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Bombando no Foninho

Crítica | The Wildhearts – 21st Century Love Songs

Com uma capa que remete aos filmes de terror e um videoclipe no melhor estilo “gore” para a faixa Sleepaway, The Wildhearts está de volta. O retorno acontece dois anos após o seu último álbum de estúdio, o aclamado Renaissance Men.

No filme Pânico 2, o personagem Randy Meeks (Jamie Kennedy) apresenta uma teoria sobre as três regras das sequências de filmes, onde segundo ele: “a contagem de corpos é sempre maior, as cenas de morte são mais elaboradas e com muito mais sangue. E nunca, nunca, sob quaisquer circunstâncias, presuma que o assassino está morto”.

Contudo, se aplicarmos essa teoria ao disco novo dos Wildhearts, dá para se ter uma boa ideia sobre o que os caras aprontaram nesse que é o décimo disco da carreira da banda, 21st Century Love Songs, lançado pela Graphite Records.

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As músicas nunca soaram tão complexas, com passagens alucinadas que vão do metal ao punk, passando pelo rockabilly e desembocando em refrãos extremamente pop, com uma naturalidade que só mesmo o Wildhearts sabe produzir.

Os temas seguem tratando sobre o cotidiano e a eterna batalha pela sanidade mental, ainda mais em um mundo devastado pelo covid. No entanto, algumas músicas trazem uma mensagem um tanto positiva e isso, por si só, já é uma grata surpresa.

Surpresas nas mais complexas

Por mais que músicas como A Physical Exorcism e You do You sigam uma linha um pouco mais convencional de hits e soam amigáveis aos ouvidos logo na primeira audição, são nas mais complexas que a banda surpreende e nos presenteia com músicas, que são verdadeiros passeios turísticos pela mente criativa do vocalista Ginger.

Sleepaway, Directions e Institutional Submission, que começa tão feroz quanto uma música do Discharge, mas mesmo assim ainda consegue encontrar curvas que a levam a um refrão mais power pop.

Um disco impecável, indicado para fãs de música rock, sem preconceitos. Guitarras altas, vocais berrados, bateria e baixo pulsantes protegendo belíssimas melodias. Aliás, funcionam como prêmios a todos os bem aventurados dispostos a desbravar esse mar de riffs e refrões até o fim.

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Seguindo a lógica da teoria do Randy e transportando ela para a discografia da banda, está tudo aí, incluindo a terceira regra. “Nunca presuma que o assassino está morto”. Por fim, a julgar por esse disco, os Wildhearts estão bem longe de estarem mortos. Ainda bem!

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