Jayler passa por batismo de fogo no Allianz Parque e mostra que está pronto para conquistar o mundo

Menos de 48 horas após uma performance visceral na Audio, a banda inglesa Jayler encarou o desafio ingrato de abrir o festival Monsters of Rock, no último sábado (4). Sob o sol a pino do Allianz Parque, em São Paulo, o grupo provou que o tamanho do palco não intimida seu talento. Sonoridade e presença de palco Enquanto na Audio o grave batia diretamente no peito, no Allianz o grande desafio era o alcance. Surpreendentemente, a “sujeira” característica do rock da banda manteve-se nítida e potente no gigantesco sistema de som (PA) do estádio. O vocalista James Bartholomew manteve sua empolgação contagiante, percorrendo cada centímetro do palco. A alegria dos integrantes ao ocuparem um espaço daquelas dimensões era evidente. Tanto que, ao ser informado de que restava tempo para apenas mais uma canção, James não escondeu a frustração, correndo para avisar os companheiros com um desânimo visível, mas genuíno. >> LEIA ENTREVISTA COM O JAYLER Repertório do Jayler O setlist foi semelhante ao apresentado na Audio, embora reduzido devido ao tempo limitado de 45 minutos. A apresentação começou com a introdução do álbum de estreia, Voices Unheard (com lançamento previsto para o dia 29 de maio), emendando com faixas já queridas pelo público, como: Conexão com o público Ao longo da performance, James notou que cada uma de suas interações era prontamente correspondida com aplausos e gritos efusivos. Essa troca foi o combustível necessário para garantir o apoio total dos fãs, muitos ali presentes para o Guns N’ Roses, do início ao fim. Curiosamente, essa “receita” de entrega total foi replicada por outros vocalistas que subiram ao palco nas horas seguintes do festival. Futuro do Jayler Após dois shows marcantes em solo paulistano, o Jayler demonstrou maturidade para encarar suas próximas turnês europeias, onde atuarão como convidados de gigantes como Sammy Hagar (ex-Van Halen) e Deep Purple. Com o álbum de estreia prestes a sair, o horizonte da banda parece não apenas promissor, mas brilhante.
Dirty Honey cumpre promessa ao Blog n’ Roll e apresenta faixa inédita na Audio

Alguns anos mais velha que a Jayler, a californiana Dirty Honey também soube aproveitar o sideshow na Audio, em São Paulo, na última quinta-feira (2), para conquistar um público novo com seu rock clássico e visceral. Pela primeira vez no Brasil, a banda liderada pelo vocalista Marc LaBelle e pelo guitarrista John Notto manteve a temperatura elevada, mesmo após o show incendiário da Jayler. Aliás, os jovens integrantes da banda britânica foram vistos curtindo atentamente a performance de um dos camarotes da Mercury, no mezanino. Tal como a Jayler, a Dirty Honey também bebe fartamente na fonte do rock setentista, mas com uma influência de Aerosmith ainda mais latente, algo que fica evidente nas baladas e na presença de palco magnética de LaBelle. O grupo ainda mescla com maestria uma pegada blueseira a canções mais pesadas, criando uma sonoridade robusta. >> LEIA ENTREVISTA COM O DIRTY HONEY Impulsionado pelo hit When I’m Gone (presente na trilha sonora de Minecraft), o quarteto protagonizou momentos memoráveis na Audio. Faixas empolgantes como California Dreamin’ e Get a Little High prepararam o terreno para Don’t Put Out the Fire, momento em que Marc LaBelle inovou ao colocar uma cadeira no meio da pista, subindo nela para reger o coro dos fãs de perto. O setlist do Dirty Honey na Audio também cumpriu uma promessa exclusiva feita em entrevista ao Blog n’ Roll. Conforme revelado por LaBelle, a banda trabalha em um novo álbum, sucessor de Can’t Find the Brakes (2023), desde outubro. A promessa de que apresentariam material inédito caso se sentissem confiantes se concretizou com Lights Out, que teve sua estreia mundial ao vivo em solo paulistano. Segunda banda a subir ao palco do Monsters of Rock neste sábado (4), no Allianz Parque, o Dirty Honey prova que, assim como a Jayler, merece um público digno, que chegue cedo para prestigiar a nova safra do rock antes da maratona de 12 horas de festival. Edit this setlist | More Dirty Honey setlists
Jayler surpreende na Audio e prova que o rock setentista está em boas mãos

