“Água-Viva” é o single de Felipe Antunes e Fábio Sá com voz de Tulipa Ruiz

Felipe Antunes lançou, com Fábio Sá e Tulipa Ruiz, nesta sexta (9), o single Água-Viva, parte da trilha do filme Medeia por Consuelo de Castro. Com direção de Bete Coelho e Gabriel Fernandes, a produção baseia-se na versão escrita de 1997, da dramaturga Consuelo de Castro, intitulada Memórias do Mar Aberto – Medeia, sobre o mito grego, originalmente considerada imortal. Aliás, a escritora resgata essa característica da personagem, concedida por seu avô, Deus Sol. A partir disso, compõe uma Medeia fadada a conviver com suas marcas e dores para a eternidade. Inicialmente para estar nos palcos do teatro, a produção teve que se reinventar e misturou a linguagem do cinema e do teatro. Em resumo, encenam a tragédia escrita por uma das maiores dramaturgas brasileiras do nosso tempo. Diretor da obra, Felipe Antunes assina letra e melodia, enquanto a harmonia ficou por conta de Fábio de Sá e a interpretação por Tulipa Ruiz. Nas pesquisas para a trilha sonora, o artista encontrou na literatura um tipo de água-viva classificada pelos cientistas como imortal chamada cientificamente como Turritopsis nutricula, e, a partir de então, traçou um paralelo entre as imortalidades, as dores causadas pelas queimaduras – do Mar ao Sol -, e sublinhou que, ainda assim, há fôlego e necessidade de seguir. “No filme, mesmo destroçada pelos acontecimentos e pela vida incessante, Medeia segue por uma causa maior, com a intenção revolucionária de igualdade e paz no mundo. Algo similar ao que vivemos. Os que com sorte ou privilégio sobrevivem ao vírus e seus violentos representantes, sobretudo no Brasil, precisam unir dores e forças por algo maior”. Tulipa Ruiz traz personalidade Já sobre a participação de Tulipa Ruiz para interpretar a canção, Fábio de Sá comenta que A ‘Água-Viva precisava de muita personalidade e sentimento. Convidamos a Tulipa, pois além dela ser uma compositora incrível, é também uma intérprete muito autêntica e visceral com uma sensibilidade e potência vocal perfeitas para a canção.” A faixa, lançada como single que antecede o álbum da trilha, traz os músicos Sérgio Machado, Guilherme Held e Allan Abbadia, além de Fábio Sá.

Agonia do Silêncio entrega o punk rock do cancelamento

O grupo catarinense Agonia do Silêncio lançou o single Cancelado. Em resumo, trata da cultura do cancelamento, assunto amplamente discutido nos últimos meses e evidenciado no reality show Big Brother Brasil. “A música fala sobre o tribunal instaurado nas redes sociais, onde as pessoas podem julgar a seu bel prazer, como se nunca cometessem nenhuma falha. É um misto de ódio e hipocrisia das pessoas. E ao mesmo tempo, é sobre a saturação desse termo ou situação: Cancela, cansei, cansado!”, conta o vocalista Pio. Formada em 2018, em Brusque, a Agonia do Silêncio mistura punk rock com sarcasmo e referências do universo da publicidade. “Nossas letras são carregadas de crítica com humor, ironia, muita hipocrisia, deboche, e uma dose de sátira a termos e elementos publicitários. É uma mistura de punk rock com Publicidade e Propaganda”, revela Pio, que chama a atenção para a abreviação do nome da banda – ADS, termo para publicidade em inglês. Aliás, além do videoclipe, dirigido por Felipe KZ e editado por Sergio Caldas, o single produzido por Davi Pacote, contou ainda com uma ação de divulgação feita através de um filtro de Instagram com a tarja “cancelado”. Influenciada por bandas como Ramones, Descendents, Cólera, Blind Pigs, Bad Religion, Screeching Weasel e OFF!, o Agonia do Silêncio acredita na importância do posicionamento político. Anteriormente, debutou com o single O Melhor Alvejante, uma crítica ao governo Bolsonaro. Posteriormente, o grupo promete, através do mesmo projeto, lançar mais dez músicas inéditas, sendo uma por mês.

