheira em um momento de dança solitária em meio ao isolamento social. Com mixagem e masterização de Fabrício Galvani (Estúdio Galvani), o disco foi finalizado com recursos da Lei Aldir Blanc do Governo do Estado de Minas Gerais e será lançado ainda em 2021 de forma digital e em vinil.

Não Há Mais Volta lança som com pegada ska punk; ouça Não Há Mágoas

Um dos nomes mais interessantes do street punk nacional na atualidade, o Não Há Mais Volta está de volta. Mantendo um ritmo bom de lançamentos em 2021, a banda divulgou o segundo single do próximo álbum, Atrás de Emoção. Anteriormente, os paulistanos liberaram a faixa Guerra e Paz. A escolhida da vez é Não Há Mágoas. Não Há Mágoas apresenta uma nova sonoridade ainda não explorada pelo Não Há Mais Volta, o ska punk. Influenciados por bandas como The Mighty Mighty Bosstones, Rancid e Paralamas do Sucesso, esta é a primeira canção do grupo que retrata sobre desilusão amorosa. O compositor do Não Há Mais Voltas, Ricardo Galano, comentou um pouco sobre a composição. “Nunca foi uma pretensão nossa fazer um ska punk, mas a música surgiu dessa forma, a letra veio de um jeito natural por conta de alguns acontecimentos em minha vida pessoal”. A canção ainda conta com a participação de Kiko Bonato (Buena Onda Reggae Club e Black Mantra) no hammond. Em resumo, Atrás de Emoção é o segundo disco da carreira do Não Há Mais Volta. Anteriormente, o grupo lançou o álbum homônimo em 2015. Aliás, o registro contava com canções marcantes como Falsas Promessas, Velha Rua, Político Bom… e Nossas Memórias.

Pernambucano Martins lança clipe de “Me dê”

Um dos grandes destaques da nova geração, o pernambucano Martins lançou seu primeiro videoclipe. O músico, compositor e cantor de timbre inconfundível, escolheu a música Me dê. Em resumo, faixa de roupagem swingada e influências do ijexá e da música africana, que traduz bastante seu primeiro álbum, homônimo, lançado em 2019, pela gravadora Deck. Aliás, dirigido por Marcelo Barreto, o clipe é um passeio pelos rios de Capibaribe e Beberibe em Recife (PE). “Eu quis trazer a geografia da cidade para o vídeo, pois tem muito a ver com a música e com o meu trabalho. Além da canção falar sobre sentimentos e afetos, o clipe é solar, bonito, transmite otimismo e acho que é isso que estamos precisando nesse momento”, comentou Martins. O álbum Martins traz 11 faixas autorais, incluindo algumas parcerias, que retratam crônicas do cotidiano. Ademais, com direção musical de Juliano Holanda, as gravações ocorreram em Recife e na Europa, durante uma turnê do artista pelo continente. Mais sobre Martins Músico, cantor e compositor, Martins faz parte de uma nova geração de artistas pernambucanos que têm movimentado a cena de Recife. Membro da banda de rock Marsa e do grupo Forró na Caixa — na qual toca rabeca — ele agora reúne suas influências e se aventura na carreira solo com seu álbum de estreia homônimo. Contudo, quando começou a gravar o disco, o repertório já estava na cabeça. Aliás, o pernambucano se juntou ao produtor Juliano de Holanda e registraram as 11 canções no estúdio Muzak. As músicas são todas de Martins com parcerias com Juliano Holanda, PC Silva, Ju Valença e Paulo Neto.

Deck disponibiliza no streaming cinco álbuns raros de Elza Soares

Elza Soares se une ao Baiana System em single Libertação

A gravadora Deck disponibilizou no streaming os álbuns de Elza Soares lançados originalmente pela gravadora Tapecar nos anos 1970 que estavam fora de catálogo. Em resumo, os discos são Elza Soares, Nos Braços do Samba, Lição de Vida, Pilão + Raça = Elza e Grandes Sucessos de Elza Soares. A data foi escolhida pela própria Elza, devota de São Jorge. Em Elza Soares (1974), a cantora gravou músicas inéditas incluindo uma de sua própria autoria Louvei Maria e Deusa do Rio Niger. Nos Braços do Samba (1975) traz o registro de Saudade Minha Inimiga e Quem É Bom Já Nasce Feito. No álbum Lição de Vida (1976), Elza lançou Jorge Aragão e também registrou uma canção de Dona Ivone Lara, Samba, Minha Raiz. Em resumo, a faixa Curumbandê era expressão legítima dos ritmos africanos, também evidenciada em Rainha dos Sete Mares, uma homenagem ao orixá Iemanjá. Elza Soares lançou Pilão + Raça = Elza (1977). Aliás, veio acompanhada de excelentes músicos como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. Aliás, o disco traz três músicas de sua autoria: Perdão, Vila Isabel, Língua de Pilão e Enredo de Pirraça, trilha sonora da novela O Astro. Ademais, a Tapecar ainda lançou a coletânea Grandes Sucessos de Elza Soares (1978), que incluía Salve a Mocidade (Luís Reis), antes só encontrado em compacto. Presentão da Deck.

