Entrevista | Fresno – “Se a gente não se sentisse livre, nós não faríamos”

Com uma linguagem totalmente diferente da já conhecida pelos fãs, a Fresno surgiu recentemente com o lançamento do nono álbum de carreira. Chamado de Vou Ter Que Me Virar, o disco conta com 11 canções e três participações especiais. O novo projeto mescla letras que são um verdadeiro desabafo, a uma sonoridade mais eletrônica e pop.  E não somente as músicas tiveram alterações. É perceptível uma mudança na linguagem visual da Fresno também. A capa do álbum e os videoclipes de Vou Ter Que Me Virar e Já Faz Tanto Tempo feat. Lulu Santos, têm o intuito de trazer esperança para o público e uma roupagem menos datada para o projeto.  Para falar mais sobre o lançamento deste novo disco, o Blog n’ Roll teve a oportunidade de conversar com a banda completa. O guitarrista Gustavo Mantovani, o vocalista Lucas Silveira e o baterista Thiago Guerra contaram mais sobre o processo de concepção do álbum (que teve 42 versões diferentes!), além de toda a expectativa para a volta aos palcos no próximo ano, isso com um integrante a menos, já que o tecladista Mario Camelo deixou a banda em agosto deste ano.  O que dá para adiantar, é que essa, é uma daquelas entrevistas que poderia durar um dia inteiro, tamanha a simpatia e sinceridade dos músicos acerca do trabalho. É nítido que esse álbum foi pensado por uma Fresno mais madura e que quer conquistar outros públicos, estando fora da própria zona de conforto. Vale conferir o projeto disponível nas plataformas de streaming como YouTube, Spotify, Deezer e YouTube Music. Até quem não curtia tanto o som da Fresno, provavelmente vai se surpreender e repensar.  O álbum está diferente de tudo o que já foi feito pela Fresno. A primeira dúvida que surge é: como foi o processo de concepção desse novo trabalho durante a pandemia? Lucas Silveira – A gente sentiu a dificuldade quando lançou o disco, porque não fizemos uma festa né? Ainda não estamos no clima para isso, mas em breve faremos. Falando sério, sobre fazer o álbum, apesar de sermos velhos (risos), somos muito modernos no sentido de saber produzir à distância e embora sejamos uma banda, tratamos cada música e cada disco como uma criação musical diferente, que nós, enquanto um grupo de pessoas que decide por fazer um novo trabalho, fazemos a obra em conjunto. Então, não necessariamente precisamos estar fisicamente juntos, pois se tu pegar historicamente, antigamente só tinha como se gravar as bandas fazendo um ao vivo. Então era ensaio, ensaio… Grava, grava. Mas isso foi mudando e hoje é muito diferente. Essa limitação de estar no mesmo espaço não temos mais, nos possibilitando fazer sons diferentes. Mas a gente se juntou em alguns momentos em que precisava tomar decisões e principalmente quando precisava gravar alguma bateria, por exemplo. O Guerra também tem um estúdio na casa dele, fomos nos juntando e acompanhando o processo todo. É um grande “grupão do zap” da banda que vai melhorando as músicas e cada um vai dando suas sugestões.  Gustavo Mantovani – E tem um detalhe né? Como originalmente algumas dessas músicas eram para ser de um projeto chamado Sua Alegria Foi Cancelada – Deluxe, que nunca acabou acontecendo, algumas delas foram gravadas antes da pandemia, como é o caso de Já Faz Tanto Tempo e Grave Acidente. Lucas Silveira – É verdade. Grave Acidente tem dois anos de composição. Me apareceu recentemente uma lembrança da gente tocando essa música aqui em casa.  Thiago Guerra – Isso é um sinal de que era na verdade um processo, que muita gente está entendendo agora, porque às vezes até a gente precisa sair um pouco desse tempo marcado para entender o que está acontecendo. Mas a gente já estava nesse processo, desde o último disco. É um trabalho que vem desde o disco Natureza Caos, na realidade.  Lucas Silveira – Tem música que nasceu e nem me lembro quando. Às vezes a gente ensaiava para show e a ideia surgia no próprio ensaio. Um dia eu estava na Twitch, que é o que faço quando estou sem nada para fazer, aí eu mostro pros fãs o que tem dentro das minhas pastas de músicas e composições, mas geralmente são só ideias. Se eu mexi muito na música eu sei qual que é aquela referência. Tanto que a do Lulu Santos, ela se chamava Pretenders na pasta (risos), porque era uma referência de Don’t Get Me Wrong da banda The Pretenders. E ficou… às vezes eu esqueço. Mas um dia abri a pasta e ‘cara, que música é essa?’ já que eu literalmente não lembrava dessa ideia. Aí eu mandei pro Guerra, ele devolveu e virou música depois sabe? Então, a gente é muito livre para criar. Se tiver que ir agora para um sítio e fazer um disco todos juntos como a moda antiga, faremos também, porque o divertido na história é se desafiar. Para ficarmos felizes com o processo do que estamos fazendo, temos que nos surpreender com nós mesmos. Não pode ser feijão com arroz… Aliás, é um feijão com arroz, mas a gente coloca um Ajinomoto assim… (risos). A gente não pode ficar no que já sabemos fazer, gosto de ampliar isso. Acaba que realmente fica um disco diferente do outro e propondo coisas. O próprio fã às vezes absorve na hora, mas outras vezes demora. Eu percebi que esse disco é o que mais pessoas me viram na rua e falaram ‘legal o disco novo hein?’. Por que normalmente o cara diz ‘legal, Fresno. Tira uma foto aqui’. Mas o pessoal falando literalmente que gostou… Eu percebo que deu muito certo com o fã e com pessoas que conheciam, mas não gostavam tanto assim. Foi um disco que a gente fez nesse pensamento de trazer de volta para a nossa sonoridade uma coisa mais pop. Thiago Guerra – É pop mesmo. Até porque até os rocks mais pesados do disco estão com uma sonoridade pop. E eu acho que isso é

