Ícone do indie-folk, Madi Diaz regrava sucessos do blink-182 em formato voz e violão

Você já imaginou como seriam os clássicos do disco Enema of the State do blink-182 em versão acústica? E na voz de uma mulher? Essa é a proposta do curioso álbum Enema of the Garden State da cantora indie-folk Madi Diaz. A artista americana regravou todas as 12 faixas do famoso disco da banda de pop punk no formato voz e violão. O resultado são músicas como Aliens Exist e What’s My Age Again? com uma roupagem menos agitada, enquanto Adam’s Song e All The Small Things trazem um peso ainda sério. Enema of the Garden State foi lançado em novembro de 2025 como parte de uma campanha em prol da organização beneficente de assistência jurídica para imigrantes Defending our Neighbors Fund. No entanto, o material foi disponibilizado no Spotify e outros serviços de streaming no último dia 13.

Entrevista | Ye Vagabonds – “Da coxinha ao café, aqui em Dublin somos muito conectados com o Brasil”

O Ye Vagabonds se prepara para lançar All Tied Together no próximo dia 30. O álbum aprofunda a relação da dupla irlandesa com o folk contemporâneo e aposta em gravações ao vivo, arranjos mais encorpados e uma abordagem direta tanto no som quanto nas narrativas. O disco do Ye Vagabonds amplia o alcance artístico dos irmãos Brían e Diarmuid Mac Gloinn, equilibrando intimismo, força coletiva e temas sociais que dialogam com o presente, como a crise habitacional e o sentido de comunidade em tempos instáveis. Em entrevista ao Blog N’ Roll, a dupla Ye Vagabonds falou sobre o processo de gravação ao vivo do novo álbum, as experiências ao dividir a estrada com artistas como Boygenius e I’m With Her, além da relação entre folk, comunidade e a forte conexão que sentem com o Brasil. Como foi a decisão de gravar ao vivo e evitar overdubs, moldando o som final do álbum em comparação com os trabalhos anteriores do Ye Vagabonds? Foi definitivamente uma decisão importante no processo de fazer o álbum. Quando estávamos escrevendo as músicas, queríamos que elas fossem o mais diretas possível e que o disco fosse muito claro na forma como as histórias são apresentadas. A ideia era que fossem íntimas e imediatas ao mesmo tempo. Quanto menos coisas colocássemos no caminho entre nós, a história e o público, melhor. Para nós, o lugar onde isso sempre funcionou melhor foi no ambiente ao vivo. Então, se pudéssemos recriar o melhor dessa experiência ao vivo, mas com a energia e a atmosfera colaborativa de um estúdio, era exatamente isso que queríamos tentar. E acho que funcionou. Foi muito divertido. A abordagem mais sólida deste disco foi uma escolha consciente ou uma evolução natural depois de excursionar com o I’m With Her? Na verdade, o disco já estava pronto antes da turnê com o I’m With Her. Mas todas as experiências de estrada acabam influenciando. Já tínhamos excursionado com Hozier, Phoebe Bridgers e feito alguns shows com a Boygenius. Fazer shows de abertura é uma experiência muito valiosa, porque você toca para um público diferente e passa a ouvir suas próprias músicas de outra forma. Quando você toca para pessoas que talvez estejam mais acostumadas com um certo tipo de composição, elas respondem de maneira diferente, e você sente isso. Esse retorno ensina coisas novas sobre suas próprias músicas. Sempre que tocamos para públicos diferentes, isso influencia o que fazemos a partir dali. A turnê com o I’m With Her foi incrível nesse sentido, porque o público escutava com muita atenção, reagia às letras em tempo