Espetáculo “Rockers!” traz a lenda Leroy Wallace para show único em SP

No dia 15 de março (domingo), São Paulo recebe diretamente de Kingston o espetáculo Rockers!, uma celebração do lendário filme de 1978 e de sua trilha sonora que ajudou a moldar a história do reggae mundial. A apresentação, que será a única no Brasil, acontece no Cine Joia e é uma realização conjunta da Powerline Music & Books com a Fatiado Discos. A lenda de Leroy “Horsemouth” Wallace O grande mestre de cerimônias deste projeto é ninguém menos que Leroy “Horsemouth” Wallace, o icônico baterista que protagonizou o filme interpretando a si mesmo. Sua contribuição para a música é inestimável: ele foi peça fundamental na consolidação do ritmo “rockers”, uma levada de bateria que se tornou a espinha dorsal de inúmeras gravações de reggae na década de 70. Horsemouth foi baterista de estúdio do lendário Studio One (a “Motown da Jamaica”) e tocou com gigantes como Gregory Isaacs, Burning Spear, Dennis Brown e The Gladiators. Retrato cru da Jamaica em Rockers! Dirigido por Ted Bafaloukos, Rockers (1978) assumiu o formato de um “falso documentário” para expor o cotidiano dos músicos em Kingston. A obra transcendeu a tela ao registrar as tensões sociais, as redes de solidariedade e a força inabalável da cultura Rastafári, conquistando o status de cult absoluto por gerações. O que esperar do show No palco do Cine Joia, a proposta é transportar o público direto para a atmosfera sonora do filme. Horsemouth e sua banda vão intercalar longos momentos instrumentais de bateria e muito groove com interações diretas e vocais clássicos do roots reggae. Para deixar a noite ainda mais histórica, o evento contará com convidados ilustres da produção original, como Kiddus I e Lloyd Parks & Friends. A cena nacional também estará muito bem representada com Sistah Chilli, Sistah Mari e Fatiado Selectah. 🎫 Serviço: Fatiado Reggae apresenta Rockers! Ingressos: As vendas estão abertas e, por se tratar de data única, os ingressos devem esgotar rápido.
Poplars debocha de QAnon no ska Is Real; assista

Influenciada por ritmos jamaicanos do reggae e do ska, a Poplars, banda paulistana formada em 2019, lançou o videoclipe de Is Real. O single faz parte do EP Sinal da Paranoia, previsto para setembro deste ano. A letra de Is Real é um deboche às teorias de conspiração norte-americanas, como alienígenas reptilianos e o movimento QAnon. O guitarrista Nacho Martin, responsável pela direção do videoclipe, diz que a ideia do filme é a de supor que existiria um reptiliano entre nós. “É uma maneira de satirizar extremistas de direita que acreditam em certas teorias conspiratórias, misticismos etc”, revela ainda, o vocalista e baixista Álamo. Além de Nacho Martin e Álamo, a Poplars é composta por Jéssica Aguilera (guitarra), Isadora Bourdot (teclado) e Kike Garcia (bateria). A banda, que traz referências da velha escola do reggae e do ska, com pitadas de funk, soul e música brasileira, carrega na bagagem os EPs Três (2019) – de quando ainda usava o nome de Os Álamos -, Pra Quem se Foi (2021) e Pra Quem Festou (2023).
Mad Haoles vai do ska ao havaiano em Surfers Paradise; ouça!

Principal representante da surf music santista, o grupo Mad Haoles lançou o segundo álbum de estúdio, Surfers Paradise. São 13 faixas autorais, entre instrumentais e vocalizadas, em português e inglês. Anselmo Prandoni, Dinho Garcia, Clóvis Dolly e Glauber Albino (os dois últimos estreando na banda) saem da zona de conforto nesse segundo registro, passando por várias influências, que vão além da surf music, como rock, reggae, ska e algumas inspirações havaianas. Vibe da Praia, um skazinho com metais, abre bem os trabalhos. Siga a Trilha vem logo depois, um reggae com ótimas mensagens, bem no clima do positive vibrations. Mavericks é uma trilha ótima para quem gosta de pegar onda e não pensar em mais nada. O mesmo vale para The Crowd, que resgata bem a energia do início da carreira do Mad Haoles. Hokule’a e Winter Memories já mostram uma novidade, uma pegada mais acústica, quase indicadas para aulas de meditação, tamanha paz que trazem.
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Caos Lúdico apresenta o ska Tá Legal Assim; ouça!

