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Crítica | Elvis Costello – Hey Clockface

Antes de mais nada, Elvis Costello carrega mais de 40 anos de carreira nas costas. Entretanto, podemos afirmar que, deixando David Bowie e The Beatles de lado, não há um artista que sofreu tantas metamorfoses sonoras durantes os anos como Costello.

Nesse sentido, se for compará-lo em My Aim Is True (1977) e atualmente, a diferença é gritante. Costello passou pelo punk, rock, soft rock, new wave com a mesma excelência de sempre.

Podem preparar os ouvidos. Hey Clockface é um álbum poético e que ganha um destaque em sua discografia, assim como seus primeiros trabalhos na década de 1970.

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Hey Clockface

Os trabalhos tiveram início na cidade de Helsinque, Finlândia. E tudo aconteceu durante um tempo entre as datas de turnês. As canções começaram a tomar forma com Costello gravando todos os instrumentos.

Logo depois, as sessões experimentais que acabaram sendo preciso ir para Paris, junto de outros músicos. Entre eles, o tecladista Steve Nieve, conhecido por outros trabalhos com o músico.

Assim, uma ideia sobre como o álbum se originou pode ter ligação com a faixa What Is It That I Need That I Don’t Have Already?.

De acordo com Costello, em entrevista dada ao Variety, “de certa forma, é a explicação do nascimento do álbum. Porque eu posso muito bem ter trabalhado para sair um álbum, apenas gravando canções que eu não conseguia mais entender aonde estava o contexto”.

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Sonoridade indefinida

A princípio, como o grito de raiva que está explícito em seus primeiros trabalhos, unido ao new wave e punk rock da década de 1970, Hey Clockface é um grande ponto de interrogação. O que não acaba com todo o lado magistral do álbum.

Isso é jazz?! Música clássica?! Um tipo de pop!? Eu não perdi tempo dando um nome. Foi um uso muito melhor de tempo para escrever e cantar.Elvis Costello

Deste modo, o início obscuro de Revolution #49 acaba levando o ouvinte em uma jornada sonora que pula direto para o rock de No Flag.

Além disso, uma das frases mais simbólicas e fortes rola em Newspaper Pane: “Eu não gasto meu tempo aperfeiçoando o passado / Vivo para o futuro porque sei que não vai durar”.

Assim, é após uma balada, They’re Not Laughing At Me Now, que instrumentos de sopro tomam conta do ambiente jazzista em I Do (Zula’s Song). Ainda assim, como que se este tornado de estilos não fosse o bastante, Costello ataca com um foxtrot na faixa título.

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Em seguinda, em The Whirlwind os ânimos baixam. A faixa foi pega emprestada do musical da Broadway, A Face In The Crowd.

Contudo, Elvis não faz da pressa algo de seu momento. Assim como seu último álbum, Look Now, lançado em 2018, demorou 30 anos para ver a luz do dia. Por fim, que a jornada de Costello continue, seja o tempo que precise passar.

“Por que estamos com pressa? Para que estamos correndo? Eu não estou indo a lugar nenhum”— Elvis Costello


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