Ed Sheeran completa sua matemática do amor com o álbum “=”

O cantor Ed Sheeran lançou na última sexta-feira (29) o quarto álbum da carreira, =, marcando uma nova fase de sua trajetória. O projeto chegou às plataformas digitais com o clipe do single, Overpass Graffiti. A nova faixa, composta e produzida por Sheeran, Johnny McDaid e Fred Gibson – o mesmo trio responsável pelo hit Bad Habits – é o terceiro single do novo álbum, vem permeada de referências do pop dos anos 80 e narra um retrato melancólico do fim de um relacionamento. O clipe, dirigido por Jason Koening, explora todo o romantismo do artista, perdido no deserto, em seu traje de noivo, antes de deixar a dor para trás e seguir em frente em uma nova jornada. = (Equals), escrito e gravado em Suffolk, Londres, Suécia e Los Angeles, traz 14 faixas que foram compostas ao longo de quatro anos, e mostram um balanço da vida do artista e das pessoas que fazem parte dela. O projeto revela um novo olhar sobre os diversos tipos de amor, a perda, a paternidade, a vida real, e sua carreira. Musicalmente, = traz a versatilidade de Sheeran, mesclando baladas, guitarras e uma produção com um tom mais eufórico, como já conhecemos no primeiro single do projeto, Bad Habits. O álbum conta ainda com a colaboração do irmão do artista, Matthew Sheeran, nos arranjos de cordas de First Time e The Joker And The Queen. Por fim, Ed Sheeran iniciará sua nova turnê, + – = ÷ x Tour (se pronuncia The Mathematics Tour), em abril de 2022, passando pelo Reino Unido, Irlanda, Escandinávia e Europa Central, além de estrear seu primeiro especial de Natal Ed Sheeran’s Merry Christmas Gathering in aid of Ed Sheeran Suffolk Music Foundation no da 13 de dezembro na igreja St John em Londres. Para adquirir ingressos antecipados para essa apresentação, os fãs deverão comprar o novo álbum do artista em sua loja oficial até o dia 3 de novembro. As vendas gerais começam no dia 12 de novembro.
Ana Cañas e Scalene são as atrações da semana no Sesc Santos

Ana Cañas e Scalene são as atrações da semana no Teatro do Sesc Santos. Os artistas se apresentam na sexta (5) e sábado (6), às 20h, respectivamente. Os ingressos começam a ser vendidos na terça (2), a partir das 14h, no site do Sesc. Eles custam entre R$ 20,00 e R$ 40,00. A retomada dos shows no Sesc tem chamado a atenção pelo alto nível dos artistas. Anteriormente, o Teatro recebeu Chico César, Mariana Aydar e MC Tha, recém anunciada no Lollapalooza. Ana Cañas canta Belchior Sucessos compostos por Belchior (1946-2017) como Alucinação, Na Hora do Almoço, Sujeito de Sorte e Como Nossos Pais estão no setlist do show em homenagem ao compositor cearense que Ana Cañas apresenta no palco do Sesc Santos no projeto batizado Ana Cañas Canta Belchior. Aliás, o trabalho teve início durante a quarentena e nasceu com a ideia de uma live única. Logo, transformou-se em um álbum e uma turnê integralmente dedicados ao compositor cearense. A repercussão de público e o mergulho profundo que a artista fez na obra de Belchior foram fundamentais para que a iniciativa se desdobrasse no novo disco da cantora. Ana Cañas começou a fazer teatro ainda jovem e cursou Artes Cênicas na ECA-USP. Foi nos tablados que ela entrou em contato com a música: ao fazer um teste para um musical, ouviu pela primeira vez um standard de jazz interpretado pela cantora Ella Fitzgerald (1917-1996). Contudo, Ana diz que, ao ouvir a americana cantar, ficou profundamente tocada e que sentiu que aquele era uma espécie de “momento-colisão”. “Tudo se esclareceu no meu coração, na minha alma. Eu sabia que tinha encontrado meu caminho através do