Throe transita entre o peso e o post-rock em Último Céu

Último Céu, inédito single do Throe, experimento pessoal do Vina, guitarrista do Huey, cuja sonoridade é construída por beats, loopings e menções ao post-rock, shoegaze, noise e industrial, chegou ao streaming. Aliás, a faixa também dá nome ao próximo disco do Throe. Em resumo, é uma música que se desdobra a partir da linha melódica inicial que costura, em diferentes níveis, toda a canção até a explosão final carregada de dramaticidade. Contudo, nesta nova música, o Throe busca transmitir a ideia de solidão por meio de uma foto minimalista. Não à toa, a foto da capa é um registro fotográfico que Vina fez há alguns anos. No entanto, como um organismo em contato constante com sentimentos, Vina refuta apontar o Throe como um projeto. No entendimento do músico, projeto sugere começo e fim, o que não vislumbra a esta empreitada. “O Throe é uma expressão necessária”, ele afirma. O Throe é uma ideia antiga do músico, mas ganhou registro somente em 2020 com o lançamento de dois singles e um EP: death feels like an embrace that’s not allowed, praise/breathe e odium, respectivamente, sendo que o último foi composto, gravado e produzido em parceria com João Silveira, do Test. Em Último Céu, Vina assina a composição e toca guitarra, baixo, beat e synths. A mixagem e produção é de André Zanferrari (Crozta Estúdio) e a arte da capa de Thiago Minoru.

Jair Bloch experimenta novas sonoridades no single Pra Você Gostar

O ano começou para o cantor e compositor Jair Bloch! Em resumo, experimentando novas sonoridades e com uma mensagem antiestresse que serve de libertação das pressões e expectativas que a vida impõe, o artista lançou o single Pra Você Gostar. Aliás, a faixa tem produção de Rique Azevedo, renomado produtor musical e compositor dos mega hits Dig-Dig-Joy e Desperdiçou, da dupla Sandy & Junior. Contudo, com uma nova filosofia e proposta de criar canções que transmitam leveza e suavizem a vida das pessoas, Pra Você Gostar foi composta em um momento em que o Jair Bloch se encontrava estressado e precisando reencontrar os prazeres e a leveza da sua própria vida. “Essa música eu chamo de antiestresse! Letra e melodia saíram naturalmente como forma de me libertar das pressões e expectativas que são impostas a nós, sabe? Foi como um despertar”, conta. A canção é a primeira de sua autoria lançada em dez anos. Seu novo single não só marca uma mudança de filosofia, mas um novo capítulo na história do cantor. Ademais, Bloch revela que querer transmitir novos tipos de mensagens como esperança e otimismo, foram fatores fundamentais para a busca de novas sonoridades. No entanto, com mais violões e menos guitarras, o cantor conta que encontrou no pop, folk e até no reggae, referências para expressar seu novo tipo de linguagem. “O tipo de mensagem que quero transmitir afetou completamente meu processo criativo e me fez buscar muito mais violões do que guitarras. Essa escolha me inspirou a compor melodias mais leves e menos agressivas, uma linguagem na qual não encontrei sentido no rock”, revela.

Cantora e compositora mineira Carol Moura lança single “Waze”

A jovem cantora e compositora mineira Carol Moura divulgou o single Waze. A música é um pop leve com letra divertida e delicada, que promete ser a trilha sonora de momentos relaxantes e tranquilos. O lançamento só foi possível graças à lei de incentivo Aldir Blanc e também a uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse, idealizada pela artista e pela Alma Music Group. Em resumo, a campanha ajudou a cobrir os gastos de produção e lançamento, além de viabilizar a gravação de um videoclipe – cujo lançamento está previsto para as próximas semanas. Aliás, com um timbre de voz doce, a artista ganha destaque nas redes sociais com covers de artistas como Djavan, Maria Gadu e Vitor Kley. Ademais, já lançou dois singles autorais, que estão disponíveis em todas as plataformas digitais: Me Traduz e Aquele Mar. “Escrevi Waze em uma dessas madrugadas em que a inspiração vem de uma vez e você sente que se não soltar tudo ali naquele papel, não vai conseguir dormir, sabe?”, conta Carol.  “O intuito desta música era trazer uma reflexão sobre o rumo que a vida humana está tomando e sua relação com a revolução tecnológica, mas além de tudo isso, eu queria diversão, queria uma música que contagia e sempre fui muito apaixonada pelo jazz, então quando produzi as linhas melódicas, pensei a todo tempo que queria algo nesse nicho. Minhas inspirações foram as mil músicas de jazz que ouvi nesse dia e um episódio de Black Mirror (risos).” Carreira promissora A cantora e compositora Carol Moura começou a se interessar por música muito cedo; ela brinca que cantarolava antes mesmo de falar! Com 12 anos, ela já participava de alguns eventos. Posteriormente, aos 15, se profissionalizou na área, entrando numa banda de grande alcance em sua cidade natal, Araxá (MG): Us Moura. Hoje em dia, aos 21 anos, ela faz parte de diversas formações musicais, mas mantém o foco na carreira solo.  Sobre seus ídolos e influências musicais, ela conta: “meus ídolos são Rita Lee, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Amy Winehouse, mas tenho inúmeras referências. Sou apaixonada pela nova MPB, e me identifico com artistas como Maria Gadú, Anavitoria e Lagum.”