Entrevista | Day – “Foi a minha primeira vez construindo um disco”

“A vida é isso, não passa disso”. É com essa frase que a cantora Day encerra o seu primeiro disco, Bem-Vindo Ao Clube, que conta as suas vivências de uma forma mais romantizada, e serve como um abraço para quem já esteve nas mesmas situações. Aliás, o álbum já está disponível em todas as plataformas de streaming. De acordo com a cantora, Clube dos Sonhos Frustrados é a canção que melhor resume o disco. Enquanto, o Epílogo – A Maldição da Expectativa é a que ela mais se identifica, por ser “muito honesta”. O disco vem com uma parceria. Isso Não é Amor é uma música de Day com Lucas Silveira, da banda Fresno. “A gente fez uma primeira versão de uma música que estava muito feliz para o nosso gosto, muito para cima. Ele falou vou começar outra, que foi Isso Não Era Amor, e a gente ficou travado no refrão. Ele mandou para um amigo dele fazer a melodia do refrão e voltou com o refrão já escrito”. “Inclusive para mim é um dos melhores refrões do disco que não fui eu que fiz, o que é uma pena. Mas foi meio que à distância assim, a gente só se encontrou para gravar as vozes. Eu costumo falar que é uma assinatura de tudo o que tenho feito, é muito importante para mim ter o Lucas nesse disco, ter a validação e a arte dele presente nesse projeto”, contou a cantora sobre o único feat de Bem-Vindo Ao Clube. Bem-Vindo ao Clube conta com 12 faixas, que circulam em sonoridades distintas, e transmitem diversos sentimentos ao longo dos quase 32 minutos. Sendo assim, Day resume seu estilo musical em um pop emo ou pop alternativo. Bem-Vindo ao Clube foi produzido durante a pandemia O processo criativo do disco começou no início da pandemia, onde, de acordo com a cantora, inspirou a frase que está em Clube dos Sonhos Frustrados. “Traçando metas, enquanto o mundo finda, bem-vindos aos piores dias das nossas vidas“. Assim como todo mundo, Day também achou que a pandemia da covid-19 iria durar no máximo um mês, o que era para ser um exagero artístico, se tornou real. “Foi muito intenso porque foi o momento que eu estava de muita introspecção. Então, a única coisa que eu tinha para fazer era olhar para mim, e às vezes olhar para a gente mesmo, não é tão agradável. Foi um momento de altos e baixos, era muito bom na hora de sentar no estúdio e produzir a música. Mas na hora de fazer, era uma coisa meio sofrida, mas ao mesmo tempo foi bem interessante. Foi a minha primeira vez construindo um disco, um álbum com história”, explicou. Contudo, Day acredita que o maior desafio em produzir em um momento como esse foi lidar com as suas frustrações, entender a sua realidade e não se permitir desistir. Bem-Vindo Ao Clube fala sobre todos esses sentimentos também. Show de Day e futuros feats Em suas redes sociais, Day brinca que Bem-Vindo Ao Clube é uma espécie de vacina. A primeira dose é ouvindo o disco, e a segunda é no show, que acontecerá no dia 15 de janeiro, no Hangar 110 em São Paulo. Entretanto, os ingressos esgotaram em apenas uma semana. “Eu estou tão feliz porque estava tão preocupada. É muito louco, porque há dois anos quase sem subir no palco, não sabia muito bem o que esperar quando anunciasse o primeiro show. Então fiquei muito feliz que em uma semana a gente esgotou esses ingressos. A expectativa que já estava alta, agora está ainda maior. Acho que vai ser muito emocionante, acredito que vá chorar em alguns momentos, mas estou empolgadíssima”, comemorou. Neste show, terão algumas surpresas. Clarissa, Konai e Di Ferrero farão participações especiais. Entretanto, a cantora contou ao Blog n’ Roll que na banda, Gee Rocha será o seu guitarrista. Com isso, terá um momento do show em que Day, Di e Gee cantarão uma música do NX Zero, um momento emocionante para os fãs e para ela, que acredita que vai chorar. Além disso, adiantou que em breve vai ter uma parceria com o Di. Já com a Clarissa, a música já está pronta mas ainda não tem data marcada para o lançamento, portanto, pretendem dar um spoiler no show. Com o Konai, eles já possuem uma canção juntos, intitulada Pesadelo, e irão cantar pela primeira vez ao vivo. Por enquanto só foi anunciado em São Paulo, mas Day afirma que já está fechando com outras cidades. Entretanto, os shows serão anunciados em breve, mas serão realizados só após o Carnaval.

