Guerra, baterista da Fresno, lança single Deve Ser Difícil Ser Artificial

O músico e produtor pernambucano Guerra, baterista da banda Fresno, lançou Deve Ser Difícil Ser Artificial, primeiro single de Numatofuturo, álbum de estreia de sua carreira solo. Este lançamento marca uma nova fase na carreira de Guerra, que acumula participações em projetos como La Cumbia Negra, do renomado produtor Miranda, e Cara Palavra, com Débora Falabella, Mariana Ximenes, Bianca Comparato e Andreia Horta. Deve Ser Difícil Ser Artificial é uma faixa que encapsula a complexidade da era pós-moderna, quase apocalíptica, em que vivemos. A música apresenta uma fusão de pop, funk, e elementos clássicos da MPB, com timbres envolventes e sintetizadores que remetem à irresistível sonoridade dos anos 80, criando uma trilha sonora para animar o Carnaval. O visualizer da faixa, assinado por Letícia Ribeiro (reconhecida contadora de histórias visuais e diretora de cena), conta com Tânia Assumpção na direção executiva e produção da CAVE.
Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, morre aos 50 anos

O músico estava em um hotel em Bogotá, na Colômbia. A causa da morte ainda não foi revelada. Show no Lollapalooza foi cancelado.
Entrevista | Roger Taylor (Duran Duran) – “Faz parte da natureza humana se reunir para ouvir música e dançar”

