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Entrevista | Marcelo Hayena: “A pandemia é um tapa na cara”

Vocalista do Uns e Outros, Marcelo Hayena, é um dos milhares de músicos que estão passando a sua mensagem pra frente, afim de consolar em tempos tão difíceis.

Atualmente, ele está divulgando o projeto Desconecta, um show que se transformaria em singles, com um repertório baseado em versões de músicas do Uns e Outros, em formato acústico. Mas chegou a pandemia e deixou todos de pernas pro ar.

Indo por cima da pandemia

A coincidência bateu na porta quando o surto teve seu início. Logo, não jogaram a toalha e lançaram a primeira faixa, Pros Que Estão Em Casa.

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“A intenção inicial era lançar a música em março, mas veio a pandemia e ficamos perdidos. Já tínhamos mostrado a versão pro Toni Platão, ex-vocalista do Hojerizah, e tinha gostado bastante”.

No entanto, mesmo com a ideia de lançar para depois da pandemia, Platão deu o pontapé para que acontecesse.

“Acho que não tem melhor momento para lançarem ela, ele me disse. Desliguei o telefone e liguei para o diretor do clipe, Rafael Ramos. Ele é bem caseiro. Imagens de cinco a dez segundos, editamos tudo e lançamos”.

O próximo single a ser lançado chama-se Antes Que O Relógio Pare. No entanto, ainda sem data definida para isso.

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“Estamos em uma crise de saúde mundial. A pandemia nos deu um belo tapa na cara. Temos que repensar sobre como está a vida que levamos e mudar”.

Contudo, sobre a letra, Hayena explica que “é sobre a fragilidade da vida, de como o tempo é fugaz e quanto tempo ainda temos antes que a vida nos escape. Bem apropriada para o momento”.

Tordesilhas, um projeto futuro

Um outro projeto que a pandemia resolveu adiar foi Tordesilhas. Com a pré produção já em andamento, tiveram que dar um breque imediatamente.

“Quando tudo isso passar, retomaremos. O projeto consiste em versões para português de músicas de bandas da América do Sul. São grupos excelentes e desconhecidas do público brasileiro”. Da mesma forma enfatiza que “está na hora da galera ter contato com o excelente trabalho de nossos hermanos”.

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O legado dos anos 1980

Hayena monta um cenário exato de como era se apresentar durante os anos 1980. “Tínhamos comprometimento com o público. Era muito além do entretenimento. Assim como era uma oportunidade de falar com a nossa geração”.

O rock nacional durante esta época saía da ditadura. Imediatamente, a sede de falar sobre alguns assuntos era gigantesca.

“Coube a nós a tarefa de falar e não fugir da responsabilidade”.Marcelo Hayena

Contudo, sobre uma volta na popularidade, explica que “é preciso vir uma nova geração com novas propostas. Não acontecerá como num passe de mágica. Da mesma forma, não virá por vontade do mercado. Virá das ruas”.

Enquanto houver um garoto inconformado, haverá esperança. Quem sabe em breve?Marcelo Hayena

Juntos Pela Vila Gilda

Por fim, Hayena deixa a sua opinião sobre o momento e é um dos artistas confirmados no Juntos Pela Vila Gilda.

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“Como artistas e cidadãos temos a obrigação e o privilégio de nos colocarmos a serviço de causas como essa. Temos responsabilidades com o próximo e essa pandemia deixou isso muito mais evidente.”

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