Entrevista | Maneva – “Tudo nasceu para virar reggae mesmo”

Após o sucesso de Tudo Vira Reggae, o grupo Maneva decidiu dar continuidade a esse projeto. O volume 2 volta com 11 regravações de grandes sucessos da música brasileira transformados em reggae. Aliás, já está disponível em todas as plataformas de streaming. As músicas nacionais escolhidas foram: Deixe-me Ir/Tem Café, Magamalabares, Não Precisa Mudar/Me Abraça, Apelido Carinhoso/Cigana, Mania de Você, Temporal, Me Diga, Codinome Beija-Flor/Catedral, Por Você, Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim, e por fim, Verdade/Ai Que Saudade De Oce/Capoeira. Segundo o Tales De Polli, vocalista do Maneva, todo o repertório foi escolhido de acordo com o que ficava bom na voz. “Tudo nasceu para virar reggae mesmo, é meio igual samba, você consegue transformar qualquer parada no ritmo. Então, a gente partiu dessa ideia da gente poder ver o que ficava bom na voz, a gente estava simplesmente se divertindo entre amigos mesmo”. Além disso, os fãs também puderam ter grande participação na escolha das canções. “É um trabalho de todos. Pode parecer clichê, é a voz do povo. Então a gente parte dessa parada do que são as músicas que a gente gosta, as que fazem sucesso, o que fica bom na voz e palpite da galera, todo mundo junto”. Relação do Maneva com os fãs Essa aproximação também fez com que os fãs se identificassem ainda mais com o Maneva, tendo conexão com o gosto da banda, e também trouxeram um público que não costuma escutar reggae. Entretanto, algumas pessoas não receberam tão bem, alegando que não tinham mais criatividade para música nova. Contudo, o intuito do projeto Tudo Vira Reggae foi a necessidade da banda de ver artistas renomados fazendo reggae, gênero musical pouco explorado no Brasil. Portanto, com isso, o Maneva sente uma grande responsabilidade em regravar esses grandes sucessos. “Tiveram pessoas que choraram, sorriram, casaram com elas, fez parte da vida de muita gente. Você se propõe a fazer um trabalho que traz esse negócio para um universo que é seu, do reggae. É uma coisa muito desafiadora e que traz muita responsabilidade, a gente ficou muito feliz com o resultado. A gente realmente está pela música, ama a música e tem um respeito muito grande pelas canções e o que elas representam e carregam”, contou Tales De Polli. Continuação do Tudo Vira Reggae e turnê O Maneva acredita que Tudo Vira Reggae não terá fim, então provavelmente terá continuação, não só com sucessos nacionais. Internacionais e latinas também estão nos planos. De acordo com a banda, o projeto vai acompanhá-los até o final da carreira, e ‘com certeza todo ano terá novidades sobre o Tudo Vira Reggae’. Tudo Vira Reggae ganhará uma turnê por algumas cidades do Brasil, e os integrantes da banda Maneva estão com saudades de vir para Santos. “Estamos querendo ir para Santos, muita saudade do povo caiçara e estamos preparados para a retomada. Estamos com muito amor no coração, e muita ansiedade. Esperamos que o mais breve possível a gente se encontre aí em Santos”, finalizou o vocalista do Maneva. Confira Tudo Vira Reggae 2 abaixo:

Entrevista | Bruno Gouveia (Biquini Cavadão) – “Nós soubemos atravessar esses tempos”