profundo amor que senti pela beleza e transcendência do canto de Ella.” Logo depois disso, não teve volta. Ana começou a cantar jazz na noite paulistana. No mercado fonográfico desde 2007, foram lançados cinco discos de estúdio – sendo que o último deles, Todxs, concorreu ao Grammy Latino 2019 na categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo – e um DVD. Por fim, para o lançamento do sexto álbum, no qual canta as canções de Belchior, Ana Cañas contou com financiamento coletivo. Scalene Composta por Gustavo Bertoni (voz), Tomás Bertoni (guitarra) e Lucas Furtado (baixo), a Scalene mantém a regularidade de lançamentos fonográficos, tendo em sua discografia: Real/Surreal (2013), Éter (2015), magnetite (2017) e o EP +gnetite (2018), Respiro (2019, slap), além do DVD Ao Vivo em Brasília (2016). Os trabalhos possibilitaram turnês nacionais com passagem por importantes festivais, como o Lollapalooza recentemente e o Rock in Rio, e também shows em eventos no exterior, entre eles o SXSW (EUA) e o Indie Week (Canadá). Na última sexta-feira (29), a banda lançou os singles Névoa e Tantra. Na dupla novidade, o grupo versa sobre assuntos como autoconhecimento e a busca desenfreada por epifanias. Os singles apresentam roupagens sonoras diferentes, mostrando mais uma vez que o Scalene escolhe explorar sua versatilidade e não se envereda por caminhos óbvios. Anteriormente, em outubro, foi lançado o explosivo single Febril, que abriu a leva de novidades musicais precedentes ao próximo álbum do grupo. “As canções abrem possibilidades interessantes para a interpretação do público e fazem parte da construção narrativa que estamos desenhando nessa nova era”, resume Tomás.
Tori Amos canta sobre perdas e como lidar com elas; Ouça o álbum Ocean to Ocean

A cantora, compositora e pianista norte-americana Tori Amos lançou seu novo álbum, Ocean to Ocean, na última sexta-feira (31),em todas as plataformas digitais. Tori Amos nunca iria gostar de um bloqueio. Ela toca ao vivo desde os 13 anos. Ela divide sua vida entre a Cornuália, na Europa, a Flórida, nos EUA, e a estrada. Suas canções são escritas com o ato de viajar e observar. Seu último álbum de estúdio, Native Invader, de 2017, reuniu quatro vertentes impossivelmente díspares – uma viagem pelo Tennessee, histórias inspiradas em seus ancestrais, a ascensão de Donald Trump e a perda lenta de sua mãe devido a um derrame – com uma energia e coesão que fez sua pele arrepiar. Mas sem música ao vivo, viagens e muito mais para observar, Amos teve uma pandemia difícil. Escondida na Cornuália, ela atingiu um local de crise pessoal familiar para qualquer um que sofreu durante o terceiro bloqueio no Reino Unido – aquele no inverno, que pareceu durar para sempre. Contra todas as probabilidades, essa crise resultou em Ocean to Ocean, o trabalho mais pessoal de Amos em anos – um álbum repleto de calor e conexão, com raízes profundas em suas primeiras composições. Ela desceu a um estado emocional mais baixo do que há muito tempo – mas as profundezas se tornaram criativas, forçando um retorno ao tipo de introspecção que ela reconheceu em seu álbum de estreia, Little Earthquakes. Tori Amos canta sobre perdas “Este é um registro sobre suas perdas e como você lida com elas. Felizmente, quando você vive o suficiente, pode reconhecer que não está se sentindo a mãe que deseja ser, a esposa que deseja ser, a artista que deseja ser. Percebi que para mudar isso você tem que escrever do lugar onde está. Eu estava no meu próprio inferno particular, então disse a mim mesma, então é de onde você escreve – você já fez isso antes…”, diz Tori. Escrito