Guia definitivo lista 300 lançamentos da música brasileira em 2026

Em meio à avalanche de novidades que chegam às plataformas digitais todas as sextas-feiras, ficar perdido no algoritmo já virou rotina. Para romper essa lógica e organizar o calendário de quem respira música nacional, os portais Hits Perdidos (Rafael Chioccarello) e Minuto Indie (Alexandre Giglio) se uniram para mapear os lançamentos da música brasileira em 2026. Inspirado por iniciativas consolidadas no exterior (como os guias do Consequence of Sound), o levantamento reúne mais de 300 discos e EPs aguardados para o ano. O guia funciona como um verdadeiro termômetro para fãs, jornalistas e produtores culturais. Furando a bolha do algoritmo A proposta é simples, mas essencial: combater a perda de informação em uma indústria onde os maiores players concentram a atenção. “A indústria segue operando dentro de um modelo tradicional. Ficamos à espera do algoritmo, enquanto o jornalismo musical encolhe e deixa de cumprir um papel que poderia fortalecer toda a cadeia. Anunciar que um álbum será lançado este ano precisa mesmo ser tratado como algo exclusivo e estratégico demais para chegar ao público?”, questiona Alexandre Giglio. Rafael Chioccarello complementa: “Um guia exerce um papel estratégico no ecossistema da música: funciona como termômetro, rompe a lógica passiva dos algoritmos e estimula trocas mais qualificadas”. O projeto contou com a contribuição de dezenas de profissionais de comunicação, selos e produtoras de todo o país, tornando-se uma ferramenta viva e colaborativa. Destaques para o público do rock, punk e hardcore Para quem acompanha as baterias aceleradas, a distorção e o skank, 2026 promete ser um ano de colheita farta. O guia aponta novidades muito aguardadas na cena, incluindo os veteranos do Dead Fish (com os 20 anos de Zero e Um e a versão deluxe de Labirinto da Memória), o peso do Black Pantera (que promete dois álbuns), além de novos trabalhos de Rancore, Zander, Claustrofobia, Pitty, Capital Inicial, Detonautas, Fresno e a energia do Sapo Banjo. 💿 Guia de lançamentos 2026 (ordem alfabética) Abaixo, você confere o mapeamento inicial. Como os bastidores da música são dinâmicos, alguns projetos ainda definem se serão EPs ou discos cheios, e datas podem sofrer alterações. Você também pode acompanhar a planilha oficial e sugerir novos lançamentos [acessando o formulário do projeto aqui].
Alexandre Beltramini lança “Bença” e marca recomeço na música

Perda, saudade e amor se encontram em “Bença”, novo single de Alexandre Beltramini. A faixa chega como ponto de virada na trajetória do cantor e compositor, que escolheu justamente essa canção para marcar seu retorno à música. Escrita há quatro anos, ao piano, a música nasceu em um momento de luto e de reflexão sobre a fragilidade da vida. O artista conta que a faixa é a mais honesta para simbolizar esse recomeço, já que trouxe de volta sua conexão com a própria música. O título, inspirado em uma palavra de despedida, reforça a carga emocional do trabalho. Com arranjos que misturam sintetizadores e orquestra, Beltramini constrói uma atmosfera delicada e intensa, em sintonia com referências como Sufjan Stevens, Keaton Henson, City and Colour e Los Hermanos. A letra resume em três palavras o eixo emocional do single: perda, saudade e amor. Para o músico, os dois primeiros sentimentos são “o preço do terceiro”. Além de marcar seu retorno, “Bença” também reflete sobre a música em tempos de inteligência artificial. O artista enxerga a faixa como uma afirmação de que é a fragilidade humana que dá sentido à arte. O lançamento deve agradar fãs de Tim Bernardes, Terno Rei e Ale Sater, principalmente aqueles que buscam canções introspectivas, carregadas de silêncio e emoção. Quem é Alexandre Beltramini Desde o disco de estreia A Janela do Quarto (2015), Alexandre Beltramini constrói uma trajetória marcada pela intimidade, pelo peso da palavra e por arranjos que equilibram delicadeza e intensidade. Sua sonoridade transita entre o pop alternativo e a canção brasileira, com ecos do indie, do emo e da MPB contemporânea. Além de compositor e intérprete, Beltramini também assina a produção musical de seus trabalhos, o que garante uma identidade autoral e coesa à sua discografia. Seu repertório ainda traz releituras de grandes nomes da música brasileira, sempre com sensibilidade e personalidade próprias. Foto de Capa: Luiza Bola
Carol Castro destaca autodescoberta e pop suave em novo single “on my own”

