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Nofx
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Crédito: Arthur Roessle / Punknet

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Nofx promove noitada de humor e hardcore em São Paulo

Poucas bandas de hardcore têm o poder de vir várias vezes ao Brasil e mesmo assim reunir um público bom sempre e causar tamanha comoção. Nofx, uma das principais representantes do gênero, é uma delas.

A quarta passagem pelo País foi curta, mas marcante. Foram dois shows, um em Curitiba (na última quarta-feira) e outro em São Paulo (ontem à noite). O Blog n’ Roll acompanhou a apresentação na A Seringueira, na capital paulista, que reuniu cerca de 3 mil fãs.

Prestes a lançar um álbum novo, após a divulgação do single My Stepdad’s a Cop and My Stepmom’s a Domme, Fat Mike e companhia montaram um set especial. Clássicos como Bob, Don’t Call me White, Leave it Alone, Stickin’ in My Eye, Linoleum, The Moron Brothers e tantos outros fizeram parte do set.

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Mas o repertório parece um plano de fundo para as trapalhadas e surpresas de Fat Mike, El Hefe, Smelly e Melvin. O frontman brinca, provoca, ofende e não deixa nada passar em branco.

Aloprou um fã descendente de japoneses, por conta do desempenho dos times de futebol e rugby, chamou outro fã de muçulmano terrorista e perguntou se o público do camarote, por conta da distância, estava com medo dele. Tudo isso com MUITO HUMOR (para ficar claro).

O momento mais tenso, no entanto, foi após um fã cuspir no vocalista. Fat Mike parou a apresentação e pediu diversas vezes para o cara não repetir o gesto. Em vão. O frontman largou o baixo e ameaçou invadir a pista para agredir o rapaz.

Os outros integrantes compraram a briga. Melvin pediu para que o público agredisse o engraçadinho. El Hefe puxou o coro de hijo de puta (em espanhol mesmo) e foi atendido prontamente. Não consegui avistar o fim da história, mas amigos que estavam próximos da confusão garantem que o fã levou uma “batucada” do público. Nada grave foi registrado.

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Até a esperada luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen pelo UFC 148 foi lembrada pelos integrantes. El Hefe anunciou os nomes dos dois integrantes com vibrações positivas para o primeiro e vaias para o segundo.

Mas voltando ao repertório, o Nofx não ficou preso apenas aos clássicos. Além das canções do Punk in Drublic e White Trash, Two Heebs and a Bean, dois dos principais álbuns da carreira dos californianos, músicas mais recentes foram executadas.

Do álbum War on Errorism, Franco Un-American agitou bastante o público. Radio, cover do Rancid, também agradou os fãs. A faixa foi tocada na versão que o Nofx regravou em um split com a banda de Tim Armstrong.

O resumo após uma hora e meia de show é que Fat Mike e sua trupe continuam com tudo no palco. Quando Linoleum foi tocada, um flashback veio à minha cabeça. 15 anos atrás, antes do show em Santos, o Nofx tocou no Blen Blen Club, em São Paulo. Era a primeira tour deles no País e a mesma música encerrou o programa Metrópolis, da TV Cultura, ao vivo.

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Se você perdeu as quatro turnês do Nofx pelo Brasi, não faça mais isso. Está cada vez melhor. As polêmicas e surpresas vão continuar. Ano que vem o grupo comemora 30 anos de existência e mais uma turnê por aqui seria uma ótima pedida.

Bullet Bane

A abertura ficou por conta dos paulistanos do Bullet Bane. Uma das principais sensações do hardcore melódico brasileiro, o grupo encontrou um cenário desfavorável no primeiro momento.

Com o atraso de uma hora, os fãs do Nofx não perdoaram. Ofenderam e vaiaram o tempo todo os caras. Mas a banda não se abateu. Entrou no palco e emendou um set de 30 minutos sem pausas. O som agradou em cheio.

O pogo rolou solto e com o público nas mãos, o Bullet Bane desfilou composições próprias e um clássico muito bem escolhido: Peaceful Day, do Pennywise.

