Anônimos Anônimos estreia álbum “Acabou Sorrire” misturando indie e emo

A banda Anônimos Anônimos acaba de lançar o primeiro álbum cheio da carreira. Intitulado Acabou Sorrire, o disco chegou às plataformas pelo selo Forever Vacation Records reunindo nove faixas que consolidam a fase mais madura e coesa do quarteto paulistano. Depois de dois EPs marcados por experimentações dentro do rock alternativo, o grupo agora aposta em uma identidade mais definida, aproximando indie rock, emo, pop punk e dream pop de letras confessionais em português e referências nacionais. O trabalho também representa um novo momento para a banda dentro da cena independente. Antes do álbum, a Anônimos Anônimos passou pela Repetente Records, selo criado por Badauí e Phil Fargnoli, além de receber indicação de Clemente como revelação no programa KZG News. Agora, o grupo apresenta um repertório mais alinhado, focado em melodias diretas e letras sobre crescimento, relações pessoais, tempo e inquietações cotidianas. O título do álbum nasceu inicialmente como uma brincadeira com Acabou Chorare, clássico dos Novos Baianos, mas acabou ganhando significado próprio dentro da proposta do disco. Segundo o vocalista Flávio, o trabalho carrega uma atmosfera mais introspectiva e reflexiva, sem abandonar o lado melódico da banda. A ideia, segundo ele, é transmitir acolhimento e proximidade, funcionando mais como “um abraço” do que como um convite para a festa. A produção ficou nas mãos de Alexandre Capilé, que teve papel importante na construção da identidade final do álbum. Já a mixagem e masterização foram realizadas em parceria com Gabriel Zander. O resultado é um disco que preserva a energia dos primeiros lançamentos, mas entrega uma sonoridade mais sólida, clara e direta, reforçando o momento de afirmação da Anônimos Anônimos dentro da nova geração do rock alternativo brasileiro.
Duo santista 2DE1 traz ardência e cura no solar single “Wasabi”

O duo santista 2DE1, projeto dos irmãos gêmeos Fernando e Felipe Amador, continua pavimentando o caminho para o seu aguardado retorno. Após um hiato de três anos, eles lançaram nesta semana a faixa Wasabi, segundo single do novo disco que chega ao mercado em março. Se a faixa anterior (Paraguay) marcou o ponto de partida dessa nova viagem, Wasabi representa o momento da transformação. Ardência que cura Lançada pelo selo Laboratório Tropical, a canção usa a metáfora da raiz-forte culinária para falar de sentimentos. Assim como o wasabi arde ao subir, mas limpa as vias, a música aborda encontros que começam atravessados pelo medo e desconforto, mas que, através da permanência, promovem a cura. “Sentíamos a importância de ter uma música mais ritmada, ainda mais solar… Essa letra nasce de algumas coisas que eu havia anotado no meu bloco de notas, referência a uns livros que eu andava lendo, e ao que eu estava refletindo sobre a minha vida”, contam os irmãos. Sonoramente, é a faixa mais rítmica e solar apresentada até agora, resultado de uma criação coletiva ao lado do produtor Gabriel Quirino. Rumo ao novo álbum do 2DE1 O 2DE1 tem uma trajetória de respeito na cena independente. Desde o disco Transe (2017), eles circularam por festivais no Brasil e Europa (Portugal e Alemanha) e colaboraram com nomes como Jup do Bairro. Agora, preparam o terreno para o álbum Eu quero ser feliz também, previsto para o início de março de 2026. A banda de apoio na gravação reuniu talentos como Alana Ananias (bateria), Jackie Cunha (percussão), Gabriel Quinto (guitarra) e Filipe Moura (sopros).
Com alma emo e coração indie, Canzone lança seu disco mais intenso: “Um Verão Que Não Passou”