A banda Biquini Cavadão, formada há 36 anos, lançou mais um álbum autoral. Através dos Tempos, disponível no streaming, conta com canções inéditas e produção de Paul Ralphes, que não trabalhava com a banda há 20 anos. Bruno Gouveia, Carlos Coelho, Miguel Flores e Álvaro Birita são os integrantes do Biquini. Portanto, trazem neste novo álbum uma mensagem de otimismo e esperança, de que tempos melhores virão. O Blog n’ Roll conversou com o vocalista Bruno Gouveia que contou um pouco sobre essa nova fase da banda. “Nós passamos por tantas coisas. Nós já passamos por inflação galopante, outras crises de saúde, por apagões, mudanças de moeda, e nós soubemos atravessar esses tempos. O que o Biquíni tem hoje nessa história toda são 36 anos ininterruptos em que a gente soube lidar com todas essas adversidades e seguir a diante” “Ou seja, é aquilo que a gente fala logo na primeira música, ‘nada é para sempre vamos superar tudo isso’, e era uma coisa que eu estava querendo. Quando comecei a conversar com a banda falei ‘cara eu vejo esse disco como um disco importante para gente mostrar para as pessoas, de que a gente tem um caminho a seguir, de que nós temos que olhar para frente. Claro passamos por perdas inacreditáveis mas que a gente vai ter que olhar para frente, seguir adiante e que vai dar tudo certo. Nós vamos ter dias melhores e um novo dia vai afastar essa escuridão toda’”, completou Gouveia. O novo álbum traz nove músicas. Sendo elas: Nada É Para Sempre, A Manhã, Através dos Tempos, Colhendo Flores, Me Sorria Com Seu Rosto Inteiro, Dois Polos, A Vida, A Gente É O Que É, e por fim, Eu Não Vou Recuar. Criação do álbum foi durante a pandemia O Biquini começou a criar Através dos Tempos no período da pandemia. Sendo assim, tudo foi feito de forma online, por videoconferência. A banda tem o costume de ir compondo e guardando. Então, quando surgiu a oportunidade de fazer o álbum, cada integrante apresentou as músicas que compôs nos últimos tempos. Não só o processo criativo, mas a gravação também foi feita à distância. Os integrantes não quiseram se encontrar, gravaram sozinhos e depois juntaram tudo. Por este motivo, as capas dos singles possuem fotos da banda, entretanto, nenhuma foi tirada com todos juntos. Além disso, o videoclipe também funcionou dessa forma. Inclusive, o produtor musical, Paul Ralphes, pediu para não se encontrarem, devido às regras de distanciamento da pandemia da covid-19. “Acho que é uma questão de respeito às normas, e acima de tudo respeito à relação que nós temos. Somos acima de tudo amigos, estamos unidos na banda, na amizade e separados momentaneamente. Mas isso foi durante esse período, já estamos nos encontrando um pouco mais, e claro estamos fazendo alguns shows”, explicou o vocalista do Biquini. Turnê do novo álbum do Biquini Cavadão Através dos Tempos ganhará uma turnê pelo Brasil, porém, a banda ainda não se sente 100% segura. “Os artistas em geral foram os primeiros a parar, e estamos sendo realmente os últimos a voltar. É muito duro para todos nós, para toda uma classe, porque nós somos realmente especialistas em aglomerar pessoas”. “Então, citando Cazuza, ‘quando a gente descobre que o meu prazer agora é risco de vida’, a gente tem que saber lidar com isso e a melhor forma de lidar é realmente se vacinando e aguardando que a gente possa superar esse momento. Ainda me sinto um pouco inseguro, mas acho que a gente está caminhando para sair desse problema e é por isso que decidimos finalmente lançar um álbum”, explicou Bruno Gouveia. O Biquini Cavadão já veio diversas vezes para a Baixada Santista, a última vez foi em 2007, com o disco As Voltas Que O Mundo Dá, e viria com Ilustre Guerreiro, mas não deu certo por conta da pandemia. De acordo com o vocalista, a banda vai se esforçar muito para vir para Santos com Através dos Tempos. “Todo o litoral tem uma energia muito boa”. Lembrança de Bruno Gouveia com Santos Por fim, Gouveia contou uma curiosidade da primeira história que ele lembra com a cidade de Santos, que aconteceu em 1992. “Fui fazer um show no litoral do Rio, e no dia seguinte era Santos. Então, a gente ia fazer um show no litoral do Rio, pegava o ônibus e seguia direto, era fácil. Só que resolvi comer um arroz de marisco e acabei me intoxicando, tive uma intoxicação alimentar violenta, passei muito mal. Só consegui fazer o primeiro show porque me deram uma injeção para poder ficar melhor”. Bruno Gouveia, vocalista do Biquini Cavadão “Fiz o show no desespero de acabar, quando acabou falei para eles ‘não sei se vou conseguir fazer esse show em Santos, não vou conseguir pegar essa estrada sinuosa até Santos do jeito que estou’. Acabei pegando um táxi para o Rio de Janeiro, a banda foi para Santos, consegui ser atendido de emergência com o meu médico, ele olhou para mim e tudo mais, e falou assim ‘acho que o pior já passou você pode ir’. Fui, peguei uma ponte aérea para São Paulo, desci as famosas curvas da estrada de Santos e cheguei bem a tempo para o show ser realizado, e o show foi maravilhoso. Então assim, não é uma história exatamente sobre Santos, mas sobre os percalços que a gente passa às vezes para poder chegar em uma cidade e fazer um show”, finalizou o vocalista, Bruno Gouveia. Confira o novo álbum Através dos Tempos abaixo:

Entrevista | Zakk Wylde (Black Label Society) – “O mundo voltará ao normal”