O pop e o coração partido têm inspirado inúmeros sucessos icônicos, como “Someone Like You” de Adele, “Wrecking Ball” de Miley Cyrus e “Without Me” de Halsey. Agora, seguindo os passos dessas influentes baladas, CAROL CASTRO apresenta seu novo single, “on my own”, uma imersão na dor do amor não correspondido e no medo da solidão. “on my own” combina um loop de guitarra cativante com uma letra profundamente emotiva, evocando uma atmosfera que remete ao cenário de uma praia. A sonoridade da música captura momentos solitários à beira-mar, mesclando a melancolia introspectiva com a leveza do ambiente natural. Essa sensação íntima é ainda mais acentuada no videoclipe da música, filmado por CAROL durante uma viagem de mochilão pelo Nordeste do Brasil. O clipe oferece uma visão autêntica de sua jornada, refletindo a introspecção presente em trabalhos de Colbie Caillat. “on my own” é uma canção que, assim como “Bubbly”, conquista corações com sua simplicidade e sinceridade. Para alcançar essa sonoridade distinta, CAROL CASTRO se uniu novamente ao produtor u7zi, com quem trabalhou no single anterior, “Fool Out of Me”. Juntos, eles criaram uma faixa que reflete a profunda conexão entre a música e a experiência emocional. CAROL compartilha que o novo single “on my own” foi escrito durante uma fase de intensa auto-descoberta em 2017. “Naquela época, eu estava lidando com sentimentos intensos e a música surgiu como uma forma de expressar tudo o que estava vivendo. Recentemente, enquanto viajava sozinha por cidades como Maceió, João Pessoa, Pipa e Porto de Galinhas, aproveitei esse momento para gravar o clipe. A experiência da viagem e a letra da música, se conectaram de uma forma natural, criando um vínculo especial entre o momento da escrita e a gravação do vídeo”. A artista também destaca que “on my own” marca o início de uma fase crucial em sua carreira, onde ela pretende explorar temas relacionados aos sentimentos intensos da adolescência. “Este single faz parte de um EP que reúne músicas que escrevi entre 2015 e 2018, refletindo uma fase de auto-descoberta e emoções profundas. Ao mesmo tempo, estou desenvolvendo músicas mais recentes que também abordam temas do coração e da sentimentalidade. Meu objetivo é criar um trabalho que capture a profundidade das minhas experiências emocionais, tanto do passado quanto do presente.”
Com Garageband Superstar, Lauran Hibberd mergulha no pop rock
Caos Lúdico exalta reencontros na animada ska punk Fresta