Foram necessários seis anos para a banda inglesa Duran Duran lançar o sucessor de Paper Gods. Future Past chegou ao streaming nesta sexta-feira (22). Aliás, o nome não é mera coincidência. É um pé na nostalgia, outro no futuro. O novo trabalho traz colaborações que ampliam o universo do Duran Duran. Giorgio Moroder e o conceituado Erol Alkan assinam a produção de faixas e – além de Tove Lo – CHAI, Graham Coxon (Blur), Mark Ronson, Ivorian Doll e Mike Garson aparecem como participações especiais. “Quando entramos em estúdio pela primeira vez, no final de 2018, eu estava tentando convencer os caras que tudo o que precisávamos fazer era escrever duas ou três faixas para um EP. Quatro dias depois, tínhamos a base de 25 canções muito fortes, que precisamos desenvolver com calma. Então aqui nós estamos, em 2021, com nosso 15º álbum de estúdio querendo se libertar”, comenta o vocalista do Duran Duran, Simon Le Bon. O baterista do Duran Duran, Roger Taylor, conversou com o Blog n’ Roll sobre o novo momento da banda. Durante a entrevista, ficou muito empolgado ao ver um quadro do Rolling Stones na parede e lamentou a morte de Charlie Watts, um de seus heróis. Foram seis anos até Future Past. Por que esse intervalo tão grande? A pandemia contribuiu para essa demora? Com certeza contribuiu. Mas nós lançamos Paper Gods que foi um grande sucesso na América e com os nossos fãs. Então saímos em turnê por mais de dois anos… era uma turnê que não parava de crescer enquanto nós nos apresentávamos. Isso tomou muito do nosso tempo. Depois tivemos um tempo livre e finalmente voltamos para o estúdio. Trabalhamos por três ou quatro meses e aí veio a pandemia e fechou tudo. Ficamos nove meses em que não pudemos ir ao estúdio, trabalhar… tentamos trabalhar remoto, mas para fazer um grande disco, precisávamos todos estar na mesma sala. O mundo mudou completamente desde o último álbum. Future Past é uma luz do Duran Duran para os tempos sombrios? Algumas são alegres, enquanto outras são completamente profundas e sombrias. Acho que Invisible é uma música sombria. É sobre não ser visto em um relacionamento. Não conseguir se fazer visível para o mundo e isso serve para o período de lockdown. Escrevemos algumas músicas sobre celebração que foram feitas antes da pandemia… e agora são recebidas como: Que legal que vocês conseguiram que as pessoas ficassem animadas com as suas músicas, você não acha? Foi um feliz acidente. Nós escrevemos essas músicas que pareciam apropriadas para o momento. Nós fizemos um grande show aqui em Austin (Texas) e temos uma música Tonight United, que no disco não foi gravada ao vivo e que foi muito bem saudada pelo público. Todo mundo se unindo e curtindo de novo. Acho que as pessoas estavam sentindo falta disso. Faz parte da natureza humana se reunir para ouvir música, dançar… ter uma experiência compartilhada em comum. É por isso que parte do mundo está deprimida, nós não podemos fazer mais isso. Especialmente no Brasil e na América do Sul é uma grande parte da cultura de vocês estarem felizes juntos, dançando pelas ruas. Então é bom tocar para uma plateia de novo. Future Past é um nome curioso. É um pé no passado, outro no futuro? É parte do significado. Acho que com esse álbum nós, definitivamente, somos mais independentes e voltamos ao gênero que costumávamos tocar no início. Especialmente eu e o John estamos trabalhando como estávamos acostumados, muito mais organicamente, um som mais autêntico, que as pessoas remetem ao início dos anos 1980. Mas é um disco contemporâneo, com Erol Alkan, um produtor muito contemporâneo. Então é (um álbum) muito contemporâneo, mas remete um pouco ao início (da banda). Future Past é uma boa descrição de onde estamos, na realidade. Mas Alkan produziu essa ideia que nós deveríamos, sabe, quase que “voltar para o futuro”. Nós voltamos e recapturamos o som dos primeiros discos e o trouxemos para o futuro. Como está a expectativa para a retomada dos shows do Duran Duran? Já consegue vislumbrar uma turnê mundial? Com certeza. Os Rolling Stones postaram (sobre a turnê), infelizmente sem o Charlie Watts. Acho que as pessoas estão começando a ver um novo futuro. A pandemia parece estar diminuindo e acho que ela irá mesmo, com mais tempo e mesmo se você for uma pessoa a favor ou anti vacina, mas com uma mentalidade de vacinação. Acho que devagar, com a ciência, nós vamos vencer e ano que vem o mundo estará aberto novamente. Estamos vendo uma turnê mundial e com certeza voltaremos para a América do Sul. O que significa para você estar no palco à frente dos fãs depois de uma longa pausa devido à pandemia? Tem sido incrível. Quando você faz muito uma coisa, você perde um pouco da valorização daquilo. Se você faz 100, 200 shows, seja lá quantos… é como comer biscoitos de um grande pote. Os primeiros 20 são maravilhosos, mas quando você chega no quinquagésimo ou no centésimo não é mais tão excitante. Então precisam tirar isso de você para você ter isso de volta. Essa é uma das coisas boas, tirando as mortes e a tristeza. Acho que vamos ter uma grande valorização de todas as coisas que foram tiradas de nós. Temos visto isso nos shows que as pessoas têm feito. As pessoas estão fora de si, histéricas, porque elas não iam em um show há dois anos. Momentos emocionantes estão por vir. E é muito bom ter um disco novo que é recebido dessa maneira positiva. Você pode citar três álbuns que mudaram sua vida e por quê? Que mudaram a minha vida? Tem que ser o primeiro álbum do The Clash (The Clash, 1977), que teve muita mudança para mim. Acho que Low (1977), do David Bowie, foi um grande disco para mim. Eu estava meio que tentando criar um estilo para mim, como baterista. Aprendi muito ouvindo esse disco, particularmente. Só o
Ex-NX Zero, Weks apresenta mais uma prévia de trabalho com cantoras