Atração de abertura do Monsters of Rock, que acontece neste sábado (4), no Allianz Parque, a banda inglesa Jayler surpreendeu o público paulistano com um set poderoso e uma performance eletrizante na Audio, em São Paulo, na noite de quinta-feira (2). Mesmo que ainda não possa ser considerado um “monstro do rock”, o grupo, que lançará o álbum de estreia Voices Unheard no próximo dia 29 de maio, demonstrou maturidade de veterano e não se intimidou com a plateia desconhecida. Todos os integrantes têm cerca de 20 anos, mas parecem ter sido arrancados diretamente da década de 1970. James Bartholomew (voz e guitarra), Tyler Arrowsmith (guitarra), Ricky Hodgkiss (baixo) e Ed Evans (bateria) esbanjam estilo e evocam a estética clássica de um show do Led Zeppelin. >> LEIA ENTREVISTA COM A JAYLER No entanto, é importante não depositar tamanha pressão sobre os jovens músicos. Embora o Led Zeppelin seja uma influência clara no visual e na sonoridade, o Jayler consegue imprimir uma identidade própria, fruto de um mix de referências que vai muito além de Jimmy Page e Robert Plant. E, antes que surjam os questionamentos: não, eles também não são o “novo Greta Van Fleet”. Em vez de alimentarmos críticas e comparações vazias, precisamos celebrar o surgimento de bandas novas e competentes, inspiradas por nomes que fizeram história. O quarteto bebe na fonte correta e desenvolve um trabalho autoral de altíssima qualidade. No Woman e Riverboat Queen foram os grandes destaques da Jayler na Audio. James Bartholomew assumiu o papel de protagonista, seja nos vocais, na guitarra ou nos solos explosivos de gaita. O vocalista, inclusive, desceu do palco algumas vezes para interagir com o público. Houve ainda espaço para apresentar algumas novidades. Das 11 músicas do álbum de estreia, a Jayler apresentou nove canções: Intro, Down Below, Riverboat Queen, Need Your Love, The Geatway, Over the Mountain, Alectrona, Lovemaker e The Rinsk. Bittersweet e Hate To See It End foram ausências. E das nove presentes no set, somente duas já foram lançadas, Down Below e Riverboat Queen. Entre as autorais, a banda também apresentou uma versão bem original para I Believe to My Soul, de Ray Charles (apesar de não constar no set descrito abaixo). É gratificante ver a entrega da banda, que claramente se diverte no palco. Esta turnê certamente impulsionará o nome do grupo: no segundo semestre, eles seguem para grandes arenas na Europa e no Reino Unido, acompanhando ninguém menos que Sammy Hagar (ex-Van Halen) e Deep Purple. Edit this setlist | More Jayler setlists
Pennywise entrega show catártico no encerramento da We Are One Tour