A banda brasiliense de ska punk Caos Lúdico lançou o segundo single do ano, nesta quinta-feira (12), Fresta. A música traz influências de bandas clássicas da terceira e quarta onda do estilo, como The Mighty Mighty Bosstones, Reel Big Fish, Save Ferris e Interrupters, e fala sobre reencontros, desejos e sentimentos positivos neste novo momento que em passa o mundo. Para o vocalista da banda, João Ramos, Fresta simplifica os reencontros com leveza. “Sempre pensamos na maior complexidade no mundo para encontrarmos coisas que nos fazem bem. Por que não pensamos na simplicidade magnífica que o amor nos proporciona?”, destaca. Fresta é uma música animada e melódica, que com altos pontos enérgicos que convidam a dançar e pensar sobre coisas simples no cotidiano. “No final, é o realmente vale e temos essa força nos tempos de hoje. Parece que tudo é feito de plástico, nada concreto, sem significado. Viver também é descomplicar situações e pensamentos e se entregar às brechas dos pequenos prazeres diários”, diz João. Fresta foi produzida por Marcos Pagani no Orbis Estudio, com distribuição da GRV Produções. O novo single será oficialmente lançado nos palcos neste sábado (14), em show no O’Rilley Pub (Brasília). O evento, que terá mais bandas, começa às 15h e termina às 20h. Ingressos podem ser adquiridos diretamente com a banda via Instagram.
Entrevista | Planta & Raiz e Julies – “Feat que namoramos há dois anos”

No mês que irá estrear no Lollapalooza, a banda de reggae Planta & Raiz traz mais uma novidade: um single em parceria com Julies, artista revelação do gênero. Em resumo, Se Deus Quiser chega nesta sexta-feira (11) em todas as plataformas de streaming. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, o vocalista da banda, Zeider Pires, contou sobre a comemoração dos 25 anos de carreira do Planta & Raiz, a participação no Lollapalooza e como foi feita essa parceria musical. “Julies é meu parceirão. A gente já tem trabalhado bastante junto nas divulgações, nos corre e também nas composições, a gente tem feito muita música junto. O dia que a gente fez essa música, bateu na hora e a gente decidiu que seria essa que a gente faria um feat junto, uma produção musical, e deu no que deu, mó musicão, hitzasso”. De acordo com o Julies, esse single é uma “realização pessoal” por ter crescido escutando Planta & Raiz. Contudo, isso reflete na inspiração que teve para a sonoridade: a “nata” da banda. Confira a entrevista na íntegra abaixo: Como surgiu a ideia de gravar junto com o Julies? Vocês já trabalharam juntos antes? Zeider: Julies é meu parceirão. A gente já tem trabalhado bastante junto nas divulgações, nos corre e também nas composições, a gente tem feito muita música junto. O dia que a gente fez essa música, bateu na hora. Então, a gente decidiu que seria essa que a gente faria um feat junto, uma produção musical. E deu no que deu, mó musicão, hitzasso. Julies: Estou felizasso também. Complementando o Zeidão, é um feat que a gente já está namorando há basicamente uns dois anos, desde quando o Planta lançou um som acho que com o Fábio Braza, acho que já faz mais ou menos dois anos né Zendão? Zeider: Acho que até um pouco mais. Julies – A gente já vinha falando disso, “vamos fazer junto uma foda”, a gente sempre ficou “tem que ser a foda”. Sempre falava com os moleques, “já tem um feat com o Planta pronto. Mas preciso achar a música para gente fazer junto”, foi até quando a gente sentou e começou a canetar e falou “vish, é essa”. O que representa para você gravar com o Planta? Julies: O Planta é basicamente realização pessoal. Cresci vendo os caras tocando aqui na Zona Norte, tinha o antigo baterista do Planta que era casado com uma das amigas das minhas irmãs, a gente tinha uma relação meio indireta. Sempre cresci admirando os caras, era máquina de hit, lembro que ia para a academia ouvindo, tinha acabado de sair o Ao Vivo de 2006, e falava “caralho”. Foi passando o tempo, e tenho a minha empresa de assessoria e a gente calhou de começar a se encontrar na estrada, começou a estreitar a relação. Para mim hoje é a realização de um sonho, porque além de poder chamar os caras de amigos, são um dos maiores nomes da história da música brasileira, do reggae brasileiro, não tem como ter outro sentimento além desse. Falando sobre a canção Se Deus Quiser, do que ela trata na letra? E o que trouxeram de sonoridade para ela? Zeider: A letra da música é esse lance da gente encontrar uma pessoa que a gente gosta muito, que também gosta muito da gente, que “vem ficar comigo”. É o lance, se você quiser, eu vou, onde você quiser que eu esteja, estarei. Então, acho que é isso, é o lance do amorzão recíproco, desse respeito no relacionamento, da gente estar com quem gosta da gente e cuidar de quem gosta da gente. Para onde a pessoa que gosta da gente for a gente vai, é mais ou menos por aí. Julies: A questão da sonoridade, quis trazer o que eu mais tinha de referência da nata do Planta, os big hits que tomavam o meu coração. Tentamos trazer muito para essa onda tipo De Você Só Quer Amor, essas sonoridades que para mim, na minha opinião, traz a mais alta nata do Planta. Acho que é o mais alto nível, aqueles negócios que toca no coração mesmo, comercialzão com timbres únicos do Franja, timbre único do Zeidão e o jeito de cantar. Realmente, a sonoridade, esse som foi inspirado mesmo no melhor do Planta. Falta pouco para a participação de vocês no Lollapalooza. O que significa para vocês representar o reggae nacional em um dos maiores festivais do mundo? Zeider: É algo surreal que cede meu entendimento do sentimento da gratidão. Estou me sentindo muito grato à Deus, e tudo que nos move, por essa oportunidade, já que o Lolla é uma vitrine para o planeta. A gente vai estar tocando o coração de muitas pessoas, um público eclético, a gente vai ter a oportunidade de mostrar a nossa música para pessoas que de repente não estão muito voltadas para o reggae, e também para produtores de show do Brasil e do mundo. Então, acho que é uma oportunidade única na vida, e a gente vai aproveitar do jeito que a gente mais gosta, com maior responsabilidade, amor e arrebentando, Vamos chegar e fazer o show da vida lá. Julies: Você é louco hein? Estou lançando um som com a atração do Lollapalooza, tá de brincadeira, estou no jeito para caralho. Zeider: Nós estamos chique, mano. Julies: Amém, o reggae no Lola, progresso. Zeider: Pela primeira vez uma banda de reggae do Brasil vai fazer parte do Lollapalooza. Então, para gente é uma honra muito grande, uma felicidade sem tamanho. Julies: É o Planta abrindo novamente espaços para o gênero, porque assim, na minha opinião, o Planta, junto com o Natiruts, foi o grande responsável dessa popularização do reggae, principalmente no começo dos anos 2000, 2006 e 2007. Acho que isso é reflexo de 25 anos de história, estou orgulhoso para caralho desses caras que eu posso chamar de amigos. Zeider: É nois Julieto, vamo. Já tem uma ideia do que pretendem priorizar no setlist do
Lucifer Kabra canta a melancolia em seu videoclipe “Horror”