real. Isso te deixa mais presente no momento. Além disso, elas são artistas incríveis, extremamente profissionais, grandes compositoras e musicistas. Foi uma experiência muito bonita. A colaboração com a Boygenius ajudou a expandir ainda mais o alcance de vocês. Como foram os bastidores desse encontro? No começo, quando tocamos com a Phoebe Bridgers, ainda era período de Covid, então foi tudo meio estranho. Não havia muita interação nos bastidores, exceto conversas rápidas, mantendo distância. Já na época da Boygenius, conseguimos nos aproximar mais. A Phoebe é extremamente generosa, focada, inteligente e muito clara nas ideias que tem sobre música. Foi ótimo poder interagir mais e entender um pouco do processo dela. Algo muito especial nessa colaboração foi que, normalmente, quando somos convidados para colaborar, querem nossas vozes. Mas a Boygenius queria o som da nossa banda, a atmosfera que criamos, com cello, contrabaixo e todos os arranjos. Foi a primeira vez que alguém reconheceu isso de forma tão direta, e foi muito especial. E com quem vocês gostariam de colaborar no futuro? Temos muitos amigos incríveis. Na Irlanda, gostaríamos muito de trabalhar com Joshua Burnside e Laura Quirke, da banda Lemoncello. Também começamos colaborações em um festival em Cork focado justamente nisso, e dali surgiram trabalhos com artistas como Memorial e Neve Reid. Gostaríamos muito de fazer mais coisas com Sam Amidon, somos grandes fãs de Big Thief, Adrianne Lenker e Buck Meek. E, honestamente, adoraríamos trabalhar de novo com a Phoebe em algum momento. A música The Flood aborda a crise habitacional. Você acredita que o folk tem o papel de documentar esses problemas sociais? Eu não diria que a música folk tem um dever de documentar questões sociais, mas acho que isso acaba sendo uma consequência natural de escrever sobre a vida real. Muitas experiências humanas intensas são negativas e estão ligadas a estruturas sociais. Então é natural que essas músicas tenham um elemento político. A política não vem primeiro, vem a experiência emocional e humana. Ser completamente apolítico é, muitas vezes, uma posição de privilégio. Para nós, a música folk está muito ligada à ideia de comunidade. Em irlandês, a palavra para música folk significa literalmente música comunitária. E se você está falando sobre comunidade, inevitavelmente está falando de política, porque tudo o que afeta uma comunidade é político. O título All Tied Together sugere união, mas também pode indicar aprisionamento. Que sentimento o Ye Vagabonds quer que prevaleça para o ouvinte? Existe sempre uma tensão entre comunidade e liberdade pessoal. Não acho que seja papel da arte responder isso de forma definitiva, mas sim oferecer espaço para reflexão. Queríamos chamar atenção para a ideia de que tudo está conectado e que a comunidade está no centro de tudo. É algo muito poderoso. Ao mesmo tempo, comunidade pode significar muitas coisas diferentes. Para quem vive viajando, como nós, o conceito muda. Pode ser uma rede mais espalhada, menos fixa. Parte do mais empolgante de lançar um álbum é justamente ver como as pessoas interpretam isso e o que o disco se torna para elas. Há planos de shows no Brasil? O nosso país tem uma conexão forte com o mar e com a natureza. Eu, por exemplo, pratico canoagem havaiana e sinto que a música de vocês combina muito com o oceano e também com a comunidade do surf. Vocês já tiveram contato com a música brasileira? Nós adoraríamos fazer uma turnê pela América do Sul. Nossa relação