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Fotos do show por Arthur Roessle – @arthur_roessle / Punknet.com.br

Setlist do NOFX

1. 60%
2. Dinosaurs Will Die
3. Murder the Government
4. It’s My Job to Keep Punk Rock Elite
5. I’m Telling Tim
6. Leave It Alone
7. Stickin’ in My Eye
8. There’s No Fun in Fundamentalism
9. Eat the Meek
10. Blasphemy (The Victimless Crime)
11. Mattersville
12. Seeing Double At The Triple Rock
13. Fuck Da Kids
14. Linoleum
15. I Believe in Goddess
16. We Called It America
17. Radio (Rancid cover)
18. Bob
19. Totally Fucked
20. Herojuana
21. Franco Un-American
22. Reeko

BIS:
23. Backstage Passport
24. Don’t Call Me White
25. The Moron Brothers
26. The Brews

Vídeos do show do NOFX***

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8 Comments

8 Comments

  1. Matheus

    9 de julho de 2012 at 03:44

    Mandou benzaço!!!!!!!!

  2. Victor Neves

    9 de julho de 2012 at 04:38

    Ainda existem bandas na Baixada que merecem atenção + uma cópia de outras do mesmo que já existe por ai, um bom rock está dificil de existir. Está realmente perdendo a graça não encontrar algo que realmente chame atenção.
    Procuramos algo diferente não cover’s

  3. tania

    10 de julho de 2012 at 00:09

    foi demais o show, bullet bane, arrebentou!!!!

  4. Renan

    10 de julho de 2012 at 01:08

    Não existiu atraso no evento, os horarios foram exatamente seguidos.
    O bullet bane entrar exatamente as 21hrs, foi uma exigencia da propria produção do nofx.

  5. Rafael

    10 de julho de 2012 at 01:11

    Atraso??? Essa informação está completamente incorreta.

  6. Ana Carvalho

    10 de julho de 2012 at 01:23

    Senhor Lucas Krempel, o senhor realmente foi nesse show? Bem, eu estava lá e achei sua visão do show distorcida.
    A banda de abertura, por exemplo, estava marcada para subir ao palco às 21h (como qualquer pessoa bem informada sabia, já que isso foi divulgado através da internet), lá esteve pontualmente. Não houve nenhum tipo de atraso. Ouvi os fãs de NOFX vaiarem antes da banda de abertura entrar (atitude comum em qualquer show internacional, pois os fãs ficam ansiosos)e SE CALAREM depois de perceber que o som deles é realmente bom. As mesmas pessoas que vi antes vaiando, vi também aplaudindo no final de cada música e curtindo o som dos caras.
    Acredito também que o senhor não deve ser alguém que acompanhe o NOFX, que conheça realmente a banda ou a personalidade dos integrantes. Pela forma como coloca as brincadeiras que foram feitas com o fã japonês e os fãs do camarote, por exemplo, o senhor nos dá a impressão de que a intenção dos integrantes do NOFX foi de ofender realmente essas pessoas, quando, na verdade, esse tipo de brincadeira é comum para eles, não é algo que levamos para o lado pessoal. Até mesmo o mal educado que cuspiu no Fat Mike foi defendido pelo vocalista que acenou depois dizendo aos outros fãs pra não machucarem ele de verdade.
    Por fim, sua resenha contém inverdades e informações distorcidas. Considerei absurdamente sensacionalista e acho que com isso o senhor perde sua credibilidade (da qual, particularmente, nunca ouvi falar). Como comunicóloga, me sinto triste de ver pessoas desinformadas como o senhor escrevendo para qualquer veículo de comunicação. Procure saber mais sobre o que fala antes de escrever novamente.

  7. Lucas Krempel

    10 de julho de 2012 at 01:37

    Renan e Rafael, a programação que recebi da organização dava conta que o Bullet Bane subiria às 20h e o Nofx às 21h. As vaias foram antes do show. Bastou a banda iniciar a apresentação e o público vibrou junto. Nada errado.

    E o show do Bullet Bane foi bom demais. Já tinha escutado o som, mas foi a primeira vez que assisti o show.

  8. Lucas Krempel

    10 de julho de 2012 at 01:44

    Olá Ana,
    Respeito a sua opinião e espero que esse seja apenas o primeiro de muitos acessos seus no Blog n’ Roll.

    Posso ter me equivocado ao não deixar 100% clara a fama de brincalhões de Fat Mike e sua trupe. Inclusive fiz questão de ajustar isso após o seu comentário.

    Já assisti alguns shows do Nofx, inclusive o primeiro deles em 1997, em Santos. Muito especial para mim.

    Quanto ao Bullet Bane, as vaias foram antes do show. A banda mandou muito bem. Foi o primeiro show que assisti deles. Já tinha escutado o som e me surpreendi com a presença de palco. Espero, inclusive, assistir ao show na sexta-feira em Santos.

    Abs,
    Lucas

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