Maior banda da história, Rolling Stones lança álbum Foreign Tongues

O Rolling Stones segue desafiando o tempo com uma vitalidade que poucos artistas na história da música conseguiram manter. A banda acaba de lançar Foreign Tongues, um álbum que chega para consolidar o momento criativo explosivo que o grupo vive desde o sucesso de Hackney Diamonds. O álbum traz singles revelados antes como In The Stars, Jealous Lover e Rough And Twisted, além de uma bela versão para You Know I’m No Good, de Amy Winehouse. Gravado em uma maratona de apenas um mês no histórico Metropolis Studios, em Londres, o disco marca o reencontro de Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood com o produtor vencedor do Grammy Andrew Watt. O resultado é um trabalho dinâmico, voltado para o futuro e que, ao mesmo tempo, preserva o DNA inconfundível que transformou a banda na maior instituição do rock mundial. Elenco estelar em Foreign Tongues A produção conta com o núcleo de confiança da banda, Darryl Jones, Matt Clifford e Steve Jordan, mas Foreign Tongues ganha contornos épicos com uma lista de convidados de peso. Além da participação especial de Charlie Watts, gravada em uma de suas últimas sessões de estúdio, o álbum traz contribuições de Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers). A presença desses nomes reflete o respeito que os Stones impõem na indústria, servindo como uma ponte entre o rock clássico e as novas gerações.
Toody Cole traz a Dead Moon Night para São Paulo

A Dead Moon Night chega a São Paulo trazendo Toody Cole and Her Band, na primeira e única passagem do projeto pela América do Sul. O show acontece no dia 31 de outubro de 2026, no Cine Joia. Toody Cole, ao lado de Fred Cole, construiu com o Dead Moon uma trajetória que poucos artistas conseguiram: independência absoluta, devoção ao rock’n’roll e uma fidelidade inabalável às suas raízes. Formado em 1987, o Dead Moon tornou-se uma referência mundial para gerações do punk, garage e rock alternativo, muito por conta de seu método artesanal, que incluía o uso de um torno de 1954 para cortar os próprios vinis. Muito mais que um tributo Toody Cole não sobe ao palco apenas para revisitar o passado. Em seu projeto solo, acompanhada por Kelly Halliburton e Christopher March, ela retoma o repertório de clássicos que formaram o Dead Moon, os Rats e o Pierced Arrows, costurando uma história de décadas de resistência sonora. O Dead Moon nunca buscou o mercado de massa; eles buscavam a urgência. Com letras sobre vida cotidiana, tensão, deslocamento e sobrevivência, a banda tocou em garagens e clubes pelo mundo inteiro, mantendo sempre o controle total sobre sua arte. Lineup A noite em São Paulo também contará com um line-up que dialoga diretamente com a cultura independente: Pink Opake, Thee Dirty Rats e Dente Canino. A programação ainda inclui discotecagens de Camilla Jaded & Hiro e Mateus Mondini & Raphael Carapia. Serviço: Dead Moon Night
Jack Johnson confirma shows no Brasil em 2027 com Ben Harper, Donavon Frankenreiter & G. Love

Jack Johnson confirmou seu aguardado retorno ao Brasil em 2027 com a Surfilmusic Tour, um projeto que une música, cinema e consciência ambiental, pilares que sempre foram fundamentais na trajetória do artista havaiano. A turnê, que tem produção da 30e em parceria com a Move Concerts, passará pelo Rio de Janeiro (16/02), Florianópolis (18/02) e São Paulo (20/02). O destaque fica para a capital paulista: o show no Nubank Parque (antigo Allianz Parque) contará com a abertura especial de Ben Harper & The Innocent Criminals, um reencontro histórico de dois artistas que compartilham muito mais que o palco: uma amizade de décadas e o amor pelo surfe. Surfilmusic, a turnê inovadora de Jack Johnson no Brasil A turnê nasce inspirada no documentário homônimo dirigido por Emmett Malloy, que revisita a trajetória de Jack desde o Havaí até os palcos mundiais. O repertório promete ser um passeio cronológico pelos clássicos que embalaram gerações, como Bubble Toes, Banana Pancakes e Better Together, mesclados com registros inéditos e versões que dialogam com as raízes folk e blues do artista. Como abertura em todas as datas, o público contará com Donavon Frankenreiter & G. Love, dois nomes que são a própria definição do som praiano e que possuem uma química musical inegável com Jack Johnson. Agenda e ingressos
Voraz e Julies se unem em “Sessão da Tarde”