Afrodizia e Big Mountain retomam parceria com Back

Reeditando a parceria de sucesso com a música Regueiro de Jah, Afrodizia e Big Mountain estão juntos novamente em Back, novo single do projeto Reggaelização. Back é uma canção que retrata a realidade das duas bandas que, em determinado momento, passaram por um momento de reconstrução e retomada. Aliás, superando os desafios e voltando com tudo para a cena. Contudo, Afrodizia e Big Mountain trazem esta mensagem para os dias atuais. Em resumo, dando luz e chamando a atenção para o aumento dos casos de depressão nos artistas, causado pelos problemas enfrentados com a pandemia. Quino, a voz do Big Mountain, e Afrodizia têm uma ligação que transcende a música. São mais de 15 anos de parceria, que iniciou com a participação de Quino na música Regueiro de Jah, do álbum Mutação (2004), passando por shows e turnês juntos no Brasil. Ademais, a produção ficou por conta de Michi Ruzitschka e co-produção de Junior Marvin, lendário guitarrista da banda The Wailers, que construiu a história do reggae ao lado de Bob Marley. A mixagem é assinada por Victor Rice, referência no reggae mundial, enquanto a masterização é do premiadíssimo Felipe Tichauer. Confira abaixo o videoclipe dirigido por Louiz Baptista, além de um documentário do processo de gravação.

Gustavo Caliban e Projeto Zaia cantam um amor em meio à saudade em single e clipe

A distância de um amor na era do isolamento marca a estreia de Gustavo Caliban e Projeto Zaia. A voz do vento mostra a mistura de ritmos – boombap e jazz – para criar crônicas urbanas que são a marca do trabalho. Junto de um clipe, o single é um lançamento do selo Caravela Records em parceria com a Warner Music Brasil. Segundo single do disco Projeto Zaia – T.R.E.T.A., a faixa foi criada durante uma viagem para a Serra dos Órgãos que inspirou boa parte do disco e onde foi registrado o vídeo. O trabalho marca a estreia do grupo, com alguns anos de estrada no underground carioca. A voz do vento se une a Tudo vai tudo volta, single que ganhou um webclipe com imagens da viagem. Musicalmente, traz o clima do rap acústico com uma leve pegada de rock e a letra aborda questões gerais da vida com um ar crítico. Com espírito de coletivo artístico multilinguagem, o projeto fundado por Gustavo Caliban conta com artistas de diversas origens e histórias. Só neste single reúne o MC e produtor Caliban; a vocalista Tai.Nae, já fez parte de outros grupos como o Vindas de Vênus e Lituá; o músico turco radicado no Brasil Mr. Denial; tudo isso sobre batidas de Gagari Beats.

Current Joys revela novo single/clipe American Honey

O Current Joys, projeto de Nick Rattigan, divulgou o single American Honey, parte do próximo álbum, Voyager, que chega no dia 14 de maio. Dando sequência ao recente single Amateur, American Honey é um lamento aveludado. Consumidor ávido de cinema, artista visual tanto quanto músico, a música de Rattigan é tátil, seus cenários e sonoridades concebidos simultaneamente. Isso é notável no clipe de American Honey, que foi dirigido por Rattigan. Em resumo, ele começou a trabalhar em Nova York como assistente de produção na indústria de cinema/TV antes de se mudar para Los Angeles. Voyager se agita com a sensação de eletricidade que ecoou em todos os lançamentos anteriores do Rattigan: vocais trêmulos, gritos e roucos e um auto-interrogatório por meio da música. Mas aqui, aquela cacofonia de rock ‘n’ roll arrepiante e sentimental é sobreposta por uma orquestra de trilha sonora guiando-a. Em Voyager, Rattigan se afasta de gravações caseiras lo-fi e prefere uma banda completa e sessões de gravação no Stinson Beach Studios. Enquanto o público e as abordagens de composição/gravação mudaram e continuam a evoluir para Current Joys, a inspiração que Rattigan tira do cinema continua a ser uma força motriz. Frequentemente, ele usa o filme como ponto de partida para a composição. Aliás, Rattigan acredita no poder premonitório da música e se apega às ideias musicais que o atingem no momento, impulsionado por um existencialismo abstrato ou explosão de sentimento mais do que qualquer outra coisa. Isso impregna Voyager de intensidade e intimidade. Em síntese, com a sensação de que você está ouvindo, de uma só vez, as partes díspares que fazem um projeto.