entre março e o verão deste ano, Ocean to Ocean é uma história universal de como ir ao fundo do poço e se renovar novamente. Na Cornuália, Tori estava cercada por aqueles que amava – seu marido Mark, a filha adulta Tash e seu namorado. Para um disco escrito dentro de um ambiente limitado, duas coisas são notáveis - sua rica variação estilística, do tango ao romance da tela cinematográfica e o grande coração das canções, que correm quase como uma série de cartas de amor para familiares presentes e ausentes. É, em certo sentido, seu registro mais pessoal: a obra de arte diz tudo, com Amos filmada nos penhascos e nas cavernas na costa sudoeste do condado. “Se você processou coisas problemáticas viajando, isso foi retirado da mesa. Meu padrão tem sido pular em um avião e ir para os Estados Unidos. Eu viajaria apenas para ter novas experiências. Tive que encontrar uma cadeira e ‘viajar’ como fazia quando tinha cinco anos – na minha cabeça”, diz a cantora. Deslocamento emocional Uma sensação de deslocamento, tanto geográfico quanto emocional, está presente na faixa-título, cujo drama se passa nas costas do Reino Unido e dos Estados Unidos. É uma canção de parentesco e amor, sobre nos apegarmos uns aos outros em tempos destrutivos com uma urgência melancólica que ouvimos no trabalho de Amos desde o início. “Eu me comprometi a tentar olhar as coisas de uma forma que me levasse ao empoderamento”, diz Tori. “Mas o que é poder? Às vezes, você ainda não está pronto para se levantar – você deve começar sentando-se no chão. Todos nós tivemos momentos que podem nos derrubar. Este registro fica com você onde você está, especialmente se você estiver em um lugar de perda. Fico fascinado quando alguém passou por uma tragédia e como eles lidam com sua dor. É aí que está o ouro. Quando alguém está realmente naquele lugar, pensando ‘terminei’, como você alcança essa pessoa? Não se trata de um comprimido ou uma dose dupla de tequila. É sobre sentarmos juntos na lama. Eu vou te encontrar na lama”, diz Tori. Tori Amos fará uma turnê pelo Reino Unido no início de 2022. A turnê começa em 11 de março, com duas noites no prestigioso London Palladium, seguida pela O2 Academy de Glasgow, no dia 14, e pela O2 Apollo de Manchester, no dia 15. Para mais informações e ingressos, visite o site oficial da cantora.
Jack White em dose dupla de Taking Me Back

O guitarrista Jack White retornou com suas primeiras faixas inéditas desde o álbum Boarding House Reach (2018). Antecipada em um trailer para o jogo Call of Duty: Vanguard, Taking Me Back traz o rock enérgico, hipnotizante e guiado por riffs blueseiros que se tornaram marca do artista. O lado B é uma versão intimista da faixa intitulada, de modo preciso, Taking Me Back (Gently). O single duplo é um lançamento da Third Man Records disponível em todas as plataformas de música e ganha vídeos no canal oficial de White no YouTube. Um dos artistas mais inquietos dos últimos 25 anos e vencedor de 12 Grammys, Jack White se tornou um ícone. Em resumo, ele se tornou um novo modelo de rockstar para o século 21. Aliás, foi assim com seu projeto solo, com o The White Stripes, The Dead Weather e The Raconteurs. Guitarrista com sonoridade icônica, White une os tons do rock de garagem com o espírito do começo do blues. Suas melodias são entoadas em coro tanto nos principais festivais de música quanto em estádios esportivos como cântico de torcida. Fundada por White em 2001 e baseada em Detroit, a Third Man Records se consolidou como um sinônimo de inovação e bom gosto ao buscar alternativas para experiências exclusivas e analógicas em um meio digital.