“Criar memórias enquanto é tempo.” Esse é o fio condutor emocional de Um Verão Que Não Passou, álbum que a banda Canzone acaba de lançar. Com nove faixas inéditas, o novo trabalho dos gaúchos é uma ode à urgência de viver — e de sentir — antes que os momentos mais especiais se percam no tempo. Entre o amor que transforma, a nostalgia que aperta o peito e as lembranças que insistem em ficar, o disco fala sobre o que permanece dentro da gente — mesmo quando tudo ao redor já mudou. Entre o calor das lembranças e o frio das perdas, a Canzone transforma afetos em canções intensas, viscerais e sinceras. É uma mistura de emo, indie rock e nostalgia que marca o trabalho mais ambicioso da dupla formada por Lucas Arruda (voz e guitarra) e Otávio Dutra (bateria). São músicas que falam sobre partidas, reencontros, silêncios, recaídas e esperanças que resistem — mesmo quando tudo já parece ter ido embora. Produzido por Caio Weber (ex-CEFA e atual vocalista da BAD LUV, banda com Gee Rocha, do NX Zero na guitarra), o disco foi gravado à distância, entre Bagé/RS e Curitiba/PR. Foi costurado por vozes, ruídos e emoções trocadas em arquivos e mensagens atravessando a madrugada. Entre um envio e outro, a Canzone construiu um território afetivo compartilhado, ainda que separados por quilômetros, onde cada timbre e pausa tenta expressar o que não se diz com palavras. Um Verão Que Não Passou é o terceiro álbum da Canzone, depois de Labirinto (2016) e Luz (2021). É o trabalho que consolida a banda — não por soar mais madura, mas por finalmente refletir tudo o que ela é. Pela primeira vez, Lucas Arruda e Otávio Dutra escreveram juntos todas as faixas, num processo que deu forma ao disco com calma, escuta e verdade. O resultado é o registro mais coeso e honesto da Canzone até aqui. O vocalista Lucas Arruda define Um Verão Que Não Passou como o trabalho mais intenso da banda: “Esse álbum fala sobre todas as coisas que, de alguma forma, marcaram nossas vidas e seguem presentes no nosso coração: amizades, amores, luto, dias que nunca se apagaram, nossas divagações eternas, sonhos distantes e traços do que somos que nunca vão mudar. Tudo isso virou música, porque ainda vive na gente. É o disco mais pessoal que já fizemos”. Mais do que fechar um ciclo, Um Verão Que Não Passou abre espaço para uma nova fase da Canzone. Depois de colocar no mundo seu trabalho mais íntimo e coeso, a banda se prepara para os próximos capítulos — que devem chegar em breve, com novidades que mantêm acesa a urgência de dizer, sentir e transformar tudo isso em música. Confira o setlist de Um Verão Que Não Passou:
‘Concha Rock Santos’ chega à 10ª edição e presenteia fãs do punk, emo e indie

O Concha Rock Santos apresenta, neste domingo (24), os shows acústicos das bandas santistas Suburbia e SubPop, que vão agitar o palco da Concha Acústica Vicente de Carvalho (ao lado do canal 3), a partir das 18 horas, com dois tributos especiais para os fãs de punk, emo e indie. A programação, que aconteceria em 19 de outubro, foi remanejada devido ao mau tempo. Em homenagem ao grupo norte-americano Green Day, considerado entre os maiores ícones do punk rock de todos os tempos, a Suburbia traz toda energia e atitude do power trio californiano num espetáculo inédito com repertório totalmente unplugged de grandes sucessos como Basket Case, She, Good Riddance (Time Of Your Life), Wake Me Up When September Ends, entre outros. Já a SubPop tem um set mais diversificado com o melhor do pop/rock alternativo nacional e internacional dos anos 2000. As bandas Suburbia e SubPop surgiram em 2021 e 2024, respectivamente, e contam com a mesma formação, incluindo Rodrigo Ferreira (voz/violão), Fernando Galvão (guitarra/violão), Glauber Silva (baixo) e Gabriel Colaço (bateria/cajon). Com apresentações lotadas e gratuitas reunindo mais de 300 pessoas na orla da praia do Gonzaga, o Concha Rock Santos chega a sua 10ª edição. Idealizado pelo jornalista e produtor cultural santista Guilherme Zeinum, o projeto foi criado em 2017 e tem como principal objetivo levar o rock’n’roll de volta à Concha Acústica de Santos, em formato desplugado e intimista, para roqueiros de todas as gerações curtirem juntos. O local é pet friendly e também possui acessibilidade total. Publicado no Diário Oficial entre os “principais eventos da área cultural realizados no município de Santos”, o Concha Rock Santos é uma realização da Z1Press em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult). Esta iniciativa contempla os itens 3 e 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Educação de Qualidade. Em caso de chuva, a programação é cancelada e remarcada posteriormente. Mais informações pelas redes sociais: @concharocksantos SERVIÇO 10º Concha Rock Santos Data: 24 de outubro de 2024 (domingo)Atrações: Suburbia (Green Day Cover) e SubPop (Tributo Pop/Punk/Emo/Indie)Local: Concha Acústica (Av. Vicente de Carvalho, s/nº – Gonzaga – Santos/SP)Horário: 18h às 20hClassificação: livreEntrada: gratuita
Vinces expõe o lado brega e encantador da tristeza em Turista no Prazer