A música brasileira vive um momento de encontros produtivos, e a nova colaboração entre Voraz e Julies é a prova disso. Com mais de 30 milhões de reproduções somadas em suas trajetórias individuais, os artistas decidiram deixar os rótulos de lado e explorar uma faceta mais pop em seu novo single, Sessão da Tarde. A faixa é uma celebração da simplicidade. Em tempos de redes sociais frenéticas, o single propõe um olhar atento aos pequenos gestos e ao afeto presente no cotidiano, transformando a rotina em uma verdadeira história de amor. Força da composição A colaboração nasceu de um time de peso. A composição leva a assinatura de Julies Mazarini, Tales de Polli, DEKO, Tercio de Polli e Willer Carvalho. Vale destacar que DEKO e Tales já possuem o selo de qualidade do Grammy Latino, tendo sido indicados em 2023 pela composição de Lágrimas de Alegria. “A gente queria criar algo gostoso de ouvir, que abraçasse as pessoas. No fim, acabamos contando a história de um amor que vive nos detalhes”, explica Julies. A conexão entre as bandas, segundo Diogo, vocalista da Voraz, foi algo que o algoritmo previu antes mesmo deles se conhecerem, e que se concretizou naturalmente no estúdio. Estética e produção O lançamento ganha vida com um clipe dirigido por Mazza, da Área 51. As gravações foram realizadas na Cabana Yeshua, um cenário que traduz a leveza da música: rodeada pela natureza e com uma arquitetura que convida ao descanso. Entre cenas internas e externas, o vídeo captura a essência de Sessão da Tarde, reforçando que os melhores momentos são, quase sempre, os mais simples.
Jorja Smith anuncia “What Are The Odds” e turnê no Brasil

Uma década após Blue Lights ter apresentado a voz de Jorja Smith ao mundo, a artista britânica chega ao seu terceiro álbum de estúdio com a maturidade de quem não tem pressa para ditar seus próprios rumos. What Are The Odds, que chega às plataformas em 21 de agosto, é um manifesto sobre crescimento, amizade, luto e a complexidade de ser uma das vozes mais ouvidas da música soul contemporânea. Para celebrar o anúncio, Jorja liberou o single Alive, uma colaboração solar e atmosférica com o astro nigeriano Wizkid. Produzida por seu colaborador de longa data P2J, a música traz um frescor afrofuturista que dialoga perfeitamente com a estética parisiense do videoclipe dirigido por Gabriel Trautmann. Uma década de “Blue Lights” O novo álbum é um projeto de celebração. Com 12 faixas inéditas, o disco passeia por gêneros que pavimentaram a carreira de Jorja, do UK Garage e Grime ao Soulful House e Afro House. É um projeto que olha para trás com carinho, mas que também confronta a realidade de amadurecer sob os holofotes, explorando temas como a traição (Pretend) e a reconstrução do afeto (For Life). Turnê no Brasil com What Are The Odds O anúncio chega no timing perfeito para os fãs brasileiros. Jorja Smith desembarca no país para uma série de quatro shows que prometem ser um dos destaques da agenda internacional do segundo semestre:
The Bombers lança versão ao vivo de “My Way My Strength”

Se existe uma banda que carrega o DNA da resistência no punk rock brasileiro, essa banda é o The Bombers. O quarteto santista, que em 2025 completou três décadas de estrada, começa a revelar os frutos de sua celebração com o lançamento da versão ao vivo de My Way My Strength (Crazy Train). A faixa faz parte do registro audiovisual Noite Alucinante: 30 Anos Ao Vivo, gravado em São Paulo e com lançamento completo previsto para o dia 30 de julho de 2026. A música, lançada originalmente em 2014 no álbum All About Love, tornou-se um pilar do repertório da banda. Para o vocalista Matheus Krempel, a canção não é apenas um hit de palco: ela é um manifesto. “A faixa fala sobre seguir em frente, permanecer fiel à própria rota e usar as dificuldades como combustível. Ela resume o que sustentou o The Bombers nesses 30 anos: insistência, coerência e palco”, pontua. Registro histórico (e em VHS!) Gravado no dia 18 de outubro de 2025, no estúdio Red Star em São Paulo, o álbum Noite Alucinante é um documento de uma era. Além do streaming e da edição em CD, a banda preparou um mimo para os fãs mais nostálgicos: uma tiragem limitada em VHS, honrando a estética da época em que tudo começou. A produção traz participações que reforçam a importância do grupo para o cenário independente, como Alexandre Saldanha (Reverendo Frankenstein), a dupla da Marzela (Raphael Oliveira e Anderson Reis) e os rappers Jay Bone e Jhou Bastos. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Davi Pacote (Hill Valley Studio), garantindo que a energia crua do show fosse transposta com fidelidade.
Vannick Belchior inicia nova fase com o manifesto visual “Carisma”