O Black Label Society está de volta! Nesta sexta-feira (26), a banda de Zakk Wylde lançou o seu décimo primeiro álbum de estúdio, Doom Crew Inc. O sucessor de Grimmest Hits (2018) conta com 12 faixas, que soam como um tributo ao “primeiro a sangrar, o último a sair” da banda. E com guitarras ainda mais técnicas de Zakk. Em resumo, as canções são odes à celebração e luto, as trilhas sonoras de noites de júbilo e dias confusos, gravadas no estúdio caseiro de Zakk, o Vaticano Negro. Neste álbum, Zakk troca solos e partes de guitarras gêmeas com Dario Lorina, apoiado pelo estrondo do baixista de longa data, John “J.D.” DeServio, e o poderoso baterista Jeff Fabb. Zakk conversou com o Blog n’ Roll via Zoom e explicou mais sobre o conceito do álbum, além de algumas histórias curiosas de sua carreira. O quão diferente foi gravar Doom Crew Inc.? Como foi o processo de criação dessas canções? Não foi diferente de fazer qualquer um dos outros álbuns. Quero dizer, minha esposa me disse que teríamos cerca de um mês antes dos caras chegarem para a gravação, então simplesmente comecei a trabalhar. Fui para a academia, liguei meu amplificador, comecei a escrever… Quero dizer, basta você se inspirar e começar a escrever, sabe. Não foi diferente. Gosto de passear com os cachorros à noite e ouvir música. Enquanto estou andando com eles se eu ouvir algo suave e me inspirar, me sento atrás do piano, começo a escrever e então temos outra música. Algumas faixas surgiram assim na minha carreira, como Farewell Ballad. Essa escrevi quando estava trabalhando para uma revista de guitarras. Eu estava fazendo uma peça solo, então escrevi essa progressão, e isso se tornou a Farewell Ballad. Foi assim que as coisas aconteceram nesse álbum também. Mas, quero dizer, no que diz respeito à gravação do álbum, eu fiz todas as guitarras antes mesmo dos caras chegarem. Todas as guitarras que você ouve já estavam prontas antes mesmo dos caras colocarem a bateria e o baixo. Você chegou a declarar que o “novo álbum é um álbum de duas guitarras, guitarras gêmeas, algo como Allman Brothers ou Judas Priest”. Qual é o tamanho do peso dessas guitarras em Doom Crew Inc.? Só acho que dá outro sabor à sopa, sabe? E o Dario (Lorina) é demais. Ele é um guitarrista incrível e também toca piano … podemos dizer que ele lava pratos, ele lava roupa, ele na verdade faz uma batata com frango incrível, ele é demais. Set Your Free foi o primeiro single revelado por vocês do Doom Crew Inc. E o videoclipe é algo muito nonsense. Queria que você comentasse um pouco sobre essa produção. Qual foi a ideia da produção? Bem, Justin Rick, que é nosso diretor de vídeo, está conosco desde 2014. Ele é a base da banda, o diretor da Black Label Society, então eu disse: “sigam o Justin”. Eu só queria fazer um vídeo que capturasse meu baile de formatura, em 1985, na Jackson Memorial High School, em Nova Jersey. Então, basicamente foi isso. Estávamos vestidos como a banda, e a única coisa diferente foi que colocamos ela em preto e branco, mas no que diz respeito aos sais de banho e os caras rasgando os testículos no final do vídeo… aconteceu tudo isso, eu estava lá. Chorei da primeira vez, e quando vi esse vídeo, chorei de novo (risos). Doom Crew Inc. é a trilha para a retomada da vida após esse período de isolamento social? Oh, é isso. Ou algumas pessoas vão ouvi-lo e dizer: “este álbum é tão terrível que nem quero mais estar aqui. Só quero acabar com tudo” (risos). Não, quero dizer, porque as pessoas falam sobre a influência da pandemia ou sei lá o quê. Mas, para mim teve um lado bom. Finalmente tive a chance de passar um tempo de qualidade com minha família, sabe? Isso é o que eu recebi durante a pandemia. Passear com meus cachorros, passar tempo com minha família, pegar meu filho na escola e depois ir para suas aulas extras, e ser capaz de fazer coisas que normalmente não faço, porque estou na estrada o tempo todo, então quando estou em casa são as férias. Eu realmente aproveitei meu tempo em casa. Esperançosamente, em breve, o mundo voltará ao normal. Vamos chutar o traseiro e todo mundo vai se divertir, ir para shows e fazer coisas que amamos fazer. O que você escutou nesse período que ficou mais em casa? Escuto tudo. Ouço Allan Holdsworth, orquestra, Robin Trower… Eu também ouço estações de rádio, onde você conhece todos esses artistas incríveis que você nunca ouviria. Mas ouço de tudo, desde Flock of Seagulls à orquestra Maha Vishnu, Joe Pass, Scott Henderson, Steve Morris, The Drags… você sabe, apenas ouço um monte de coisas assim. E, claro, todos os meus discos de rock clássico que adoro, como Zeppelin, Sabbath e Elton John. Ouço quase tudo! Animado para voltar a estrada? Brasil está no radar do Black Label Society? Sim, sem dúvida, se pudermos tocar no Brasil será ótimo. Acabei de ver que o Guns n’Roses cancelou um monte de shows no México ou algo assim, então não sei como será. Mas se tudo estiver aberto, é claro que vamos tocar aí. Faremos o Hell Fest na Europa, isso é certo. Se as coisas não forem canceladas, nós vamos tocar, e estamos empolgados para isso. E como ficam seus projetos paralelos? Pretende retomar algum deles? Estou focado apenas na Black Label Society agora. Nós apenas fizemos este álbum e então fizemos vários vídeos para isso. Agora, estamos nos preparando para os ensaios da Black Label, acho que temos Paul Abdul vindo para trabalhar conosco em novos movimentos de dança para a nova turnê. Já temos shows marcados para 1 de outubro a 22 de novembro. E temos um de Natal, em 26 de dezembro, e outro na véspera de ano novo, no Arizona. Estou ansioso por tudo isso. Recentemente,