Fabio Luma lança Casa do Sol Raiar, releitura de The House of the Rising Sun

O cantor e compositor Fabio Luma lançou a faixa Casa do Sol Raiar, uma interpretação única e emocionante de The House of the Rising Sun. Além de ser uma adaptação de um clássico da canção mundial, Casa do Sol Raiar é uma jornada emocional, onde Fabio Luma mergulha nas profundezas da música folk e blues, trazendo uma nova perspectiva para a obra original enquanto mantém sua essência. Inspirado por suas experiências pessoais e pelas paisagens do Mato Grosso do Sul, Fabio encontrou uma conexão profunda com a letra original de The House of the Rising Sun. “A letra da faixa original é o lamento de um condenado à prisão, em Nova Orleans. Ele admite os erros e excessos que cometeu, mas relata um passado difícil de pobreza e problemas familiares. Eu senti nessa letra um paralelo muito forte com histórias que me comoveram quando vivi no Mato Grosso do Sul, na região da fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Essa conexão me inspirou a escrever Casa do Sol Raiar, que narra a confissão de uma jovem arrependida por aceitar uma proposta suspeita, num momento de fragilidade”, comenta Fabio Luma. Desde a sua primeira gravação por Clarence “Tom” Ashley e Gwen Foster em 1930, The House of the Rising Sun foi reinterpretada por diversos artistas, incluindo Bob Dylan, Joan Baez, Nina Simone e The Animals, mas esta é a segunda adaptação que recebe para a língua portuguesa. Ao descrever sua inspiração para a faixa, Fabio compartilha: “Sempre achei essa canção fascinante, porque abriga um contraste raro e precioso, entre a melancolia de um blues autêntico e um arranjo instrumental furioso e incendiário.” Explorando temas de arrependimento, fragilidade e redenção, Casa do Sol Raiar transporta o ouvinte para um universo de emoções profundas e reflexões intensas. A voz cativante de Fabio Luma é complementada pelo arranjo de Gustavo Arthury, que eleva a experiência auditiva a novos patamares. A faixa enriquece seu panorama sonoro com elementos brasileiros, incluindo o característico som da viola caipira, numa reverência ao Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, preserva a essência do folk e do blues que conferiram à música original sua imensa potência emocional. Além da viola caipira, Fabio Luma enaltece em sua letra as paisagens e vivências de Corumbá, o fascínio do Pantanal e a fluidez do Rio Paraguai, adicionando camadas de profundidade e autenticidade à narrativa musical. Com sua sinceridade e poesia, Fabio Luma continua a se destacar como um dos talentos mais promissores da cena musical brasileira.

Singular: Nando Müller reforça espontaneidade em disco de estreia recheado de indie folk

DIVULGAÇÃO - Vermell Press

A vida é curta e frágil. Por isso, é importante vivenciar a plenitude de cada momento. Esse é o espírito do álbum de estreia do cantor e compositor, Nando Müller, intitulado Singular. O trabalho reúne 10 faixas que traduzem uma espécie de indie folk tardio, isto é, com um andamento calmo influenciado pela MPB e pela música alternativa em si.  Em outras palavras, o disco é um prato cheio para fãs de Rodrigo Amarante, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Devendra Banhart e Mac Demarco, produzido na contramão do imediatismo contemporâneo. Isto é, levou quatro anos para ganhar vida. Assim, o repertório é composto pelas canções: O Extraordinário, Casas Coloridas, Quasar, Da Janela, Da Estrada, Mantra, Olá, Quarantine, Amor Verão e Há de Ser. Nando Müller explica que o título do álbum foi escolhido de forma espontânea, representando a fugacidade da vida e a sua relação atípica com a própria indústria fonográfica.  “O nome é quase uma afronta, apresentando o material como raro ou único, já que não sei se lançarei mais canções em um futuro próximo. Brincadeira ou não, fato é que discos não são aceitos como outrora. Vejo que estou na contramão de todo esse imediatismo que os artistas têm lidado”, destaca.  O álbum foi majoritariamente gravado no home estúdio de Breno Branches, nome expoente do cenário indie, que ainda assina a produção das canções. A exceção se dá pela canção Olá, que foi captada no estúdio Rota 66, em Joinville, Santa Catarina. Os músicos Nicolas Pedroso (flauta), Barbara Cosmo (backing vocal), Lu Maciel (backing vocal) e Vitor Bussarelo (guitarras, contrabaixo, bateria e piano) também colaboraram no disco Singular.

Clássico dos anos 80 ganha versão folk na voz de Aline Happ

A canção Every Breath You Take é um clássico na musicografia do The Police. Lançada em 1983, até hoje ela é o principal hit da banda inglesa. Não à toa, ela foi a escolhida para ganhar uma versão folk e celta pela cantora Aline Happ. Em seu canal no YouTube, com quase 15 mil inscritos, ela publica uma série de releituras folk e celta que trazem uma nova vida às canções, sejam do pop, do rock ou mesmo do metal. Famosa em casamentos, a letra de Every Breath You Take não é nem um pouco romântica. A canção fala sobre alguém que não supera um relacionamento, e por isso, persegue o ser amado, como se fosse uma obsessão. Ainda assim, muitas pessoas encontram algo apaixonante na letra, tornando ela um dos maiores sucessos do The Police, chegando a ser a música mais tocada nas rádios nos Estados Unidos, com mais de 15 milhões de plays nas estações. Além de ser vocalista, Happ também produz as músicas, o instrumental, grava e edita os vídeos. Os conteúdos publicados no canal de Aline Happ contam com o apoio de fãs no Patreon e no Padrim. Líder, vocalista e compositora do Lyria, Aline Happ é hoje uma das vozes mais famosas do Metal brasileiro. Em seu projeto solo, a artista promove releituras Gothic/Folk/Celtic de canções do Rock e do Metal mundial que estão disponíveis em seu canal no YouTube. Graças ao apoio dos fãs, a cantora arrecadou mais de 200% da meta do financiamento coletivo para o seu disco solo de estreia, que será lançado neste ano. Além do trabalho solo, Aline é fundadora, vocalista e uma das principais compositoras do Lyria. Conhecidos mundialmente, a banda de metal alternativo sinfônico foi fundada em 2012. De lá pra cá, o grupo lançou dois discos com apoio de crowdfunding, Catharsis (2014) e Immersion (2018) e tocou em diversas cidades, além de ser pioneira no Brasil na transmissão de shows online com venda de ingressos para o mundo todo.

