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Blog n' Roll na AT - Lucas Krempel

Causos do rock santista: todos já tivemos dias inglórios

A história do rock mundial guarda histórias, lendas, teorias e curiosidades que sempre mexeram com os fãs. Ou vai dizer que você nunca procurou saber se era real a história que Keith Richards, dos Rolling Stones, havia trocado todo sangue do corpo ou cheirado as cinzas do pai? E Ozzy Osbourne? Comeu ou não o morcego vivo durante um show?

Recentemente, o maluco Marilyn Manson revelou que urinava na comida dos integrantes do Korn durante as turnês conjuntas. Basta um jornalista ter uma entrevista mais franca com esses rock stars que as histórias mais escabrosas aparecem.

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Além das maluquices, também há histórias de confusão. Os fãs do Guns n’ Roses, por exemplo, lembram do caos instaurado em St Louis, nos Estados Unidos, em 1991. Na ocasião, Axl Rose se irritou com um fotógrafo, agrediu o profissional e abandonou o palco, o que levou o público a destruir a casa de shows.

Dito isso, confira algumas histórias memoráveis do rock santista, envolvendo músicos e público. Olha quanta coincidência já rolou na região. É uma história mais maluca que a outra.

A mãe dos Cavalera
“Nos anos 1990, rolou um show do Sepultura no extinto Circo Marinho, no Emissário Submarino. Enquanto curtia a apresentação dos caras, vi uma mulher bonita assistindo ao show sozinha. Colei nela, soltei uns xavecos e tal, mas depois fui descobrir que era a mãe do Max e do Igor Cavalera (vocalista e baterista à época, respectivamente). Tinha bebido muito no dia e nem fiz essa associação que poderia ser a mãe dos caras da banda”.

Tarso Wierdak
Vocalista do Carnal Desire

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Com a Polícia na área
“Em agosto de 2010, o Made in Brazil tocou no Sesc Santos e fui o músico convidado da cidade para este show realizado na garagem, que teve uma série de imprevistos. Cheguei cedo para a passagem de som, voltei mais cedo das aulas em Sampa, mas a banda teve que trocar de van nesta tarde, e chegou no começo da noite. Estava prevista minha participação em cinco músicas. Fiquei aquecendo por meia hora, mas só toquei duas, pois a polícia foi chamada pelos vizinhos, devido ao barulho na garagem, e o show teve que terminar mais cedo”.

Milton Medusa
Guitarrista do Milton Medusa e Trio

Olha o blecaute
“Nos anos 1990 aconteceu um fatídico blecaute em todo o País, deixando grande parte do Brasil às escuras. Em Santos não foi diferente e, pior, com a casa cheia – a antiga Reggae Night – pouco antes de começar o show do Bad Religion. Quando parte do público já estava indo embora do local, inclusive com a banda já no hotel aceitando o cancelamento, a luz voltou. Foi um deus nos acuda de todo mundo voltando para a casa de shows. No fim, a banda retornou, fez seu show e eternizou aquela noite com um post em seu site”.

Wladimyr Cruz
Jornalista e cineasta

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Noveleiros
“Teve um show de uma banda de amigos meus chamada Divavu, lá na Zona Noroeste. Muita gente havia comentado que iria para lá, mas, chegou na hora H, não tinha quase ninguém. Eram cinco pessoas, incluindo eu. Logo pensei que se tratasse de algum problema pela distância. Mas não era, a real desculpa do público é que marcaram a apresentação do Divavu para o mesmo horário do último capítulo da novela Vale Tudo. Ao invés de curtir o show, estavam preocupados em descobrir quem matou Odete Roitman”.

João Fera
Proprietário da loja Sound of Fish

Visual assustador
“O Hansen usava uma mortalha vermelha, com um cabelo enorme, batom preto na boca e a cara cheia de Hipoglós. Em uma das apresentações em São Paulo, ele viajou em uma caminhonete comigo e o Johnnsen. Na volta, às 5h, pegamos uma neblina na Imigrantes. Começou a garoar e a lona atrás se soltou. Eu encostei o carro na saída de um túnel e pedi para o Hansen ir para trás do carro. As pessoas ficaram assustadas. Reduziam quando viam alguém na pista. Na hora que viam a figura, aceleravam feito louco”.

César Di Giacomo
Integrante da Harry sobre o ex-parceiro, Johnny Hansen

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GG Allin santista
“O Satanás entrava na boate, tirava a roupa, mijava em cima dos outros e tocava muito. Um excelente guitarrista, mas completamente maluco. Tinha uma turma que ia nos shows só para ver o que ia acontecer de louco no dia. Era muito imprevisível. O público sempre esperava uma coisa mais escabrosa ainda. Não tinha apresentação igual com o Satanás no palco. Infelizmente ele teve um final trágico. Foi assassinado e o seu corpo foi encontrado dentro de uma lixeira, entre os anos 1970 e 1980, na Boca”.

Raimundo Vigna
Baterista sobre o colega que tocava na Boca de Santos

Onde está o Wally?
“Tocamos num show, nos anos 1990, em uma casa bem maluca. O local era legal, rolava um público bom, mas o palco era muito tosco. Uma das bandas de abertura estava lá, agitando um monte, levando o show pra valer, mas o vocalista sumiu, sem explicação. O estranho é que mesmo sumido, ele continuava cantando e ninguém havia entendido o que tinha acontecido. Simples, abriu um buraco no meio do palco e ele caiu. Ao invés de parar e avisar o público, ele continuou cantando e ninguém percebeu”.

Tarso Wierdak
Vocalista do Carnal Desire

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Flechada do amor
“Nas ruas da Boca de Santos tinham uns índios de Itariri, no Litoral Sul, que vendiam flechas. Aí, uma hora, uma conhecida tomou todas e entrou puta da vida dentro de um dos inferninhos. Não lembro muito bem o motivo, mas talvez por causa de alguma galinhagem minha. E quando ela me avistou, não pensou duas vezes, mandou ver na flechada e acertou o bumbo da minha bateria. Ninguém entendeu nada daquilo, foi muito inesperado. Não é sempre que uma mulher faz isso durante um show”.

Raimundo Vigna
Baterista

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