O cantor e compositor Vinces lançou o EP Turista no Prazer. Com uma mistura única de indie tropical, pop e influências brasileiras, Vinces promete levar os ouvintes em uma jornada de dança com suas histórias “bads” inconfundíveis. O lançamento chega em todas as plataformas digitais pelo selo Marã Música. Vinces, que começou sua carreira em 2015 tocando em barzinhos na região do interior paulista, traz consigo uma bagagem musical diversificada. Antes de sua carreira solo, fez parte de uma banda de indie rock que lançou o álbum Parábolas. Desde então, o artista tem evoluído, consolidando seu espaço na cena autoral do “indie samba” ou “indie tropical”. Suas principais influências incluem nomes como Oasis, Jorge Ben, Skank, Baiana System e Francisco el Hombre. O EP anterior de Vinces, intitulado Festa, lançado em 2022, explorou temas comemorativos do ano brasileiro. Agora, com Turista no Prazer, o artista promete uma evolução em suas composições, tanto em letra quanto em melodia, apresentando um som pop tropical com elementos de baião, guitarradas, MPB, indie rock e samba rock. “O meu novo EP chamado Turista no Prazer traz uma evolução nas minhas composições, tanto em letra quanto em melodia. Acho que é atualmente o meu trabalho definitivo dentro desse estilo nomeado de indie tropical, pop tropical… Com influências de baião, guitarradas, MPB, indie rock, samba rock, cheguei a um resultado muito esperado”, comenta Vinces. O conceito por trás das três faixas do novo EP gira em torno da persona do Turista no Prazer, um ser que não mora no prazer, apenas o visita. Vinces explora a contradição entre o ritmo dançante e as letras tristes, proporcionando uma experiência única de identificação e reflexão para seus ouvintes. Quanto à sonoridade das faixas, Vinces destaca a diversidade: “Acredito que consegui fazer o dito indie brasileiro, trazendo algumas raízes sonoras do nosso país para essa junção.” Cada faixa apresenta elementos distintos, como samba rock, indie, brega e funk, proporcionando uma experiência musical rica. Sobre as composições, Vinces comenta sobre como escreveu as faixas durante o período da pandemia: “Acredito que o pessimismo e a solidão me ajudaram quanto a algumas temáticas. Esse pessimismo e solidão me fizeram querer sempre visitá-los, apesar de que para algumas pessoas, nem pensar na tristeza pode. Mas acredito que, como qualquer outro afeto, a tristeza (ou bad como gosto de chamar), precisa ser sentida de forma natural.”
Música Indie e Cotidiano: Banda Cronistas apresenta álbum debut ‘O Que é Ser Feliz?’

Você percebe a felicidade nos detalhes do cotidiano? Esse é o tema do álbum de estreia da Cronistas: “O Que é Ser Feliz?”. Com uma sonoridade inspirada no indie, na psicodelia e no dream pop de Terno Rei, Tame Impala e Crumb, a banda revisita o dia a dia de forma introspectiva em uma narrativa composta por 9 canções. Em atividade desde meados de 2016, o grupo contempla composições retrospectivas e inéditas em um disco sutil, que aposta na simplicidade e reflete sobre incertezas. O repertório inclui os singles “Talvez (Sei Lá)”, “Incerto”, “Alívio”, “Bia”, “Aquele Outono”, “Medo de Ser”, “Vazio”, “Sobreviver” e a inédita “O Que é Ser Feliz?”. O baixista Hiero Bartholo e o tecladista Matheus Fernandes comandaram a produção do álbum, majoritariamente gravado em home studios. Apenas as linhas de bateria foram gravadas fora desse contexto, com captações no Salinha Music Studio, em Santos (SP) – cidade de origem do grupo. O vocalista e guitarrista, Guilherme Ramos, destaca que o álbum é um marco na trajetória da Cronistas. “Firmamos a nossa identidade com esse trabalho e temos alcançado cada vez mais pessoas com a nossa ótica sensorial em cada uma das letras. Conseguimos encontrar a nossa própria sonoridade em meio às bandas que admiramos”. O quinteto ainda é composto pelo baterista Vitor Scabbia e pelo vocalista e guitarrista, Vassilis Konsolakis. Anteriormente, a banda lançou os EPs “Queda / Ascensão” (2020) e “Primeira Viagem” (2016). Confira o setlist do álbum ‘O Que é Ser Feliz?’: Talvez (Sei Lá) Incerto Alívio Bia Aquele Outono Medo de Ser Vazio Sobreviver O Que é Ser Feliz?
Com indie dançante, Cronistas antecipa álbum de estreia e versa sobre inseguranças em novo single: Incerto