As Boas Coisas da Vida: Mauricio Musa retrata nostalgia e positividade em novo single

MUSA - As Boas Coisas da Vida

Comer bolinho de chuva na casa da avó, jogar futebol ou brincar de pique-esconde. Quem foi criança antes do boom da internet, cedo ou tarde chega a conclusão que essa foi a melhor época para crescer. E este é o tema do novo single do cantor e compositor Mauricio Musa: As Boas Coisas Da Vida. Com nostalgia, a faixa elucida que a felicidade pode estar no cotidiano. A canção evidencia o folk enquanto se remete ao rock e à musicalidade rural. Para chegar nessa sonoridade, Maurício contou com o suporte do produtor Jeff Pina, que é principalmente conhecido por já ter trabalhado com nomes como Anavitória e Chitãozinho & Xororó.  As sessões de gravação ocorreram no Estúdio Moringa Fresca, em São Paulo (SP). Segundo o cantor, a memória afetiva pode impulsionar novas experiências positivas.  “A vida tem muita coisa legal. E normalmente, olhando para trás, vivenciamos mais coisas boas do que ruins.  É sobre não esquecer dos momentos bons. E claro, na medida do possível, tentar revivê-los. Afinal, estamos em um momento em que tantas pessoas adoecem por depressão e ansiedades. Por isso, vejo que essa canção traz perspectiva de olharmos o copo meio cheio”, frisou Musa.  O single As Boas Coisas Da Vida chega nas plataformas de Streaming através dos selos Musikorama Music Entertainment e New Music. Anteriormente em 2021, Mauricio Musa, que está em atividade desde meados dos anos 1980, divulgou o single Varanda, com produção do ex-Capital Inicial, Bozzo Barretti. A discografia do artista ainda conta com o disco Sorrisos Mudam Paisagens, lançado em 2020. 

Entrevista | Hollow Coves: “As pessoas perceberam o quanto são abençoadas com o que tínhamos”