Encerrando a noite com o peso de uma instituição do punk rock da Califórnia, o Pennywise transformou a Audio, na terça-feira (31), em um cenário de caos controlado e celebração. Se as bandas anteriores prepararam o espírito, o quarteto de Hermosa Beach veio para cobrar o resto do fôlego que o público ainda guardava. Jim Lindberg comandou o público com sua voz ríspida e presença de palco autoritária, enquanto Fletcher Dragge, com sua guitarra “gigantesca” e atitude desafiadora, mantinha a aura de perigo e rebeldia que é a marca registrada do grupo. O show foi uma sucessão de hinos de resistência e união. Músicas que definiram gerações foram entoadas a plenos pulmões, criando rodas de pogo que ocupavam quase toda a extensão da pista. A cozinha formada por Randy Bradbury e Byron McMackin é, possivelmente, uma das mais sólidas do gênero, garantindo que a velocidade nunca atropele a melodia. O Pennywise não faz apenas um show, eles promovem uma experiência coletiva onde a barreira entre ídolo e fã é quebrada pelo suor e pela ideologia compartilhada. >> LEIA ENTREVISTA COM FLETCHER DRAGGE Peaceful Day e Same Old Story entraram logo no início do set, enquanto Fuck Authority (precedida por um discurso forte contra governantes) e um medley com músicas do NOFX (Bob e Kill All the White Man) e Beastie Boys (Fight For Your Rights) se destacou no meio do repertório. A reta final foi ainda mais apoteótica, com Society, Perfect People e Living for Today. Na sequência, Nikola Sarcevic, vocalista do Millencolin, voltou ao palco para tocar baixo e cantar Stand By Me. Como não poderia deixar de ser, o grand finale veio com Bro Hymn, aqui acompanhada por todos os integrantes do Mute, The Mönic e Millencolin, que fizeram os backing vocals. O coro fúnebre que virou celebração à vida foi um dos momentos mais especiais da We Are One Tour. A boa notícia é que o Pennywise já tem data para voltar a São Paulo: 23 de maio no Hangar 110. Venda de ingressos deve começar ainda hoje, às 19h.
Millencolin entrega set nostálgico para surfistas e fãs de Tony Hawk

O Millencolin possui uma relação simbiótica com o Brasil que já dura quase três décadas. Desde a primeira visita em 1998, os suecos aprenderam a ler o público brasileiro como poucos. No show da Audio, a banda estava visivelmente relaxada e em clima de festa, celebrando não apenas o encerramento da bem-sucedida We Are One Tour 2026, mas também um feito esportivo: a classificação da Suécia para a Copa do Mundo após vencer a Polônia. A euforia era tanta que os músicos adotaram a comemoração de Viktor Gyökeres, craque do Arsenal, simulando a máscara do vilão Bane sobre o rosto. Musicalmente, o que se viu foi uma “metralhadora” de clássicos. A sequência inicial com Penguins & Polarbears, Bullion, Sense & Sensibility, Ray e Olympic é o tipo de setlist que não deixa ninguém parado. Os guitarristas Mathias Färm e Erik Ohlsson continuam sendo o motor visual do grupo, transbordando uma alegria genuína por estarem ali. Já o frontman Nikola Šarčević mantém sua postura mais contida, que para alguns pode parecer desinteresse, mas que se revela apenas um estilo próprio de condução, especialmente da metade para o fim, quando ele se solta e interage com a empolgação dos companheiros. >> LEIA ENTREVISTA COM MATHIAS FÄRM O ápice emocional veio com o resgate de Mr. Clean, que transportou os veteranos de volta aos anos 90, na era das fitas VHS de surf e do icônico CD azul da revista Fluir. Para fechar, o hino No Cigar, imortalizado na trilha de Tony Hawk’s Pro Skater, transformou a Audio em um coro uníssono. O Millencolin entregou uma performance leve, nostálgica e impecável, reafirmando seu status de lenda do hardcore melódico.
Étienne Dionne rouba a cena em show marcante do Mute no We Are One Tour

Diretamente do Canadá, o Mute subiu ao palco da Audio, na noite de terça-feira (31), para mostrar por que o punk rock técnico ainda tem uma base de fãs tão sólida e apaixonada. O grande diferencial da banda reside na figura de Étienne Dionne, que acumula as funções de baterista e vocalista principal com uma maestria impressionante. É hipnotizante observar a precisão cirúrgica de suas viradas enquanto mantém linhas vocais melódicas e potentes, sem perder o carisma que o torna o centro gravitacional do quarteto. O setlist foi um exemplo de equilíbrio, navegando por diferentes fases da carreira e mantendo a velocidade lá no alto. Músicas como Resistance e Coming Back abriram o caminho para o que seria uma aula de skate punk moderno. A sequência com Wolf’s Den e Communication Breakdown destacou o trabalho excepcional das guitarras, que alternavam entre riffs rápidos e solos carregados de técnica. >> LEIA ENTREVISTA COM ÉTIENNE DIONNE A reta final do show foi uma sucessão de momentos intensos. Strangers Back Again e The Tempest prepararam o terreno para o encerramento catártico com Nevermore, Fading Out e a clássica Bates Motel. O Mute conseguiu transformar a Audio em um caldeirão de energia, provando que a distância entre Quebec e São Paulo é encurtada instantaneamente quando o primeiro acorde de quinta é disparado. Foi uma apresentação técnica, veloz e, acima de tudo, extremamente divertida para quem aprecia a complexidade do gênero.
Entre amigos e ritmos globais: Drink the Sea valida a nostalgia e prioriza veia autoral