Midnight Oil retorna com recado urgente para COP26: “Rising Seas”

Every child put down your toys and come inside to sleep / We have to look you in the eye and say we sold you cheap / Let’s confess we did not act with serious urgency / So open up the floodgates to the Rising Seas Trecho de Rising Seas, do Midnight Oil Esta é a abertura do provocativo single do Midnight Oil, que chega às vésperas da conferência crucial das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), da próxima semana. Os mantos de gelo estão derretendo com o ‘aumento da temperatura’ e, ainda assim, a Austrália está arrastando a cadeia global para uma ação real sobre metas significativas de emissão de carbono. A canção intransigente adiciona a voz da banda à bilhões de outras do mundo que buscam um futuro seguro e habitável para o planeta. Rising Seas continua uma história de orgulho de “campanha” de hinos do Oil – desde US Forces e Blue Sky Mine, até a recente Gadigal Land. A música também é a primeira amostra de um novo álbum de estúdio do Midnight Oil, que foi criado ao mesmo tempo que seu colaborativo Makarrata Project, que recentemente recebeu cinco indicações ao prêmio ARIA. Ambos os lançamentos foram gravados antes do covid com os agora falecidos baixista Bones Hillman e o produtor Warne Livesey. Rising Seas antecipa álbum atrasado Este novo LP deveria ter sido lançado no início deste mês, mas estreará no início do próximo ano. Em resumo, quando poderá ser acompanhado por shows ao vivo, incluindo uma aparição no Bluesfest, na Páscoa. No entanto, a banda decidiu lançar essa única música agora, dada sua relevância particular, na véspera da importante reunião em Glasgow. “Nós queremos muito lançar Rising Seas desde que começamos a criá-la, há dois anos”, explica o guitarrista e compositor Jim Moginie. “A crise climática exige um verdadeiro senso de urgência, então decidimos não esperar mais para compartilhá-la”. “O primeiro-ministro está brincando enquanto a Austrália literalmente arde. Scott Morrison pode ter aceitado relutantemente as emissões líquidas zero até 2050, mas isso está longe de ser o suficiente. Parar de utilizar carvão ou gás e um plano claro para reduzir a poluição de carbono em pelo menos 65% abaixo dos níveis de 2010 até 2030 é urgentemente necessário”, disse o vocalista do Midnight Oil, Peter Garrett. Rising Seas chega acompanhado por um vídeo intransigente com imagens colhidas de recentes campanhas climáticas e uma performance dinâmica da Midnight Oil. A obra de arte impressionante do single é do aclamado artista espanhol Juanjo Gasull. O vídeo foi filmado em Sydney, em setembro, e é dirigido por Cameron March, do Hype Republic, com Mac De Souza como produtor executivo. O clipe apresenta imagens incríveis fornecidas pelo Greenpeace.
Crítica | Resurgence – Massacre

E o velho Massacre retorna renovado. Um dos pioneiros do death metal – alguns dizem que sua demo de 1986, Agressive Tyrant, foi uma das primeiras a contar com vocais guturais, o grupo não colocava novidade na área desde 2014. A espera acabou, e quem é chegado num death metal nos moldes como se fazia na chamada first wave, vai ter um deleite nesse ano que está acabando. Resurgence já chega como um dos melhores álbuns dos últimos dois anos, e isso não é pouco. Para quem não conhece a banda, seu debute de 1991, From Beyond, é um clássico inquestionável do estilo, sendo um dos grandes lançamentos em uma época em que o death metal vivia seus dias de glória. Com os vocais de Kam Lee , os riffs psicóticos de Rick Rozz , o baixo nervoso de Terry Butler e as batidas monstruosas de Bill Andrews (os três últimos com passagem pelo Death, precisa dizer mais?) o grupo cravou seu nome na concorridíssima cena metal daqueles tempos. Apenas Kam Lee esteve presente em Resurgence, escoltado agora por Johnny Peterson (guitarra), Mike Borders (baixo), Brynjar Helgetun (bateria) e Scott Fairfax (guitarra). E o álbum consegue a proeza de não dever nada ao glorioso debute. Com um dos vocalistas pioneiros e um timaço de músicos, Resurgence simplesmente destrói a mente do ouvinte com cacetadas do porte de Whisperer in Darkness, Eldritch Prophecy, Servants of Discord e Fate of The Eldergods. Todas velozes, com riffs que transpiram death metal e solos melódicos e obscuros. Sem invencionices, sem pretensão, apenas cinco carniceiros tocando o estilo que nasceram para tocar. Vá ouvir agora! ResurgenceAno de Lançamento: 2021Gravadora: Nuclear BlastGênero: Death Metal Faixas:1-Eldtrich Prophecy2-Ruins of R´Lyeh3-Innsmouth Strain4-Whisperer in Darkness5-Book of The Dead6-Into The Far-Off Void7-Servants of Discord8-Fate of The Elder Gods9-Spawn of Succubus10-Return of The Corpsegrinder
