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Entrevista | IRA! – “Meu lugar é em cima do palco tocando IRA!”

A banda paulistana IRA! celebra 40 anos de história com um show especial nesta sexta-feira (21), a partir das 22h, na Arena Club (Av. Senador Pinheiro Machado, 33), em Santos. Ainda há ingressos disponíveis. Eles custam entre R$ 60,00 e R$ 280,00 e estão disponíveis no Articket.

No repertório, o grupo fará um passeio pela discografia, dando espaço para os grandes hits, além de canções do último álbum, IRA, lançado em 2020.

Em entrevista ao Blog n’ Roll e Santa Portal, Nasi e Edgard Scandurra conversaram sobre lembranças em Santos, momento do IRA!, além do show que acontece hoje.

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Você e o Scandurra possuem vários projetos paralelos interessantes, mas juntos no IRA! conseguem ser ainda maiores. O IRA! ainda é a prioridade de vocês? Por que?

Nasi: Nós temos carreiras solos, produzimos trabalhos bem diferentes do IRA!, né? Não, não são incoerentes ao IRA!, mas são diferentes, né? Com relação ao IRA!, é a nossa prioridade porque o IRA! em si tem uma vida própria. O público que o IRA! tem no Brasil inteiro nos deixa com um tempo limitado até para nos dedicarmos a outros projetos.

Scandurra: Olha, na verdade, todo o projeto musical que participo, ou que crio, me envolvo, dou o mesmo valor e a mesma importância, tanto nos solos como participações em projetos de outras pessoas. E o IRA! é óbvio que é um projeto muito autoral, mais de 40 anos. Esse trabalho criou um público fantástico de várias gerações, né? E tem uma história, um repertório, tenho quase 200 músicas compostas para o IRA!

Então, realmente é um trabalho muito especial, mas confesso que dou um valor igual a todo projeto. Eu subi no palco para tocar, você pode ter certeza que vou estar lá de corpo e alma.

Tenho gostado muito fazer esses shows novos do IRA! Estou sentindo isso cada vez mais. Acho que é o meu lugar correto no planeta Terra: em cima de um palco tocando minhas músicas do IRA! Músicas que fiz, as minhas parcerias, as composições do Nasi também são muito boas de tocar.

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O álbum IRA, lançado em 2020, foi o último lançamento de inéditas da banda e o primeiro em 13 anos. Já existe uma expectativa para o próximo álbum?

Nasi: Recentemente, tanto eu quanto o Edgar, após o álbum IRA, tivemos lançamento de trabalho solos, né? Lancei Nasi e os Spoilers e também dois singles com os Voluntários da Pátria. Ele lançou o Jogo das Semelhanças, então acho que ainda está cedo para falar sobre um próximo passo do disco do IRA!

Em outras entrevistas, você comentou que a atual formação é uma das melhores que a banda já teve. Ainda mantém esse pensamento? Qual é a principal diferença?

Nasi: Sim, mantenho. Essa atual sessão rítmica do IRA!, com Evaristo Pádua na bateria e Johnny Boy no baixo, é incrível. Eles são muito entrosados e talentosos. É que na verdade, já antes do IRA! voltar em 2014, o Johnny e o Evaristo já estavam tocando comigo praticamente há uma década, nos meus trabalhos solos. Eles são muito virtuosos.

Johnny Boy é um multi-instrumentista de mão cheia, enquanto o Evaristo é um baterista com todas as características das grandes referências que a gente tem dos anos 1960 e 1970, como Led Zeppelin e The Who.

Além de um músico acima da média, você é incrível nas composições, vide Mulheres à Frente da Tropa (single do último álbum). Como está sua cabeça em tempos tão complicados e cheios de intolerância? Fica mais aflorada para compor?

Scandurra: Puxa, muito bom você citar Mulheres à Frente da Tropa, que é uma música belíssima que a gente pouco toca. Aquilo lá só era o ovo da serpente. Na época que fiz essa música, estava em um momento sinistro, tão sinistro como está hoje, mas não tão sinistro como pode ficar se alguma coisa, se uma luz não bater na cabeça das pessoas nessa eleição próxima, né?

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Realmente é muito difícil, cansativo, porque a crise te inspira. Realmente é inspiradora, né? As injustiças te inspiram também, é um motivo de inspiração, mas cansa, sabe? Cansa muito.

Você fica compondo e criando, nutrido por injustiças, inconformismo, raiva. É muito cansativo. Preferia estar em um momento bem melhor e falar da minha vida, minhas sensações, inspirações, sem ter que passar por esses momentos difíceis que nós estamos passando.

O que os fãs podem esperar do show em Santos? O repertório focará mais em algum álbum?

Scandurra: Nosso show em Santos será como todos que a gente vem fazendo. Esse ano é um apanhado do nosso repertório nesses 40, 41 anos de banda. Então, a gente toca músicas de praticamente todos os nossos discos, inclusive o último, IRA. É um disco muito, muito bonito, mas nós focamos em todo o repertório. Costumo brincar dizendo que cada show é um mini Woodstock, onde a gente quebra tudo no palco, não sobra nada, no bom sentido.

Guarda alguma lembrança curiosa de Santos? Os anos 1980 também foram marcantes para vocês aqui? Por que?

Nasi: Guardo uma lembrança muito viva e boa de uma casa noturna que tinha aí em Santos chamada Heavy Metal, lá nos anos 1980, 1983, 1984, talvez. Era uma das casas mais bem equipados do Brasil e muito interessante. Era um ambiente tipo de antigo cinema, né? Lembro de shows incríveis.

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Aliás, o IRA! lançou agora, pelo selo Nada Nada Discos, uma caixa chamada Demos 83-84, que além do material de demo tapes da gente, traz conteúdo ao vivo. E nesse material ao vivo tem a captação de um show na Heavy Metal, em Santos.

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