Na música, uma colisão de talentos de várias bandas recebe o nome de “supergrupo”. O que se espera é que a identidade desse coletivo junte, no mesmo espaço, uma combinação de entretenimento que não esconda a densidade dos ritmos com a entrega de um espetáculo consistente. Para os músicos experientes do Drink the Sea, atração na Casa Rockambole, em São Paulo, na última quarta-feira (25), existe um claro compromisso com o frescor do improviso. A reunião de velhos amigos transforma-se em uma sessão onde cada faixa fomenta um enigma identitário: o que aquele som quer expressar em termos convencionais? Para o bom público presente, as músicas resvalavam mais em uma esfera espiritual do que narrativa: eram densas e indissociáveis de um mesmo ímpeto criativo. Itinerância cultural como catalisador O projeto conta com nomes de peso: Peter Buck (R.E.M.), Barrett Martin (Screaming Trees/Mad Season), Alain Johannes (Them Crooked Vultures), Duke Garwood (Mark Lanegan Band), Abbey Blackwell (Alvvays) e Lisette Garcia. Embora famosos pelo rock alternativo, o grupo se revela virtuoso e estudioso de suas influências. O principal catalisador do Drink the Sea é a itinerância. Há um recorte geográfico claro que foge do lugar-comum: Entre o experimentalismo e o Jangle Pop Não é o tipo de show para pular, mas para acompanhar. Logo na abertura, Shaking for the Snakes explorou o groove e o jazz. Saturn Calling seguiu o caminho, mas com um toque sutil de brasilidade. Com raras exceções, como em Where We Belong, faixa muito próxima ao Jangle Pop clássico do R.E.M. de Buck, o som se mostra cristalino e acessível. Aqui, a melodia é simples e poderia pertencer a bandas menos ousadas, mas há beleza em um projeto sofisticado que se ramifica até tocar a memória afetiva do público. Já House of Flowers cativa pelo inverso: ela vence pela exaustão e pela doçura de um riff repetitivo, onde nenhum integrante estabelece liderança, mantendo uma horizontalidade sonora rara. Interlúdio nostálgico e a participação de Nando Reis O show também contou com um longo interlúdio dedicado ao passado. O setlist reviveu clássicos de Mad Season, R.E.M., Queens of the Stone Age e Desert Sessions. O ponto alto de celebração foi a subida ao palco de Nando Reis, acompanhado de seu filho Sebastião Reis. Amigo pessoal dos integrantes, Nando trouxe hits como O Segundo Sol e All Star. Embora o contraste entre o som experimental do Drink the Sea e o autoral de Nando fosse evidente, a transição funcionou pela cumplicidade. A banda saiu estrategicamente dos holofotes para que o convidado brilhasse, provando que a existência de um supergrupo passa, acima de tudo, pela validação das amizades e das memórias compartilhadas.
Street Bulldogs faz “catarse coletiva” em reencontro histórico no Hangar 110