Nova música da Two Wolves tem referências aos anos 1980

A banda goiana Two Wolves anunciou um álbum com o lançamento da música Sun of Justice, que chegou essa semana ao streaming via Monstro Discos. O novo trabalho está previsto para julho, mas a música antecipa um pouco do conceito do álbum, que deve trazer fortes referências aos anos 1980. Com sintetizadores e uma mixagem lo-fi assinada por Marcelo Borba, Sun of Justice aborda temas mais espirituais e revelam uma nova fase da banda. Segundo o vocalista Lineker Lancellote, autor da música, o “sol da Justiça” evidencia a insignificância dos homens na Terra. Mas, ao mesmo tempo, também traz paz e propósito para a vida dos seres humanos. “É como se esse sol fosse um herói hipotético e que ele vem para libertar de um peso na vida e trazer uma nova realidade, destruindo todos os monstros que tentam atrapalhar os nossos sonhos”. Nova fase Atualmente, a Two Wolves é composta por Lineker (vocais), Rogério Paulo (bateria), Rodrigo Baicochi (baixo) e Dean (guitarra). Aliás, para Lineker, essa nova formação é a responsável por essa sonoridade mais anos 80. Sun of Justice ganhou um videoclipe com uma altíssima produção em computação gráfica. No vídeo, roteirizado por Lineker e dirigido por Rogério Paulo, o vocalista é sugado para dentro de um jogo de fliperama e passa a dirigir rumo ao sol, em meio a várias distrações da vida real que pretendem tirá-lo desse caminho. Portanto, mais uma vez, os anos 80 dão o tom, com as casas de jogos eletrônicos – tão comuns naquela década – e referências a filmes como Blade Runner e Tron. A Two Wolves é atualmente um dos grandes nomes do indie rock goiano e foi formada em 2014, em Senador Canedo, cidade vizinha de Goiânia. Em resumo, o grupo conta com músicas que já superaram a marca de 300 mil plays no Spotify.

Dropkick Murphys lança single Queen Of Suffolk County

O Dropkick Murphys lançou o single Queen Of Suffolk County. Aliás, é o segundo hino instântaneo de seu décimo álbum de estúdio, Turn Up That Dial, que será lançado dia 30 de abril. A banda comemorou, recentemente, o Dia de São Patrício em um evento transmitido pela internet. Todavia, se você não viu, assista agora ao St. Patrick’s Day Stream 2021…Still Locked Down de Dropkick Murphys. Ademais, vale ressaltar que o novo álbum do Dropkick Murphys, Turn Up That Dial, que será lançado pelo selo da banda Born & Bred Records, foi produzido por Ted Hutt. Anteriormente, a banda havia revelado o single Middle Finger. O Dropkick Murphys é Al Barr (vocais), Tim Brennan (guitarras, apito de lata, acordeão, piano, voz), Ken Casey (vocais), Jeff DaRosa (guitarras, banjo, bandolim, vocais), Matt Kelly (bateria, percussão, vocais), James Lynch (guitarras, vocais), Kevin Rheault (baixo em turnês) and Lee Forshner (gaita de foles em turnês). Portanto, ouça Queen of Suffolk County abaixo

