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Crítica | Val

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Sem viés de dúvidas, uma das mais comoventes histórias atuais de Hollywood, é a trajetória do ator Val Kilmer. Conhecido por ter uma personalidade séria, problemática e cobradora nos bastidores, ele foi vítima de câncer na garganta nos últimos anos e acabou perdendo grande parte da sua voz. Porém, o que muitos não sabem é que desde criança ele filmava vários registros de suas apresentações, bastidores de filmes e momentos da vida, com o intuito de montar um documentário. Rotulado de “Val“, ele foi adquirido pela A24 Amazon Studios, e foi distribuído pelo Prime Video mundialmente, em 2021.   

Vindo de uma família que respirava cinema desde sua infância, e que mesmo com a perda do seu irmão ainda na infância (vítima de afogamento), Val não se deixou abalar e começou a ganhar destaque na dramaturgia, até conseguir os seus primeiros grandes papéis no cinema. Por intermédio de uma narração em off de seu filho, Jack Kilmer (cujo texto foi escrito pelo seu próprio Pai), vemos a vida do veterano sendo contada por sua perspectiva, e como alguns icônicos papéis acabaram virando pesadelos (como o seu icônico Batman/Bruce Wayne).   

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Imagem: A24/Amazon Studios (Divulgação)

Apesar de estarmos falando de uma produção concebida pelo próprio astro, a direção de Ting Poo e Leo Scott, procura apenas mostrar o lado humano na perspectiva de Kilmer. Raramente vemos depoimentos de outras pessoas, e até mesmo atores que trabalharam com o mesmo comentando seus erros e mostrando que ele não era uma pessoa perfeita, ou seja, estamos falando de um documentário que santifica o ator Val Kilmer.

Embora Val possua uma enorme organização de seus registros em vídeos e fotos de seus acontecimentos, vemos que realmente haviam muitos problemas criados nas produções pelas quais ele foi escalado, que realmente não foram culpa dele (como o temperamento de Marlon Brando e brigas com o diretor de “A Ilha do Dr. Moreau“, terem não só estragado o filme como também se tornado o ápice para o seu divórcio com a atriz Joanne Whalley), caindo totalmente em contradição com o que os tabloides falaram na época.

Porém, a dupla de cineastas resolveram usar como parâmetro a intercalação da doença de Val e suas histórias do passado, com intuito de uma frase que o mesmo salienta em determinado ponto da produção sobre “essa doença tirou minha voz e agora estou vivendo muito do que fiz no passado” (lembrando que quando este filme foi lançado, “Top Gun Maverick” ainda não havia sido lançado).

Val” acaba sendo uma verdadeira carta de amor para um grande ator dos anos 80/90, mas se prejudica um pouco ao transformá-lo em um enorme mártir.    

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