Eric Clapton nem precisou pedir: os celulares ficaram no bolso e ele fez um show impecável em São Paulo
Gary Clark Jr. mostra porque é o herdeiro do trono do blues em abertura visceral para Eric Clapton

Abrir para Eric Clapton não é uma tarefa para iniciantes, é uma responsabilidade. Quando Gary Clark Jr. subiu ao palco do Allianz Parque às 18h20, a missão era clara: provar para uma plateia de puristas que o blues está em boas mãos. E o texano não desperdiçou um segundo sequer. Trazendo a turnê de seu disco mais recente, JPEG RAW, Gary optou por um setlist enxuto de sete músicas, equilibrando o peso dos riffs sujos com a sofisticação de sua nova fase. Do deserto à explosão A abertura com Maktub já deu o cartão de visitas: uma pedrada de “desert rock” com influências do Mali, mostrando que ele não tem medo de expandir as fronteiras do gênero. Mas foi em Don’t Owe You a Thang que a energia subiu, com aquele ritmo frenético de bar de estrada que faz qualquer um bater o pé. Para os fãs que estavam ali pelo “guitar hero”, o ápice veio cedo. When My Train Pulls In serviu como a peça central da apresentação. Com um solo extenso, cheio de distorção e feeling, Gary mostrou o pedigree que o fez ser aclamado pelo próprio Clapton. Foi o momento em que a plateia, até então respeitosa, se rendeu aos aplausos. Modernidade de Gary Clark Jr. O show também teve espaço para a faceta mais soul e R&B do músico, com a execução de This Is Who We Are e What About the Children, faixas que mostram sua evolução vocal e de composição. Mas nenhum momento superou a catarse de Bright Lights. O hino definitivo de sua carreira, com o refrão profético You’re gonna know my name, ecoou pelo estádio como uma afirmação. Encerrando com a recente e épica Habits, Gary Clark Jr. deixou o palco não como um apêndice da noite, mas como um gigante que divide o mesmo altar que o mestre que viria a seguir. Uma aula de como renovar o blues sem desrespeitar suas raízes.
Eric Clapton anuncia show extra e intimista em São Paulo
Eric Clapton vem ao Brasil para três shows com Gary Clark Jr
Com participações de Eric Clapton, Thundercat, Pedro Martins lança Rádio Mistério

O guitarrista, cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro Pedro Martins lança o álbum Rádio Mistério. A distribuição no Brasil é SoundOn. Considerado um dos jovens músicos mais promissores de sua geração, o segundo álbum apresenta uma fusão coesa e poética da música brasileira com a ocidental, que lhe rendeu respeito e aclamação internacional. “Eu queria ver como poderia me aprofundar na honestidade da minha música e tentar isolar a essência do que me traz alegria e escrever músicas a partir desse impulso. Passei um tempo me reconectando com minha experiência musical de infância. A música era uma nova sensação emocionante quando eu tinha três ou quatro anos. Eu era tão jovem que não conseguia pensar muito no que ouvia, apenas sentia. Os sentimentos são muito mais complexos do que aquilo que a mente pode perceber ou conceituar. Tentei voltar àquela concepção inocente e intuitiva de música”, diz Pedro. Fazendo jus ao título, Rádio Mistério percorre um vasto território musical. A versatilidade de Pedro e a fluência com a música de sua juventude são inegáveis. E ao lado de alguns dos artistas mais talentosos do mundo explora esses encontros com os ouvidos abertos e talento para o virtuosismo. Nada Vai Ser Em Vão abre o álbum com uma intrincada linha de guitarra que remete a seus heróis brasileiros da guitarra, como Guinga, Lula Galvão e Toninho Horta, antes de se transformar em um pop tecnicolor. Em Amor Fantasma a voz de Martins levita sobre uma hipnótica balada bossa nova. O lendário guitarrista Eric Clapton participa de Não Leve A Mal, uma música influenciada pela cena pós-punk da cidade natal de Martins. Martins diz que Clapton é “uma figura mitológica para guitarristas, e é um herói pessoal meu. Eu queria que Eric tocasse em um ambiente que eu nunca o tinha ouvido tocar antes.” A amizade de Martins com o herói do baixo moderno Thundercat o levou a colaborar em It is What It Is, lançada em 2020. O segundo single do álbum, Isn’t it Strange, foi escrito na mesma noite da jam íntima que produziram a faixa. Os solos foram gravados ao vivo em uma única tomada na sala do baixista com Martins construindo o arranjo em torno da letra e da melodia de Thundercat. O solo de Kurt Rosenwinkel em Kaya Noite (Deve Ser Paixão) é um alívio meditativo de um solista conhecido por ser um dos guitarristas mais ágeis de sua geração. Omar Hakim é um dos bateristas mais requisitados do mundo, e tocou com nomes como Weather Report, David Bowie e Kate Bush. Sua participação em Liberdade é contagiante e um dos destaques do álbum. A gravação da Rádio Mistério aconteceu em partes ao longo dos últimos anos. Alguns trechos foram gravados em fita, outros em estúdio digital, e outros no estúdio do artista canadense de indie-rock Mac DeMarco, em Los Angeles, (o baixista Daryl Johns e o baterista JD BECK que participam do álbum também tocam na banda de DeMarco, e o pianista Chris Fishman é um colaborador frequente). Martins diz: “A música, a atitude e os sons de Mac me influenciaram. Ele é a voz de uma geração que vai contra o óbvio e desafia as pessoas a serem diferentes.” A estética ocasionalmente lo-fi de DeMarco ajudou Martins a “voltar a ter contato com a essência da música que eu precisava”. Em Rádio Mistério, as viagens de Martins para redescobrir uma relação mais autêntica com a sua própria música, os resultados são simplesmente espantosos. O talento para os arranjos e produção permite que coloque em um mesmo álbum músicos de diferentes estilos musicais com autenticidade. E a lista de estrelas que participam de Rádio Mistério são a prova do reconhecimento e respeito adquiridos ao longo da carreira. “Quando você faz música sozinho, é um belo momento de autodescoberta, mas quando você faz isso com um grupo de pessoas e se alimenta da sua criatividade, apoiando uns aos outros, promovendo uns aos outros e realizando coisas juntos, para mim essa é a coisa mais bonita sobre a música”. Ouça Rádio Mistério, de Pedro Martins
Eric Clapton lança The Lady In The Balcony, o seu segundo unplugged