Entrevista | The Driver Era – “Música é só um reflexo do que está acontecendo”

Formado pelos irmãos Ross e Rocky Lynch, o duo The Driver Era lançou, recentemente, Girlfriend, seu aguardado segundo álbum de estúdio. Aliás, o sucessor do disco de estreia é mais experimental, passando por gêneros como o R&B e o pop. Ross, aliás, é conhecido também pelo seu trabalho como ator. Se destacou nas séries Austin & Ally (Disney) e O Mundo Sombrio de Sabrina (Netflix), onde interpretou Harvey Kinkle. The Driver Era, aliás, tem data agendada no Brasil. A dupla remarcou seu show para 21 de maio de 2022, no Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade), em São Paulo. Os ingressos estão à venda e custam R$ 130,00 (meia) e R$ 260,00 (inteira), no site da Livepass. A dupla The Driver Era conversou com o Blog n’ Roll sobre o lançamento de Girlfriend e comentou como é trabalhar em família. Confira abaixo. Girlfriend é um álbum inteiramente produzido por vocês. Quais são as vantagens de trabalhar dessa forma? Se sentiram mais confiantes para fazer isso no segundo álbum? ROSS: Tem muitas vantagens… ROCKY: A principal vantagem é que, com certeza, você pode fazer o que você quiser. As possibilidades são infinitas. ROSS: É um ambiente completamente livre, obviamente nós trabalhamos juntos por tanto tempo, nós crescemos juntos e temos gostos e ideias parecidas sobre o que é o Driver Era. Então, realmente funciona bem para nós. ROCKY: Nós nos preparamos até o ponto de conseguirmos produzir o álbum inteiro sozinhos. Porque no último álbum nós produzimos a maioria dos últimos lançamentos, acho que foram cinco. Acho que foi um EP ou algo assim, e foi quase totalmente produzido por nós. Portanto, fomos chegando nisso aos poucos, até chegarmos ao ponto de nos sentirmos autossuficientes. Foi divertido fazer desse jeito. Nós podemos ir até Vancouver rapidinho e voltar… podemos fazer o que quisermos. ROSS: É um ótimo fluxo de trabalho, funciona muito bem. Como foi o processo de criação de Girlfriend? O que pesou na hora de compor? Qual mensagem que vocês querem passar com esse álbum? ROSS: O processo foi bem longo. Viemos trabalhando nesse álbum por um longo período. Para falar a verdade, começamos a trabalhar nele antes mesmo de saber se queríamos que fosse um álbum. Acho que no começo pensamos que íamos soltar singles, depois mais singles, porque é a maneira como as pessoas consomem música hoje em dia. Pela primeira vez nós tínhamos um monte de músicas quase prontas… nós ficamos muito animados e queríamos fazer um disco. É quase como um diário. A música para a gente é só um reflexo do que está acontecendo. Então chamamos de Girlfriend por um monte de motivos, mas um deles é porque nós temos namoradas e aprendemos muito com elas e sentimos que todos têm muito a aprender com elas também. ROCKY: É sobre descobertas. Esse é o tipo de tom sublinhado nas mensagens de muitas de nossas músicas. É apenas tentar encontrar um lugar mais preciso para todos os sentimentos e tentar apenas revelar o que está escondido em qualquer forma… Toda vez que eu escrevo uma música, sempre estou fazendo isso. Falando um pouco sobre as influências de Girlfriend, o que vocês escutam normalmente e pode ter tido alguma influência nesse trabalho do Driver Era? ROSS: Ultimamente eu tenho ouvido vários artistas. É que tem tantos grupos e artistas incríveis lançando música o tempo todo no Spotify. Então é difícil apontar uma influência ou inspiração específica. ROCKY: Eu acho que o nosso estilo de produzir é influenciado por tudo que já ouvimos desde os 6, 7 anos. Desde de muito jovem algo que ouvia foram os primeiros álbuns do Eminem. Acho que comecei a gostar por causa da produção. Ampla influência do R&B, hip hop, entre outros. Trabalhar com o irmão é mais fácil? Como separar o pessoal do profissional na hora de entrar no estúdio? É tranquilo? ROSS: Eu realmente gosto de trabalhar como irmãos. ROCKY: Eu realmente gosto deste cara! Risos. ROSS: É, funciona bem para nós. Veja é tudo música. Billie Eilish e Finneas (O’Connell). Kings of Leons são irmãos e primos, Jacksons Five, eu não consigo pensar em todas as grandes combinações de irmãos da música, mas definitivamente tem uma conexão aí para muitas pessoas, com a gente incluído, para a música e membros de uma família. Mas funciona super bem para a gente… nós moramos juntos, então podemos trabalhar nas nossas coisas o tempo todo. Somos bem parecidos e nos damos muito bem. Nós amamos isso! Às vezes mostrar as músicas para o resto da família é um pouco deprimente porque eles têm uma grande influência porque eles são importantes para nós, mas nem sempre compartilhamos o mesmo gosto (musical). Então às vezes isso é meio assustador para mim. Mas geralmente eles gostam. Vocês têm mais irmãos? ROSS: Sim. Somos eu e o Rocky e também moramos com o nosso irmão mais novo, Ryland. E a nossa irmã mais velha, Rydel vai tocar o teclado na nossa tour e o Riker, nosso irmão mais velho, toca baixo e ele também fez o nosso último vídeo clipe. Ele fez a direção. Seus pais também são músicos? ROSS: Não, eles só deram esse apoio desde o início. Ross tem uma carreira como ator e alguns trabalhos de destaque, como na série O Mundo Sombrio de Sabrina. Isso é algo que te anima também, Rocky? Ou seu tempo é todo para a música? ROCKY: No nosso último videoclipe tinham algumas cenas de ação. Eu pensei que incrível. Nós viemos para Los Angeles para fazer de tudo e mais tarde eu percebi que gostava muito de música. Mas nesse videoclipe estava me divertindo continuamente tentando falar frases simples da maneira mais natural possível. Não me vejo tentando ser ator neste momento, mas eu achei divertido… vamos ver. Como você faz para dividir seu tempo entre atuar e tocar, Ross? Tem mais alguma novidade por vir na sua carreira como ator? ROSS: Eu não tenho nenhum projeto agora. Eu tento fazer apenas as

