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Entrevista | King Diamond – “A minha voz é muito melhor agora”

São 21 anos de espera, mas King Diamond, um dos maiores nomes da história do metal, está prestes a encerrar o intervalo desde sua última passagem pelo Brasil. No dia 25 de junho, no Espaço das Américas, em São Paulo, o dinamarquês será o headliner do Liberation Festival. E o momento não poderia ser melhor. O ex-vocalista do Mercyful Fate trará ao País a aclamada apresentação na íntegra do histórico álbum Abigail, de 1987.

“Nesse período em que estive longe do Brasil, enfrentei alguns problemas, como um ataque cardíaco em 2010. Mudei muito meu estilo de vida desde então. Parei de fumar, caminho dois quilômetros durante cinco dias da semana. Muita coisa mudou. Normalmente, depois do show, ficava sem fôlego”, comenta Kim Bendix Petersen, nome original de King, em entrevista por telefone.

Conhecido por sua extensão vocal, especialmente no uso do falsete, o dinamarquês garante que os fãs brasileiros serão surpreendidos com a sua melhora no palco. “Nós mudamos muito a produção. Vamos fazer um espetáculo que os fãs nunca mais esquecerão. A minha voz é muito melhor agora do que em 1996”, comenta, ao lembrar da última vez em que esteve no Brasil, inclusive com apresentação em Santos, com o Mercyful Fate.

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A passagem pelo País, por sinal, deixou uma lembrança bem marcante para o dinamarquês: “Fiz uns cinco shows naquela ocasião. Lembro de algumas coisas de Recife, São Paulo, mas Copacabana foi algo incrível. Foi a primeira vez que provei um coco na minha vida. Nunca vou esquecer disso, além daquele visual”.

Abigail, clássico lembrado por Beavis and Butt Head

Lançado em 1987, Abigail, o segundo álbum de King Diamond, já recebeu duas novas versões e ganhou várias “homenagens” na cultura pop, como a exibição do videoclipe de The Family Ghost em um episódio de Beavis and Butt Head, além de a Capcom ter batizado um dos vilões do jogo Final Fight com o nome do disco.

Apesar do momento saudosista, o músico afirma que conseguiu tempo para produzir um novo trabalho de estúdio com o King Diamond. “Trabalhei o último ano inteiro em estúdios, encontrando uma boa maneira de produzir o novo disco. No Brasil, vou me dedicar ao show comemorativo, mas, depois, o foco será o disco novo”.

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Uma das coisas que o músico afirma que chama muito a sua atenção na atual turnê é o público composto por várias gerações. “É incrível, porque (nós da banda) conseguimos chegar a três gerações em nossos shows. Vemos adultos, seus filhos, jovens, crianças nos ombros dos pais. Gostamos muito de ver que o nosso som não ficou apenas para um determinado público”.

King Diamond na floresta Amazônica

Além de tocar os grandes sucessos do King Diamond no Brasil, o dinamarquês revela que tentará fazer algo que sempre quis: “Quero visitar a Floresta Amazônica, sobrevoar, eu sei o quão grande ela é e tenho muito interesse em ver aquela vista fantástica”.

Questionado sobre um possível retorno do Mercyful Fate, King Diamond lembrou do encontro que teve com o baixista, Timi Hansen, no ano passado, durante uma apresentação, mas afirmou que isso só será possível se for algo que todos os integrantes estejam dispostos a fazer.

“Se todos toparem e for algo divertido para nós, não vejo por que não fazer. Não é dinheiro que vai resolver isso, mas a paixão envolvida”.

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Lamb of God, Carcass, Heaven Shall Burn e Test também tocam

Apesar das atenções voltadas ao lendário King Diamond, o Liberation Festival anunciou outras atrações de peso na sua programação. Entre elas estão o Lamb of God, Carcass, Heaven Shall Burn e a brasileira Test.

Após chegar no topo da Billboard ao vender milhões de álbuns, ser indicado várias vezes ao Grammy Awards, tocar nos maiores festivais do mundo e participar dos mais importantes programas de TV dos EUA, o Lamb of God recentemente surpreendeu o mundo ao cogitar uma breve, mas merecida, pausa na carreira. Nos últimos dois anos, a banda norte-americana esteve na estrada promovendo o álbum VII: Sturm und Drang (2015) e o EP The Duke (2016).

Coincidentemente, o Carcass está em situação semelhante. Também sinalizando que pode dar uma pausa na carreira, o grupo promete um repertório repleto de sucessos para os fãs.

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Formada em Liverpool, na Inglaterra, em 1985, a banda considerada a criadora do grindcore concretizou o seu retorno com o lançamento do elogiado álbum Surgical Steel (2013 – Nuclear Blast), após hiato de 11 anos, que durou de 1996 até 2007.

Por fim, Test e a alemã Heaven Shall Burn não vão deixar por menos. Chegam para mostrar a renovação da música extrema no atual cenário.

O Liberation festival será no espaço das américas, em são Paulo. ingressos entre R$ 300,00 (pista/inteira) e R$ 500,00 (Mezanino/inteira).

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