Spoon anuncia álbum Lucifer on the Sofa; ouça primeiro single

O décimo álbum do Spoon, Lucifer on the Sofa, ganhou data de lançamento: 11 de fevereiro de 2022 via Matador Records. Em resumo, feito no Texas, é o primeiro conjunto de canções que o quinteto gravou em sua cidade natal, Austin, em mais de uma década. O álbum engarrafa a emoção física de uma banda destruindo uma sala lotada. Contudo, é um álbum de intensidade e intimidade, onde os contornos mais ásperos da música parecem tão vívidos quanto às direções murmuradas silenciosamente no microfone na primeira tomada. De acordo com o vocalista Britt Daniel, “é o som do rock clássico escrito por um cara que nunca entendeu Eric Clapton”. Nesta sexta-feira (29), a banda lançou o primeiro single, The Hardest Cut. Aliás, pesada e ancorada por guitarras desafinadas, The Hardest Cut foi a primeira música escrita por Daniel, que co-escreveu com Alex Fischel, para o novo álbum. “Passei boa parte de 2018 e 2019 ouvindo ZZ Top”, explica Daniel. Por fim, a arte do álbum foi criada pelo renomado artista Edel Rodriguez, lindamente apresentada em um formato de vinil que será apresentado em várias variantes de cores, incluindo um padrão exclusivo opaco laranja e preto disponível no site da banda ou da gravadora. Lucifer on the Sofa tracklist 1. Held2. The Hardest Cut3. The Devil & Mister Jones4. Wild5. My Babe6. Feels Alright7. On The Radio8. Astral Jacket9. Satellite10. Lucifer On The Sofa
Com Miley Cyrus, Foo Fighters e Strokes, Lollapalooza divulga lineup completo para sua edição em 2022; confira

E finalmente temos em mãos o lineup oficial do Lollapalooza 2022. Na questão dos headliners, apenas o The Strokes permaneceu em relação ao festival adiado em 2020. Com a banda nova-iorquina, também estão Miley Cyrus e Foo Fighters. Em resumo, o festival acontece nos dias 25, 26 e 27 de março de 2022. Ele será realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Além das atrações principais, também temos grandes nomes no lineup, como: A$AP Rocky, Martin Garrix, Dojacat e Macihne Gun Kelly. Ademais, os novos ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 18 de novembro. As pessoas que já efetuaram a compra do Lolla Day devem realizar a troca no site oficial entre os dias 3 e 16. Confira o lineup completo
Entrevista | Alice Merton – “Aprendi com a música a não me pressionar tanto”

O início da carreira da cantora alemã Alice Merton foi arrasador. Em pouco mais de cinco anos de estrada, ela já acumula mais de 650 milhões de streams, um mega hit, além de uma temporada vitoriosa como treinador na edição alemã do The Voice. No entanto, a autora de No Roots não vai parar aí. Quase três após seu disco de estreia, Mint, Alice Merton já prepara o sucessor, ainda sem nome, mas com três singles incríveis: Vertigo, Hero e Island. Em entrevista ao Blog n’ Roll, via Zoom, Alice Merton revelou que não se sente pressionada para lançar algo tão estrondoso como o seu primeiro álbum. “Só quero conectar pessoas e sentimentos”, resume. Confira abaixo a nossa entrevista com Alice Merton. Vertigo, Hero e Island são ótimas amostras de sua nova fase. Elas compõem um álbum cheio? Sim, elas são parte de um álbum que está chegando. Não posso dizer exatamente quando esse álbum chega, mas deve vir no começo de 2022. E os fãs podem esperar várias partes diferentes de mim. Decidi que gostaria de trabalhar com vários produtores nesse álbum, então sinto que ele consegue ser colorido e obscuro. Não posso dizer que é só um álbum divertido, porque todos nós passamos por momentos muito complicados nos últimos anos, então isso acabou refletido no álbum. Hero parece autobiográfica. Ela tem a ver com sua jornada nos últimos meses? Absolutamente. Tudo que você ouvir ou sentir desse álbum vem de alguma