Sinoptik fala sobre determinação e escolhas em Sell God’s Number

No terceiro single antes do lançamento do primeiro disco de estúdio, os ucranianos de occult rock Sinoptik mais uma vez apresentam uma sonoridade explosiva e moderna em Sell God’s Number. Em resumo, a faixa fala de força de vontade e liberdade de escolhas. A música está nas plataformas digitais e também ganhou videoclipe. O clipe de Sell God’s Number foi filmado no Korostyshev BoardingSchool, na Ucrânia, uma unidade municipal de educação especial, onde a banda buscou inspirar as crianças por meio da música. Dmitry falou sobre como surgiu o vídeo e a colaboração entre a Sinoptik e o internato. Ligação com o internato “Em dezembro de 2020, um voluntário do internato Korostyshev entrou em contato comigo. Ele perguntou se nós, como banda, poderíamos visitar as crianças e passar algum tempo com elas. No total, são100 crianças que frequentam a escola e 50 deles vivem lá permanentemente porque não têm pais”. Segundo Dmitry, todas as crianças têm uma variedade de deficiências físicas ou mentais e algumas delas são vítimas de violência doméstica. “Queríamos dar uma janela para suas vidas cotidianas. Eles lutam contra problemas que fogem do controle, então pensamos que seria uma boa ideia aumentar a conscientização. Viemos para essa escola e fizemos uma verdadeira festa com música ao vivo para essas crianças. Trouxemos alguns presentes para eles, almoçamos juntos e conversamos. Tínhamos um plano de filmagem, mas as crianças tornaram ainda melhor com suas ações e energia. Tinha certeza deque todas as crianças se lembrarão desse dia para o resto de suas vidas”. A letra de Sell God’s Number ainda debate sobre liberdades individuais para a própria vida. “Às vezes, fazemos escolhas deforma imprudente e, depois de escolher, vamos em direção aoobjetivo apenas para abandoná-lo assim que surgirem obstáculos. Cada vez que você fizer uma escolha ou sair do seu caminho, lembre-se das pessoas que não tiveram escolha desde o início, mas ainda assim vão até o fim”, contextualiza Dimitry. Sell God’s Number, assim como os singles divulgados anteriormente, Black Soul Man e Apple Tree, estarão no debute do Sinoptik, que se chamará The Calling. O registro será mundialmente lançado no dia11 de julho deste ano. Origem da banda Sobre a banda Sinoptik foi formada em 2014 em Donetsk, mas a guerra civil forçou Dmitriy Afanasiev (guitarra, teclado e voz), Ruslan Babayev (bateria) e Aleksandr Savin (baixo) a mudarem para a capital Kiev. Combinando as influências do rock oculto dos anos 1970 com uma grande produção de rock de estádio, o power rock trio Sinoptik consegue homenagear a era clássica das bandas de rock enquanto injeta um toque contemporâneo que torna suas canções inesquecíveis, mas também inconfundivelmente Sinoptik. É altamente indicado para fãs de Pink Floyd, Black Sabbath e Jimi Hendrix. Na bagagem, carrega o prêmio de “Melhor Banda do Mundo”, em 2016, no Berlin Global Battle of the Bands, além de ser banda de abertura para nomes como Uriah Heep, Marilyn Manson, entre outros.

daBossa, duo formado por Danilo Cutrim e Jean Charnaux, lança o single “Dilúvio”

Depois da tempestade, sempre vem a bonança, já diria o ditado popular. E é esse sentimento de esperança que o duo daBossa pretende despertar no público com o lançamento do single Dilúvio. Aliás, o som já está em todas as plataformas de streaming. Com tom intimista e melancólico, no formato voz e violão, Danilo Cutrim e Jean Charnaux apresentam uma canção que, da melodia à poesia dos acordes, proporciona um alívio não só aos ouvidos, mas para a mente de quem escuta. “No ano passado eu estava em casa, meio deprê com a situação toda. Muita gente morrendo de covid-19, queimadas no Pantanal, um prognóstico sombrio. Então peguei o violão e comecei a fazer a primeira parte da melodia. Mostrei para o Jean e, no intervalo de 15 a 20 minutos, ele já estava na minha casa com o violão tocando a primeira parte. A gente se sentou e começou a fazer a letra juntos. É uma música triste, mas que traz esperança” , comenta Danilo. “Eu sugeri que a música fosse gravada no formato voz e violão porque acredito que ela assim revela um tom intimista e mais sincero, ainda mais nesse momento difícil que estamos passando. A gente se encontrou para compor e tudo fluiu de imediato. O Danilo colocou a personalidade dele na música e eu também coloquei a minha, no violão. Acho que essa transição em conjunto é muito prazerosa. A letra colore bem esse momento, bem sugestiva, aberta. Ela possibilita muitas interpretações”, completa Jean. O daBossa Em resumo, o projeto daBossa foi criado em 2019 pelo cantor, compositor e guitarrista Danilo Cutrim, ex-integrante da banda de rock Forfun e ainda em atividade com o trio Braza, e Jean Charnaux, compositor, instrumentista e arranjador, que já se apresentou ao lado de João Bosco, Fátima Guedes, Leila Pinheiro, Zé Paulo Becker entre outros. A conexão musical e a sintonia entre as personalidades dos músicos sempre foram tão fortes, que, assim como um processo natural e inevitável, passaram a compor juntos quase que diariamente. Todavia, em menos de um mês, produziram e gravaram, Um Dois, o álbum de estreia, ainda em 2019. 2021 já começou com o planejamento de diversos singles ao longo do ano, unindo todo background da dupla e suas diferentes bagagens. O primeiro deles, Dilúvio, dá a largada reafirmando a proposta do daBossa de misturar samba e bossa nova, reflexão com celebração.