Entrevista | IZA – “Meu próximo álbum é exatamente sobre dualidade”

Após o sucesso de Gueto, Iza traz uma estética diferente no seu novo single. Sem Filtro já está disponível em todos os streamings de música, acompanhado de um videoclipe futurístico, com direito a dançarina da Beyoncé e produção de Bollywood. Em resumo, a música, escrita por Luccas Carlos em parceria com Rafinha RSQ e Carolzinha, narra relacionamentos passageiros, de uma forma diferente do que Iza costuma fazer, trazendo um dos gêneros musicais preferidos da cantora, o R&B. “Eu gosto muito de R&B, acho que a cena só cresce, e poderia falar vários nomes, mas vou falar um só, que é muito especial para mim, e faz parte desse sonho comigo que é o Luccas Carlos. Escolhi o Luccas Carlos por achar que ele é a cara do R&B nacional, um artista que me inspira e é com o qual tenho planos”, contou Iza. Em entrevista coletiva, a cantora explicou que Sem Filtro é resultado da sua segurança para se expor e se arriscar. “Acho que consegui olhar com menos medo para coisas muito íntimas minhas. Foram essas músicas (Gueto, Dona de Mim, Pesadão…) que me apresentaram para muita gente, mas acho que nesse momento da minha carreira me sinto mais segura para me expor cada vez mais”. Audiovisual de Sem Filtro O videoclipe foi roteirizado pela própria cantora e dirigido por Felipe Sassi. O audiovisual foi criado a partir de uma observação criativa da Iza dos tempos que estamos vivendo, com diversas metáforas ao longo do vídeo. Para ser entregue a tempo, pessoas de todos os lugares do mundo foram envolvidas. À frente da coreografia, está a coreógrafa francesa, Laure Courtellemont, que também trabalhou no clipe do single Evapora, acompanhada de ótimas bailarinas do mundo todo, entre elas uma das bailarinas da Beyoncé. Com produção de Bollywood, uma cena que chama atenção é a de Iza no globo da morte, fazendo uma metáfora às ‘borboletas no estômago’, que os relacionamentos passageiros proporcionam. Iza quis trazer pessoas que admira para trazer uma essência mais sensual, já que, segundo ela, é mais difícil mostrar sensualidade para a câmera. Por este motivo, o homem que contracena com ela é seu marido e produtor musical, para a cantora ficar mais confortável. “Sem Filtro é super uma conquista. É um lado meu que ainda não tinha muita coragem para performar. É uma estética que sempre quis me ver, mas não costumava me ver muito nesse universo, apesar de achar incrível”. Novo álbum Após um tempo sem lançar um álbum, e com a cobrança dos fãs, Iza explicou que ‘não estava fazendo sentido’. Aliás, por este motivo não estava fazendo música. Entretanto, Sem Filtro marca o primeiro passo para o lançamento do seu novo álbum. “Ninguém aguenta mais, nem eu. O álbum vai vir no momento certo, e só quero dizer para os meus fãs que quero fazer uma coisa muito linda. Sem Filtro tem muito a ver com o que quero. Meu próximo álbum é exatamente sobre dualidade, tem muito a ver com a minha personalidade”, afirmou Iza. Confira o single acompanhado do videoclipe abaixo

Entrevista | Sandy – “Aprender através de uma tela não é nada fácil”