Daniel Weksler, mais conhecido como Weks, e a cantora Day, lançaram recentemente o clipe do single Absurdo. O som faz parte do novo projeto solo de Daniel, que conta com apenas mulheres no vocal. Ele despontou na cena nacional no NX Zero. O artista conta que a aposta nas vozes femininas foi por acreditar que as mulheres têm de dominar o mundo. “Se essa pequena força que eu fizer levar a isso (risos), maravilhoso, fico mais feliz”, pontua. “Que seja cada vez mais um caminho para as mulheres estarem nos lugares, cada vez mais do que já estão. Para mim é uma honra me juntar a todas essas moças”. O single nasceu da paixão em comum, com sonoridades que flutuam do eletrônico ao orgânico. “Compus uma base e pensei na Day para a voz, de primeira mão bateu, mas ela me mostrou uma segunda composição na linha indie meets beats do The Neighbourhood e o resultado foi esse Absurdo”, conta ele. Na première do videoclipe, o lançamento ficou entre os três assuntos mais comentados do Twitter, no Brasil. A carreira de Weks Weks entrou para a cena nacional com o NX Zero, onde alcançou o olimpo roqueiro brasileiro e depois, quando o quinteto anunciou uma pausa, migrou para a banda de Pitty, onde segue nas baquetas. Entre os dois, conviveu e trabalhou tanto como artista quanto em produção no estúdio Midas, do produtor Rick Bonadio. “No estúdio Midas, aprendi que eu conseguia colocar as minhas ideias no papel e todo dia que eu chegava em casa estava cheio de bases e tudo mais”, relata . A partir disso, o músico começou a abrir a cabeça para vertentes musicais e possibilidades que nem imaginava. “Eu sabia que podia ser muito mais que um baterista, podia produzir, ser artista solo e me juntar com outras pessoas.” Depois que começou a compor, gerou canções como Ninguém é de Ninguém, de Matriz, da Pitty, e passou a trabalhar em computador, criando beats. “Eu já tinha a ideia (de escrever), mas o ano que passei no estúdio abriu minha cabeça. Quando sentava para escrever, esse era o som que vinha. Só deixei fluir”, completa. “O processo de gravar na pandemia está sendo uma delícia. Não tem show para fazer, eu tenho estúdio aqui em casa e estou fazendo o que mais gosto que é criar”. O primeiro álbum O primeiro trabalho de Weks foi Feel Free, onde uniu os beats e synth bass (sintetizador de baixo) à guitarra de Lucas Medina, piano e teclado de Degino e outra guitarra de Rafael Mimi. No vocal, o timbre suave de Karen Dio, do Violet Soda. Toda a mescla viaja por influências do hip hop ao soul e r’n’b, passando por neo psicodelia, que é um gênero ácido e ambiental do pós-punk e fortemente influenciado pela música psicodélica e trip hop. As músicas estão disponíveis em todos aplicativos de música e YouTube.
Daniel Siqueira, do Garage Fuzz, é o novo baterista do CPM 22

O CPM 22 divulgou nesta quarta-feira (19) a primeira foto com seus novos integrantes. Publicada nas redes sociais, a foto mostra Badauí, Luciano Garcia e Phil Fargnoli, membros já conhecidos do grupo. Além deles temos Ali Zaher (ex-Reffer) no baixo e Daniel Siqueira (Garage Fuzz) na bateria. Ademais, o CPM vai disponibilizar nesta sexta-feira (21) a inédita Escravos, primeiro single com a nova formação.
Entrevista | The Darkness – “Acho que foi a melhor época da música na história”
Rubinho Barsotti: um dos maiores bateristas do Brasil morre aos 87 anos

Ô semana terrível! Depois de perdermos Moraes Moreira e Rubem Fonseca em pouco mais de 24 horas, tivemos mais a baixa de peso na cultura brasileira: Rubinho Barsotti. Um dos fundadores do Zimbo Trio e considerado um dos maiores bateristas da música brasileira, Barsotti estava com 87 anos. O artista se recuperava de uma cirurgia após fraturar o fêmur depois de uma queda na escada, na casa de repouso onde estava vivendo. No entanto, não resistiu. Ademais, o corpo de Rubinho foi enterrado, na quarta (15), no Cemitério do Araçá, na zona oeste de São Paulo. Recentemente, o seu ex-companheiro de banda, Amilton Godoy, falou sobre os últimos contatos com Barsotti. Em resumo, disse que o parceiro estava em uma casa de repouso e muito bem assistido por médicos. “Sinto por não poder dividir o palco com ele. Tenho um carinho imenso. É um músico que influenciou muita gente. E quando estamos no palco, procuramos homenageá-lo da forma mais respeitável possível”.
Ex-baterista do Guns, Matt Sorum canta sua versão de Patience
Morre Bill Rieflin, baterista que colaborou com várias bandas de metal industrial

Bill Rieflin, um dos atuais bateristas do King Crimson, faleceu nesta terça-feira (24), aos 59 anos de idade. Em síntese, o músico estava junto da banda desde 2013, mas durante sua carreria, Bill passou por diversos grupos influentes no meio industrial. Ele tem colaborações com o Nine Inch Nails, Ministry, Swans e R.E.M. Ademais, o anúncio foi feito por Robert Fripp, vocalista do King Crimson. Em seu facebook, o frontman agradeceu muito por ter conhecido e colaborado com Rieflin. “Uma ligação de Tracy Rieflin [esposa de Bill] em Seattle. Bill Rieflin levantou voo desse mundo. Tracy disse para mim e Toyah que o dia estava cinza, e à medida que Bill voou embora, as nuvens se abriram e os céus ficaram azuis por cerca de quinze minutos. Boa viagem, Irmão Bill! A minha vida é imensuravelmente mais rica por tê-lo conhecido”.