Lucifer Kabra é um peregrino. Nascido em Porto Alegre, se embrenhou pela selva de pedra paulistana por cerca de sete anos. Aliás, foi por lá que encontrou o cenário perfeito para suas realizações cinematográficas e musicais. Em resumo, seu primeiro videoclipe, dirigido e editado pelo próprio Lucifer Kabra com direção de fotografia de Rafael Avancini, traz a melancolia de quem fechou o bar, a solidão dos últimos proprietários da pista de dança ao alvorecer, num techno-sonho que emerge tomando fôlego para resistir ao horror cotidiano. Por fim, confira abaixo o videoclipe de Horror
Cinebiografia de Aretha Franklin brilha e emociona; Confira
Com clipe gravado em Lisboa, Agnes Nunes lança o single Cabelo Bagunçado

A cantora Agnes Nunes divulgou o single Cabelo Bagunçado na última sexta-feira (18). Na música, ela se declara para um amor e o chama para o ‘seu mundo’. Ademais, Cabelo Bagunçado estará no novo disco da artista, previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano. A obra contará só com composições autorais da artista. “Eu canto o amor enquanto estou me amando, me dedicando às minhas raízes. Isso deixa qualquer relacionamento mais calmo” comenta a cantora. A faixa chega junto de um clipe, gravado em Lisboa antes da pandemia.