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Crédito fotográfico: Juh Guedes - Especial para o Blog n' Roll

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Ratos de Porão e Bayside Kings promovem noite de peso na Tribal Club

Nem chuva, nem frio. Quando o show é do Ratos de Porão, dificilmente o público fica trancado em casa. Na madrugada deste sábado, João Gordo, Jão, Boka e Juninho celebraram os 30 anos de carreira na Tribal Club, em Santos. A casa recebeu um bom público, apesar da temperatura abaixo de 15 graus (entenda, isso é muito frio para Santos).

A abertura da festa ficou por conta da Al Qaeda, banda de death metal de Cubatão, que mesmo com boa parte do público do lado de fora, fez um show correto. Entre as músicas com mais destaque estão Marcha de Sangue e Ódio Macabro. Porrada na orelha do início ao fim na rápida apresentação.

Logo na sequência, enquanto Fabrício (Garage Fuzz) rolava uma sonzeira nas pick-ups, os piracicabanos do Addiction subiram ao palco. O repertório foi todo focado no trabalho próprio. Formada por ex-integrantes do Köntra e Division, a banda tem como frontman o vocalista Tom Grave, que aproveitava os intervalos entre as músicas para elogiar a cena santista. Reflexo, Confronto Direto, Meu Tempo, Motivo para Lutar e Sentido da Vida foram algumas das músicas tocadas por eles.

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Com a casa cheia, a Bayside Kings mostrou porque é uma das principais bandas de Santos. Da primeira à última música colocou o público para pogar e cantar. O vocalista Milton Aguiar, com excelente presença de palco, pulou, correu e foi para o meio da galera. O set teve como base o EP The Way Back Home, lançado no meio do ano.

D.I.Y, Live Dead Inside e Get Up and Try Again foram as que mais agitaram o público. E, se o papel da Bayside era preparar o público para o show de João Gordo e companhia, a banda foi além. Só saiu do palco por causa do tempo determinado pela produção. Melhor assim, pois jogou a responsabilidade para os veteranos.

Às 3 da manhã, o Ratos de Porão subiu ao palco e botou punks, metaleiros e roqueiros em geral para baterem cabeças. Por pouco mais de uma hora, a banda passeou por alguns de seus principais álbuns. Brasil, Feijoada Acidente, Descanse em Paz, Anarkophobia, Homem Inimigo do Homem e Crucificados pelo Sistema serviram como base para o set.

Interagindo com os fãs nos intervalos das músicas, João Gordo falou sobre a sua saúde. “Nós já temos 31 anos de banda. Eu não sei até onde vamos chegar. Fiz uma série de exames e descobri que estou com duas pedras nos rins grandes”, disse logo no início do show.

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Em outro momento, comentou a relação com a Rede Record, onde compõe o elenco do programa Legendários. “Os caras ficam falando ‘ele está lá chupando o pau do pastor’. Eu vou falar uma coisa para vocês: não faço porra nenhuma e ganho mó grana lá”, em resposta aos punks que costumam chamá-lo de traidor do movimento punk nos shows.

A música Igreja Universal, na qual João Gordo canta “o pastor de seu Deus está enganando você”, também foi tocada para delírio dos fãs.

Deixando a polêmica de lado, o Ratos soltou todo o seu veneno em clássicos como Amazônia Nunca Mais, Crianças sem Futuro, Aids Pop Repressão e Beber até Morrer.

Do álbum Feijoada Acidente, composto por músicas de várias bandas punks do Brasil, tocou Medo de Morrer (Inocentes), Desemprego (Fogo Cruzado) e Buracos Suburbanos (Psykóze).

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Para os fãs mais saudosistas, o Ratos tocou uma sequência clássica no final: Crucificados pelo Sistema, Pobreza, Caos, Agressão-Repressão e Obrigado a Obedecer, todas do primeiro álbum Crucificados pelo Sistema.

João Gordo foi o primeiro a deixar o palco. Logo na sequência foi a vez do guitarrista Jão. O santista Boka e o baixista Juninho não queriam deixar o palco. O resultado foi um jazz improvisado pelos dois para relaxar o público que pulou o tempo todo.

Prefeiturável na área

Fabião, candidato a prefeito de Santos pelo PSB, marcou presença no show. Bem à vontade no camarote, o professor vibrou com os shows da Bayside Kings e Ratos de Porão. No final do show do Ratos, enquanto a banda se preparava para o bis, entrou no clima da galera e gritou: “Volta logo, gordo maldito”, como alguns fãs gritavam no momento.

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