O lendário Eric Clapton retornou com um notável lançamento, Eric Clapton – The Lady In The Balcony: Lockdown Sessions, disponível nas plataformas digitais. As 17 músicas encontram Clapton e os companheiros de banda de longa data, Nathan East (vocais e baixo), Steve Gadd (bateria) e Chris Stainton (teclados), produzindo interpretações acústicas que obedecem aos padrões Clapton, além de uma variedade de criações que passeiam pelo blues, country e trazem originais raros. Supervisionada pelo produtor de longa data de Clapton, Russ Titelman, e gravada ao vivo na Cowdray House, em West Sussex, Inglaterra, a performance traz Clapton e seus companheiros revisitando clássicos atemporais como After Midnight, Layla, Bell Bottom Blues, Tears in Heaven, Nobody Knows You When You’re Down And Out e Key to the Highway. Além de revisitar algumas das seleções mais queridas de Eric de seu extenso repertório, o cantor e sua equipe também oferecem novas execuções de músicas que tiveram um efeito profundo em sua carreira e nas de seus contemporâneos, incluindo as faixas de Peter Green, do Fleetwood Mac, Black Magic Woman e Man of the World. O projeto foi iniciado após o cancelamento forçado dos concertos de Eric Clapton, devido à pandemia, programados para maio de 2021, no Royal Albert Hall, em Londres. Procurando uma alternativa viável e esperando manter suas opções em aberto, ele se reuniu com sua banda no interior da Inglaterra e exibiu um show apenas para os próprios participantes na produção, enquanto deixava as câmeras rolarem. A esposa de Clapton, Melia, foi a única expectadora externa, fato que acabou inspirando o título do lançamento. Pensado como uma obra mais acústica, Sessions foi concebido para ser como um Eric Clapton Unplugged II, não fosse pelas três canções que são tocadas com guitarras elétricas. O resultado se tornou muito mais do que uma simples sequência de grandes sucessos. Ao contrário, é uma das performances mais intimistas e autênticas de toda a carreira do renomado artista, uma verdadeira oferta, carregada com a visão real de Clapton sobre a composição de seu catálogo inesquecível. Após seu tempo com o Yardbirds, em 1963, Eric Clapton iniciou sua carreira como músico profissional em inúmeras bandas, com abundância de álbuns, inúmeros shows esgotados em todo o mundo, uma gama impressionante de elogios, aclamação inabalável da crítica por sua consistente exibição de lendários trabalhos de guitarra.
Documentário ressalta a importância dos Bee Gees
Eric Clapton vai se unir com Van Morrison em canção que critica o lockdown

O guitarrista Eric Clapton e o cantor Van Morrison irão lançar uma música em parceira. Ademais Stand And Deliver será divulgada no dia 4 de dezembro. Em resumo, a faixa faz parte de uma sequência de composições de Morrison criticando o isolamento social e o lockdown em meio à pandemia. A renda obtida com a canção será destinada à campanha Save Live Music, onde Morrison ajuda músicos e profissionais do ramo afetados pelo fim dos shows presenciais. Vale lembrar que Clapton não expressou sua opinião sobre o assunto, apenas deixou claro seu apoio à Save Live Music.
Crossroads Guitar Festival 2019, de Eric Clapton, ganha data de lançamento

Um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Eric Clapton, reuniu mais uma vez uma equipe de estrelas para o seu quinto Crossroads Guitar Festival. O show feito em 2019, no American Airlines Center, estará disponível para download digital no dia 20 de novembro. Ademais, os dois dias de show arrecadaram fundos para o Crossroads Center em Antigua. A unidade de tratamento e educação para dependência química que Clapton fundou em 1998. Vale lembrar que o festival ficou seis anos sem uma nova edição. Ao longo do show, Clapton dividiu o palco com outras pessoas para executar algumas de suas canções mais conhecidas, incluindo Layla com John Mayer, além de versões acústicas de Wonderful Tonight e Lay Down Sally com Andy Fairweather Low.