A dupla de indie folk australiana Hollow Coves sempre explora uma temática mais bucólica e minimalista em seus projetos. Foi assim com o primeiro EP, Wanderlust (2017), o álbum Moments (2019) e o último EP, Blessings, lançado em junho. As capas trazem lindas imagens de vilarejos, enquanto as canções do Hollow Coves parecem extraídas de filmes mais introspectivos. Apesar dessa personalidade mais tranquila, Ryan Henderson e Matt Carins querem conhecer o “público maluco e apaixonado do Brasil”. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o Hollow Coves falou sobre o processo de criação de Blessings, o impacto das suas canções no público, entre outros assuntos. Confira abaixo. Como foi preparar um estúdio caseiro para dar vida ao EP Blessings? Matt: Uma grande tarefa, tínhamos que fazer, pois íamos fazer uma tour pelo mundo. Eu era carpinteiro e o Ryan engenheiro, e fazíamos musica. Por que não juntar estas habilidades para fazer um pequeno estúdio, um local bem simples? Não sabíamos como produzir música, mas já estivemos em estúdios, trabalhando com produtores, pegamos dicas. Gravar músicas é um longo processo, estamos muito orgulhosos, talvez não seja tão bom como se fosse num estúdio mais profissional, mas aprendemos e ficamos felizes. O período de isolamento social rendeu muita inspiração para vocês, vide esse trabalho. Como foi o processo de criação dele? Ryan: Eu estava morando sozinho e nós decidimos trabalhar juntos com um pessoal muito criativo. Fizemos muitas músicas com esse grupo. E procuramos uma músicas que havíamos escrito em Berlim há cerca de dois anos atrás. Hello foi uma das primeiras músicas que o Matt escreveu. Ele reescreveu os versos durante o lockdown para refletir o sentimento de estar preso dentro de si. Tínhamos uma nuvem de armazenamento, Matt escreveu uma música e deletou, mas consegui resgatar, gostei muito e aproveitamos. Matt: É uma música que escrevi quando minha irmã casou. Eu decidi lançar como single. Depois vem Blessings, faixa-título do EP. Teve um impacto positivo no publico. Apresentamos a música em diferentes formas, lives e EPs. A música e o tema são fortes, por isso é a musica-título. As canções passam uma mensagem para quem está enfrentando esse momento complicado ou é algo mais a ver com temas que vocês já pensavam antes? Ryan: Sabemos que muitas pessoas estão passando por momentos difíceis, e no passado recebemos mensagens que nossa música ajudou pessoas. Queremos usar essa plataforma para levantar as pessoas, e ajudá-las a ver a beleza da vida, como na letra de Blessings, mostrando às pessoas que há muito o que agradecer da vida. Se você tirar um momento e sair, sentirá a gratidão e perceber que tudo é uma questão de mudança de perspectiva. Se você pensar em covid e outras coisas, pode entrar numa espiral de pensamentos negativos. A Austrália parece ter enfrentado a pandemia de forma mais tranquila, pelo menos para quem olha de fora. Foi assim mesmo? Matt: A gente mora em Queensland. Aqui, começou com um pequeno lockdown. Mas rolaram grandes lockdowns em outros estados. A gente não se sente isolado, vivemos no litoral, um lugar turístico. Sabemos que foi diferente em outras partes do mundo, mas aqui não teve o mesmo impacto. Vai ser interessante quando tudo abrir de novo. Ryan: Nós não tivemos muita exposição ao covid na Austrália porque as fronteiras foram logo fechadas. Qualquer um que chegasse teria que ficar de quarentena por duas semanas, sendo testado. O governo da Austrália é muito severo, garantiu que a doença não se espalhasse de jeito nenhum. Foram registrados poucos casos, e feitas algumas restrições. Mas parece que o duro é que não conheço ninguém que teve covid. O governo quer que todo mundo tome a vacina, não veem muito risco de contágio. No resto do mundo, muitos foram vacinados, o que fez com que as coisas começassem a voltar ao normal. Na Austrália, quase ninguém quer tomar a vacina. Aqui temos as coisas no controle, acontecem poucos casos, fazem lockdown de novo, se necessário. A gente não sabe quanto tempo isso vai durar. É frustrante. Mas somos afortunados pela maneira como está a situação aqui, enquanto o resto do mundo parece estar numa situação ruim. Qual é o grande ensinamento que a pandemia trouxe para o Hollow Coves? Ryan: A gente valoriza as coisas depois de perdê-las. Existe uma música sobre isso, Don’t Know What You Got (Till It’s Gone, do Cinderella). O coronavírus ajudou as pessoas a perceberem o quanto são abençoadas com o que tínhamos, estar com os amigos, viajar pelo mundo, isso são luxos. Não posso viajar pelo mundo, mas muita gente não tem eletricidade, ajuda a colocar em perspectiva. Falando em viajar pelo mundo, existe uma expectativa de vocês para uma tour no Brasil? Matt: A gente quer muito ir ao Brasil, tínhamos planejado, mas foi cancelado. Vamos tentar assim que a pandemia esteja controlada. Temos planos de ir a diferentes países, mas tudo depende da covid. Mas queremos muito ir ao Brasil Nunca estivemos no Brasil. Ryan: Temos muitos fãs no Brasil, recebemos muitos comentários para visitar o Brasil. Dizem que o público brasileiro é crazy. Gostaria de saber como é tocar no Brasil, é interessante dizem que as pessoas são apaixonadas. Como reagem a musica, é diferente em cada país. Tocar em lugares diferentes para culturas diferentes. Não sei quando iremos ao Brasil, mas estamos ansiosos para isso.