Se conquistar as pessoas pelo paladar pode ser considerado um ponto forte do brasileiro, a cantora Sandy já está seguindo à risca. Isso porque ela estrelará o programa culinário Sandy+Chef, na HBO Max, a partir de quinta-feira (11). Com a ajuda de renomados chefs de cozinha, ela aprende e conhece receitas deliciosas, ‘desmistifica’ ingredientes e faz pratos incríveis para seus convidados. Quem são eles? A Família Lima, é claro! A dela e a do marido! Sandy+Chef é uma versão do programa americano Selena+Chef, onde a cantora Selena Gomez se arrisca na cozinha de casa com chefs famosíssimos e cria pratos deliciosos para os convidados. O programa culinário ‘não-roteirizado’ foi lançado nos Estados Unidos em 2020, em meio a pandemia da covid-19. Tudo feito de forma remota, incluindo o auxílio dos chefs gastronômicos. Tudo por videochamada… já pensou? De forma intimista, gravado em casa, o programa conquistou o público e já está em sua terceira temporada nos EUA. Na versão brasileira, quem irá se arriscar na cozinha é Sandy, que conta que sempre gostou de culinária, mas não praticava tanto quanto gostaria. Ela terá a ajuda dos chefs Paola Carosella, Murakami, Lili Almeida, Thiago Castanho, Renata Vanzetto e João Diamante, para preparar e experimentar pratos. Cozinhando, mas com desafios E como o programa americano, toda a ajuda foi remota também. Para a cantora, fazer os pratos à distância foi um dos principais desafios. “Aprender através de uma tela não é nada fácil. Quando o chef está do seu lado, você consegue aprender melhor. Às vezes, não conseguimos ver ou entender a forma correta do corte de um ingrediente pela tela, por exemplo… Existe também o delay ou problemas técnicos, que são as consequências desse formato tecnológico, mas que tivemos de nos adaptar”, disse Sandy, que conversou com a imprensa, recentemente. Somado à isso, existia o medo de errar algum dos passos das receitas. “Era uma tensão diária (risos)”. Ainda assim, fazer parte do programa foi uma grata experiência para Sandy. Entre cortes e queimaduras (leves, ela garante), a cantora se permitiu experimentar ingredientes que nunca tinha comido. “Qualquer prato, quando preparado por um chef, fica muito bom! Eles sabem harmonizar os temperos e o resultado fica irresistível”. Durante a produção do programa, Sandy chegou a entregar uma lista de coisas que ela não comia. Um exemplo são os peixes de água doce. A cantora conta que não é chegada nos peixes de rio, nem sua família. Mas… “Um dia, o Thiago Castanho (chef de cozinha) me ajudou e resolveu preparar um peixe. E eu não gosto dos de água doce, né? Mas ele fez o prato de um jeito… que eu comi BABANDO! A minha família, que também não gosta, amou o prato!”. O peixe foi uma exceção à regra, que a fez desmistificar o prato. Mas Sandy conta que há ingredientes que ela não come de jeito algum: “Pimentão, carnes estranhas e frutos do mar, como ostra e mexilhão. O resto, a gente pode até aprender a comer”. Apoio fundamental da família de Sandy E falando em família, estar com o marido, os pais, irmão, cunhados, sogra e primo nessa aventura gastronômica foi excepcional. “Tive o apoio da minha família em todos os episódios, afinal não foram só para comer, né?” Os convidados também botaram a mão na massa, a ajudaram na logística da cozinha e descontraíram a cantora nos momentos mais ‘tensos’. “(Gravar o programa) seria maravilhoso de qualquer maneira, mas com a família deu um ‘plus’ muito bom!” E com os chefs? Será que rolou alguma bronca na cozinha? “Eu estava super na expectativa de conhecer a Paola (Carosella). E conheci: uma profissional forte, exigente, simpática e muito querida. Só que não deixei de ficar nervosa! Mas a Paola foi maravilhosa e super paciente comigo”. Com a chef, a cantora, literalmente, botou a mão na massa. “Fiz um ravioli do zero com a ajuda dela. E olha, ficou muito gostoso, apesar dos imprevistos. Massa caseira é outra coisa, né? Apesar da (massa) pronta ser mais fácil, valeu super a pena aprender a fazer”. Se você curtiu a ideia de se arriscar na cozinha, não pode perder Sandy+Chef. Ah, mas antes de encerrar, algumas dicas que a cantora recomenda para quem, assim como ela, ficou interessado em aprender mais na cozinha. “Mantenha a calma, concentre-se muito em cada movimento das etapas da receita. Muito foco e atenção deixa tudo menos perigoso na cozinha. Organização é fundamental para dar certo!”. Ainda quer mais dicas? Agora só assistindo o programa! Já anota na agenda: o primeiro dos seis episódios vai ao ar nesta quinta-feira (11), na HBO Max. Aliás, será uma ótima oportunidade para conhecer o desafio mais inusitado da carreira de Sandy. Por fim, de quebra, ficar com água na boca com os deliciosos pratos preparados!