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Crítica | Citadel (1ª Temporada)

Engenharia do Cinema

Depois do estrondoso e inesperado sucesso das séries “A Lista Terminal” e “Reacher“, a Amazon Prime Video resolveu apostar em uma arriscada produção, pela qual será dividida em várias outras séries do mesmo universo. Nesta primeira temporada, “Citadel” teve o absurdo orçamento de US$ 300 milhões de dólares (como são seis episódios, US$ 50 milhões para cada), e a cada episódio fica nítido que realmente foi um valor inusitado, visto que além de ter uma bagunça em vários quesitos (principalmente no roteiro), não precisavam ter abusado neste quesito.

Após sofrer um misterioso atentado, Mason Kane (Richard Madden) acaba descobrindo que fazia parte de uma agência secreta, chamada “Citadel“. Tendo como parceira Nadia Sinh (Priyanka Chopra Jonas), a dupla descobre que tiveram suas memórias sobre esta, apagadas e precisam voltar à ativa, quando suas vidas pessoais começam a ser afetadas.   

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Imagem: Amazon Studios (Divulgação)

A sensação que essa série tem em um primeiro momento, é a mesma quando vamos em uma padaria no mesmo horário, para pegar aquele salgado/doce que gostamos. Só que nos dias posteriores, vemos que não houveram mais fornadas e sim “resguardavam” o mesmo para vender aos consumidores (sem dar trabalho para eles). Os seis episódios de “Citadel” são exatamente assim, onde o resguardo são os plot-twists (jogados aleatoriamente e chegam até ser de forma forçada). 

A própria premissa já é conhecida de várias outras franquias e filmes como “Missão Impossível” e “007“, e ao invés de procurarem fazer com que o espectador gostasse de Mason e Nadia (vale destacar que Madden e Chopra, não são bons atores também), somos apresentados a vários flashbacks e informações descontroladas sobre a vida de ambos (mesma coisa se o padeiro chegasse e falasse “há 10 anos fabricamos donuts, mas agora não mais”).

Por intermédio dessas confusões, o enredo não poupa em colocar algumas cenas de ação (que funcionam como cafezinhos, no balcão da padaria) com CGI bem capenga (onde inclusive tentam fazer versões pobres das cenas de ação da franquia “Missão Impossível”). Como balinhas de troco, temos participações ótimas de Lesley Manville e Stanley Tucci (que de longe, são a melhor coisa aqui), e confesso que a atração me prendeu mais por conta deles.

E onde realmente acredito que foram investidos os US$ 300 milhões do orçamento? No cachê dos atores citados, no nome dos irmãos Russo (“Vingadores Ultimato”) como produtores da atração, os carros de luxo e tomadas externas de castelos, mansões e salas requentadas (com design de produções regados a peças caríssimas).    

A primeira temporada de “Citadel” termina sendo uma bagunça tão grande, que a atração acaba sendo esquecível horas depois de terminarmos o season finale.

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