Hoje acordei com a sensação de que viajei no tempo. Parece que fui até ali, em 1998, e voltei! É difícil processar o peso da história do Street Bulldogs ao ver Léo Bulldog, Rodrigo Koala, Guilherme Camargo, Sanmy Saraiva e Fábio Sonrisal juntos novamente no palco do Hangar 110. Mesmo que todos, assim como a boa parte do público presente, já tenham passado dos 40 anos, o show manteve a energia lá no alto o tempo todo. Foi uma verdadeira catarse coletiva, repleta de moshs, stage divings e a trilha sonora que definiu o hardcore nacional para uma geração. Que essa reunião nos proporcionaria momentos marcantes, já sabíamos. Mas realizar o último show dessa mini tour no Hangar 110, a “casa” da banda em São Paulo, fechou o ciclo com chave de ouro. A turnê, viabilizada pela Powerline Music & Books, celebrou não apenas o retorno do vocalista Léo (que atualmente mora em Dublin), mas também o lançamento da discografia em vinil e do livro de Sonrisal. Trajetória de respeito do Street Bulldogs Formada em 1994, em Pindamonhangaba (SP), o Street Bulldogs construiu uma trajetória fundamental no underground. A sonoridade crua e direta, somada a letras críticas e uma postura autêntica, transformou o grupo em referência. No setlist, a banda revisitou toda a história, passando pelos clássicos do Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004). Para os veteranos, foi um reencontro com a própria adolescência; para os mais jovens, a chance de ver ao vivo a formação que gravou o emblemático DVD da banda em 2005. Participações O show foi pontuado por momentos de grande emoção e participações especiais que reforçaram o clima de união da cena: Entre uma música e outra, Léo e Koala fizeram questão de reforçar a importância do respeito, especialmente às minas. Mesmo com a roda pegando fogo, o que prevaleceu foi o sentimento de parceria e cuidado mútuo, provando que a ética punk da banda continua intacta. Abertura e registro A noite começou quente com as apresentações da Voiced e da Contra o Céu (que reúne ex-integrantes de nomes como Dance of Days, Good Intentions e Direction), entregando um som rápido e melódico que preparou o terreno perfeitamente. Vale o spoiler: quem não foi poderá conferir parte disso em breve. A banda viajou com videomakers para registrar os shows da tour, que devem compor um futuro documentário sobre esse capítulo da história do Street Bulldogs. Setlist – Street Bulldogs no Hangar 110 (19/03/2026)
The Adicts se despede do público brasileiro com show apoteótico no Carioca Club

A noite de 18 de março de 2026 ficará marcada na memória dos punks paulistanos como o capítulo final de uma era. O Carioca Club foi o palco escolhido para a “Adios Amigos Tour”, a turnê de despedida dos ingleses do The Adicts da América Latina. Após quase cinco décadas de estrada, a banda provou que o vigor do punk rock permanece intacto, entregando uma performance que misturou caos, glitter e nostalgia. Estética Laranja Mecânica e showmanship Desde os primeiros acordes de Let’s Go, ficou claro que o visual inspirado no filme Laranja Mecânica continua sendo o pilar do grupo. O vocalista Keith “Monkey” Warren, um dos maiores showmen da história do gênero, comandou o público com sua habitual maestria. Entre serpentinas, confetes e truques de mágica punk, Monkey transformou o Carioca Club em um espetáculo teatral visceral. Setlist de hits e emoção no show do Adicts O repertório foi generoso, cobrindo todas as fases da carreira estabelecida desde os anos 70. A sequência inicial com Joker in the Pack e Horrorshow preparou o terreno para o que viria a seguir: um desfile de hinos entoados a plenos pulmões por um público que suou e pulou sem descanso. Os destaques absolutos foram as execuções de: O encerramento não poderia ser mais emblemático. Com a plateia em êxtase, a banda entregou a cover de You’ll Never Walk Alone, um momento de comunhão absoluta entre os músicos e os fãs brasileiros, selando a gratidão mútua de anos de história. A passagem da turnê Adios Amigos por São Paulo, com realização da Powerline e Heart Merch, não foi apenas um show, mas uma celebração da longevidade. O evento, que contou com o aquecimento de Supla e Lixomania, reafirmou que o punk rock, quando feito com o profissionalismo e o carisma de Monkey e sua trupe, se torna atemporal.