A banda brasiliense Caos Lúdico liberou o single Tá Legal Assim, que traz as loucuras de uma paixão junto com o aceitamento das nossas desilusões, das nossas surpresas da vida e de como o nosso amor próprio é algo valioso para nos fortalecer em cada passo da nossa história. A banda já caminha na música desde 2015 e é composta por João Ramos (voz e guitarra), Rafael Marreta (baixo), Guilherme Wanke (bateria), Ramon Santana (trompete), Felipe Andrade (saxofone) e Luciano Batista (trombone). Com aparição na TV Globo e com um ótimo currículo de apresentações em festivais de renome nacional, como Porão do Rock e Capital MotoWeek 2022, o Caos Lúdico também representou Brasília no especial 10 anos do canal Music Box Brazil e foi promovido na WOMEX 2022 (The World Music Expo), em Portugal. Para o vocalista e compositor da banda, João Ramos, Tá Legal Assim também aponta a sinceridade como nossa melhor amiga no amor e que, primeiramente, precisamos conhecer a nós mesmos. “Ela traz a mensagem de que não podemos complicar ainda mais o amor. Forçar um sentimento é autodestrutivo. Tem que ser algo natural e verdadeiro. E isso requer tempo e leveza para entendermos ambos os lados”, conta João Ramos. Com influências nítidas que passeiam pelo ska/reggae, pelo rock e pelo pop, Tá Legal Assim também nos embala com as ótimas linhas melódicas de voz e do naipe de metais, com a precisão dos graves do baixo e com as nuances e tons que se completam perfeitamente na composição da música. Assista Tá Legal Assim, do Caos Lúdico
Francisco, el Hombre flerta com o ska em nova versão de “Batida do Amor”

“É uma canção para dançar, cantar e suar”. Assim a Francisco, el Hombre define a nova versão de Batida do Amor, disponível nas plataformas de áudio. Esse single, originalmente, foi fruto de Francisca La Braza, um projeto do quinteto com os cariocas do Braza, em 2018, que gerou um EP homônimo. Cinco anos depois, a música recebe traços de ska em uma releitura que fará parte de um disco em comemoração aos 10 anos da Francisco, el Hombre — com lançamento previsto para o próximo mês. “Batida do Amor é uma das nossas músicas mais ouvidas e sempre está presente nos setlists dos nossos shows. Além disso, marca uma amizade musical muito forte”, comenta Andrei Kozyreff, que integra a Francisco, el Hombre ao lado de LAZÚLI, Mateo Piracés-Ugarte, Sebastianismos e Helena Papini. Com números que ultrapassam a marca de 10 milhões de plays, o single agrega os perfis das duas bandas, mas, ao mesmo tempo, funciona muito bem quando executada apenas por uma das partes. Na releitura para os 10 anos, a sensualidade presente na primeira versão abre espaço para um ritmo mais enérgico, reproduzindo a pegada como a Francisco, el Hombre performa a canção ao vivo nas apresentações. Isso de deve não só pelo histórico da banda com raízes latinas, mas também por conta de estudos, como explica Mateo: “a gente tem buscado várias sonoridades nos últimos tempos, algumas a Helena trouxe no baixo, desde Casa Francisco (2021), outras a partir de influências que cada um traz pra banda. É algo bastante natural”. Sucedendo a nova versão de Triste, Louca ou Má, Batida do Amor é a segunda canção a ser divulgada do novo trabalho da Francisco, el Hombre, intitulado 10 años, previsto para o próximo mês.
Vocal principal do The Specials, Terry Hall morre aos 63 anos

O vocalista principal do The Specials, Terry Hall, morreu nesta segunda-feira (19), aos 63 anos, em decorrência de “uma breve doença” não divulgada pela banda. Nas redes sociais, o perfil do lendário grupo de ska da 2Tone prestou uma homenagem. “É com grande tristeza que anunciamos o falecimento, após uma breve doença, de Terry, nosso lindo amigo, irmão e um dos mais brilhantes cantores, compositores e letristas que este país já produziu.Terry era um marido e pai maravilhoso e uma das almas mais gentis, engraçadas e genuínas. A sua música e as suas atuações encapsulavam a própria essência da vida… a alegria, a dor, o humor, a luta pela justiça, mas principalmente o amor. Ele fará muita falta para todos que o conheceram e amaram e deixa para trás o dom de sua música notável e profunda humanidade. Terry costumava deixar o palco no final dos shows do The Specials com três palavras… “Love Love Love”, disse a banda nas redes.
Com metais e riffs de ska, Caos Lúdico lança Já Não Dá Mais