Nem sempre é fácil tomar as decisões mais difíceis por conta própria. Esse é o tema do novo lançamento da banda Cronistas, que versa sobre inseguranças e abusa da estética urbana no single “Incerto”. Com indie/rock, a canção estabelece uma atmosfera positiva e inspiradora. Incerto antecipa o primeiro álbum de estúdio da Cronistas, previsto para o segundo semestre de 2023 e intitulado “O que é ser feliz?”. A faixa transmite a sensação de estar perdido e sem direção, mas reforça a perspectiva do quão importante é seguir em frente conforme pontua a maturidade, comum em todas canções do setlist do disco. Anteriormente neste ano, a banda disponibilizou outras três faixas do álbum O que é ser feliz?: Alívio, Talvez (Sei Lá) e Vazio. O vocalista Guilherme Ramos explica a letra de Incerto e frisa o contexto musical em que a Cronistas se encontra atualmente. “É uma música que representa a nossa inspiração em Terno Rei, Crumb e Tame Impala, misturando teclados melódicos e guitarras dançantes para abordar as inseguranças que temos ao longo da vida com as decisões que tomamos ou que são tomadas por nós. A letra ainda questiona se o caminho mais fácil é sempre a melhor opção”. Incerto foi desenvolvida sob o espírito “faça você mesmo”, uma vez que a produção da faixa é assinada por Hiero Bartholo e Matheus Fernandes, respectivos baixista e tecladista da Cronistas. A banda ainda é constituída pelo guitarrista Vassilis Konsolakis e pelo baterista Vitor Scabbia.
Com indie e carisma, Dani Bessa aborda amor à primeira vista em “Quinta-Feira”

Um amor à primeira vista tão intenso que o futuro a dois atravessa os pensamentos. Esse é o tema do novo single do cantor e compositor Dani Bessa: Quinta-Feira. A faixa é tão dançante quanto uma festa em meio de semana, explorando elementos do bedroom pop e do indie contemporâneo. Para retratar esse eu lírico, Quinta-Feira remete ao cotidiano e à noite carioca com uma letra descontraída. O instrumental, por sua vez, representa o início de um novo ciclo para Dani Bessa, que outrora teve um estilo com guitarras e distorções similar à sonoridade de Arctic Monkeys e The Strokes. Agora, o artista se baseia muito mais na simplicidade e no carisma de nomes como Mac DeMarco, Terno Rei, Men I Trust. Quinta-Feira ainda antecipa o primeiro álbum de estúdio de Dani Bessa, compondo o setlist ao lado do single Quando Eu Falei Pra Ela, lançado no fim de 2022. O cantor explica a inspiração que culminou na nova canção. “Quinta-Feira narra uma saída para uma festa alternativa no Rio de Janeiro. É sobre resolver sair com os amigos no intuito de se divertir, sem se preocupar ou criar expectativas sobre a noite que está por vir. Porém, mesmo não buscando nada de especial, quando se menos espera, o eu lírico acaba encontrando alguém e as coisas acabam dando certo meio que de primeira. Ou seja, aborda uma paixão instantânea, que flui naturalmente”, destaca. Nas gravações de Quinta-Feira, Dani Bessa cantou e gravou guitarras. Na ocasião, contou com o suporte do produtor musical Leandro Bessa, que colaborou com as linhas de baixo e bateria. A nova faixa também abre terreno para a sonoridade que o cantor deve apresentar nos próximos singles de 2023, dando corpo para próximas apresentações ao vivo do músico, que deve passar por São Paulo e Rio de Janeiro.
Singular: Nando Müller reforça espontaneidade em disco de estreia recheado de indie folk

A vida é curta e frágil. Por isso, é importante vivenciar a plenitude de cada momento. Esse é o espírito do álbum de estreia do cantor e compositor, Nando Müller, intitulado Singular. O trabalho reúne 10 faixas que traduzem uma espécie de indie folk tardio, isto é, com um andamento calmo influenciado pela MPB e pela música alternativa em si. Em outras palavras, o disco é um prato cheio para fãs de Rodrigo Amarante, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Devendra Banhart e Mac Demarco, produzido na contramão do imediatismo contemporâneo. Isto é, levou quatro anos para ganhar vida. Assim, o repertório é composto pelas canções: O Extraordinário, Casas Coloridas, Quasar, Da Janela, Da Estrada, Mantra, Olá, Quarantine, Amor Verão e Há de Ser. Nando Müller explica que o título do álbum foi escolhido de forma espontânea, representando a fugacidade da vida e a sua relação atípica com a própria indústria fonográfica. “O nome é quase uma afronta, apresentando o material como raro ou único, já que não sei se lançarei mais canções em um futuro próximo. Brincadeira ou não, fato é que discos não são aceitos como outrora. Vejo que estou na contramão de todo esse imediatismo que os artistas têm lidado”, destaca. O álbum foi majoritariamente gravado no home estúdio de Breno Branches, nome expoente do cenário indie, que ainda assina a produção das canções. A exceção se dá pela canção Olá, que foi captada no estúdio Rota 66, em Joinville, Santa Catarina. Os músicos Nicolas Pedroso (flauta), Barbara Cosmo (backing vocal), Lu Maciel (backing vocal) e Vitor Bussarelo (guitarras, contrabaixo, bateria e piano) também colaboraram no disco Singular.