Dupla de indie folk Hollow Coves lança EP Blessings

A dupla de indie folk de Brisbane, Hollow Coves lançou o EP Blessings e compartilhou um vídeo especial de performance ao vivo para a faixa-título, filmada na linda Gold Coast da Austrália. Escrito e gravado pela banda em seu estúdio caseiro na Gold Coast, Blessings nasceu durante um tempo em que a união parecia algo distante. Em suma, quando o mundo parou e o isolamento se tornou realidade, Ryan e Matt se voltaram para dentro, encontrando verdades e histórias em seus respectivos passados e cantando-as. Do peso emocional de Evermore à história de terror de uma noite que deu errado em From the Second Floor, Hollow Coves explora um novo território, escrevendo de um lugar de solidão pela primeira vez. “Tivemos uma abordagem um pouco diferente em relação a este EP. Nós realmente não escrevemos essas músicas para se encaixarem. Estávamos apenas tentando escrever qualquer coisa que viesse até nós. A maioria dessas canções foi escrita durante o período de quarentena da covid. Também acabamos gravando e produzindo a maioria das músicas nós mesmos. Construímos um pequeno estúdio caseiro e tivemos que aprender a fazer tudo do zero. O processo demorou bastante porque não tínhamos ideia do que estávamos fazendo”. Preparação do Hollow Coves Hollow Coves orquestrou tudo desde o início para uma coleção final de canções que encontraram seu som através de Ryan e Matt. Contudo, com a construção de seu estúdio caseiro, a dupla teve um espaço criativo para trabalhar durante semanas de tentativas e erros. Em resumo, chegaram a cinco músicas que combinam com suas harmonias ricas, paisagens sonoras calorosas, e sentimento subjacente de positividade que é exclusivamente Hollow Coves. A dupla compartilhou anteriormente os singles Hello e Lonely Nights com a cantora folk americana / compositora Priscilla Ahn. Lonely Nights foi acompanhado por um videoclipe filmado em uma Bolex 16MM em Santa Teresa, na Costa Rica. Ademais, o Hollow Coves também lançou sua turnê australiana com ingressos esgotados hoje e se juntará ao The Paper Kites em sua temporada australiana em agosto. A turnê anteriormente anunciada pela Europa e Reino Unido foi remarcada para maio de 2022.

Sobre A Bravura: Anima Mea e Rafa Bicalho versam sobre coragem em novo single acústico

Sobre A Bravura. Este é o nome do novo single da banda Anima Mea. A faixa é acústica e conta com a participação do cantor Rafa Bicalho. A letra versa sobre a coragem e sobre a importância de sempre lutar antes de desistir.  Este é o segundo lançamento do Anima Mea em 2021. Anteriormente, a banda lançou o single Pirâmide em parceria com o grupo Dias de Truta – misturando elementos de rock, ska e pop. Agora, no entanto, o trio aposta na música folk.  As sessões de gravação ocorreram no R Moreno Studio Musical, em Divinópolis (MG). Segundo o vocalista Daniel Valadão, Blackbird, dos Beatles, foi a principal referência na ocasião.  “No arranjo, trouxemos a mesma sutilidade que Blackbird propõe. E coincidentemente, na letra, também temos um pássaro como o personagem principal. É uma música que traça um paralelo entre a ave e a mensagem de que sempre vale pelo menos tentar antes de deixar os nossos sonhos de lado”. Para Daniel, a parceria com Rafa Bicalho é natural, tendo em vista que a Anima Mea agora visa apostar em canções acústicas.  “Ele é um cantor de apenas 18 anos de idade. No entanto, tem uma voz grave e marcante. Mais do que isso, também tem se destacado nas plataformas de streaming justamente com músicas mais leves. Vejo que ele  agregou muito em Sobre A Bravura”, destacou. Além de Daniel, o Anima Mea ainda é composto pelo baixista Sidney Braga (baixo) e pelo violonista e guitarrista Ronilsinho Moreno, que assina a produção deSobre A Bravura. A faixa foi mixada e masterizada pelo músico Renato Saldanha – que ainda gravou violões adicionais para o trio.