Após a animada Fresta, em que a Caos Lúdico cantou sobre reencontros e celebrações na pegada de The Mighty Mighty Bosstones, o sexteto brasiliense de ska apresenta o single Já Não Dá Mais. Apesar de musicalmente dar continuidade à energia leve e dançante do lançamento anterior, a nova canção entra no debate de sociedade em plena consciência de lutar e gritar por dias melhores. Repleta de metais e riffs genuinamente do ska, Já Não Dá Mais é uma reflexão pertinente ao Brasil atual, em meio a um profundo debate político, a poucos dias de definir o comando do Executivo federal dos importantes próximos quatro anos. E a Caos Lúdico, que mergulha no assunto com propriedade de integrantes que moram em Brasília e estão antenados com os movimentos políticos dali, traz o tema nesta música para incentivar a união, o respeito, a perseverança e o amor. Já Não Dá Mais é, ainda, um agitado ska contra a irracionalidade e desonestidade do mundo ao redor – e do microcosmo político de Brasília. O single busca espelhar os últimos anos, um diálogo com a população sobre o que se quer daqui pra frente e o que deve ser esquecido quanto antes. Este lançamento ainda marca a volta do membro original Ramon Santana ao trompete, que retoma os trabalhos na Caos Lúdico ao lado de João Ramos (voz/guitarra), Rafael Marreta (baixo), Guilherme Wanke (bateria), Felipe Andrade (saxofone) e Luciano Batista (trombone). Recentemente, a banda fez show de abertura para o Paralamas Do Sucesso no Capital MotoWeek, em Brasília, transmitido pela TV Globo com um especial do festival (disponível no GloboPlay).
Lenda do ska Bad Manners vem ao Brasil pela primeira vez

A banda britânica de ska 2-tone Bad Manners, enfim, desembarca pela primeira vez no Brasil. O único show no país foi confirmado para 17 de setembro em São Paulo, no Hangar 110. O evento, com produção da Agência Sobcontrole, ainda terá abertura do Skamoondongos, referência máxima do ska nacional. Os ingressos físicos já estão à venda na Loja 255, na Galeria do Rock, e na portaria do Hangar 110 (em dias de shows no lugar). As vendas on-line acontecem pelo site do Clube do Ingresso. Falar em Bad Manners é trazer à tona a imagem do vocalista Buster Bloodvessel e sua ilustrada e enorme careca, uma marca registrada desde os primórdios, quando o irreverente e sempre animado – às vezes aloprado – londrino fundou a banda, em 1976. Entretanto, mais do que imagem, o Bad Manners cravou seu nome na história do ska mundial com músicas divertidas, dançantes e enérgicas, que cativa de imediato qualquer plateia. É, sem dúvida, uma banda de hits, como My Girl Lollipop, Lip Up Fatty, Can Can, Lorraine, Just A Feeling e Special Brew. Na década de 1980, quando lançou as primeiras músicas e registros fonográficos, a Bad Manners figurava constantemente no top das paradas britânicas ao lado de Madness, The Specials e The Selecter, outros ícones – até os dias de hoje – do ska. Aliás, vale o destaque: Bad Manners passou 111 semanas nas paradas britânicas, entre 1980 e 1983 e também alcançou sucesso em diversos rádios europeus com os quatro primeiros álbuns de estúdio com Gosh It’s … Bad Manners, Loonee Tunes! e Ska ‘n’ B. Em resumo, ao longo das décadas seguintes, houve trocas na formação (Bloodvessel é atualmente o único remanescente da formação clássica) e alguns pequenos hiatos. Serviço – Bad Manners Data: sábado, 17 de setembro de 2022Local: Hangar 110Endereço: Rua Rodolfo Miranda,110 – Estação Armênia do MetroHora: 19h (Abertura casa) | Shows: 19h30 Setores/ValoresPista: R$ 100 (1º lote – limitado) | R$ 120 (2º lote) | R$ 150 (3º lote) |Mezzanino: R$ 150 (1º lote – limitado) | R$ 170 (2º lote) Para não estudantes. Doe um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada. Ingresso on-line (com taxa de serviço) Ingresso físico, sem taxa de serviço: Hangar110 e Loja255 (Galeria do Rock)