A obra de Belchior nunca foi confortável e, talvez por isso, permaneça tão urgente. É sob essa premissa de contínua provocação, afeto e busca pelas origens que a cantora cearense Vannick Belchior apresenta o single e clipe Carisma. A faixa não é apenas um lançamento; é o cartão de visitas oficial de uma nova e madura fase em sua carreira, onde a “guardiã do acervo” paterno se funde à artista que define sua própria narrativa. Escolher uma composição “lado B” do vasto catálogo de seu pai foi um movimento estratégico. Originalmente pensada como um baião, Carisma ganha uma roupagem contemporânea pelas mãos do diretor musical Lu D’Sosa, incorporando elementos tradicionais do Nordeste, como o pífano, e uma cadência que transita com elegância pelo forró e pela MPB. Manifesto visual ancestral de Vannick Belchior O videoclipe de Carisma é uma declaração de intenções. Gravado em parceria com o tradicional Reisado de Santa Luzia, de Fortaleza, sob o comando do Mestre João, o registro audiovisual é um manifesto contra o preconceito geográfico que, muitas vezes, distancia a cultura regional do eixo principal da produção musical brasileira. A presença de uma criança no vídeo, vivendo o legado de geração em geração, espelha a própria trajetória de Vannick, que hoje ocupa palcos e programas de TV com a mesma idade em que seu pai iniciou sua jornada profissional. “Eu escolhi Carisma para essa virada porque ela me mantém muito aterrada, mantém viva a minha ancestralidade regional do Ceará. Quero bater na tecla de que a cultura regional faz parte da cultura brasileira; ela é uma cultura pertencente ao Brasil tanto quanto a cultura do Sudeste”, explica a cantora.
Entrevista | Usted Señalemelo – “Sempre tentamos buscar coisas novas”