parte de mim, porque fui a única que escreveu as letras. Todas as músicas representam algum sentimento que tive neste ano ou no ano passado. E foi uma jornada interessante fazer isso. A pandemia atrapalhou de alguma forma a gravação do álbum? Na verdade, no começo de 2020 eu queria ir para os EUA para trabalhar com esses produtores, porque moro na Europa, e todos estavam lá. Mas a covid chegou e mudou todos os meus planos. Então, encontrei produtores em Berlim que já tinham trabalhado comigo. E foi ótimo trabalhar com eles. Me diverti muito. O que você trouxe de inspiração para essa sonoridade tão distinta entre seus singles? Ouço muita música, para ser honesta. Mas, na realidade, tento me deixar inspirar pela visão dos produtores e pelo que sinto no momento também. Todo sentimento que tenho, tento colocar em palavras ou em música. E dependendo do sentimento, é assim que a música vai sair. Então, acho que vai muito da mágica do momento. Deixo o sentimento me levar. Como está sua expectativa para a volta aos palcos? Vertigo tem tudo para ser muito grandiosa nos shows. Nós já temos alguns shows na Alemanha neste ano. E sobre Vertigo, não sabia onde colocá-la no começo, porque é uma música vocalmente muito difícil de se cantar. Quando a canto, minha garganta fica um pouco cansada. Por isso pensei em colocá-la no meio do show. Sabe aquele momento que a empolgação diminui um pouco e até os fãs podem respirar um pouco? É antes desse momento que Vertigo vai entrar. Vertigo também chegou com uma produção audiovisual incrível. Queria que você falasse um pouco como foi essa gravação. O vídeo foi muito divertido de se fazer. Fiz com uma diretora que já conhecia e amava o estilo. Só expliquei o que queria e como me sentia, e ela trouxe ótimas ideias. Foi muito divertido e confortável trabalhar com ela. E tivemos um vídeo bem legal como resultado. Island veio como b-side de Hero. Apesar da sonoridade distinta, você acredita que elas conversam entre si? Acho que de vez em quando é legal quebrar essa estrutura de ter um single e pronto. As duas músicas significam muito para mim de formas bastante diferentes. Por isso o conceito de b-side. São músicas bem diferentes, mas que pertencem uma a outra. Mint, seu primeiro álbum de estúdio, foi um sucesso imenso. Você se sente pressionada para manter o sucesso comercial? Estou indo com o flow. Se tem uma coisa que aprendi com a música é não se pressionar tanto. Você pode contratar os melhores produtores do mundo, mas não é isso que vim para fazer. Não penso em fazer o melhor álbum do mundo, mas penso em fazer o melhor álbum para mim, o mais honesto. E é assim que gosto de fazer música. Minha intenção é fazer com que as pessoas criem alguma relação com as canções, que elas sintam um pouco do que me inspirou em cada uma. Tentei me distanciar daquele ‘você tem que ser a melhor e tem que ser única’. O primeiro álbum saiu só com as coisas que vieram de mim, então busquei produtores diferentes para explorar coisas que poderiam surgir de diferente e trazer naturalmente a inspiração. É isso que tenho feito. Só quero que as pessoas entendam e curtam o álbum. Nunca foi meu objetivo ter o melhor álbum do mundo, só quero conectar pessoas e sentimentos. No Roots foi o single responsável pelo sucesso de Mint. Como é a sua relação com a música? Está cansada de cantar nos shows? Tenho uma relação muito boa com as minhas músicas, especialmente com No Roots, porque essa música foi um ‘chute na porta’. Me abriu muitas portas e me ajudou a tocar nos mais diferentes lugares. Aliás, me dói muito não ter conseguido ir ao Brasil ainda, porque sei que a música foi grande aí, e nunca tive a chance de tocá-la para o público por aí. É surreal, porque eu adoraria estar no Brasil e ouvir minha música na rádio. Espero ir em 2022 ou 2023. Sou muito grata por essa música. Música é minha paixão, e espero poder tocar cada vez mais e compor cada vez mais para que as pessoas possam se relacionar de alguma forma. Você nasceu na Alemanha, tem nacionalidade canadense e inglesa, além de ter morado em vários lugares. Isso de alguma forma impacta no seu trabalho? Acho que me deixou mais aberta a conhecer e conversar com pessoas novas. Tenho morais fortes e uma ideia de