Um dos maiores nomes do indie rock e da música alternativa sul-americana contemporânea, o trio argentino Usted Señalemelo aterrissa em São Paulo na noite deste sábado (27) para uma apresentação que promete ser histórica no Bar Alto. Acostumados a lotar arenas na Argentina e a rodar grandes festivais pelo mundo, incluindo uma passagem recente pelo Lollapalooza Chicago, os músicos trazem à capital paulista um formato intimista. O grande combustível da noite é o quarto álbum de estúdio do grupo, Términos & Condiciones, lançado no início de 2026. Sucessor do aclamado TRIPOLAR (indicado ao Latin Grammy), o novo trabalho marca uma virada corajosa do trio em direção às pistas de dança. Com uma sonoridade retrofuturista rica em synth-pop, texturas sombrias de eletrônica e batidas de drum and bass, o álbum quebra as fórmulas do rock tradicional e convida o público a habitar o movimento e a experimentação digital. Para esquentar os motores antes de subirem ao palco, o baterista, Lucca Beguerie Petrich, conversou com o Blog n’ Roll. Em um papo franco e descontraído, Lucca revelou os bastidores do processo de composição feito inteiramente em computadores, detalhou as inéditas parcerias de estúdio com o mexicano Jay de la Cueva e com os norte-americanos do Portugal. The Man, e analisou como o minimalismo estético do novo trabalho serve de manifesto contra o excesso de telas na sociedade moderna. A conexão do Usted Señalemelo com o Brasil não é de hoje, e Lucca fez questão de reforçar o carinho pelo público local. Relembrando o início da carreira, quando tocaram em São Paulo para apenas duas pessoas que já conheciam suas letras, o baterista celebrou o retorno à cidade ao lado de bandas parceiras da cena brasileira, como Boogarins e Terno Rei, e destacou o quanto o público do país é caloroso e aberto a novas e ousadas experiências sonoras. A apresentação de hoje no Bar Alto é uma oportunidade única de testemunhar a evolução de uma banda que se recusa a estagnar. Os ingressos para o evento estão disponíveis na Ingresse. Confira a seguir a íntegra da entrevista! Términos y Condiciones traz uma virada clara para as pistas de baile, mesclando synth-pop, drum’n’bass e disco. O que motivou o Usted Señalemelo a buscar essa sonoridade mais eletrônica e retrofuturista logo após o sucesso de TRIPOLAR? É um disco que, na hora de compor e começar a fazer as canções, nós o fizemos com muita gente. Foi a primeira vez que, na etapa de composição, incorporamos outros compositores ou produtores. Então isso nos deu um leque, uma quantidade de possibilidades de músicas que, quando começamos a pensar no álbum já como um corpo de trabalho e não como faixas isoladas, o eletrônico unia muito bem tudo o que tinha acontecido na composição. Além disso, nós sempre tivemos elementos eletrônicos nos nossos discos, sempre usamos sintetizadores, baterias eletrônicas, samplers, um pouco de tudo. Então, este disco foi uma aposta: vamos fazer com que o eletrônico seja um pouco o eixo do que está acontecendo a nível estético, algo que nunca tínhamos feito de forma tão explícita quanto agora. Foi um processo longo, muito digital. É um disco muito digital, feito inteiramente no computador e não em grandes estúdios, um processo bem diferente daqueles a que estávamos acostumados, que no geral eram mais orgânicos e de gravações clássicas de um disco de rock. Neste álbum foi como: vamos tentar fazer algo mais atual, com a forma como estamos trabalhando e as ferramentas que temos hoje, e ver o que acontece. O disco tem estruturas ousadas e mudanças inesperadas, como em Eso que llaman luz. Como foi o processo de composição e produção junto aos produtores para alcançar texturas complexas e imprevisíveis? Nós sempre nos caracterizamos por buscar dinâmicas nas músicas ou nos discos que talvez fujam do que estamos acostumados em termos de estruturas, melodias ou formas de compor. Sempre tentamos buscar coisas novas na hora de compor e gravar, caminhos que ainda não tínhamos trilhado para que nos levem a novos resultados. Sempre estivemos experimentando; há muitas músicas deste disco que tiveram várias versões, tanto em estrutura quanto em arranjos. Por isso, foi um trabalho que envolveu muito mais produção do que pré-produção. Foi muito mais sobre começar a gravar e começar a mudar tudo uma vez que já estava gravado, testando coisas novas. Há músicas que gravamos e terminaram completamente diferentes no disco, da primeira versão até a última. Nós nos damos essa liberdade de poder experimentar porque acreditamos que faz parte da nossa identidade e da nossa busca. Então não importa se é mais eletrônico, se é mais rock ou mais pop, sinto que sempre haverá esse selo nosso de buscar algo diferente, mesmo que esteja ligado a um gênero, entende? E, pela primeira vez na história do Usted Señalemelo, vocês tiveram colaborações de estúdio, com o mexicano Jay de la Cueva e com o Portugal. The Man. Como surgiram esses convites e como foi equilibrar a identidade de vocês com a deles? Nós assistimos ao show deles (Portugal. The Man) e tivemos uma conexão muito bonita. Eles são do Alasca, que fica bem ao norte dos Estados Unidos, nas montanhas, na neve, e nós somos de Mendoza, que é um pouco semelhante sob certo aspecto: somos da montanha, estamos longe das grandes cidades. Então já existia algo ali que nos conectava por si só, o fato de sermos bandas de rock de lugares fora do eixo onde as coisas costumam acontecer, com tudo o que isso custa para uma banda. Naquela noite, ficamos conversando um tempão sobre a vida, ficamos muito amigos, e eles estavam muito interessados em tudo o que estava acontecendo na cena alternativa em espanhol. Eles já tinham escutado bandas e artistas do México, da Argentina, então já estavam conectados com isso. Conversando, dissemos que um dia deveríamos fazer música juntos, como algo bem descompromissado, tranquilo, e eles toparam de primeira. Quando começamos a fazer essa faixa, que se chama Dando Vueltas, era uma música que imaginávamos com
Raimundos lança clipe de “Dia Bonito” com imagens exclusivas da tour

Os Raimundos estão em um momento de pura catarse. Nesta sexta-feira (26), a banda liberou o videoclipe de Dia Bonito, faixa que integra o seu mais recente álbum, XXX. O vídeo não é apenas uma peça de divulgação, mas um registro documental intenso da fase atual do grupo, capturando a conexão visceral entre palco e público. Dirigido por Miguel Rivero, o clipe é um compilado emocionante que intercala cenas de estúdio com registros brutos da vida na estrada. A produção ganha um brilho especial ao revisitar a recente e marcante turnê da banda ao lado do Guns N’ Roses, onde os Raimundos provaram sua força diante de multidões gigantescas, conquistando até mesmo novos fãs para o seu repertório clássico. Essência da road trip em Dia Bonito, do Raimundos A música, que prega a felicidade nas pequenas coisas e a valorização das relações, encontrou no clipe o cenário perfeito. A estética crua e dinâmica das imagens retrata a cumplicidade entre os membros da banda, revelando o que acontece entre um show e outro. “O clipe de Dia Bonito foi feito despretensiosamente com imagens de estrada, shows e backstage! Ilustra bem o ótimo momento atual que a banda vive! É nítido o clima descontraído, cheio de paz e cumplicidade nas apresentações”, comenta Digão. O vocalista também destacou a renovação no time: “A evolução do som tanto em estúdio quanto ao vivo salta aos ouvidos! Vale ressaltar também a presença do Jean (baixista) que reforçou bastante a linha de frente da banda, assumindo o posto que eu fazia na formação original e reforçando a interação com a plateia!”.